Frases sobre o silêncio
página 3

“Às vezes sinto falta de mim. - Eu também, menina. - Sente falta de si? - Não, de você. E dói. [Silêncio] - Me abraça? - Sempre!”

Caio Fernando Abreu (1948–1996) escritor brasileiro

Variante: Às vezes sinto falta de mim. _ Eu também. _ Sente falta de si? _ Não, de você. E dói.

Carlos Drummond de Andrade photo
Franz Kafka photo
Jean Racine photo
Clarice Lispector photo
Lya Luft photo
William Shakespeare photo
Honoré De Balzac photo
Christina Rossetti photo
William Shakespeare photo

“O resto é silêncio.”

William Shakespeare (1564–1616) dramaturgo e poeta inglês
Simone de Beauvoir photo

“Por vezes a palavra representa um modo mais hábil de se calar do que o silêncio.”

Simone de Beauvoir (1908–1986) Escritora francesa

Variante: Por vezes a palavra representa um modo mais acertado de se calar do que o silêncio.

Martha Medeiros photo
Alice Ruiz photo
Haruki Murakami photo
Mia Couto photo
Philip Roth photo
Jean Baudrillard photo

“O único referente que ainda funciona é o da maioria silenciosa. Todos os sistemas atuais funcionam sobre essa entidade nebulosa, sobre essa substância flutuante cuja existência não é mais social mas estatística, e cujo único modo de aparição é o da sondagem. Simulação no horizonte do social, ou melhor, no horizonte em que o social já desapareceu.

O fato de a maioria silenciosa (ou as massas) ser um referente imaginário não quer dizer que ela não existe. Isso quer dizer que não há mais representação possível. As massas não são mais um referente porque não têm mais natureza representativa. Elas não se expressam, são sondadas. Elas não se refletem, são testadas.
(…)Bombardeadas de estímulos, de mensagens e de testes, as massas não são mais do que um jazigo opaco, cego, como os amontoados de gases estelares que só são conhecidos através da análise do seu espectro luminoso - espectro de radiações equivalente às estatísticas e às sondagens. Mais exatamente: não é mais possível se tratar de expressão ou de representação, mas somente de simulação de um social para sempre inexprimível e inexprimido. Esse é o sentido do seu silêncio. Mas esse silêncio é paradoxal - não é um silêncio que fala, é um silêncio que proíbe que se fale em seu nome. E, nesse sentido, longe de ser uma forma de alienação, é uma arma absoluta.

Ninguém pode dizer que representa a maioria silenciosa, e esta é sua vingança. As massas não são mais uma instância à qual se possa referir como outrora se referia à classe ou ao povo. Isoladas em seu silêncio, não são mais sujeito (sobretudo, não da história), elas não podem, portanto, ser faladas, articuladas, representadas, nem passar pelo “estágio do espelho” político e pelo ciclo das identificações imaginárias. Percebe-se que poder resulta disso: não sendo sujeito, elas não podem ser alienadas - nem em sua própria linguagem (elas não têm uma), nem em alguma outra que pretendesse falar por elas. Fim das esperanças revolucionárias. Porque estas sempre especularam sobre a possibilidade de as massas, como da classe proletária, se negarem enquanto tais. Mas a massa não é um lugar de negatividade nem de explosão, é um lugar de absorção e de implosão.”

In the Shadow of the Silent Majorities

Machado de Assis photo
Laura Esquivel photo
Emil Mihai Cioran photo
Orhan Pamuk photo

“Quando aquela senhora que me lembrava minha tia disse que me conhecia, ela não estava dizendo que conhecia minha história de vida e minha família, que sabia onde eu morava, que escolas frequentei, os romances que escrevi e as dificuldades políticas que enfrentei. Nem que conhecia minha vida particular, meus hábitos pessoais ou minha natureza essencial e minha visão de mundo, que eu tentara expressar relacionando-as com minha cidade natal em meu livro Istambul. A velha senhora não estava confundindo a minha história com as histórias de minhas personagens fictícias. Ela parecia falar de algo mais profundo, mais íntimo, mais secreto, e senti que a entendia. O que permitiu que a tia perspicaz me conhecesse tão bem foram minhas próprias experiências sensoriais, que inconscientemente eu colocara em todos os meus livros, em todas as minhas personagens. Eu projetara minhas experiências em minhas personagens: como me sinto quando aspiro o cheiro da terra molhada de chuva, quando me embriago num restaurante barulhento, quando toco a dentadura de meu pai depois de sua morte, quando lamento estar apaixonado, quando eu consigo me safar quando conto uma mentirinha, quando aguardo na fila de uma repartição pública segurando um documento molhado de suor, quando observo as crianças jogando futebol na rua, quando corto o cabelo, quando vejo retratos de paxás e frutas pendurados nas bancas de Istambul, quando sou reprovado na prova de direção, quando fico triste depois que todo mundo deixou a praia no fim do verão, quando sou incapaz de me levantar e ir embora no final de uma longa visita a alguém apesar do adiantado da hora, quando desligo o falatório da TV na sala de espera do médico, quando encontro um velho amigo do serviço militar, quando há um súbito silêncio no meio de uma conversa interessante. Nunca me senti embaraçado quando meus leitores pensavam que as aventuras de meus heróis também haviam ocorrido comigo, porque eu sabia que isso não era verdade. Ademais, eu tinha o suporte de três séculos de teoria do romance e da ficção, que podia usar para me proteger dessas afirmações. E estava bem ciente de que a teoria do romance existia para defender e manter essa independência da imaginação em relação à realidade. No entanto, quando uma leitora inteligente me disse que sentira, nos detalhes do romance, a experiência da vida real que "os tornavam meus", eu me senti embaraçado como alguém que confessou coisas íntimas a respeito da própria alma, como alguém cujas confissões escritas foram lidas por outra pessoa.”

Orhan Pamuk (1952) escritor turco, vencedor do Prêmio Nobel de literatura de 2006

The Naive and the Sentimental Novelist

Susanna Tamaro photo
Sophia de Mello Breyner Andresen photo
Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
John Wycliffe photo
Jair Bolsonaro photo
Inácio de Antioquia photo
Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
Wolfgang Amadeus Mozart photo
Albert Einstein photo
Aldous Huxley photo
Jean Jacques Rousseau photo

“A unidade de todas as coisas vivas existe neste mundo onde todo o mundo e todas as coisas buscam silenciosamente a Deus. Somente os ateus vêem um silêncio eterno.”

Hélas ! dit-elle avec attendrissement, le spectacle de la nature, si vivant, si animé pour nous, est mort aux yeux de l’infortuné Wolmar, et, dans cette grande harmonie des êtres où tout parle de Dieu d’une voix si douce, il n’aperçoit qu’un silence éternel
literalmente, em vez da expressão ateus, diz Wolmar, personagem a quem se refere
Lettre V à milord Edouard in: Julie ou la Nouvelle Héloïse, Cinquième partie (1761)
La nouvelle Héloïse

Marcel Proust photo
Miguel de Unamuno photo

“O silêncio pode ser uma grande mentira”

Miguel de Unamuno (1864–1936)

el silencio puede ser una gran mentira
Obras completas - Página 609; de Miguel de Unamuno, Manuel García Blanco - Publicado por Escelicer, 1966

Milan Kundera photo
Orhan Pamuk photo
Paul Valéry photo
Ralph Waldo Emerson photo

“O silêncio que aceita o mérito como a coisa mais natural do mundo constitui o mais retumbante aplauso.”

Ralph Waldo Emerson (1803–1882)

The silence that accepts merit as the most natural thing in the world is the highest applause.
An address delivered before the senior class: in Divinity College, Cambridge, Sunday evening, 15 July, 1838 - Página 29 http://books.google.com.br/books?id=pFbQpaY0sYkC&pg=PA29, Ralph Waldo Emerson - James Munroe and Company, 1838 - 31 páginas

Samuel Beckett photo

“Toda palavra é como uma mácula desnecessária no silêncio e no nada.”

Samuel Beckett (1906–1989)

Every word is like an unnecessary stain on silence and nothingness.
citado em "Close-up‎" - Página 52, John Gruen - Viking Press, 1968 - 206 páginas

Samuel Beckett photo

“É de mim agora que eu preciso falar, mesmo se eu tiver que fazê-lo com sua língua, será um começo, um passo em direção ao silêncio e ao fim da loucura.”

It's of me now I must speak, even if I have to do it with their language, it will be a start, a step towards the silence and the end of madness
Molloy: a novel‎ - Página 449, Samuel Beckett - Grove Press, 1955 - 241 páginas

Lucio Anneo Seneca photo
Solón photo

“Nenhum idiota consegue ficar em silêncio em uma festa.”

Solón (-638–-558 a.C.)

Epíteto, Fragmento 71, trad. Thomas Wentworth Higginson. http://www.perseus.tufts.edu/cgi-bin/ptext?doc=Perseus%3Atext%3A1999.01.0237&query=chapter%3D%23192&chunk=book

Sydney Smith photo

“Ele tinha momentos ocasionais de silêncio que tornavam sua conversa um prazer.”

Sydney Smith (1771–1845)

he has occasional flashes of silence that make his conversation perfectly delightful
A memoir of the Reverend Sydney Smith - Volume 1, Página 320 http://books.google.com.br/books?id=8go3AAAAYAAJ&pg=PA320, Sydney Smith, Lady Saba Holland Holland - Harper & Brothers, 1856

Sófocles photo

“…também o silêncio cerrado inquieta.”

Sófocles (-496–-406 a.C.)

Antígona - Sófocles, L&PM Pocket, 2008, p.91.

Sófocles photo

“Há algo de ameaçador num silêncio muito prolongado.”

Sófocles (-496–-406 a.C.)

Atribuídas

William Somerset Maugham photo
Blaise Pascal photo

“Sucesso constante só mostra um lado da vida: nos rodeia de amigos que só elogiam e silencia inimigos que apontariam nossos defeitos”

Charles Caleb Colton (1777–1832)

Constant success shows us but one side of the world; for, as it surrounds us with friends, who will tell us only our merits, so it silences those enemies from whom alone we can learn our defects.
Lacon, or, Many things in few words: addressed to those who think‎ - Página 238 http://books.google.com.br/books?id=txAlAAAAMAAJ&pg=PA238, Charles Caleb Colton - 1836 - 504 páginas

Clarice Lispector photo
Colette photo

“Para um poeta, o silêncio é uma resposta aceitável, até mesmo um elogio.”

Colette (1873–1954)

To a poet, silence is an acceptable response, even a flattering one.
"Earthly Paradise" - página 443, Colette - Farrar, Straus & Giroux, 1970, ISBN 0374634009, 9780374634001 - 505 páginas

Cornelia Funke photo
Denis Diderot photo
Eduardo Galeano photo

“Temos guardado um silêncio bastante parecido com a estupidez…”

Eduardo Galeano (1940–2015)

Frase inicial do discurso de abertura na conferência de intelectuais no Chile durante o governo de Allende.
Esta frase "Temos guardado um silêncio bastante parecido com a estupidez..." não é de Galeano. Está incluída na proclamação da Junta Tuitiva de los Derechos del Pueblo, de 1809.
Outras
Fonte: "Veias Abertas da América Latina"

Federico Fellini photo
Fernando Pessoa photo

“Durmo e desdurmo. / Do outro lado de mim, lá para trás de onde jazo, o silêncio da casa toca no infinito. Oiço cair o tempo, gota a gota, e nenhuma gota que cai se ouve cair.”

Fernando Pessoa (1888–1935) poeta português

"Autobiografia sem Factos". (Assírio & Alvim, Lisboa, 2006, p. 59)
Autobiografia sem Factos

Fernando Pessoa photo

“Passo tempos, passo silêncios, mudos sem forma passam por mim.”

Fernando Pessoa (1888–1935) poeta português

"Autobiografia sem Factos". (Assírio & Alvim, Lisboa, 2006, p. 60)
Autobiografia sem Factos

Francis Bacon photo

“O silêncio é a virtude dos imbecis.”

Francis Bacon (1561–1626) página de desambiguação da Wikimedia

Silence is the virtue of fools.
The Works of Francis Bacon: De augmentis scientiaurum - Volume 7, Página 94 http://books.google.com.br/books?id=SnENAAAAYAAJ&pg=PA94, Francis Bacon - M. Jones, 1815
Variante: O silêncio é a virtude dos loucos.

Georges Braque photo

“O vaso dá uma forma ao vazio e a música ao silêncio”

Georges Braque (1882–1963)

Le vase donne une forme au vide et la musique au silence
Georges Braque, citado em "Proust: the creative silence‎" - Página 81, de Angelo Caranfa - Bucknell University Press, 1990, ISBN 0838751652, 9780838751657 - 202 páginas
Atribuídas

Henry De Montherlant photo

“Muitas coisas não merecem ser ditas e muitas pessoas não merecem que as outras coisas lhe sejam ditas: o resultado é muito silêncio.”

Henry De Montherlant (1895–1972)

Tant de choses ne valent pas d'être dites. Et tant de gens ne valent pas que les autres choses leur soient dites. Cela fait beaucoup de silence.
Le théâtre complet‎ - Vol. 4, Página 48, de Henry de Montherlant - Ides et calendes, 1950

Italo Svevo photo
Robert Fripp photo

“O silêncio é um elo entre mundos.”

Robert Fripp (1946) Guitarrista, compositor e produtor musical britânico

Atribuídas

Robert Fripp photo

“A música é a taça que segura o vinho do silêncio.”

Robert Fripp (1946) Guitarrista, compositor e produtor musical britânico
Robert Fripp photo

“A música é a arquitetura do silêncio.”

Robert Fripp (1946) Guitarrista, compositor e produtor musical britânico

Atribuídas

Robert Fripp photo

“O silêncio é um eco distante da aproximação da Musa.”

Robert Fripp (1946) Guitarrista, compositor e produtor musical britânico

Atribuídas

Roberto Baggio photo

“Tenho sempre a mesma visão: o silêncio da minha torcida e a explosão de alegria dos outros”

Roberto Baggio (1967) futebolista italiano

ex-jogador da seleção italiana que perdeu o pênalti decisivo no tetracampeonato brasileiro em 1994; Fonte: Revista ISTO É, Edição 1728

Lao Tsé photo
Lao Tsé photo
Mário Quintana photo

“O silêncio não é a encenação. É o embaraço.”

Victor Cunha Rego (1933–2000) jornalista português

referindo-se ao governo de Cavaco Silva em seu livro "Os Dias de Amanhã", Contexto Editora, Lisboa, 1999.

Ricardo Araújo Pereira photo
Carlos Drummond de Andrade photo

“Desculpe, amor, se meu presente é meio louco e bobo e superado: uns lábios em silêncio (a música mental) e uns olhos em recesso (a infinita paisagem).”

Carlos Drummond de Andrade (1902–1987) Poeta brasileiro

O poder ultra jovem, e Mais 79 textos em prosa e verso.: E mais 79 textos em prosa e verso‎ - Página 173, de Carlos Drummond de Andrade - Publicado por Livraria J. Olympio, 1972 - 186 páginas

Carlos Drummond de Andrade photo
Humberto Gessinger photo

“Se eu fosse sem dizer palavra será que você escutaria o silêncio me dizendo que a culpa não foi sua”

na música Concreto e Asfalto http://letras.terra.com.br/engenheiros-do-hawaii/89034/

Arnaldo Antunes photo

“o silêncio foi a primeira coisa que existiu; um silêncio que ninguém ouviu.”

na música " O Silêncio http://letras.terra.com.br/arnaldo-antunes/91708/"

Josh Hartnett photo
José Serra photo
Chico Buarque photo
Rudolf Karl Bultmann photo
Yitzhak Rabin photo
Luiz Cristóvão dos Santos photo

“A princípio o taumaturgo descreveu as delícias do céu, os querubins tocando harpa e uma nuvem de incenso vagando no azul, entre anjos e santos. A multidão ouvia em silêncio, maravilhada e boquiaberta. Então, de repente, o frade mudou. Sacudiu os braços e soltou a maldição terrível: - Homens sem Deus, mergulhados na lama do pecado. Amancebados! Mentirosos! Adúlteros! Arrependei-vos de vossos pecados! - E passou a descrever as torturas do inferno. Labaredas subiam, tochas ardendo, um relógio marcando: Sempre! Sempre! Nunca! Nunca! Que são as horas da Eternidade. E no meio da fornalha, o suplício do fumaceiro de enxofre sufocando tudo. Aí a multidão se abateu, lábias ciciavam. "Eu pecador, me confesso a Deus", almas tremendo de pavor, como corpos sacudidos de maleita. Junto de mim um matuto de Quitimbu tinha os olhos esgazeados. Cheguei mesmo a ver o suor lhe empastando a fronte morena. Uma velha traçou o xale com força, cobrindo a cabeça tôda, temendo a baforada do satanás. E ao meu lado um soldado desatou o lenço que trazia ao pescoço, como se a coisa lhe abafasse a respiração. E, voltando-se para um companheiro, avisou que ia tomar uma "bicada" pois o cheiro de enxofre estava lhe sufocando a garganta. Depois, Frei Damião baixou os braços, serenou a voz. Nunca, na minha vida, vi silêncio maior. A praça parada, o povo de lábios chumbados, os ohos fitos no frade (…) então o frade rezou. E a multidão respondeu, contrita e imóvel, como se, ao invés de milhares de vozes ali estivesse apenas uma só pessoa, postada diante do pregador famoso, na hora do juízo final, prestando contas ao Altíssimo.”

“O silêncio de Madre Teresa mostra-se agora como um testemunho da sua humildade e da delicadeza do seu amor”

Fonte: Madre Teresa - Venha, seja minha luz - KOLODIEJCHUK, Brian - Editora Thomas Nelson

Zeca Baleiro photo

“Sonhos de lata e de rosas gritam no silêncio branco do muro”

Zeca Baleiro (1966)

Da Canção "Quando Ela Dorme Em Minha Casa" (Zeca Baleiro/ Fausto Nilo)

Clarice Lispector photo

“E a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.”

Clarice Lispector (1920–1977) Escritora ucraniano-brasileira

in A paixão segundo GH pág 98
Variante: ... a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.

Henry De Montherlant photo
Martha Medeiros photo

“O silêncio absoluto, quando não vela nosso sono, diverte-nos torturando.”

Martha Medeiros (1961) escritora e jornalista brasileira

Crônica: Dia e noite - Trem Bala

Franz Kafka photo

“Você não sabe a energia que reside no silêncio”

Franz Kafka (1883–1924) Escritor austro-húngaro-tchecoslovaco