Frases de Denis Diderot

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Denis Diderot

Data de nascimento: 5. Outubro 1713
Data de falecimento: 31. Julho 1784

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Denis Diderot foi um filósofo e escritor francês.

Denis Diderot nasceu na Champanha e começou sua educação formal no Colégio Jesuíta de Langres. Seus pais eram Didier Diderot , um cuteleiro, e sua esposa Angélique Vigneron . Três dos cinco irmãos de Diderot chegaram à idade adulta, Denise Diderot , Pierre-Didier Diderot e Angélique Diderot .

Diderot ingressou no colégio jesuíta de Langres em 1723 . O ensino fornecido pelos jesuítas, que detinham o monopólio da educação secundária na França de então, enfatizava o ensino das línguas clássicas e uma atenção rigorosa às orações católicas, o que visava atenuar a influência humanista e secular. Diderot foi um aluno muito perspicaz e recebeu até mesmo algumas menções honrosas e premiações em virtude de seu excelente desempenho escolar.

Em 1726, o bispo de Langres concede a Diderot a tonsura e tudo indicava que o jovem Denis seguiria uma carreira eclesiástica. A família de Diderot esperava que ele herdasse a prebenda de seu tio, o cônego Didier Vigneron. Contudo, por uma série de infortúnios , Diderot não recebeu o benefício esperado, embora recebesse a alcunha de abade por parte de seus concidadãos.

Por motivos ainda não inteiramente esclarecidos, em 1728, aos dezesseis anos, Diderot parte para Paris e passa a frequentar o colégio de Harcourt . Em 1732 recebe o grau de mestre em artes na Universidade de Paris. Pouco se sabe sobre os primeiros anos de Diderot em Paris. Sabe-se que considerou a possibilidade de estudar Direito e que sua conduta foi motivo de preocupação para seu pai e que passou por dificuldades financeiras.

Diderot iniciou sua carreira como tradutor. Em 1743, ele traduz a Grecian History, de Temple Stanyan. É contudo, a tradução de An inquiry concerning virtue or merit, de Shaftesbury, sob o título Essai sur le mérit et la vertu, publicado em 1745, que Diderot se torna um pouco mais conhecido. A primeira peça relevante da sua carreira literária é Lettres sur les aveugles a l’usage de ceux qui voient , em que sintetiza a evolução do seu pensamento desde o deísmo até ao cepticismo e o materialismo ateu, e tal obra culminou em sua prisão. Sua obra prima é a edição da Encyclopédie ou Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers , onde reportou todo o conhecimento que a humanidade havia produzido até sua época. Demorou 21 anos para ser editada, e é composta por 28 volumes. Mesmo que na época o número de pessoas que sabia ler era pouco, ela foi vendida com sucesso. Denis conseguiu uma fortuna. Deu continuidade com empenho e entusiasmo apesar de alguma oposição da Igreja Católica e dos poderes estabelecidos. Escreveu também algumas outras peças teatrais de pouco êxito. Destacou-se particularmente nos romances, nos quais segue as normas dos humoristas ingleses, em especial de Sterne: A Religiosa, O Sobrinho de Rameau, Jacques, o fatalista e seu mestre. Escreveu vários artigos de crítica de arte.

Foi um dos primeiros autores que fazem da literatura um ofício, mas sem esquecer jamais que era um filósofo. Preocupava-se sempre com a natureza do homem, a sua condição, os seus problemas morais e o sentido do destino. Admirador entusiasta da vida em todas as suas manifestações, Diderot não reduziu a moral e a estética à fisiologia, mas situou-as num contexto humano total, tanto emocional como racional. Diderot é considerado por muitos um precursor da filosofia anarquista. Alguns estudiosos acreditam que, sob inspiração de sua obra, "A Religiosa", barbáries foram praticadas contra religiosos e freiras na Revolução Francesa de 1789 com o deturpado intuito de "protegê-los" contra os crimes praticados pela Santa Sé, há ainda um suposto dossiê encontrado por Georges May em 1954, que mostra a obra A religiosa como pura ficção e não um retrato da realidade.

Morreu em 31 de julho de 1784 e encontra-se sepultado no Panteão de Paris na França.

Citações Denis Diderot

„Perguntaram um dia a alguém se havia ateus verdadeiros. Você acredita, respondeu ele, que haja cristãos verdadeiros?“

—  Denis Diderot, Philosophical thoughts
On demandait un jour à quelqu'un s'il y avait de vrais athées. Croyez-vous répondit-il qu'il y ait de vrais chrétiens ? "Pensées philosophiques" in: "Œuvres de Denis Diderot", Volume 1‎ - Página 108 http://books.google.com.br/books?id=3zIHAAAAQAAJ&pg=PA108, Denis Diderot - A. Belin, 1818

„Nenhum homem recebeu da natureza o direito de comandar os outros.“

—  Denis Diderot
Aucun homme n'a reçu de la nature le droit de commander aux autres "Autorité" in: "Œuvres de Denis Diderot", Volume 13‎ - Página 386 http://books.google.com.br/books?id=e6UGAAAAQAAJ&pg=PA386, Denis Diderot, Jacques André Naigeon - J.L.J. Brière, 1821

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„Cada século tem um espírito que o caracteriza: o espírito do nosso parece ser o da liberdade.“

—  Denis Diderot
Chaque siècle a son esprit qui le caractérise. L'esprit du nôtre semble être celui de la liberté. Oeuvres complètes de Diderot: revues sur les éditions originales, comprenant ce qui a été publié à diverses époques et les manuscrits inédits, conservés à la Bibliothèque de l'Ermitage, notices, notes, table analytique, Volume 20‎ - Página 221, Denis Diderot - Garnier frères, 1877

„A sabedoria não é outra coisa senão a ciência da felicidade.“

—  Denis Diderot
citado em "Frases Geniais" - Página 14, de PAULO BUCHSBAUM - Editora Ediouro Publicações, ISBN 8500015330, 9788500015335

„Coisas das quais nunca se duvidou, jamais foram provadas.“

—  Denis Diderot
Ce qu'on n'a jamais mis en question n'a point été prouvé. Œuvres philosophiques et dramatiques de M. Diderot‎ - Volume 3, Página 39 http://books.google.com.br/books?id=zDgHAAAAQAAJ&pg=RA1-PA39, item XXXI, Denis Diderot - 1772 - 15 páginas

„Ter escravos não é nada, mas o que se torna intolerável é ter escravos chamando-lhes cidadãos.“

—  Denis Diderot
Avoir des esclaves n'est rien, ce qui est intolérable c'est d'avoir des esclaves et de les appeler citoyens. citado em "Chronique française du XXe siècle", Volume 10‎ - Página 167, Paul Vialar - Del Duca, 1955

„A ignorância não fica tão distante da verdade quanto o preconceito.“

—  Denis Diderot
l'ignorance est moins éloignée de la vérité que le préjugé OEuvres: Les bijoux indiscrets‎ - Volume 1, Página 361 http://books.google.com.br/books?id=vw8wAAAAYAAJ&pg=RA1-PA361, Denis Diderot - 1818

„Se, quando somos ricos, temos tudo, qual o interesse em termos mérito e virtude?“

—  Denis Diderot
et quand on est riche, si l'on a tout, quel intérêt à avoir du mérite et de la vertu? Diderot et Catherine II‎ - Página 239, Maurice Tourneux, Denis Diderot - Calmann Lévy, 1899 - 601 páginas

„Dizem que o desejo é produto da vontade, mas dá-se o oposto: a vontade é produto do desejo.“

—  Denis Diderot
On dit que le désir naît de la volonté, c'est le contraire, c'est du désir que naît la volonté. Oeuvres complètes: Revues sur les éditions originales ... Étude sur Diderot et le mouvement philosophique au XVIIIe siècle, Volume 9‎ - Página 352, Denis Diderot - Garnier, 1875

„Nem que seja para fazer alfinetes, o entusiasmo é indispensável para sermos bons no nosso ofício.“

—  Denis Diderot
Ne fit-on que des épingles, il faut être enthousiaste de son métier pour y exceller. "Observations sur la Sculpture et sur Bouchardon" in: "Oeuvres de Denis Diderot", Volume 4‎ - Página 575 http://books.google.com.br/books?id=a9ATAAAAQAAJ&pg=PA575, Denis Diderot - A. Belin, 1818

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„Em sublime, não é necessário que a elegância seja observada; isto enfraquece-a.“

—  Denis Diderot
Dans le sublime, il ne faut pas que l'élégance se remarque; elle l'affoibliroit. Encyclopédie Ou Dictionnaire Raisonné Des Sciences, Des Arts Et Des Métiers: Do - Esy. 5 - Volume 5 - página 483 https://books.google.com.br/books?id=dBxNAAAAcAAJ&pg=PA483, Denis Diderot, Jean Le Rond d' Alembert, Editora Briasson, 1755, 1011 páginas

„A paixão destrói mais preconceitos do que a filosofia.“

—  Denis Diderot
Les passions détruisent plus de préjugés que la philosophie. "Entretiens sur le Fils naturel" in "Œuvres de Denis Diderot", Volume 6‎ - Página 387 http://books.google.com.br/books?id=QUcHAAAAQAAJ&pg=PA387, Denis Diderot - A. Belin, 1819

„Apenas há um dever: o de sermos felizes.“

—  Denis Diderot, Essai sur les règnes de Claude et de Néron
A parler rigoureusement, il n'ya qu'un devoir; c'est d'être heureux "Essai sur les règnes de Claude et de Néron" in: "Oeuvres de Denis Diderot", Volume 6‎ - Página 235 http://books.google.com.br/books?id=UM4TAAAAQAAJ&pg=PA235, Denis Diderot - A. Belin, 1819

„O dinheiro dos tolos é o património dos espertos.“

—  Denis Diderot, livro O Sobrinho de Rameau
l' argent des sots est le patrimoine des gens d'esprit "Le Neveu de Rameau" in: "Oeuvres de Denis Diderot", Volume 21‎ - Página 130 http://books.google.com.br/books?id=H7F23soJOoQC&pg=PA130, Denis Diderot, Jacques André Naigeon - J. L. J. Briére, 1821

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