Frases sobre a solidão

Uma coleção de frases e citações sobre o tema da solidão, ser, vida, vida.

Melhores frases sobre a solidão

  • Tudo o que amei, amei sozinho. – Edgar Allan Poe
  • Odeio quem me rouba a solidão sem verdadeiramente me oferecer companhia. – Friedrich Nietzsche
  • Quem encontra prazer na solidão, ou é fera selvagem ou é Deus. – Aristoteles
  • Solidão de verdade não necessariamente se limita a quando você está só. – Charles Bukowski
  • Se você sente solidão quando a sós, está em má companhia. – Jean Paul Sartre
  • A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais. – Arthur Schopenhauer
  • A pior solidão é àquela em que percebemos ao meio das multidões – Marco Aurelio
  • Na solidão é quando estamos menos sós. – George G. Byron
  • Os outros são realmente terríveis. A única sociedade possível é a de nós mesmos. – Oscar Wilde
  • Eu tenho que ser minha amiga, senão não aguento a solidão. – Clarice Lispector

Todas frases sobre a solidão

Total 488 citações solidão, filtro:

Juscelino Kubitschek photo

„Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das mais altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã o do meu país e antevejo esta alvorada, com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino.“
Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das mais altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã o do meu país e antevejo esta alvorada, com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino.

—  Juscelino Kubitschek político brasileiro, 21° presidente do Brasil 1902 - 1976

Juscelino Kubitschek, 2 de outubro 1956, letras de Augusto Frederico Schmidt

Walt Whitman photo

„Lágrimas! Lágrimas! Lágrimas! / À noite, na solidão, lágrimas.“
Lágrimas! Lágrimas! Lágrimas! / À noite, na solidão, lágrimas.

—  Walt Whitman 1819 - 1892

Fonte: "Folhas de Relva"

Friedrich Nietzsche photo

„Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas… Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia.“
Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas… Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia.

—  Friedrich Nietzsche filósofo alemão do século XIX 1844 - 1900

Emil Mihai Cioran photo

„Cada um de nós nasceu com uma dose de pureza, predestinada a ser corrompida pelo comércio com os homens, por esse pecado contra a solidão. Pois cada um de nós faz o impossível para não se ver entregue a si mesmo. O semelhante não é a fatalidade, mas tentação de decadência. Incapazes de guardar nossas mãos limpas e nossos corações intactos, nos sujamos ao contato de suores estranhos, chafurdamos sedentos de nojo e entusiastas de pestilência na lama unânime. E quando sonhamos mares convertidos em água benta, é tarde demais para mergulharmos neles, e nossa corrupção demasiado profunda nos impede de afogar-nos ali: o mundo infectou nossa solidão; as marcas dos outros em nós tornam-se indeléveis.“
Cada um de nós nasceu com uma dose de pureza, predestinada a ser corrompida pelo comércio com os homens, por esse pecado contra a solidão. Pois cada um de nós faz o impossível para não se ver entregue a si mesmo. O semelhante não é a fatalidade, mas tentação de decadência. Incapazes de guardar nossas mãos limpas e nossos corações intactos, nos sujamos ao contato de suores estranhos, chafurdamos sedentos de nojo e entusiastas de pestilência na lama unânime. E quando sonhamos mares convertidos em água benta, é tarde demais para mergulharmos neles, e nossa corrupção demasiado profunda nos impede de afogar-nos ali: o mundo infectou nossa solidão; as marcas dos outros em nós tornam-se indeléveis.

—  Emil Mihai Cioran 1911 - 1995

„MULHER

Um aroma suave
exalou das mãos do Criador,
quando seus olhos contemplaram
a solidão do homem no Jardim!
Foi assim:
o Senhor desenhou
o ser gracioso, meigo e forte,
que Sua imaginação perfeita produziu.
Um novo milagre:
fez-se carne,
fez-se bela,
fez-se amor,
fez-se na verdade como Ele quer!
O homem colheu a flor,
beijou-a, com ternura,
chamando-a, simplesmente,
Mulher!“

MULHER Um aroma suave exalou das mãos do Criador, quando seus olhos contemplaram a solidão do homem no Jardim! Foi assim: o Senhor desenhou o ser gracioso, meigo e forte, que Sua imaginação perfeita produziu. Um novo milagre: fez-se carne, fez-se bela, fez-se amor, fez-se na verdade como Ele quer! O homem colheu a flor, beijou-a, com ternura, chamando-a, simplesmente, Mulher!

—  Ivone Boechat

Friedrich Rückert photo

„A águia voa sozinha, os corvos voam em bando, o tolo tem necessidade de companhia, e o sábio necessidade de solidão.“
A águia voa sozinha, os corvos voam em bando, o tolo tem necessidade de companhia, e o sábio necessidade de solidão.

—  Friedrich Rückert professor académico alemão 1788 - 1866

citado em "Dicionário de pensamentos: 3000 citações de 922 autores sobre 332 assuntos‎" - Página 180, de Nair Lacerda - Editora Cultrix, 1974 - 256 páginas

Ingmar Bergman photo

„Nossas relações sociais são limitadas, a maioria do tempo, a fofocar e criticar o comportamento das pessoas. Esta observação lentamente empurrou-me para o isolamento da chamada vida social. Meus dias se passam na solidão.“
Nossas relações sociais são limitadas, a maioria do tempo, a fofocar e criticar o comportamento das pessoas. Esta observação lentamente empurrou-me para o isolamento da chamada vida social. Meus dias se passam na solidão.

—  Ingmar Bergman 1918 - 2007

Em Morangos Silvestres.
Filmes

Pablo Picasso photo

„Não se pode fazer nada sem a solidão.“
Não se pode fazer nada sem a solidão.

—  Pablo Picasso pintor espanhol 1881 - 1973

Nada puede hacerse sin soledad
citado em Punta Europa: Volume 2,Edições 18-24 - página 154, Vicente Marrero Suárez - 1957
Atribuídas

Gabriel Chalita photo

„Cada um tem de experimentar o território sagrado do silêncio e da solidão. E cada um, para existir, de fato, tem de dar conta do próprio vazio.“
Cada um tem de experimentar o território sagrado do silêncio e da solidão. E cada um, para existir, de fato, tem de dar conta do próprio vazio.

—  Gabriel Chalita 1969

Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
Erik Satie photo

„nada além de uma solidão gelada que enche a cabeça de vazio e o coração de tristeza.“
nada além de uma solidão gelada que enche a cabeça de vazio e o coração de tristeza.

—  Erik Satie compositor e pianista francês 1866 - 1925

Patrick Modiano photo

„Mas parece que o que nos impulsiona de uma hora para outra a uma fuga é um dia frio e cinzento, que aumenta nossa solidão, que nos faz sentir com mais força que algo vai explodir.“
Mas parece que o que nos impulsiona de uma hora para outra a uma fuga é um dia frio e cinzento, que aumenta nossa solidão, que nos faz sentir com mais força que algo vai explodir.

—  Patrick Modiano, livro Dora Bruder

Dora Bruder

André Malraux photo

„Se existe uma solidão em que o solitário é um abandonado, existe outra onde ele é solitário porque os homens ainda não se juntaram a ele.“
Se existe uma solidão em que o solitário é um abandonado, existe outra onde ele é solitário porque os homens ainda não se juntaram a ele.

—  André Malraux 1901 - 1976

Gerson De Rodrigues photo

„“O Niilista flerta com o suicídio e se deita
Com a morte e em sonhos lúcidos de reflexões
Filosóficas, Se vê afogado em um oceano de conhecimento,
E sufocado em uma overdose de solidão, Então o Niilista abraça
O nada e deita-se sozinho contemplando sua insignificância
Perante o cosmos”“

“O Niilista flerta com o suicídio e se deita Com a morte e em sonhos lúcidos de reflexões Filosóficas, Se vê afogado em um oceano de conhecimento, E sufocado em uma overdose de solidão, Então o Niilista abraça O nada e deita-se sozinho contemplando sua insignificância Perante o cosmos”

—  Gerson De Rodrigues poeta, escritor e anarquista Brasileiro 1995

Variante: O Niilista flerta com o suicídio e se deita Com a morte e em sonhos lúcidos de reflexões Filosóficas, Se vê afogado em um oceano de conhecimento, E sufocado em uma overdose de solidão, Então o Niilista abraça O nada e deita-se sozinho contemplando sua insignificância Perante o cosmos
Fonte: Aforismos De Um Niilista

Gerson De Rodrigues photo

„Poema – Metáforas e Maldições

Quantas vezes eu não desejei que a morte
batesse em minha porta?
quantas vezes eu não sofri angustias
que martirizavam todo o meu ser?
sou um homem maldito,
e a minha maldição é viver

E das vezes em que eu odiei a minha vida,
invejei Jesus pela fé e pela dor
queria eu morrer em um pedaço de madeira
e ainda ser chamado de senhor

Sagrado para mim somente o amor
o amor que eu nunca senti
o amor que eu nunca sentirei
pois eu só sinto dor,
e um ódio que eu mesmo alimentei

Eu não odeio as pessoas
tampouco odeio os deuses
odeio somente as feridas que se abrem em meu corpo
e fazem a minha alma sangrar

Nas vísceras da dor e da angustia
eu me afoguei nas mágoas do silencio
e me enforquei nas cordas banhadas com o sangue
da minha própria dor

A miséria do meu ser,
se alastra por todos os cantos da casa
e a solidão é a companhia muda
desta alma cansada

Nas estrelas eu encontrei a minha própria morada
minhas paixões são os livros e o próprio nada

Todas as vezes que eu chorei
sangrei poesias
e das minhas lágrimas
nasceram dores tão sublimes
capazes de fazer até mesmo as estrelas chorarem

– Gerson De Rodrigues“

Poema – Metáforas e Maldições Quantas vezes eu não desejei que a morte batesse em minha porta? quantas vezes eu não sofri angustias que martirizavam todo o meu ser? sou um homem maldito, e a minha maldição é viver E das vezes em que eu odiei a minha vida, invejei Jesus pela fé e pela dor queria eu morrer em um pedaço de madeira e ainda ser chamado de senhor Sagrado para mim somente o amor o amor que eu nunca senti o amor que eu nunca sentirei pois eu só sinto dor, e um ódio que eu mesmo alimentei Eu não odeio as pessoas tampouco odeio os deuses odeio somente as feridas que se abrem em meu corpo e fazem a minha alma sangrar Nas vísceras da dor e da angustia eu me afoguei nas mágoas do silencio e me enforquei nas cordas banhadas com o sangue da minha própria dor A miséria do meu ser, se alastra por todos os cantos da casa e a solidão é a companhia muda desta alma cansada Nas estrelas eu encontrei a minha própria morada minhas paixões são os livros e o próprio nada Todas as vezes que eu chorei sangrei poesias e das minhas lágrimas nasceram dores tão sublimes capazes de fazer até mesmo as estrelas chorarem – Gerson De Rodrigues

—  Gerson De Rodrigues poeta, escritor e anarquista Brasileiro 1995

Morte Niilismo Nietzsche Suicídio Vida Amor

Gerson De Rodrigues photo

„Poema - Os Pássaros na minha janela

Em meu peito vive uma angustia
que transborda pelos meus olhos

Respiro ofegante
sentindo um aperto em meu coração

O desespero toma conta do meu corpo
com as mãos tremendo
entro no banheiro aos prantos

Sem pensar nas consequências
eu me enforco no chuveiro

O meu corpo se debate em agonia
as minhas mãos tremulas tentam
se agarrar nos azulejos

O chuveiro estoura
sou arremessado ao chão de joelhos
e as minhas lágrimas fundem-se com a água

Chorando sem saber o que fazer
eu deito na cama abraçado a solidão

Passaram-se três dias
e eu ainda não me levantei

Vejo o meu corpo
definhar-se com a fome
os meus ossos secarem com a tristeza

As baratas no meu quarto
são as únicas testemunhas
do meu fim decadente

Lá fora há um pássaro
que canta em harmonia
eu poderia morrer agora
e seus sussurros me fariam sorrir

Com o corpo fraco
sentindo todo o peso do mundo
nas minhas costas

Em passos leves
eu tento caminhar até a janela

Ao abri-la
me deparo com um mundo
sombrio e repleto de dor

Sou arremessado de joelhos
nas chamas escaldantes
do meu próprio inferno

Caminhando descalço
em meio as chamas

Eu me vejo enforcado
gritando o meu próprio nome

Cristo se arrasta
ao meu lado de joelhos
enquanto a minha alma chicoteia
as suas costas
só para vê-lo sangrar

Ao fundo
eu vejo a morte
dilacerando almas confusas
com um sorriso em seu rosto

Um diabo terrível
se esgueira sobre os meus pés

E em seus olhos
eu vejo a figura de um homem triste

Deitado na cama
definhando-se com a fome
enquanto as suas angustias
corroem os seus sonhos
e o mata aos poucos

Aquela criatura decadente
definhando-se em seu próprio abismo
era tudo que eu fui
e tudo que eu sou

Aqueles eram os meus sentimentos
minhas dores
e minhas angustias

Os ratos se alimentavam
dos meus restos podres
e as baratas faziam ninhos nas minhas entranhas

Tal como cristo que sorriu
pela ultima vez
quando foi abandonado pelo seu próprio pai

Ou como as estrelas órfãs
a vagar na escuridão

Somente morto eu poderia sorrir
para os pássaros na minha janela…

- Gerson De Rodrigues“

Poema - Os Pássaros na minha janela Em meu peito vive uma angustia que transborda pelos meus olhos Respiro ofegante sentindo um aperto em meu coração O desespero toma conta do meu corpo com as mãos tremendo entro no banheiro aos prantos Sem pensar nas consequências eu me enforco no chuveiro O meu corpo se debate em agonia as minhas mãos tremulas tentam se agarrar nos azulejos O chuveiro estoura sou arremessado ao chão de joelhos e as minhas lágrimas fundem-se com a água Chorando sem saber o que fazer eu deito na cama abraçado a solidão Passaram-se três dias e eu ainda não me levantei Vejo o meu corpo definhar-se com a fome os meus ossos secarem com a tristeza As baratas no meu quarto são as únicas testemunhas do meu fim decadente Lá fora há um pássaro que canta em harmonia eu poderia morrer agora e seus sussurros me fariam sorrir Com o corpo fraco sentindo todo o peso do mundo nas minhas costas Em passos leves eu tento caminhar até a janela Ao abri-la me deparo com um mundo sombrio e repleto de dor Sou arremessado de joelhos nas chamas escaldantes do meu próprio inferno Caminhando descalço em meio as chamas Eu me vejo enforcado gritando o meu próprio nome Cristo se arrasta ao meu lado de joelhos enquanto a minha alma chicoteia as suas costas só para vê-lo sangrar Ao fundo eu vejo a morte dilacerando almas confusas com um sorriso em seu rosto Um diabo terrível se esgueira sobre os meus pés E em seus olhos eu vejo a figura de um homem triste Deitado na cama definhando-se com a fome enquanto as suas angustias corroem os seus sonhos e o mata aos poucos Aquela criatura decadente definhando-se em seu próprio abismo era tudo que eu fui e tudo que eu sou Aqueles eram os meus sentimentos minhas dores e minhas angustias Os ratos se alimentavam dos meus restos podres e as baratas faziam ninhos nas minhas entranhas Tal como cristo que sorriu pela ultima vez quando foi abandonado pelo seu próprio pai Ou como as estrelas órfãs a vagar na escuridão Somente morto eu poderia sorrir para os pássaros na minha janela… - Gerson De Rodrigues

—  Gerson De Rodrigues poeta, escritor e anarquista Brasileiro 1995

Morte Niilismo Nietzsche Suicídio Vida

Gerson De Rodrigues photo

„Poema - 2 Coríntios 11:14

Viajei entre galáxias vivas
e cheias de vida
que de nada aprendi

Mas conheci buracos negros
cheios de morte
e sai de lá um sábio

Eu sou o filho do nada
e o herdeiro de todas as coisas

Tenho mais anos de vida
do que estrelas no universo
tenho muitos nomes
e alguns confesso que já foram reais

Conheci certa vez
uma criatura estranha que veio até mim
em busca de respostas

Cujas perguntas
estavam ali nela explicitas

Durante todos esses anos de vida
viajando por ai
eu finalmente aprendi

Que as resposta
para todas as minhas perguntas
estavam na noite em que eu me matei;

Eu havia acordado
em uma destas noites frias e solitárias
sentindo o meu sangue ferver
como um veneno que me matava aos poucos

Com olheiras nos olhos
e o cansaço do mundo nas minhas costas

Sentado nas beiradas sujas
de uma cama
repleta de angustias e sonhos perdidos

Sentia-me excluído
de todas as coisas

Quantas vezes
você já não chorou
com as cordas em seu pescoço?

Sentindo as suas mãos tremulas
enquanto decidia
se colocava ou não um fim em sua vida

Sinto-me assim todos os dias…

Forçado a buscar
refugio na solidão

Ao caminhar por ruas lotadas
sinto-me a mais terrível das criaturas

A ansiedade me atormenta
e eu não consigo olhar em ninguém nos olhos

Todas as vezes
que eu tentei amar alguém
lágrimas escorreram pelos seus rostos

O que é mais cruel?

O Suicídio prematuro
de uma alma infeliz

Ou os martírios
de um monstro solitário
cuja as dores o matam aos poucos

Sentado nas janelas
do décimo terceiro andar
do meu prédio

Eu me lancei em meio ao abismo

Um anjo de luz
me segurou em seus braços

E em minha mente
ele profetizou

- Antes de queimar em suas chamas
Subiras aos céus;
ergueras o seu trono acima das estrelas dos Deuses

E se sentará em meio aos arcanjos
o ponto mais elevado do monte
se elevará mais alto do que as nuvens;

Serás a estrela da manhã
o filho das alvoradas

E a luz no final do Abismo!

Para se livrar das trevas
que vive em seu peito

Deves matar o homem que és hoje!

- Gerson De Rodrigues“

Poema - 2 Coríntios 11:14 Viajei entre galáxias vivas e cheias de vida que de nada aprendi Mas conheci buracos negros cheios de morte e sai de lá um sábio Eu sou o filho do nada e o herdeiro de todas as coisas Tenho mais anos de vida do que estrelas no universo tenho muitos nomes e alguns confesso que já foram reais Conheci certa vez uma criatura estranha que veio até mim em busca de respostas Cujas perguntas estavam ali nela explicitas Durante todos esses anos de vida viajando por ai eu finalmente aprendi Que as resposta para todas as minhas perguntas estavam na noite em que eu me matei; Eu havia acordado em uma destas noites frias e solitárias sentindo o meu sangue ferver como um veneno que me matava aos poucos Com olheiras nos olhos e o cansaço do mundo nas minhas costas Sentado nas beiradas sujas de uma cama repleta de angustias e sonhos perdidos Sentia-me excluído de todas as coisas Quantas vezes você já não chorou com as cordas em seu pescoço? Sentindo as suas mãos tremulas enquanto decidia se colocava ou não um fim em sua vida Sinto-me assim todos os dias… Forçado a buscar refugio na solidão Ao caminhar por ruas lotadas sinto-me a mais terrível das criaturas A ansiedade me atormenta e eu não consigo olhar em ninguém nos olhos Todas as vezes que eu tentei amar alguém lágrimas escorreram pelos seus rostos O que é mais cruel? O Suicídio prematuro de uma alma infeliz Ou os martírios de um monstro solitário cuja as dores o matam aos poucos Sentado nas janelas do décimo terceiro andar do meu prédio Eu me lancei em meio ao abismo Um anjo de luz me segurou em seus braços E em minha mente ele profetizou - Antes de queimar em suas chamas Subiras aos céus; ergueras o seu trono acima das estrelas dos Deuses E se sentará em meio aos arcanjos o ponto mais elevado do monte se elevará mais alto do que as nuvens; Serás a estrela da manhã o filho das alvoradas E a luz no final do Abismo! Para se livrar das trevas que vive em seu peito Deves matar o homem que és hoje! - Gerson De Rodrigues

—  Gerson De Rodrigues poeta, escritor e anarquista Brasileiro 1995

Morte Suicídio Nietzsche Niilismo Vida

Dag Hammarskjöld photo

„O silêncio é o espaço que envolve toda a acção e vida em comum. A amizade não precisa de palavras: é a solidão livre da angústia da solidão.“
O silêncio é o espaço que envolve toda a acção e vida em comum. A amizade não precisa de palavras: é a solidão livre da angústia da solidão.

—  Dag Hammarskjöld 1905 - 1961

Fonte: "Notas Soltas"

Erich Fromm photo

„Somos uma sociedade de pessoas com notória infelicidade: solidão, ansiedade, depressão, destruição, dependência; pessoas que ficam felizes quando matam o tempo que foi tão difícil conquistar.“
Somos uma sociedade de pessoas com notória infelicidade: solidão, ansiedade, depressão, destruição, dependência; pessoas que ficam felizes quando matam o tempo que foi tão difícil conquistar.

—  Erich Fromm professor académico alemão 1900 - 1980

Nélson Rodrigues photo

„O casamento é o máximo da solidão com a mínima privacidade.“
O casamento é o máximo da solidão com a mínima privacidade.

—  Nélson Rodrigues escritor e dramaturgo brasileiro 1912 - 1980

citado em "Agora é que são elas" - página 35, Jayme Akstein, Editora Garamond, 2006, ISBN 8576170957, 9788576170952, 144 páginas
Atribuídas

Virginia Woolf photo

„Arranquei do calendário os dias de Maio e de Junho, disse Susan, e vinte e dois dias de Julho. Arranquei-os e amarfanhei-os, e por isso já só existem como um peso no meu coração. São dias mutilados, como borboletas nocturnas com as asas arrancadas, incapazes de voar. Já só faltam oito dias. Dentro de oito dias, descerei do comboio e ficarei parada no cais às seis e vinte e cinco. A minha liberdade vai então desabrochar, fazendo estalar todas as obrigações que me tolhem e diminuem — os horários, a ordem, a disciplina, o ter de estar aqui e ali a horas certas. O dia explodirá de brilho quando eu abrir a porta e vir o meu pai com o seu velho chapéu e as polainas. Vou tremer. Romper em lágrimas. Depois, na manhã seguinte, levanto-me de madrugada. Saio pela porta da cozinha. Irei pelo paul, ouvindo trovejar atrás de mim os grandes cavalos montados por fantasmas que de súbito se detêm. Verei a andorinha roçando a erva. Vou atirar-me para um banco junto ao rio e ficar a ver os peixes deslizando entre os juncos. Terei nas palmas das mãos as marcas das agulhas dos pinheiros. Então poderei desdobrar e examinar com atenção tudo o que aqui nasceu em mim, qualquer coisa de duro. Porque alguma coisa cresceu dentro de mim, através do Inverno e do Verão, dos dormitórios e escadarias. Ao contrário de Jinny não quero ser admirada. Não quero que as pessoas ergam os olhos de admiração quando entro. Quero dar e receber e quero a solidão onde possa desdobrar em paz tudo o que possuo.“
Arranquei do calendário os dias de Maio e de Junho, disse Susan, e vinte e dois dias de Julho. Arranquei-os e amarfanhei-os, e por isso já só existem como um peso no meu coração. São dias mutilados, como borboletas nocturnas com as asas arrancadas, incapazes de voar. Já só faltam oito dias. Dentro de oito dias, descerei do comboio e ficarei parada no cais às seis e vinte e cinco. A minha liberdade vai então desabrochar, fazendo estalar todas as obrigações que me tolhem e diminuem — os horários, a ordem, a disciplina, o ter de estar aqui e ali a horas certas. O dia explodirá de brilho quando eu abrir a porta e vir o meu pai com o seu velho chapéu e as polainas. Vou tremer. Romper em lágrimas. Depois, na manhã seguinte, levanto-me de madrugada. Saio pela porta da cozinha. Irei pelo paul, ouvindo trovejar atrás de mim os grandes cavalos montados por fantasmas que de súbito se detêm. Verei a andorinha roçando a erva. Vou atirar-me para um banco junto ao rio e ficar a ver os peixes deslizando entre os juncos. Terei nas palmas das mãos as marcas das agulhas dos pinheiros. Então poderei desdobrar e examinar com atenção tudo o que aqui nasceu em mim, qualquer coisa de duro. Porque alguma coisa cresceu dentro de mim, através do Inverno e do Verão, dos dormitórios e escadarias. Ao contrário de Jinny não quero ser admirada. Não quero que as pessoas ergam os olhos de admiração quando entro. Quero dar e receber e quero a solidão onde possa desdobrar em paz tudo o que possuo.

—  Virginia Woolf, livro The Waves

The Waves

Ralph Waldo Emerson photo

„É fácil viver no mundo conforme a opinião das pessoas. É fácil, na solidão, viver do jeito que se quer. Mas o grande homem é aquele que, no meio da multidão, mantém com perfeita doçura a independência da solidão.“
É fácil viver no mundo conforme a opinião das pessoas. É fácil, na solidão, viver do jeito que se quer. Mas o grande homem é aquele que, no meio da multidão, mantém com perfeita doçura a independência da solidão.

—  Ralph Waldo Emerson 1803 - 1882

It is easy in the world to live after the world s opinion; it is easy in solitude to live after our own; but the great man is he who in the midst of the crowd keeps with perfect sweetness the independence of solitude.
"Self-Reliance" in: Select Essays and Poems‎ - Página 35, de Ralph Waldo Emerson, Eva March Tappan - Publicado por Allyn and Bacon, 1808 - 120 páginas

Arthur Schopenhauer photo

„Se a solidão e o ermo não deixam sentir a um só tempo todos os seus males, pelo menos permitem abarcá-los como um só olhar. A sociedade, ao contrário, é insidiosa: oculta males enormes, com frequência incuráveis, por trás da aparência dos passatempos, das conversas, dos divertimentos sociais e coisas semelhantes. Um dos principais estudos da juventude deveria ser o de aprender a suportar a solidão, porque esta é uma fonte de felicidade, de tranquilidade de ânimo.“
Se a solidão e o ermo não deixam sentir a um só tempo todos os seus males, pelo menos permitem abarcá-los como um só olhar. A sociedade, ao contrário, é insidiosa: oculta males enormes, com frequência incuráveis, por trás da aparência dos passatempos, das conversas, dos divertimentos sociais e coisas semelhantes. Um dos principais estudos da juventude deveria ser o de aprender a suportar a solidão, porque esta é uma fonte de felicidade, de tranquilidade de ânimo.

—  Arthur Schopenhauer filósofo alemão 1788 - 1860

Tradução de Jair Barbosa; Página 164 (Cap. 5, § 9)
Tradução de André Díspore Cancian; Página 66 (Cap. 5, § 9)
Aforismos para a sabedoria de vida
Variante: "O isolamento e a solidão têm seus males, mas, apesar de não podemos senti-los de uma só vez, ao menos podemos investigá-los. A sociedade, pelo contrário, é insidiosa; oculta males imensos, às vezes irreparáveis, detrás de uma aparência de passatempos, de conversas, de entretenimentos sociais e outras coisas semelhantes. Um estudo importante para a juventude seria aprender a suportar a solidão, visto que é a fonte de felicidade e de paz de espírito."

Gustave Flaubert photo

„Por mais que a alma lide, não rompe a sua solidão, e caminha com ela, como formiga num deserto perdido.“
Por mais que a alma lide, não rompe a sua solidão, e caminha com ela, como formiga num deserto perdido.

—  Gustave Flaubert 1821 - 1880

Arthur Schopenhauer photo

„A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais.“
A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais.

—  Arthur Schopenhauer filósofo alemão 1788 - 1860

Arthur Schopenhauer photo

„Cada um será tanto mais sociável quanto mais pobre for de espírito, e, em geral, mais vulgar (o que torna o homem saudável é justamente a sua pobreza interior). Pois, no mundo, não se tem muito além da escolha entre solidão e a vulgaridade.“
Cada um será tanto mais sociável quanto mais pobre for de espírito, e, em geral, mais vulgar (o que torna o homem saudável é justamente a sua pobreza interior). Pois, no mundo, não se tem muito além da escolha entre solidão e a vulgaridade.

—  Arthur Schopenhauer filósofo alemão 1788 - 1860

Arthur Schopenhauer photo

„O que torna as pessoas sociáveis é a sua incapacidade de suportar a solidão e, nela, a si mesmos.“
O que torna as pessoas sociáveis é a sua incapacidade de suportar a solidão e, nela, a si mesmos.

—  Arthur Schopenhauer, livro Parerga e Paralipomena

Was die Menschen gesellig macht, ist ihre Unfähigkeit, die Einsamkeit, und in dieser sich selbst, zu ertragen.
Parerga und Paralipomena: kleine philosophische Schriften, página 402 https://books.google.com.br/books?id=_nERAAAAYAAJ&pg=PA402, Arthur Schopenhauer - A.W. Hahn, 1851

Marco Aurelio photo

„A pior solidão é àquela em que percebemos ao meio das multidões“
A pior solidão é àquela em que percebemos ao meio das multidões

—  Marco Aurelio 121 - 180

Clarice Lispector photo

„Mas chegará o instante em que me darás a mão, não mais por solidão, mas como eu agora: por amor.“
Mas chegará o instante em que me darás a mão, não mais por solidão, mas como eu agora: por amor.

—  Clarice Lispector Escritora ucraniano-brasileira 1920 - 1977

Clodovil Hernandes photo

„Não sinto solidão, tenho a companhia de Deus.“
Não sinto solidão, tenho a companhia de Deus.

—  Clodovil Hernandes estilista, apresentador e político brasileiro 1937 - 2009

Programa Tom Cavalcante
Frases clássicas de Clodovil

Francis Bacon photo

„A pior solidão é não ter amizades verdadeiras.“
A pior solidão é não ter amizades verdadeiras.

—  Francis Bacon página de desambiguação da Wikimedia 1561 - 1626