Frases sobre o inverno

Uma coleção de frases e citações sobre o tema da verão, temporada, inverno, dia.

Melhores frases sobre o inverno

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„A gargalhada é o sol que varre o inverno do rosto humano.“

—  Victor Hugo, livro Os Miseráveis

Le rire c'est le soleil ; il chasse l'hiver du visage humain
Les misérables‎ - Página 314 http://books.google.com/books?id=db0GAAAAQAAJ&pg=PA314, de Victor Hugo - Publicado por J. Hetzel, 1866 - 799 páginas
Os Miseráveis

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„No verão, as pessoas pescam e fazem sexo. No inverno, a pesca não é boa.“

—  Kimi Räikkönen 1979

Sobre o que há pra se fazer na Finlândia
Atribuídas

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„Que fogo poderia se igualar a um raio de sol num dia de inverno?“

—  Henry David Thoreau, livro Excursions

What fire could ever equal the sunshine of a winter's day [...]
Excursions‎ - Página 115 http://books.google.com.br/books?id=tbAdAAAAYAAJ&pg=PA115, Henry David Thoreau, Ralph Waldo Emerson - Ticknor and Fields, 1863 - 319 páginas

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„Feliz é aquele que nunca repara se está no inverno ou no verão.“

—  Anton Pavlovitch Tchékhov 1860 - 1904

Счастлив тот, кто не замечает, лето теперь или зима.
Three sisters - página 62, Anton Pavlovich Chekhov - Kreusler, 1954 - 134 páginas

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Todas frases sobre o inverno

Total 95 citações inverno, filtro:

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„Arranquei do calendário os dias de Maio e de Junho, disse Susan, e vinte e dois dias de Julho. Arranquei-os e amarfanhei-os, e por isso já só existem como um peso no meu coração. São dias mutilados, como borboletas nocturnas com as asas arrancadas, incapazes de voar. Já só faltam oito dias. Dentro de oito dias, descerei do comboio e ficarei parada no cais às seis e vinte e cinco. A minha liberdade vai então desabrochar, fazendo estalar todas as obrigações que me tolhem e diminuem — os horários, a ordem, a disciplina, o ter de estar aqui e ali a horas certas. O dia explodirá de brilho quando eu abrir a porta e vir o meu pai com o seu velho chapéu e as polainas. Vou tremer. Romper em lágrimas. Depois, na manhã seguinte, levanto-me de madrugada. Saio pela porta da cozinha. Irei pelo paul, ouvindo trovejar atrás de mim os grandes cavalos montados por fantasmas que de súbito se detêm. Verei a andorinha roçando a erva. Vou atirar-me para um banco junto ao rio e ficar a ver os peixes deslizando entre os juncos. Terei nas palmas das mãos as marcas das agulhas dos pinheiros. Então poderei desdobrar e examinar com atenção tudo o que aqui nasceu em mim, qualquer coisa de duro. Porque alguma coisa cresceu dentro de mim, através do Inverno e do Verão, dos dormitórios e escadarias. Ao contrário de Jinny não quero ser admirada. Não quero que as pessoas ergam os olhos de admiração quando entro. Quero dar e receber e quero a solidão onde possa desdobrar em paz tudo o que possuo.“

—  Virginia Woolf, livro The Waves

The Waves

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„Chuvas de primavera


…como a alva a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, […] que rega a terra. v.3


Precisando de uma pausa, fui caminhar num parque das proximidades. Enquanto caminhava, uma explosão de verde me chamou a atenção. Fora da lama surgiam rebentos de vida que em poucas semanas seriam narcisos alegres, anunciando a primavera e o calor que se aproximava. Tínhamos sobrevivido a mais um inverno!

Quando lemos o livro de Oseias, podemos nos sentir, em parte, como num inverno implacável. O Senhor deu a este profeta a pouco invejável tarefa de se casar com uma mulher infiel para demonstrar o amor do Criador por Seu povo Israel (1:2,3). A esposa de Oseias, Gomer, quebrou seus votos de casamento, mas Oseias a aceitou novamente, desejando que ela o amasse com dedicação (3:1-3). Assim também o Senhor deseja que o amemos com a força e empenho que não se evaporarão como a névoa da manhã.

Como nos relacionamos com Deus? Será que o buscamos, principalmente em momentos de dificuldade, procurando respostas ao nosso sofrimento, mas ignorando-o em nossas celebrações? Somos como os israelitas, facilmente seduzidos pelos ídolos do nosso tempo, tais como: ocupação, sucesso e influência?

Hoje, podemos novamente nos comprometer com o Senhor, que nos ama, tão certo como os botões em flores na primavera.

Embora possamos ser infiéis a Deus, 
Ele nunca vai virar Suas costas a nós. Amy Boucher Pye“

—  pão_diário_é_só_noticias_boas

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„Julgamento por fogo


Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, […] receberá a coroa da vida… v.12


No inverno passado ao visitar um museu de história natural, aprendi alguns fatos interessantes sobre uma árvore chamada Aspen. Um bosque de álamos, de troncos delgados e brancos podem crescer a partir de uma única semente e compartilhar o mesmo sistema radicular. Estes sistemas radiculares podem existir por milhares de anos, mesmo sem produzir árvores. Eles dormem no subsolo, à espera de incêndio, inundação ou avalanche para limpar-lhes um espaço nas sombras da floresta. Após um desastre natural limpar a terra, as raízes dessa árvore podem finalmente sentir o sol. As raízes, então, produzem mudas, que se tornam árvores.

Para estes álamos, a devastação causada pela natureza lhes possibilita o crescimento. Tiago escreve que o nosso crescimento na fé, se torna possível pelas dificuldades: “…tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. “ (Tiago 1:2-4).

É difícil ser alegre nas provações, mas podemos ter a esperança de que Deus usará as circunstâncias difíceis para nos ajudar a atingir a maturidade. Como árvores de álamo, a fé pode crescer em tempos de provação quando a dificuldade liberar espaço em nosso coração para a luz de Deus habitar em nós.

Nossas experiências e provações 
podem nos aproximar de Cristo. Amy Peterson“

—  pão_diário_é_só_noticias_boas

„Fugindo com ele


Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício… Hebreus 11:4


Em 2004, a esquiadora canadense Beckie Scott recebeu uma medalha de ouro olímpica. Os Jogos Olímpicos de Inverno tinham sido realizados em 2002, nos EUA. Ela tinha recebido a de bronze, mas duas atletas foram desqualificadas meses depois, quando se soube que tinham usado substâncias proibidas.

Foi bom ela, finalmente, ter recebido o ouro, mas foi-se para sempre o momento em que poderia estar no pódio e ouvir o seu hino nacional. Essa injustiça não poderia ser reparada.

A injustiça de qualquer espécie nos perturba, e com certeza, há erros muito maiores do que lhe ser negado uma medalha arduamente conquistada. A história de Caim e Abel mostra um ato final de injustiça (Gênesis 4:8). À primeira vista, poderia parecer que Caim se deu bem com o assassinato de seu irmão. Afinal, ele teve vida longa e plena, e construiu uma cidade (v.17).

Mas Deus confrontou Caim: “Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão clama da terra a mim” (v.10). O Novo Testamento registrou Caim como um exemplo a ser evitado (1 João 3:12, Judas 1:11). Mas sobre Abel lemos: “Pela fé, Abel […] mesmo depois de morto, ainda fala” (Hebreus 11:4).

Deus se preocupa com a justiça, com a retificação dos erros e a defesa dos impotentes. Ninguém consegue escapar com atos de injustiça nem Deus deixa de recompensar nossa obra feita em fé por Ele.

O pecado não será julgado pelo modo como o vemos, 
mas pelo modo como Deus o vê. Tim Gustafson“

—  pão_diário_é_só_noticias_boas

„O dom de dar


Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, […] porque Deus ama a quem dá com alegria. 2 Coríntios 9:7


Certo pastor deu vida à frase “Ele te daria a própria roupa”, quando entregou este desafio perturbador à sua igreja: “O que aconteceria se tirássemos nossos casacos e os déssemos aos necessitados?” Em seguida, tirou o seu e colocou-o aos pés do púlpito. Dezenas de outros seguiram o seu exemplo. Eles fizeram isso no inverno, de modo que a volta para casa foi menos confortável naquele dia. Porém, para dezenas de pessoas em necessidade, a estação ficou um pouco mais aquecida.

Quando João Batista percorreu o deserto da Judeia, ele tinha um aviso severo para a multidão que veio ouvi-lo. “…Raça de víboras”, ele disse. “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento…” (Lucas 3:7,8). Assustados, perguntaram-lhe: “O que devemos fazer então?” Ele os respondeu com um conselho: “Quem tem duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo” (vv.10,11). O verdadeiro arrependimento produz um coração generoso.

“Deus ama a quem dá com alegria”, portanto a nossa doação jamais deve basear-se em culpa ou pressão (2 CORÍNTIOS 9:7). Mas quando doamos de boa vontade e generosamente, descobrimos que realmente é mais abençoador dar do que receber.

A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado. 
Provérbios 11:25 Tim Gustafson“

—  pão_diário_é_só_noticias_boas

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„A paciência faz contra as ofensas o mesmo que as roupas fazem contra o frio; pois, se vestires mais roupas conforme o inverno aumenta, tal frio não te poderá afetar. De modo semelhante, a paciência deve crescer em relação às grandes ofensas; tais injúrias não poderão afetar a tua mente.“

—  Leonardo Da Vinci pintor renascentista 1452 - 1519

Variante: A paciência faz contra as ofensas o mesmo que as roupas fazem contra o frio; pois, se vestires mais roupas conforme o inverno aumenta, tal frio não te poderá afectar. De modo semelhante, a paciência deve crescer em relação às grandes ofensas; tais injúrias não poderão afectar a tua mente.

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„Para o bem-estar e saúde, mais uma vez, o domicílio deve ser arejado no verão e ter sol no inverno. O domicílio que possui essas qualidades, deve ser mais comprido do que largo e sua entrada principal deve ser voltada para para o sul.“

—  Aristoteles, Economia

1345a.20 http://artflx.uchicago.edu/perseus-cgi/citequery3.pl?dbname=PerseusGreekTexts&getid=1&query=Arist.%20Oec.%201345a.20, Economia (Oeconomica), Textos e traduções gregos
Das partes dos animais, Economia

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„Foi o melhor dos tempos, / foi o pior dos tempos, / foi a idade da sabedoria, / foi a idade da tolice, / foi a época da fé, / foi a época da incredulidade, / foi a estação da luz, / foi a estação das trevas, / foi a primavera da esperança, / foi o inverno do desespero / tínhamos tudo diante de nós, tínhamos nada diante de nós.“

—  Charles Dickens, livro Um Conto de Duas Cidades

It was the best of times it was the worst of times, it was the age of wisdom it was the age of foolishness, it was the epoch of belief it was the epoch of incredulity, it was the season of light it was the season of darkness, it was the spring of hope it was the winter of despair, we had
A Tale of Two Cities‎ (1859), Book the First, Chapter I

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„Claro que te farei mal. Claro que me farás mal. Claro que não podemos, mas essa é a condição da existência. Receber a Primavera significa correr os riscos do Inverno. Se desistir agora será correr o risco do desaparecimento. Amo-te.“

—  Natalie Paley 1905 - 1981

Antoine de Saint-Exupéry citado no livro "Sept lettres à Natalie Paley (1942 – 1943)"
Correspondência com Antoine de Saint-Exupéry

„As lembranças estão ainda presentes, melhor dizendo as impressões (os cachorros de noite, as calçadas e a rua arrebentadas após o inverno, os sons da língua romena…) que não são ainda lembranças, mas parecem disponiveis, mobilisadas, presentes ( …) Mas sinto também como estas sensações diversas se distanciam umas das outras, já se separam : algumas adquirem importância em detrimento de outras, formam pequenos grupos, se organisam em "lembranças", capazes de penetrar na memória profunda.“

—  Pierre Pachet 1937 - 2016

"Les souvenirs sont encore là, les impressions plutôt (les chiens la nuit, les trottoirs et la chaussée crevée après l’hiver, les sons de la langue roumaine…) qui ne sont pas encore des souvenirs, mais semblent disponibles, mobilisées, présentes (…) Mais je sens aussi comment ces diverses sensations s’écartent les unes des autres, se désolidarisent déjà : certaines prennent de l’importance aux dépens des autres, forment de petits groupes, s’organisent en « souvenirs » aptes à entrer dans la mémoire profonde".
Conversations à Jassy -
Fonte: Conversations à Jassy, éditeur Maurice Nadeau, 1987, page 7, ISBN 2-86231-141-3

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„O riso é como o sol; afugenta o Inverno do rosto humano.“

—  Victor Hugo poeta, romancista e dramaturgo francês 1802 - 1885

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„Calcula-se que a Peste Negra matou entre um terço e metade dos europeus, e que teve um impacto equivalente na China. Assinalou, para ambas as civilizações, o termo súbito e selvagem de uma era de crescimento e progresso, exacerbada por uma mudança no clima que trouxe invernos muito mais frios e colheitas devastadas. Na Europa, teria alguns efeitos surpreendentes. Excepcionalmente, uma vez que tanto do indispensável campesinato trabalhador nos países ocidentais, como França e Inglaterra, morreu, os que restaram puderam negociar melhores salários e libertar-se um pouco das exigências dos senhorios. Os começos de uma sociedade mais versátil, já não tão aferrada à propriedade da terra pelas famílias nobres, surgiram em consequência da matança bacteriana.
Estranhamente, na Europa Oriental o efeito foi quase inverso. Os proprietários de terras acabaram por ver o seu poder e alcance acrescidos e arrastaram gradualmente o campesinato sobrevivente para uma sujeição mais pesada, designada pelos historiadores como «segunda servidão». Isto foi possível porque os proprietários da Europa Oriental, que chegaram mais tarde ao feudalismo, eram um pouco mais poderosos e bem enraizados antes de ter chegado a epidemia. As cidades da actual Polónia, da Alemanha Oriental e da Hungria eram menos povoadas e poderosas do que as cidades mercantis – apoiadas no comércio da lã e do vinho – do norte de Itália e de Inglaterra. Os progressos nos direitos jurídicos e no poder das guildas na Europa Ocidental poderão não ter sido extraordinários pelos padrões actuais, mas foram suficientes para terem feito pender a vantagem contra a nobreza, num momento em que a força de trabalho era escassa. A leste, a aristocracia era mais impiedosa e deparava com menos resistência do campesinato disperso. Assim, uma modesta diferença no equilíbrio do poder, subitamente exagerada pelo abalo social decorrente da Peste Negra, provocou mudanças extremamente divergentes que, durante séculos, teriam como efeito um maior avanço e uma maior complexidade social da Europa Ocidental em comparação com territórios de aparência semelhante imediatamente a leste.
A França e a Holanda influenciaram todo o mundo; a Polónia e as terras checas influenciaram apenas o mundo da sua envolvência imediata.
Esses efeitos eram, obviamente, invisíveis para aqueles que atravessaram as devastações da peste, que regressaria periodicamente nos séculos mais próximos. No primeiro regresso, particularmente horrendo, as cidades tornaram-se espectros fantasmagóricos do espaço animado que em tempos haviam sido. Aldeias inteiras esvaziaram-se, deixando os seus campos regressarem ao matagal e aos bosques. Prosperaram a obsessão e o extremismo religiosos, e impregnou-se profundamente no povo cristão uma visão sombria do fim dos tempos. As autoridades vacilavam. As artes e os ofícios decaíram. O papado tremeu. Do outro lado da Eurásia, a glória da China Song desmoronou-se e também aí os camponeses se revoltaram. A mensagem de esperança de Marco Polo ecoou em vão entre povos que ainda não estavam suficientemente fortes para se esticarem e darem as mãos.“

—  Andrew Marr jornalista britânico 1959

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„(Página 45)
""A enfermaria zumbe da maneira como ouvi uma fábrica de tecido zumbir uma vez, quando o time de futebol jogou com a escola secundária na Califórnia. Depois de uma boa temporada, s promotores da cidade estavam tão orgulhosos e exaltados que pagavam para que fôssemos de avião até a Califórnia para disputar um campeonato de escolas secundárias com o time de lá. Quando chegamos à cidade tivemos de visitar um indústria local qualquer. Nosso treinador era um daqueles dados a convencer as pessoas de que o atletismo era educativo por causa do aprendizado proporcionado pelas viagens, e em todas as viagens que fazíamos ele carregava com o time para visitar fábricas de laticínios, fazendas de plantação de beterraba e fábricas de conservas, antes do jogo. Na Califórnia foi uma fábrica de tecido. Quando entramos na fábrica, a maior parte do time deu uma olhada rápida e saiu para ir sentar-se no ônibus e jogar pôquer em cima das malas, mas eu fiquei lá dentro numa canto, fora do caminho das moças negras que corriam de um lado para o outro entre as fileiras de máquinas.
A fábrica me colocou numa espécie de sonho, todos aqueles zumbidos e estalos a chocalhar de gente e de máquinas sacudindo-se em espasmos regulares. Foi por isso que eu fiquei quando todos os outros se foram, por isso e porque aquilo me lembrou de alguma forma os homens da tribo que haviam deixado a aldeia nos últimos dias para ir trabalhar na trituradora de pedras para a represa. O padrão frenético, os rostos hipnotizados pela rotina… eu queria ir com o time, mas não pude.
Era de manhã, no princípio do inverno, e eu ainda usava a jaqueta que nos deram quando ganhamos o campeonato - uma jaqueta vermelha e verde com mangas de couro e um emblema com o formato de uma bola de futebol bordado nas costas, dizendo o que havíamos vencido - e ela estava fazendo com que uma porção de moças negras olhassem. Eu a tirei, mas elas continuaram olhando. Eu era muito maior naquela época. ""

(Página 46)

""Uma das moças afastou-se de sua máquina e olhou para um lado e para o outro das passagens entre as máquinas, para ver se o capataz estava por perto, depois veio até onde eu estava. Perguntou se íamos jogar na escola secundária naquela noite e me disse que tinha um irmão que jogava como zagueiro para eles. Falamos um pouco a respeito do futebol e coisas assim, e reparei como o rosto dela parecia indistinto, como se houvesse uma névoa entre nós dois. Era a lanugem de algodão pairando no ar.
Falei-lhe a respeito da lanugem. Ela revirou os olhos e cobriu a boca com a mão, para rir, quando eu lhe disse como era parecido com o olhar o seu rosto numa manhã enevoada de caça ao pato. E ela disse : "" Agora me diga para que é que você quereria nesse bendito mundo estar sozinho comigo lá fora, numa tocaia de pato?"" Disse-lhe que ela poderia tomar de conta da minha arma, e as moças começaram a rir com a boca escondida atrás das mãos na fábrica inteira. Eu também ri um pouco, vendo como havia parecido inteligente. Anda estávamos conversando e rindo quando ela agarrou meus pulsos e os apertou com as mãos. Os traços do seu rosto de repente se acentuaram num foco radioso; vi que ela estava aterrorizada por alguma coisa.
- Leve-me - disse ela num murmúrio - Leve-me mesmo garotão. Para fora desta fábrica aqui, para fora desta cidade, para fora desta vida. Me leva para uma tocaia de pato qualquer, num lugar qualquer. Num outro lugar qualquer. Hem garotão, hem?“

—  Ken Kesey, livro One Flew Over the Cuckoo's Nest

One Flew Over the Cuckoo's Nest

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„Uma fria chuva de inverno…

Quando a morte beijar a vida pela última vez Como uma fria chuva de inverno Ou o último suspiro de um homem Ao debater-se dependurado em uma corda O Universo derramará suas últimas lágrimas de solidão…

A Morte deixará esse universo sem o triste despojo da carne Ou o lamentar dos cegos e a esperança dos tolos

Quando a morte beijar a última estrela Na penumbra da noite apodrecerão também Os últimos deuses e as últimas canções

Banhada de lágrimas a solidão irá cavalgar Em seu cavalo negro pelo vale do nada E até mesmo o universo irá clamar Em desespero com medo da morte

Morreremos sem deixar porventura uma única alma errante…

Quando a morte selar o contrato com o tempo E a vida dobrar os seus joelhos

A Esperança que um dia brilhou Nos olhos de pequenos indivíduos Que admiravam o céu noturno Em um passado longínquo Desaparecerá para sempre

Morreremos sem deixar um único suspiro, uma única sombra…

A lembrança da vida irá se apagar Com a última estrela a brilhar na escuridão

E os diabos vão chorar abraçados aos deuses Enquanto o seu reino perece Na fria epiderme da morte

Morreremos tão completamente Que o Niilismo irá se tornar a última verdade…

A Única verdade a caminhar pelo vazio Ao lado da morte como a sua doce amante

Até que um dia a morte ao ler em seu diário Sobre a sua antiga companheira chamada vida Chorará lágrimas de sangue degolando-se com a sua própria foice

Morreremos tão completamente Que o próprio universo deixará de existir..

E a completa ausência da matéria Tomara conta deste infinito vazio

E o vazio finalmente poderá sorrir para a solidão beijando-a como uma fria chuva de inverno….“

—  Gerson De Rodrigues poeta, escritor e anarquista Brasileiro 1995

„"Apenas necessitava de silêncio, distante da aglomeração humana e de quaisquer sombras e resquícios de atividade humana, padrões sociais e desejos insaciáveis. Em completo silêncio, era o que precisava. Uma fuga por tempo indeterminado para retornar à minha essência que anula-se cegamente aos atos da vida urbana da modernidade.
Não me encaixava em nenhum grupo, e não desejava compor nenhum deles. Sinto que a aproximação aos aglomerados de pessoas anulam minha individualidade. Todos eles caminham rumo ao declínio.
Não poderia haver momento mais pleno e alegre enquanto estava só e enrolada ao cobertor em uma manhã fria de inverno. Por mais que confortasse, e trouxesse paz, era temporário. Saberia que pouquíssimo tempo após teria de levantar-me e realizar as obrigações sociais, e conviver com indivíduos inertes e demasiadamente dependentes do sistema. Tampouco capazes de perceberem a realidade em que vivem, e seguem cegamente sem questionar. Fazendo-se de seus ídolos muletas metafísicas, e nutrindo meias verdades e desejos insaciáveis para suportar a existência. Vivendo na ilusão do conhecimento sem compreender a vastidão infinita presente no interior de vossas almas.
Sou inteiramente propícia a vivenciar a solitude em completo festejo, e transformar o mais profano padecimento em conhecimento. A solidão compõe a mais profunda das filosofias.
Livrai-vos de vossos apegos, pois são estas às raízes que sustentam vossos sofrimentos. Plantastes sofrimento e colhestes saberes."“

—  Maria Eduarda Eskildsen

„O inverno mais rigoroso é provocado pelos filhos que abandonam os pais.“

—  Maurício.Cavalheiro.Pindamonhangaba

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„Tu não indagues (é ímpio saber) qual o fim que a mim e a ti os deuses tenham dado, Leuconoé, nem recorras aos números babilônicos. Tão melhor é suportar o que será! Quer Júpiter te haja concedido muitos invernos, quer seja o último o que agora debilita o mar Tirreno nas rochas contrapostas, que sejas sábia, coes os vinhos e, no espaço breve, cortes a longa esperança. Enquanto estamos falando, terá fugido o tempo invejoso; colhe o dia, quanto menos confia no de amanhã.“

—  Horacio, livro Odes

"Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati. seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam, quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida aetas: carpe diem quam minimum credula postero."
Opera: ad optimas editiones collata : praemittitur notitia literaria: studdis societatis bipontinae (1783), Odes (I, 11.8), Página 16 http://books.google.com.br/books?id=4CNOAajgREkC&pg=PA16.
Tradução: Francisco Achcar, Lírica e lugar-comum: alguns temas de Horácio e sua presença em português, São Paulo: Edusp, 1994. Página 88 https://pt.scribd.com/doc/101665780/ACHCAR-Francisco-Lirica-e-lugar-comum.
Odes (23 a.C.e 13 a.C.)

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„Sabe, minha classe de lealdade era uma lealdade a meu país, não a suas instituições ou seus governantes oficiais. O país é algo real, é o substancial, o eterno; é algo pelo que vigiar e preocupar-se e ao que ser leal. As instituições são estranhas, são meras roupas e as roupas podem ser mudadas, se tornar ásperas, deixar de ser confortáveis, deixar de proteger aos corpos do inverno, a enfermidade ou a morte. Ser leal aos trapos, disparar pelos trapos, venerar aos trapos, morrer pelos trapos, isso é lealdade ao irracional, é puramente animal. Isto pertence à monarquia, foi inventado pela monarquia; deixe que a monarquia os conserve.“

—  Mark Twain escritor, humorista e inventor norte-americano 1835 - 1910

You see my kind of loyalty was loyalty to one's country, not to its institutions, or its office holders. The country is the real thing, the substantial thing, the eternal thing; it is the thing to watch over, and care for, and be loyal to; institutions are extraneous, they are its mere clothing, and clothing can wear out, become ragged, cease to be comfortable, cease to protect the body from winter, disease, and death. To be loyal to rags, to shout for rags, to worship rags, to die for rags--this is loyalty to unreason, it is pure animal; it belongs to monarchy, was invented by monarchy; let monarchy keep it.
A Connecticut Yankee in King Arthur's court - página 100, Mark Twain - Harper & Bros., 1899 - 433 páginas

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