“Ali, onde o mar quebra, num cachão
Rugidor e monótono, e os ventos
erguem pelo areal os seus lamentos,
Ali se há-de enterrar meu coração.

Queimem-no os sóis da adusta solidão
Na fornalha do Estio, em dias lentos;
Depois, no Inverno, os sopros violentos
Lhe revolvam em torno o árido chão…

Até que se desfaça e, já tornado
Em impalpável pó, seja levado
Nos turbilhões que o vento levanter…

Com suas lutas, seu cans ado anseio,
Seu louco amor, dissolva-se no seio
Desse infecundity, desse amargo mar!”

Última atualização 8 de Julho de 2019. História

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“Ai! Dessa noite o veneno / Persiste em me envenenar / Oiço apenas o silêncio / Que ficou em teu lugar / E ao menos ouves o vento / E ao menos ouves o mar.”

Amália Rodrigues (1920–1999) fadista portuguesa

na música "Abandono" http://letras.terra.com.br/amalia-rodrigues/232327/

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“Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe pra onde ir.”

Lucio Anneo Seneca (-4–65 a.C.)

Variante: Nenhum vento sopra a favor para quem não sabe para onde ir.

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“De repente o céu fica negro, o vento sopra forte, as séries aparecem, trazendo ondas assustadoras. É o mar separando os homens dos meninos.”

Bob Marley (1945–1981) foi um cantor, guitarrista (raggae) e compositor jamaicano famoso por popularizar o gênero

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