„Éramos os eleitos do sol
E nem demos conta
Fomos os eleitos da mais alta estrela
E não soubemos responder à sua dádiva
Angústia de impotência
A água amava-nos
A terra amava-nos
As selvas eram nossas
O êxtase era o nosso próprio espaço
O teu olhar era o universo frente a frente
A tua beleza era o som do amanhecer
A primavera amada pelas árvores
Agora somos uma tristeza contagiosa
Uma morte antes do tempo
A alma que não sabe em que lugar se encontra
O Inverno nos ossos sem qualquer relâmpago
E tudo isto porque não soubeste o que é a eternidade
Nem compreendeste a alma da minha alma no seu barco de trevas
No seu trono de águia ferida de infinito“

Última atualização 18 de Janeiro de 2019. História

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„Na frente de certos ricos, como não se sentir uma alma de comunista?“

—  André Gide 1869 - 1951

En face de certains riches, comment ne pas se sentir une âme de communiste?
André Gide in: "Oeuvres complètes d'André Gide‎" - vol. 15, Página 125, N[ouvelle] r[evue] f[rançaise], 1932

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„Porque dar valor ao próprio sofrimento põe-lhe o ouro de um sol do orgulho. Sofrer muito pode dar a ilusão de ser o Eleito da Dor.“

—  Fernando Pessoa poeta português 1888 - 1935

"Autobiografia sem Factos". Assírio & Alvim, Lisboa, 2006, p. 253
Autobiografia sem Factos

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„Os males do corpo dão a ideia de condenações à morte da alma pela eternidade“

—  Marquês de Custine 1790 - 1857

Les maux du corps donnent l'idée de la mort, les peines de l'âme celles de l'éternité
"Mémoires et voyages ou lettres écrites à diverses époques, pendant des courses en Suisse, en Calabre, en Angleterre et en Ecosse"; Por Astolphe Louis Léonard de Custine, Astolphe de Custine, Custine, Astolphe, marquis de, 1790-1857; Publicado por A. Vezard, 1830 http://books.google.com.br/books?id=M7IUAAAAQAAJ; 905 páginas

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