Frases sobre céu

Uma coleção de frases e citações sobre o tema da céu.

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„Carrega de ouro as asas do pássaro e ele nunca mais voará pelo céu.“

—  Rabindranath Tagore Poeta bengali e filósofo 1861 - 1941

Set bird's wings with gold and it will never again soar in the sky.
Stray birds - Página 34, Rabindranath Tagore - Forgotten Books, 1961, ISBN 1605066702, 9781605066707 - 84 páginas

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„Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar…
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.“

—  Alphonsus de Guimaraens 1870 - 1921

fontes: "Obra completa‎" - Página 24, de Alphonsus de Guimaraens - Publicado por Editôra J. Aguilar, 1960 - 764 páginas
"Pastoral aos Crentes do Amor e da Morte" (1923); citado em "História da literatura brasileira": [da carta de Pero Vaz de Caminha à contemporaneidade] : "eppur si muove!"; Por Carlos Nejar; Publicado por Ediouro Publicações, 2007; ISBN 8573165332, 9788573165333 http://books.google.com.br/books?id=TEoQ52V_3B0C&pg=PA151&dq=%22Quando+Ism%C3%A1lia+enlouqueceu%22

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Pablo Neruda photo

„Os animais foram
imperfeitos,
compridos de rabo, tristes
de cabeça.
Pouco a pouco foram se
compondo,
fazendo-se paisagem,
adquirindo manchas, graça, voo.
O gato
só gato
apareceu completo
e orgulhoso
nasceu completamente terminado,
caminha sozinho e sabe o que quer.

O homem quer ser peixe e pássaro,
a serpente queria ter asas,
o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para ser andorinha,
o poeta tenta imitar a mosca,
mas o gato só quer ser gato
e todo gato é gato
do bigode até o rabo,
do pressentimento ao rato vivo,
da noite até seus olhos de ouro.

Não existe unidade
como ele,
nem têm a lua nem a flor
tal contextura:
é uma coisa só
como o sol ou o topázio,
e a elástica linhade seu contorno
firme e sutil é como
a linha da proa de uma nave.
Seus olhos amarelos
deixaram uma só
ranhura
para pôr as moedas da noite.

Ó pequeno imperador sem orbe,
conquistador sem pátria,
mínimo tigre de salão, nupcial
sultão do céu
das telhas eróticas,
o vento do amor
na intempérie
reclamas
quando passas
e pousas
quatro pés delicados
no solo,
farejando,
desconfiado
de tudo que é terrestre,
porque tudo
é imundo
para o imaculado pé do gato.

Ó fera independente
da casa, arrogante
vestígio da noite,
preguiçoso,
ginástico,
e alheio,
profundíssimo gato,
polícia secreta
das moradas,
talvez não sejas mistério,
todo mundo sabe-te e pertences
ao habitante menos misterioso,
talvez todos o creiam,
todos se creiam donos,
proprietários, tios
de gatos, companheiros,
colegas,
discípulos ou amigos
de seu gato.

Eu não.
Eu não concordo.
Eu não conheço o gato.
Tudo sei, a vida e seu arquipélago,
o mar e a cidade incalculável,
a botânica,
o gineceu com seus extravios,
o mais e o menos da matemática,
os funis vilcânicos do mundo,
a casca irreal do crocodilo,
a bondade ignorada do bombeiro, o atavismo azul do sacerdote,
mas não posso decifrar um gato.
Minha razão resvalou em sua indiferença,
seus olhos têm números de ouro.“

—  Pablo Neruda Escritor 1904 - 1973

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