“Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.”

Variante: Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Última atualização 27 de Janeiro de 2023. História
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Fernando Pessoa931
poeta português 1888–1935

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“Ó mar salgado, quanto do teu sal / São lágrimas de Portugal”

Fernando Pessoa livro Mensagem

Mensagem
Fonte: Poesia "Mar Portuguez", Versos 1 e 2.

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“Deus ao mar o perigo e o abismo deu, / Mas nele é que espelhou o céu.”

Fernando Pessoa livro Mensagem

Mensagem
Variante: Deus ao mar o perigo e o abysmo deu,
Mas nelle é que espelhou o céu.
Fonte: Poesia "Mar Portuguez", Versos 11 e 12

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“Quem quer passar além do Bojador / Tem que passar além da dor.”

Fernando Pessoa livro Mensagem

Mensagem
Fonte: Poesia "Mar Portuguez", Versos 9 e 10.

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“A riqueza influencia-nos como a água do mar. Quanto mais bebemos, mais sede temos.”

Arthur Schopenhauer livro Parerga e Paralipomena

Der Reichthum gleicht dem Seewasser: je mehr man davon trinkt, desto durstiger wird man. <br class="br">Parerga und Paralipomena: kleine philosophische Schriften, Volume 1‎ - Página 366 http://books.google.com.br/books?id=nfUGAAAAcAAJ&amp;pg=PA366, Arthur Schopenhauer, Julius Frauenstädt - Hayn, 1862 - 530 páginas

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