Frases sobre outro página 3
“Alguns elevam-se pelo pecado, outros caem pela virtude.”
William Shakespeare (1564–1616) dramaturgo e poeta inglês
“Querer-se livre é também querer livres os outros.”
Simone de Beauvoir (1908–1986) Escritora francesa
Variante: Querer ser livre é também querer livres os outros.
“Quem escapa do perigo vive a vida com outra intensidade.”
Machado de Assis livro Memórias Póstumas de Brás Cubas
Memórias Póstumas de Brás Cubas
“Uma mudança sempre deixa o caminho aberto para outras.”
Nicolau Maquiavel (1469–1527) filósofo, historiador, poeta, diplomata e músico
“Os homens não têm muito respeito pelos outros porque têm pouco até por sí próprios.”
Liev Tolstói (1828–1910) escritor russo
“Nunca faças o que te desagrada ver fazer a outros.”
Tales de Mileto (-624–-547 a.C.) filósofo e matemático grego
“De uma maneira ou outra somos partes de uma só mente que abarca a todos, um único 'grande homem'.”
Carl Gustav Jung (1875–1961) psiquiatra e psicoterapeuta suíço
The Spiritual Problem of Modern Man, Collected Works 10: 175
“Ninguém pode ver nem compreender nos outros o que ele próprio não tiver vivido.”
Hermann Hesse (1877–1962)
Kein Mensch kann das beim ändern sehen und verstehen, was er nicht selbst erlebt hat.
Lektüre für Minuten: Gedanken aus seinen Büchern und Briefen: Volume 1 - página 82, Hermann Hesse, Volker Michels - Suhrkamp, 1971, ISBN 351836507X, 9783518365076 - 224 páginas
“Dentro de cada um de nós há um outro que não conhecemos. Ele fala conosco por meio dos sonhos.”
Carl Gustav Jung (1875–1961) psiquiatra e psicoterapeuta suíço
“A vida oscila, como um pêndulo, de um lado para o outro, entre a dor e o tédio.”
Arthur Schopenhauer (1788–1860) filósofo alemão
Jean Paul Sartre (1905–1980) Filósofo existencialista, escritor, dramaturgo, roteirista, ativista político e crítico literário francês
Machado de Assis livro Memórias Póstumas de Brás Cubas
Memórias póstumas de Brás Cubas, Capítulo VII, Machado de Assis (1881)
Romances, Memórias Póstumas de Brás Cubas
Variante: Os séculos desfilavam num turbilhão, e, não obstante, porque os olhos do delírio são outros, eu via tudo o que passava diante de mim,— flagelos e delícias, — desde essa coisa que se chama glória até essa outra que se chama miséria, e via o amor multiplicando a miséria, e via a miséria agravando a debilidade. Aí vinham a cobiça que devora, a cólera que inflama, a inveja que baba, e a enxada e a pena, úmidas de suor, e a ambição, a fome, a vaidade, a melancolia, a riqueza, o amor, e todos agitavam o homem, como um chocalho, até destruí-lo, como um farrapo. Eram as formas várias de um mal, que ora mordia a víscera, ora mordia o pensamento, e passeava eternamente as suas vestes de arlequim, em derredor da espécie humana. A dor cedia alguma vez, mas cedia à indiferença, que era um sono sem sonhos, ou ao prazer, que era uma dor bastarda. Então o homem, flagelado e rebelde, corria diante da fatalidade das coisas, atrás de uma figura nebulosa e esquiva, feita de retalhos, um retalho de impalpável, outro de improvável, outro de invisível, cosidos todos a ponto precário, com a agulha da imaginação; e essa figura, — nada menos que a quimera da felicidade, — ou lhe fugia perpetuamente, ou deixava-se apanhar pela fralda, e o homem a cingia ao peito, e então ela ria, como um escárnio, e sumia-se, como uma ilusão.
Milan Kundera livro A Insustentável Leveza do Ser
A insustentável Leveza do Ser
A Insustentável Leveza do Ser
“Para este mundo ficar bom, é preciso fazer outro.”
Barão de Itararé (1895–1971)
Almanhaque, 1955, segundo semestre, ou, "Almanaque d'A manha": edição fac simile - Página 44; de Aparício Torrelly - Publicado por EdUSP, 2002 ISBN 8531406943, 9788531406942 - 192 páginas
Almanhaque, 1955
Heráclito (-535) filósofo pré-socrático considerado o "Pai da dialética"
Variante: Ninguém entra em um mesmo rio uma segunda vez, pois quando isso acontece já não se é o mesmo, assim como as águas que já serão outras.
“O amor é quando começamos por nos enganar a nós próprios e acabamos por enganar a outra pessoa.”
Oscar Wilde (1854–1900) Escritor, poeta e dramaturgo britânico de origem irlandesa
Fernando Pessoa (1888–1935) poeta português
:- Fonte: Fernando Pessoa/Alberto Caeiro; Poemas Inconjuntos; Escrito entre 1913-15; Publicado em Atena nº 5, Fevereiro de 1925
Poemas e citações Ordenadas por Heterônimos, Alberto Caeiro
Variante: Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas—a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra coisa todos os dias são meus.
Fonte: Poems of Fernando Pessoa
Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro
Suicídio Morte Niilismo Cartas Costumas - Gerson De Rodrigues
Variante: Cartas Póstumas
Eu vivi uma vida de Rebeldia
Neguei os deuses e gritei por Anarquia
Nas canções mais lindas escrevi versos de Poesia
Fui uma alma abandonada que amou a Melancolia
Que nos momentos mais sombrios se encontrou na Filosofia
No momento enquanto escrevo essa carta, estou decidido em me matar. Essa é uma vontade constante que a muito tempo me assombra. Todas as vezes em que estou decidido em acabar com tudo, eu simplesmente invento uma nova mentira.
E quando eu menos percebo, lá estou eu vivendo como todos os outros sem perceber o barulho das correntes em nossos pés...
Talvez, quando estiveres lendo essa carta daqui a cinco ou cinquenta anos eu já esteja morto. Ou talvez eu tenha encontrado motivos para viver, motivos o suficiente que me façam ler estes versos no futuro e dizer
- Tolo, como ousas dizer tamanha estupidez?
O Futuro é incerto. Eu fico me perguntando, todas as vezes em que me pego refletindo sobre a minha morte
Quantos livros eu publiquei enquanto estava vivo?
Quantas aulas eu dei?
Quantas pessoas eu influenciei?
Quantas vidas eu salvei?
Será que... eu fiz o meu trabalho como Filósofo?
Ou o tempo me apagou de sua história?
De qualquer forma, todos seremos apagados um dia. Então a resposta para essa pergunta de fato não importa.
Oh sim, eu vivi uma vida interessante. Tive uma juventude repleta de rebeldia e anarquia e aos vinte e três me vi publicando meu primeiro livro de Filosofia. Aquele jovem rebelde que só sabia gritar ‘’ Anarquia’’ hoje é um professor de Filosofia.
Quem diria não é mesmo? Em quantos momentos da minha juventude eu não jurei que o dia seguinte seria o último, e aqui estou eu, vivo e escrevendo.
Talvez esses momentos de escuridão com a assombração da morte cantando em meus ouvidos sejam de fato passageiros, ou talvez na pior das hipóteses eu simplesmente esteja me entregando a ela aos poucos.
Existem tantas coisas que eu poderia conquistar, tantos outros livros a publicar, pessoas para amar, causas para se lutar, alunos para ensinar...
Mas tudo que eu quero nesse momento é o direito de me suicidar.
Para aqueles que ficam, meus pais e meus amigos:
Nenhuma mãe deveria enterrar o seu filho, e nenhum amigo deveria chorar sobre o tumulo do outro. Embora eu de fato sinta um carinho enorme por todos vocês, sinto que a minha história seria de maior relevância com um ponto final em seu caminho.
Aos vermes que se alimentarem do meu corpo putrefato, desejo a vocês boa sorte. Algum dia, seremos ambos poeira no abismo do espaço e nenhuma diferença existirá dos homens aos vermes.
E Para aqueles que estiverem lendo essa carta. Vivam!! Pois para mim já é tarde demais...
- Gerson De Rodrigues