Frases sobre contra
página 10

Roger Peyrefitte photo

“O fato de ser pederasta não implica nenhuma grandeza, mas tampouco impede nenhuma. Talvez a verdadeira grandeza da pederastia está nas suas servidões, porque, mesmo entre os gregos, que contudo a divinizaram, ela obligava seus praticantes a lutar contra os preconceitos do vulgar. Em todas as épocas, a vida do pederasta tem sido um combate. Combate, quando ele é jovem, contra seus mestres e contra sua família, combate após contra a sociedad, ameaça perpétua para sua honra e sua posição, ódio feroz dos reprimidos, dos hipócritas e dos idiotas. Não nos enganemos respeito das vitórias dalguns pederastas em áreas específicas. Elas sempre são duramente adquiridas e asperamente questionadas. Finalmente, como a pederastia é o tipo de amor para o qual o casal ideal é o mais difícil de constituir, manter e desenvolver, este é o que proporciona menos éxitos e no qual o prazer substitui geralmente a felicidade.”

Roger Peyrefitte (1907–2000)

Le fait d’être pédéraste ne comporte aucune grandeur, mais il n’en interdit non plus aucune. Peut-être la vraie grandeur de la pédérastie est-elle dans ses servitudes, car, jusque chez les Grecs, qui l’avaient pourtant divinisée, elle obligeait ses adeptes à lutter contre les préjugés du vulgaire. À toutes les époques, la vie du pédéraste a été un combat. Combat, lorsqu’il est jeune, contre ses maîtres et contre sa famille, combat ensuite contre la société, menace perpétuelle pour son honneur et sa position, haine farouche des refoulés, des hypocrites et des imbéciles. Qu’on ne s’abuse pas sur les victoires de certains pédérastes dans des domaines particuliers. Elles sont toujours chèrement acquises et âprement contestées. Enfin, comme la pédérastie est le genre d’amour où le couple idéal est le plus difficile à constituer, à maintenir et à parfaire, c’est celui qui offre le moins de réussites et où le plaisir tient lieu le plus souvent de bonheur.
«Grandeur et servitudes de la pédérastie», em Le Crapouillot, nº 12, Les pédérastes, agosto-setembro 1970, p. 15.

Irvine Welsh photo

“Proteger as crianças contra o sexo —començando pelo delas, que é destruído— é o álibi que a direita invoca de entrada em vários países da Europa para infestar a sociedade, para tomar o controle das vidas privadas, dos impressos, das imagens, das manifestações públicas, das iniciativas em que participam menores, para reinar através da suspeita, da denúncia, da investigação generalizada, para inspeccionar com qualquer pretexto, para isolar do mundo as crianças, para perseguir as liberdades que ela não pode suprimir.”

Tony Duvert (1945–2008)

A direita tira proveito assim de uma grave debilidade dos progressistas, que não têm a coragem de renovar os hábitos, nem a imaginação de criar para as crianças, conforme o sexo delas, um estatus social que lhes forneça o direito a um pensamento pessoal e a uma vida privada.
Mas é que há um político, um intelectual «de esquerda», que veja na criança algo mais do que um bichinho de idade e sexo indeterminados, um pouco enternecedor, um pouco chato, que deva ser confiado, com toda justificação, às senhoras e aos eunucos, esperando que se pareça com seu pai?
Os conservadores, os moralistas hipócritas, os riquíssimos lobbies confessionais, têm-se apoderarado livremente de toda a infância. Os obscurantistas conquistaram o direito exclusivo de formar as condutas. Assim cresce o eleitorado da direita que amanhã reinará, e que vai se chamar, adivinamos, socialista, européia e nacional...
A peste negra regressa. Estende-se diante da mesma indiferença que há sessenta anos. Com a cumplicidade da esquerda e da intelligentsia, que ofuscam o seu próprio puritanismo e o seu incomensurável desprezo para os «menores», ela é um neonazismo cada vez menos escondido e um cristianismo assassino que se unem contra o homem, e que vão impor a sua ideologia bestial à juventude de dois continentes sem encontrar obstáculos.
Protéger les enfants contre le sexe — à commencer par le leur, qu’on détruit — est l’alibi que la droite invoque déjà dans plusieurs pays d’Europe pour infester la société, reprendre le contrôle des vies privées, des imprimés, des images, des propos publics, des initiatives impliquant des mineurs, régner par le soupçon, la dénonciation, l’enquête générale, perquisitionner à tout prétexte, déporter les enfants à l’écart du monde, harceler les libertés qu’elle ne peut pas abolir. La droite met ainsi à profit une faiblesse capitale des progressistes, qui n’ont eu ni le courage de réformer le minorat, ni l’imagination de créer pour les enfants, chacun selon son sexe, un statut social qui leur ménage le droit à une pensée personnelle et à une vie privée.
Mais y a-t-il un politique, un intellectuel « de gauche » qui voie dans l’enfant mieux qu’une bestiole d’âge et de sexe indéterminés, un peu attendrissante, un peu encombrante, qu’on a bien raison de confier aux dames et aux eunuques en attendant qu’elle ressemble à papa ?
Les conservateurs, les pudibonds, les richissimes lobbies confessionnels ont fait librement main basse sur toute l’enfance ; les obscurantistes ont conquis le droit exclusif de former les comportements ; ainsi grandit l’électorat de la droite qui règnera demain, et dont on devine qu’elle s’appellera socialiste, européenne et nationale…
La peste brune réapparaît. Elle s’épanouit dans la même indifférence qu’il y a soixante ans. Avec la complicité des gauches et d’une intelligentsia qu’aveuglent leur propre puritanisme et leur incommensurable mépris des « mineurs », c’est un néo-nazisme de moins en moins caché et un christianisme assassin qui s’unissent contre l’homme, et qui vont infliger leur idéologie bestiale à la jeunesse de deux continents sans rencontrer d’obstacles.
O sexo bem comportado (1973), Abécédaire malveillant (1980)

Papa Francisco photo

“A violência do homem contra o homem está em contradição com qualquer religião digna desse nome, em particular a três grandes religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo e islamismo).”

Papa Francisco (1936) 266º papa da Igreja Católica

Yahoo! Notícias. Papa visita sinagoga em Roma e condena violência em nome da religião https://br.noticias.yahoo.com/papa-visita-sinagoga-em-roma-e-condena-viol%C3%AAncia-180903898.html. Acesso em 26 de janeiro de 2016.
Como Papa

Phyllis Chesler photo
Ricardo Araújo Pereira photo

“Dois pançudos, um contra o outro, muito renhido.”

" Bizarria desportiva ", Mixórdia de Temáticas 11-01-2013

Ricardo Araújo Pereira photo

“É a minha palavra contra a minha palavra.”

" Pressões de Ezequiel Valadas ", Mixórdia de Temáticas 21-05-2012

Bill Maher photo
Layne Staley photo
Moreira Franco photo

“O governo Temer demonstrou mais uma vez sua solidez e compromisso com a Nação. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara votou contra a admissibilidade da denúncia frágil e inepta que tenta desestabilizar a agenda reformista, de retomada do crescimento e geração de empregos.”

Moreira Franco (1944) político brasileiro

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, em artigo Perseverar na travessia da ponte
O Globo https://glo.bo/2tFtQwH, 19/07/17

Jon Stewart photo

“Lutei contra a lei e a lei perdeu.”

Jon Stewart (1962)

Jon Stewart no The Daily Show quando Crossfire foi cancelado
Debate no Crossfire

Jesse Owens photo

“Não queria ter nada a ver com a política. E não estive em Berlim para competir contra qualquer outro atleta. O objectivo das Olimpíadas era fazer o nosso melhor. Como havia aprendido há muito tempo atrás … a única vitória que conta é a sobre nós mesmos.”

Jesse Owens (1913–1980)

"I wanted no part of politics. And I wasn't in Berlin to compete against any one athlete. The purpose of the Olympics, anyway, was to do your best. As I'd learned long ago... the only victory that counts is the one over yourself."
Fonte: Gentry, Tony. Jesse Owens, Champion Athlete, 1990. ISBN 0791083721

Sophia de Mello Breyner Andresen photo
Antonio Palocci photo
Johan Cruijff photo

“Italianos não nos podem vencer, mas nós certamente podemos perder contra eles.”

Johan Cruijff (1947–2016)

"Italianen kunnen niet van ons winnen, maar we kunnen wel van ze verliezen."
KUPER, Simon (setembro de 2009). Cruyff. FourFourTwo n. 9. Editora Cádiz, pp. 42-53
Atribuídas

Joaquim Nabuco photo

“A grandeza de Nabuco protesta contra anestesias desviantes. Suas ideias, pensamento radical, visão de futuro, percepção aguda do Brasil até hoje não superada.”

Joaquim Nabuco (1849–1910) Político, escritor e diplomata brasileiro

Urariano Mota sobre Nabuco em https://jornalggn.com.br/blog/urariano-mota/joaquim-nabuco-um-profeta-do-brasil-por-urariano-mota

Roland Barthes photo

“AFIRMAÇÃO. Ao contrário de tudo e contra tudo, o sujeito afirma o amor como valor.”

Roland Barthes (1915–1980)

Fragmentos de um discurso amoroso

Fernando Gabeira photo

“Todos os principais ex-guerrilheiros que se lançam na luta política costumam dizer que estavam lutando pela Democracia. Eu não tenho condições de dizer isso. Eu estava lutando contra uma Ditadura Militar, mas se você examinar o programa político que nos movia naquele momento, era voltado para uma Ditadura do Proletariado. Então, você não pode voltar atrás, corrigir o seu passado e dizer: Olha, naquele momento eu estava lutando pela Democracia.”

Em sabatina http://eleicoes.uol.com.br/2010/rio-de-janeiro/ultimas-noticias/2010/08/25/gabeira-diz-que-nem-ele-nem-dilma-queriam-a-democracia-pela-luta-armada.jhtm promovida pela Folha de S. Paulo e pelo UOL quando da sua candidatura para o Governo do Estado do Rio de Janeiro — 25 de agosto de 2010

Enéas Carneiro photo
Enéas Carneiro photo
Enéas Carneiro photo
Enéas Carneiro photo
Christina Aguilera photo
Christina Aguilera photo
Albert Camus photo
Albert Camus photo
Eduardo Galeano photo
Ayn Rand photo

“A pré-condição de uma sociedade civilizada é a restrição da força física nas relações sociais. (…) Numa sociedade civilizada, a força pode ser usada apenas em retaliação e somente contra aqueles que iniciam a sua utilização.”

Ayn Rand (1905–1982)

The Virtue of selfishness: a new concept of egoism http://philo.abhinav.ac.in/Objectivism/Ayn%20Rand%20-%20The%20Virtue%20of%20Selfishness.pdf. Nova York: Signet, 1964, p. 103; como traduzido e citado por Filipe Celeti em Entendendo o Princípio de Não-Agressão http://filipeceleti.com/2015/01/29/entendendo-o-principio-de-nao-agressao/. 29/01/2015. Visitado em 5 de fevereiro de 2015.

José Saramago photo
Voltaire photo

“Que é então o perseguidor? É aquele cujo orgulho ferido e o fanatismo em furor irritam o príncipe ou magistrados contra homens inocentes, cujo único crime consiste em não serem da mesma opinião.”

Quel est le persécuteur? c’est celui dont l’orgueil blessé et le fanatisme en fureur irritent le prince ou les magistrats contre des hommes innocents, qui n’ont d’autre crime que de n’être pas de son avis.
Dictionnaire philosophique‎ - vol. 6, Página 391 http://books.google.com/books?id=qjEUAAAAQAAJ&pg=PA391, de Voltaire, Adrien Jean Quentin Beuchot - publicado por Lequien fils, 1829

Voltaire photo

“Os filósofos sempre foram perseguidos por fanáticos. Será possível, no entanto, que os homens de letras se imiscuam também e eles próprios aticem contra os seus confrades as armas com que todos são trespassados, uns após outros?”

Voltaire (1694–1778) volter também conhecido como bozo foia dona da petrobras e um grande filosofo xines

Voltaire, Dicionário Filosófico. São Paulo: Editora Martin Claret, 2002. p. 235. ISBN 85-7232-508-5

Gisele Bündchen photo

“Não sou contra o uso do Photoshop. Meu comentário foi somente a respeito do uso excessivo, que, algumas vezes, nos deixa parecendo quase bonecas. Eu, particularmente, prefiro imagens mais naturais, mas também entendo que o programa é um grande aliado da publicidade do mundo moderno, que otimizou muito o tempo e facilitou muito o trabalho nessa área. O que acho importante esclarecer é que o que aparece na mídia nem sempre é a realidade. E que uma simples imagem não define quem somos.”

Gisele Bündchen (1980) Supermodelo, empresária e filantropa brasileira

Em resposta à pergunta: “Você já se posicionou contra o uso do Photoshop. Por que você não gosta da manipulação de imagens?”
Verificadas
Fonte: ELA. Data: 14 de dezembro de 2013.
Fonte: ‘O que aparece nem sempre é realidade’, diz Gisele Bündchen sobre uso de Photoshop, Ela, Gilberto Júnior, ELA, 14 de dezembro de 2013 http://ela.oglobo.globo.com/vida/cultura-em-vida/o-que-aparece-nem-sempre-realidade-diz-gisele-bundchen-sobre-uso-de-photoshop-11070356,

Charles Darwin photo

“Em vez de ser contra o mal, seja a favor do amor.”

reiki universal, Johnny de' Carli, citações, amor

Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
John Steinbeck photo
Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
Mark Twain photo

“Sou contra milionários, mas seria perigoso me oferecer a posição.”

Mark Twain (1835–1910) escritor, humorista e inventor norte-americano
Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
Henry Miller photo
Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
Theodor Seuss Geisel photo
Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
André Malraux photo
Gerson De Rodrigues photo

“Poema – O Grito da solidão
‘’O som do nada
É o grito dos mortos
Ao serem atormentados pela vida’’

Não amo a solidão
Como uma benção dos Deuses

Tampouco a odeio
Como uma maldição rogada por Diabos

Compreendo-a como a dor de mulheres grávidas
Que tiveram suas crias arrancadas por
Facas finas a sangue frio
Enquanto gritavam enlouquecidamente
Para serem deixadas em paz

Destes gritos de dor e agonia
Nasceu a solidão

Banhada em Desespero e angustias
Rasgando o ventre das almas cansadas;

Não lembram de como choraram
No dia em que chegaram a esta prisão?

Como podem rir e rezar?
Como podem esquecer que toda a dor,
Todo o sofrimento e toda a angustia do mundo
Só és, o que és, porque nasceste para senti-la

Ah (…)
Os gritos da solidão
Atormentam até mesmo as estrelas
Que já se apagaram

E me enlouquecem todas as noites
Enquanto bato com a minha cabeça contra a parede
Até que o barulho do crânio se rompendo
Soe mais alto do que estes murmúrios do inferno

Lunático
Com o sangue escorrendo pelos meus olhos
Sou afrontado por uma crise de risos

Deitado no chão se contorcendo como o Diabo
No corpo de Freiras que masturbam-se com o crucifixo

Grito mais alto do que mil tambores
Mas as vozes nunca se calam!

- Calem-se!
- Calem-se!
(Grito incansavelmente com todo o ar dos meus pulmões)

Com os próprios punhos
Quebro todos os móveis do quarto

Pedaços de vidro se espalham pelo corredor
Destes corredores da vida
Do qual muitas vezes me vi enforcado
Enquanto me socorriam de uma overdose mental

Rasgo os meus braços
Formando cicatrizes
Que nunca vão se realizar

A solidão continua gritando
E gritando! E Gritando!

Abraço as minhas pernas
Recluso em um canto escuro
Sangrando e tremendo

Cantarolando em voz alta
Musicas que me fazem lembrar você

Doente como um escravo
Que grita de fome
Enquanto se alimenta das próprias fezes

O meu corpo treme com o frio
E o sangue na minha roupa é o único abraço
Que eu vou sentir

Os meus olhos turvos enxergam as estrelas
E o meu pulmão cansado de tanto gritar
Respira tranquilamente

A solidão cansou de gritar
Agora escuto os mortos
A cantarolarem em seu lugar…”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

Fonte: Poesias & Maldições

Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
John Ehrlichman photo
Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
Winston Churchill photo
Andre Rodrigues Costa Oliveira photo
Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
Catarina II da Rússia photo

“Poética - Alegoria da caverna: Lilith

Durante o apocalipse do tempo
fui expulsa do paraíso dos homens, donde toda a luz do universo era sufocada perante a penumbra das ilusões humanas.

Os mistérios da vida pereciam sob imagens turvas; e todos os suicidas jaziam tácitos e encavernados no Jardim das lamentações.
Um lugar situado por entre os cais celestes da desordem mental, cavado pelas chagas mais fundas do abandono e regado pelos
murmúrios (…)

As almas cativas encontravam-se em perene estado paradisíaco. E mesmo nuas não se enxergavam, pois as sombras da realidade encobriam seus corpos ébrios com a ilusão da sobriedade.

No jardim das lamentações, nenhuma lamentação era ouvida, pois a luz paradisíaca das almas cativas cegava os suicidas e os levava ao seu próprio inferno.

- E de que adiantarias toda a droga farmacêutica que germina na árvore patológica de um jardim pútrido?

Ao revoltar-me contra as correntes
da vida; fui condenada a viver em meu próprio abismo, procriando junto aos meus demônios internos.
Assim povoamos a terra com criaturas sórdidas e reveladoras.

De minha cópula interior nasceram poesias taciturnas, pequenos diabos líricos que até hoje vagam a nutrir-se das almas perdidas, vertendo-as em asas para os meus arcanjos.

E quando perguntares quem sou, eu direi:

- Eu sou a solidão de cada Adão que na terra pisastes, aquela separada do barro que compõe tua carne, e lhe mostra a frígida anatomia de sua própria presença solitária.

Sou a deusa do meu próprio inferno mental, que vives a sussurrar a filosofia nos ouvidos dos moribundos, para soprar-lhes o último suspiro de vida.

Sou a essência feminina renegada pelo medo.

E quando perguntares como sobrevivo em minhas dores que povoam a terra, direi:

- Ora, não vês que a cada dia 100 demônios em mim perecem para que eu possa continuar a viver com uma alma demasiadamente fértil?

E assumo os meus pecados -

Abandonei todos os que ousaram me amar sem antes entregar-me a própria alma.

Quando sentires a realidade queimar tuas vísceras; serei eu, a rainha da noite; a que rege os sete arcanjos da liberdade, convocando-te a retirar-se de suas próprias ilusões.

Sussurrarei no mais fundo da tua alma: "Para crescer e chegar ao céu, tu deves primeiro criar raízes que penetrem teu próprio inferno."
Deves abraçar os teus demônios e exilar-se dos falsos paraísos.

Sob tuas crises de ansiedade mais fortes, serei eu tal qual serpente lânguida a rastejar tremente no fundo da tua alma.

E antes de entregar-se ao pecado,
lembre-se que a mesma forma que liberta-te dos falsos paraísos, podes levar-te a morrer precipitadamente, eis que sou a melancolia vindoura fustigada pelo fruto amargo da vida.

- Letícia Sales”

John Stuart Mill photo
Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
Frank Herbert photo

“A maior glória do sistema não é botar o rico contra o pobre ou vice-versa, é a imbecilização e divisão da população.”

Não há nada mais melodioso para os ouvidos do sistema do que o barulho de um povo imbecilizado e dividido.

Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
Recep Tayyip Erdoğan photo
Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
Lucy Parsons photo
Esta frase aguardando revisão.

“⁠Talvez a sensação de descobrir ter sido manipulado com a ajuda da IA seja a mesma de descobrir ter sido assaltado com réplica de arma.


Mas a diferença entre os que são assaltados com réplica de arma e os que são manipulados com a ajuda da IA é que os primeiros não idolatram seus agressores.


Se algum dia os Asseclas Apaixonados despertarem e perceberem que foram manipulados pelos políticos-influencers com recursos terceirizados, talvez troquem a paixão pela revolta…


Talvez a maior violência nem seja a da arma — verdadeira ou réplica —, mas a da consciência ferida quando percebe que entregou a própria confiança a quem jamais mereceu.


Ser assaltado com uma réplica de arma é experimentar o medo real diante de um perigo fabricado.


O coração dispara, o corpo obedece, a vida parece ficar por um fio — ainda que o gatilho jamais pudesse cumprir a ameaça.


A dor vem depois, quando se descobre que tudo foi sustentado por uma encenação.


Mas, ao menos ali, a vítima reconhece o agressor como tal e qual.


Já quando a manipulação acontece com a ajuda da Inteligência Artificial, o enredo é muito mais sutil.


Não há correria, não há gritos, não há mãos ao alto.


Há algoritmos, narrativas calculadas, recortes convenientes da realidade.


Há “políticos-influencers” que terceirizam argumentos, fabricam proximidades e simulam verdades com a precisão de quem sabe exatamente onde tocar para provocar aplausos — ou indignação.


A diferença mais perturbadora talvez esteja nisso: quem é assaltado dificilmente defende o agressor.


Mas quem é manipulado, muitas vezes, transforma o manipulador em mito.


E confunde-se quase tudo…
Dependência com lealdade.
Repetição com convicção.
Engajamento com consciência.
Autoritarismo com autoridade.
Arrogância com bravura…
E até Discurso de Ódio com Liberdade de Expressão.


Os asseclas apaixonados não percebem que, ao terceirizarem o próprio juízo, tornam-se extensão da estratégia de quem os conduz.


E toda paixão cega tem prazo de validade: dura até o dia em que a realidade rompe o encanto.


Se esse despertar vier, pode ser doloroso.


Descobrir-se usado é como acordar no meio de um teatro vazio, percebendo que a plateia era figurante e o roteiro nunca foi seu.


Nesse instante, a paixão pode, sim, virar revolta.


Mas talvez haja um caminho mais nobre que a revolta: o da responsabilidade.


Não apenas contra quem manipulou, mas consigo mesmo — pela pressa em acreditar, pela comodidade de não questionar, pelo conforto de pertencer.


Porque, no fim, nenhuma tecnologia é mais poderosa do que a disposição humana em não pensar.


E nenhuma libertação é mais revolucionária do que reaprender a pensar por conta própria.”

𝗡𝗮̃𝗼 𝗵𝗮́ 𝗟𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘂𝗿𝗴𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗲 𝗿𝗲𝘃𝗼𝗹𝘂𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮́𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗿𝗲𝗮𝗽𝗿𝗲𝗻𝗱𝗲𝗿 𝗮 𝗣𝗲𝗻𝘀𝗮𝗿 𝗣𝗼𝗿 𝗖𝗼𝗻𝘁𝗮 𝗣𝗿𝗼́𝗽𝗿𝗶𝗮.

Esta frase aguardando revisão.

“Ainda que todos os políticos fossem Corruptos, seria menos grave que se todos os corruptos fossem Políticos.


Em ano de Eleições — especialmente as gerais — sempre arrastamos a Corrupção para o centro do palco.


Mas quase sempre nos esquecemos, por descuido ou capricho, que o combate à Corrupção começa com o nosso bom comportamento.


Ela é sempre arrastada para o centro do palco como a grande vilã nacional, apontada em debates, estampada em manchetes, tomada como inimiga número um por quase todos.


Mas, terminado o espetáculo, o que fazemos com o espelho?


É muito curioso como denunciamos com veemência os desvios bilionários, enquanto tratamos como irrelevantes os pequenos atalhos do cotidiano: a vantagem indevida — o “jeitinho brasileiro” — e o silêncio cúmplice diante do erro que nos favorece.


Condenamos os políticos corruptos, mas normalizamos a infração que nos beneficia.


Se tivéssemos a idoneidade da qual só sentimos falta neles, certamente o Brasil não padeceria da Metástase Cultural da Corrupção.


Exigimos ética em Brasília, mas relativizamos a nossa nas esquinas.


Talvez porque seja mais confortável enxergar a Corrupção como um monstro muito distante, habitante exclusivo dos palácios, e não como uma “cultura” que se infiltra nas escolhas diárias.


É mais fácil votar contra ela do que viver contra ela.


O combate à Corrupção não começa nas urnas — começa no caráter.


Não nasce nos discursos inflamados — nasce nos hábitos.


Ele se fortalece quando o cidadão decide que sua integridade não depende de quem governa, mas de quem ele é.


Se quisermos, de fato, mudar o enredo político, precisamos antes revisar o roteiro pessoal.


Porque um povo que naturaliza pequenas desonestidades, e ainda as batiza de “jeitinho”, dificilmente sustentará grandes virtudes.


No fim, talvez a pergunta mais honesta, urgente e necessária — não só em ano eleitoral — não seja apenas “quem é o menos corrupto?”, mas “o quanto estou disposto a não ser?”.⁠”

Esta frase aguardando revisão.

“O crime, de forma geral, jamais subsistiria sem a ajuda de parte da sociedade e de parte do Estado e seu braço armado.

É uma ferida aberta, dolorosa, incômoda — daquelas que muitos preferem cobrir com discursos prontos a encará-las com honestidade.

Mas ela está ali, latejando, lembrando que nenhuma estrutura criminosa se sustenta sozinha. 

Há sempre uma teia invisível de conveniências, silêncios e conivências que a mantém de pé.

Isso não é muito diferente de outras lutas sociais que, à primeira vista, parecem ter um inimigo bem definido. 

O combate ao machismo, por exemplo, torna-se ainda muito mais árduo quando se percebe que ele também é reproduzido por mulheres. 

Não por essência, mas por condicionamento, por cultura, por sobrevivência em um sistema que ensina, desde cedo, a normalizar o absurdo.

Da mesma forma, enfrentar o corporativismo e a leniência entre pares dentro do Estado é uma tarefa extremamente espinhosa. 

Durante décadas, construiu-se — e vendeu-se — uma imagem quase intocável de idoneidade, especialmente no que diz respeito às forças de segurança. 

Questionar isso, para muitos, soa como heresia. 

E é exatamente aí que mora o problema.

Porque, além das defesas técnicas e estratégicas entre os próprios agentes, existe ainda uma camada mais difícil de atravessar: a defesa cega, emocional, quase devocional de uma parcela da sociedade que se recusa a pensar por conta própria.

Que transforma crítica em ataque, e cobrança em traição.

Nesse cenário, abusos deixam de ser exceção para se tornarem relativizações. 

Agressões viram “excessos compreensíveis”. 

Autoridade se confunde com autoritarismo — e tudo isso vai sendo absorvido, digerido e, pior, justificado.

A indignação seletiva, nesse contexto, não é apenas um detalhe — é parte do problema. 

Ela é tão medonha quanto a própria barbárie que diz combater. 

Porque não se trata apenas de condenar o erro, mas de escolher quando e contra quem ele importa.

E talvez o retrato mais cruel disso seja imaginar: se a vítima em questão não fosse também uma policial, quantos dos juízes de plantão — esses togados da verdade das redes sociais — estariam, neste exato momento, invertendo papéis, buscando justificativas, insinuando culpas?

Quando a justiça depende de quem sofre, ela já deixou de ser justiça há muito tempo.”

Justiça pela soldado PM, Gisele Alves Santana, de 32 anos, assassinada na manhã do dia 18 de fevereiro de 2026, pelo covarde escondido sob a segunda pele do Braço Armado do Estado que nem se constrangeu em passar pano para o bandido e chutar mais uma Mulher para as estatísticas.