AndreRodriguesCostaOliveira

Autor verificado @AndreRodriguesCostaOliveira, membro de 19 de Fevereiro de 2021

Andre Rodrigues Costa Oliveira: Advogado, consultor, escritor, filósofo e docente universitário. Membro Imortal e Conselheiro da ALACH - Academia Latino-Americana de Ciências Humanas;

Especialista em administração e negócios pelo instituto COPPEAD (UFRJ); Doutorando em Direito Público pela Universidad Catolica Argentina - UCA; Presidente da Comissão de Direito Eleitoral da Rede Internacional de Excelência Jurídica no Distrito Federal - RIEX/DF; Diretor jurídico do Instituto Brasiliense de Desenvolvimento Econômico e Sustentável do DF - IBRADES; Diretor de Direito Eleitoral do Sindicato dos Advogados do Distrito Federal; Árbitro do Instituto Sensatus, atuando em mediações de conflitos internacionais de grande porte. Comendador homenageado com o título de “amigo da magistratura” pelo Instituto dos Magistrados do Brasil e pela International Police Association - IPA. Condecorado com a Soberana Ordem Dom Pedro I e a Soberana Ordem Ruy Barbosa pela Academia Nacional de Artes e Direito Social - ANADES; Laureado com a Comenda da Ordem Grã-Cruz - Tiradentes também pela ANADES; Colaborador da Sociedade dos Diplomatas No Brasil - SDB e do Grupo de Defesa da Amazônia (GDA). Idealizador do XVII Greenmeeting of The Americas, evento internacional voltado à discussão de soluções em desenvolvimento sustentável.

„VOCÊ É MÚSICA

Nos dias em que você acorda rock você é contestadora e demolidora de muralhas altas, que até então julgavam-se intransponíveis.
Você é caveira, que iguala, no final da vida, a todos os seres humanos do planeta.

Nos dias em que você acorda Jazz você é puro improviso, a elegância de fraseados únicos, e que jamais serão tocados da mesma maneira - já que você própria é única e inimitável.
Você cozinha Miles Davis com Chet Baker, e tempera tudo com as vozes da Sarah, da Ella e da Billie, e assim finalizando fabuloso prato.

Nos dias em que você acorda Blues você sente a melancolia em estado bruto, entremeada pelos seus cabelos, quase que etílica e desafiadora; você vira ácido rascante e dissolvente dos sentidos de qualquer incauto.

Nos dias em que você acorda Clássica você exala a erudição dos que ousaram inventar a música tal como a conhecemos hoje, não me permitindo com certeza discernir se você é complexa ao extremo ou contraditoriamente simples.
Você vira a mais harmônica sonata.

Nos dias em que você acorda Hip hop você traz dos guetos e dos morros de favelas suburbanos a voz revoltada daquele que não chegou jamais a ter alguma voz até agora; você grita em desespero pela igualdade e pela equidade absolutas.

Nos dias em que você acorda Eletrônica você eleva a sua agitação a um determinado nível de insanidade - e até de êxtase - peculiar aos que desejam segurar cada segundo a mais do tempo; e, de vez em quando, eu sinceramente não lhe aguento. Energia quântica em demasia.

Nos dias em que você acorda Barroca você vive a dualidade entre o divino e o mundano. Espírito e carne.
Você vive a mais pudica e a mais (deliciosa) depravada ao mesmo tempo. Você está na missa e no Beco do Mota simultaneamente, lá “pras” bandas de Diamantina.

Nos dias em que você acorda Caipira você se esbalda nos acordeons e nas violas aquecidas na fogueira e no arrasta-pé levantando poeira, que estende as madrugadas da fazenda, tomando cachaça de alambique.
Canta a alegria e a singeleza do homem do campo, tanto quanto a nostalgia e a saudade sertanejas dos que migram às cidades grandes.

Nos dias em que você acorda Disco você brinda à vida mergulhada em um mar de espumante, com a dança mais frenética e passos ensaiados ao longo de toda a sua existência.
Você sempre é a última, descalça e transpirante, a ir embora dos bailes de casamento e de formatura.

Nos dias em que você acorda Samba você se transforma em cerveja bem gelada, feijoada e bate-papo alegre nas manhãs de sábado naquele mercado antigo, quando a mesa de seu bar é templo: um oráculo indestrutível no qual as principais questões da humanidade são minuciosamente dissecadas e solucionadas com inconfundível (e não menos incontestável) sabedoria dos que vivem de verdade a vida.




Você faz com que os meus cinco sentidos sejam todos condensados em ondas sonoras, que me trazem o frescor de suas melodias, a limpidez de suas harmonias e a pujança de seus ritmos intensos e intermináveis.

Eu diria que você é música.“

—  AndreRodriguesCostaOliveira

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