Frases sobre começo
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“Eis aqui, quase cume da cabeça
De Europa toda, o Reino Lusitano,
Onde a terra se acaba e o mar começa.”

Luís Vaz de Camões (1524–1580) poeta português

Epic poetry, Os Lusíadas (1572), Canto III

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“Agora começa a resolver a situação.”

Jair Bolsonaro (1955) 38º Presidente do Brasil

Década de 2010, 2016

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“Eu sempre falo nas minhas palestras, que a única coisa boa que o branco fez para o Brasil foi trazer as várias etnias, foi a única coisa boa, senão hoje a gente não estava nessa balbúrdia aí, hoje a gente vai para Pernambuco e tem lá uma etnia completamente diferente da que viveu em Salvador, completamente diferente da que viveu no Rio, completamente diferente da que viveu lá no Maranhão, então a gente teve os Ebás e Ibôs, lá em Pernambuco, aqui a gente teve os povos de Ketu, Ioruba, mais para cima a gente teve os Jeje e o Jeje Marri, isso pra mim foi a grande balbúrdia da parada que os brancos, fizeram. Eu não sou racista, mas foi a única coisa boa que os caras fizeram, todo mundo acha que vieram para cá os grandes e poderosos, não vieram! Quando os brancos chegaram aqui, vieram os traficantes, matadores, estupradores, ladrões, prostitutas foram esses que vieram para cá. A coroa portuguesa só trouxe quem não prestava para cá, e quando resolveu trazer os negros, trouxeram os reis, rainhas e seus súditos, vieram cortejos inteiros! E hoje a gente vive isso aí, o legal disso tudo são as diferenças, nós somos diferentes, mas somos iguais, iguais nos direitos e nos deveres. Eu acho maravilhoso essa dicotomia de sotaques, o que difere a gente é só sotaque, a gente é muito igual e quando você começa a descobrir isso é felicidade e está sendo até hoje, porque eu sempre busco literatura, tô sempre buscando grandes escritores.”

Revista África e Africanidades http://www.africaeafricanidades.com.br/documentos/Entrevista_com_Garnize.pdf
"Tenho um livro de cabeceira que não largo, um livro chamado “Agadá dinâmica da civilização africano-brasileira”, do Marco Aurélio de Oliveira Luz, eu indico para todo mundo. Tem outro que é “Águas de Oxalá” de José Beniste, “Orun Ayê” também, que é maravilhoso. Lepê Correia, que escreve poesias maravilhosas, um grande poeta negro pernambucano Solano Trindade, muita gente, muita gente importante que nós temos. Nós somos um povo sem memória e um povo sem memória é um povo sem história, a gente tem que começar a valorizar o nosso panteão negro de escritores, músicos, de mulheres guerreiras que se parecem tanto com a Acotirene, Aqualtune e Rainha Nzinga Onde eu vou eu estou com um livro, vivo catando livros, eu não deixo de ler, eu sou um leitor nato, é chato ficar falando isso, porque pode parecer pedância minha, mas onde eu vou, eu estou com um livro, se eu viajo eu levo um livro. Tá na hora de a gente começar a traficar informação, porque ao invés de traficar drogas os caras não traficam livros, vamos propor um dia traficar livros, vamos trocar, fazer esse escambo, você me dá um livro seu e eu te dou um livro meu, não fizeram troca de armas? Você dava uma arma e ganhava uma grana. Vamos entupir as comunidades com livros, encher as comunidades de bibliotecas e abrir espaço para juventude negra, pro pobre que mora na periferia ler, porque a gente não lê? Não lê porque o livro é caro no Brasil, é muito caro, eu lembro que com 10 dólares em cuba, eu comprei uns 20 livros, te juro! Lá você compra um livro a centavos, por isso sou fã de sebos de CDs e de livros, e também de brechós."
Revista África e Africanidades http://www.africaeafricanidades.com.br/documentos/Entrevista_com_Garnize.pdf

Hans Vaihinger photo

“Uma pessoa comum toma o dito em seguida por natural e real, no começo, não só crê que os conceitos sejam representantes da realidade, também considera os métodos e caminhos do pensamento idênticos aos caminhos e luz do ser.”

Hans Vaihinger (1852–1933) professor académico alemão

A filosofia do como se, páginas 251-252, Hans Vaihinger; Tradução e apresentação de Johannes Kretschmer - Chapecó: Argos, 2011 - 723 páginas.
A Filosofia do como se (1911), Parte I

Propércio photo

“Tal como um touro no começo nega o arado / e, afeito ao jugo, manso ruma ao prado, / também jovens se agitam rebeldes no Amor, / mas domados aceitam justo e / injusto.”

Propércio (-47–-16 a.C.)

"Ac ueluti primo taurus detractat aratra, / post uenut assueto mollis ad arua iugo, / sic primo iuunes trepidant in Amore feroces, / dehinc domiti post haec aequa et iniqua ferunt."
Elegias, 2.4.(3.47-50) https://books.google.com.br/books?id=8RGdCgAAQBAJ&pg=PT142. Sexto Propércio; tradução e organização de Guilherme Gontijo Flores.

Hildegarda de Bingen photo

“Eternidade é como uma roda, que não tem começo nem fim.”

Hildegarda de Bingen (1098–1179)

Die Ewigkeit gleicht einem Rad, das weder Anfang noch Ende hat"
Briefwechsel

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“Ao fim de meia hora na praia contigo e com os miúdos começa a apetecer-me imenso levar com uma arriba em cima!”

" Veraneio, parte II ", Mixórdia de Temáticas 13-05-2015

Ricardo Araújo Pereira photo

“Eu começo por álcool e tabaco, os grandes clássicos.”

" Alcoolismo, tabagismo e raspadinhismo ", Mixórdia de Temáticas 11-03-2015

Ricardo Araújo Pereira photo

“Aparecer sempre com mais vinte ou trinta quilos de entulho começa a chatear.”

" Queda em casa de vizinho no Seixal ", Mixórdia de Temáticas 27-03-2012

Moreira Franco photo

“Chegamos a essa situação fiscal por força dessa leniência que se chama pacote de bondades. Quando você começa a inventar e dar o que não tem, começa a ter problema. No governo, é a mesma coisa. Há um compromisso fiscal.”

Moreira Franco (1944) político brasileiro

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, em entrevista a IstoÉ Dinheiro
IstoÉ Dinheiro http://www.istoedinheiro.com.br/nao-tenho-duvida-de-que-a-reforma-trabalhista-passa-no-plenario/, 23/06/17

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“A religião humana é sempre assim: começa servindo a Deus e termina matando as pessoas.”

Witness Lee (1905–1997)

<small>- Human religion is always like this: it begins by serving God and it ends by killing people.
Life-Study of Genesis, de Witness Lee - Living Stream Ministry, ISBN 0-7363-0836-9</small>

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“Quero, primeiramente, agradecer a Deus por estar nos ajudando a fazer essa travessia difícil, após a perda daquele que havíamos escolhido para nos guiar nessa difícil tarefa de mudar o Brasil. Mudar com a visão de que se começa o novo no novo, corrigindo os equívocos praticados e encarando os desafios desse início de século.”

Marina Silva (1958) política e ambientalista brasileira

Durante a oficialização da candidatura à presidência para as eleições de 2014 pelo PSB no dia 20 de agosto de 2014.
Fonte: Exame.com http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/precisamos-mudar-o-brasil-afirma-marina

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“Não posso fingir saber sobre esses problemas abstrusos. O mistério do começo de todas as coisas é insolúvel por nós; e eu, pessoalmente, contento-me em permanecer um agnóstico.”

The Life and Letters of Charles Darwin, volume I, capítulo VIII: "Religião", página 313 http://darwin-online.org.uk/content/frameset?pageseq=331&itemID=F1452.1&viewtype=image

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“A liberdade começa onde acaba a ignorância.”

Victor Hugo (1802–1885) poeta, romancista e dramaturgo francês

La liberté commence où l'ignorance finit.
Œuvres complètes - Volume 12 - Página 1193, Victor Hugo, ‎Jean Massin - le Club français du livre, 1969

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“Cada dia é sempre um novo começo, quando temos sempre uma chance de aprender sobre nós mesmos.”

reiki universal, Johnny de' Carli, citações, autoconhecimento

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“A educação de uma pessoa começa no berço e influi sobre toda a vida.”

reiki universal, Johnny De' Carli, citações, educação

“Comece desde já a escrever, se quiser ser escritor.”

reiki universal, Johnny De' Carli, citações, escritor

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“Onde está o teu corpo

Ao sentir o teu corpo perto do meu
Senti calor.
Olhei nos teus olhos,
Ganhei confiança
Nessa noite serena me apaixonei…
Ao sentir teu corpo perto do meu
Comecei a te admirar
Observei tua boca,
olhos,
orelhas,
nariz…

De cima a baixo
Começo quase sem fim…
Porque em um certo dia,
Não cheguei a ver nem os teus pés.

Mas onde esta o teu corpo
Que estava perto de mim?”

Escrita em 2009 para ser apresentado no TAL (Tempo de Arte Literária), na Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima, não foi apresentado no dia.
Apresentado no TAL (Tempo de Arte Literária), noColégio Estadual Dinah Gonçalves, ficando na primeira colocação, em 2013.
Apresentado na Exposição & Sarau Mulher Pedra, organizada pela poetisa Varenka de Fátima Araújo, em 2014.
Fonte: O Diferencial da Favela, organizado por Sandro Ribeiro dos Santos, Onde está o teu corpo, Valter Bitencourt Júnior, Galinha Pulando, pág. 89, 2014, ISBN: 9788566465129.
Fonte: Toque de Acalanto: Poesias, Valter Bitencourt Júnior, Amazon/Clube de Autores, 2017, pág. 06, ISBN: 9781549710971.

“Sem essa de querer regrar a vida com coisas super artificiais,
Pausa na mente e na alma.
Redobre sua atenção para quem está ao seu lado.
Não diminua minutos para ficar com quem se ama.
Deixe o dia corrido em câmara lenta, não desperdice o seu tempo com mágoas ou rancor.
Abrace, beije, converse, visualize olho com olho, fale e escute…
Ame e espere ser amado.
Fuja dos barulhos alheios.
Enriqueça sua mente com uma boa leitura.
Cuide da alma com doses extras de perdão e de paz.
Caminhe… Se possivel de mãos dadas. E… ainda que não tenha uma mão para segurar, coloca o fone no ouvido, escute uma boa musica e curta sua própria companhia… Adote os verbos Amar, Viver e Ser!
Ei, não esqueça, Você bem de leve, pode sacudir o azedume alheio, sem parecer ser arrogante ou ainda ser mal interpretada.
Seja Você ainda que esteja chata, esquisita… preserve seus defeitos, afinal ninguem é perfeito.
E, lembre-se, mesmo que, tudo esteja dificil, você é dona de uma história linda que Deus criou.
Você é abençoada, blindada pelos cuidados de Deus.
Não tenha medo, comece, recomece todos os dias, no final do dia você terá superado tudo aquilo que te incomodou logo que acordou… Nem lembra mais o que era né?
Deixe que sua luz propria seja um resumo quando te perguntarem:
_"Bom, isso mostra que a vida tá boa?" Se quiser, responda: "É a vida tá boa!"
Se não quiser responder:
Dá uma piscadinha de olho, porque beijinho no ombro suja a roupa (por causa daquele batom vermelho que você não sai sem ele…) É… A vida tá boa!”

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“NAMORO À DISTÂNCIA


Na quinta feira eu a busco na rodoviária
E a gente vai para casa
E não se acanha nem mesmo no elevador do prédio
E espalha as roupas e sapatos e mochilas pelo chão do apartamento E ali ficamos, em silêncio de pequena morte.

Já na sexta feira levantamos tarde Só que acordamos cedo Despertados pelo maior dos desejos Quando assim começa o dia
Entre gozos e gemidos
E com a cama antiga rangendo desesperada Cada vez mais alto.

Sábado é dia de receber amigos sempre tão queridos E eu fico orgulhoso de mãos dadas
Quase que me exibindo aos convidados
Com a minha namorada tão maravilhosa
E que veio para estar no feriado
Ao meu lado
Fazendo o nosso almoço italiano
E encantando com o seu sorriso
A todos os ali presentes.

Domingo bem cedo andamos de bicicleta lá no parque da cidade Visitamos os meus pais idosos
Almoçamos uma barca de comida japonesa
Mas alguma coisa
(Eu já sinto)
Está severamente errada.
O dia transcorre
O meu enfado já está patente
A minha irritação fica notória

O mau-humor impera
E a minha namorada inaugura o pranto mais discreto
Disfarçado e silencioso
Sem saber o que de fato
Está conosco acontecendo.

Não se culpe, namorada
Porque a distância é que não permite
Que entremos
Com recíproca e com entrega
Na estranha liturgia de nossas rotinas
A centenas de quilômetros distantes

E assim eu sinto que sou invadido
Alcunhando-lhe covardemente como Invasiva
Estrangeira
Forasteira

E você, por consequência
Sente medo e insegurança
Acionando a perigosa chave de ciúmes
Com as reações de defensiva clássicas.

E é quando, então, a gente briga de verdade
E a gente chora junto
E eu deixo você na rodoviária no início da noite Em silêncio de sepulcro

E dessa maneira o feriado acaba.

Eu preciso ter você mais perto
Eu preciso ter você no dia-a-dia
Eu preciso viajar mais vezes
Eu preciso que retorne muitas outras vezes
E que nos comprometamos com o fato de que somos a prioridade um do outro.
Eu preciso lhe pedir desculpas
E dizer mil vezes o quanto eu a cada dia mais
Te amo.

E dizer também que a sua mera existência dá sentido à minha vida.”

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“Comece de onde você está!”

#suramajurdi #motivação #frase

“Tudo começa com uma ideia Imaginação”

#suramajurdi #motivação #frase

“Tudo começa com uma ideia”

#suramajurdi #motivação #frase

“Minha ex-namorada era completamente louca. Pra começo de conversa, ela namorava comigo.”

Fonte: Jaime Lennon, em As Aventuras e Desventuras de Jaime Lennon, Dramaturgo Marginal

Esta frase aguardando revisão.

“Ainda que todos os políticos fossem Corruptos, seria menos grave que se todos os corruptos fossem Políticos.


Em ano de Eleições — especialmente as gerais — sempre arrastamos a Corrupção para o centro do palco.


Mas quase sempre nos esquecemos, por descuido ou capricho, que o combate à Corrupção começa com o nosso bom comportamento.


Ela é sempre arrastada para o centro do palco como a grande vilã nacional, apontada em debates, estampada em manchetes, tomada como inimiga número um por quase todos.


Mas, terminado o espetáculo, o que fazemos com o espelho?


É muito curioso como denunciamos com veemência os desvios bilionários, enquanto tratamos como irrelevantes os pequenos atalhos do cotidiano: a vantagem indevida — o “jeitinho brasileiro” — e o silêncio cúmplice diante do erro que nos favorece.


Condenamos os políticos corruptos, mas normalizamos a infração que nos beneficia.


Se tivéssemos a idoneidade da qual só sentimos falta neles, certamente o Brasil não padeceria da Metástase Cultural da Corrupção.


Exigimos ética em Brasília, mas relativizamos a nossa nas esquinas.


Talvez porque seja mais confortável enxergar a Corrupção como um monstro muito distante, habitante exclusivo dos palácios, e não como uma “cultura” que se infiltra nas escolhas diárias.


É mais fácil votar contra ela do que viver contra ela.


O combate à Corrupção não começa nas urnas — começa no caráter.


Não nasce nos discursos inflamados — nasce nos hábitos.


Ele se fortalece quando o cidadão decide que sua integridade não depende de quem governa, mas de quem ele é.


Se quisermos, de fato, mudar o enredo político, precisamos antes revisar o roteiro pessoal.


Porque um povo que naturaliza pequenas desonestidades, e ainda as batiza de “jeitinho”, dificilmente sustentará grandes virtudes.


No fim, talvez a pergunta mais honesta, urgente e necessária — não só em ano eleitoral — não seja apenas “quem é o menos corrupto?”, mas “o quanto estou disposto a não ser?”.⁠”

Esta frase aguardando revisão.

“⁠⁠A gente só para de flertar com a m0rte todos os dias quando descobre que o melhor dia para se viver é hoje.


Há uma espécie de suicídi0 muito silencioso que pouca gente se atreve a nomear como tal.


Ele não acontece apenas nos gestos extremos, nas decisões finais ou nas manchetes trágicas.


Às vezes, ele se instala gradualmente, no adiamento crônico da vida, na rotina de empurrar para amanhã aquilo que já pede coragem no agora, na mania de sobreviver sem realmente habitar a própria existência.


Muita gente não quer m0rrer — quer apenas descansar da exaustão de existir sem sentido.


E é justamente aí que mora o flerte cotidiano com a m0rte: quando se abandona a urgência de viver.


Viver, porém, não é apenas respirar, cumprir tarefas, pagar contas e colecionar ausências disfarçadas de compromissos.


Viver é reconhecer que o tempo não faz promessas.


O amanhã é uma hipótese muito elegante, mas continua sendo hipótese.


O hoje, com todas as suas imperfeições, é a única matéria concreta que temos nas mãos.


E talvez amadurecer seja justamente isso: perceber que a vida não começa “quando tudo se ajeitar”, “quando a dor passar”, “quando houver mais dinheiro”, “quando a paz finalmente chegar”.


A vida está acontecendo agora — inclusive no caos, inclusive nas faltas, inclusive enquanto ainda estamos tentando entender quem somos.


Há quem flerte com a m0rte não por desejar o fim, mas por tratar a vida com permanente negligência.


Negligencia os afetos, as pausas, a própria saúde, os pedidos de socorro da alma, os sinais do corpo, os vínculos que importam, as palavras que deveriam ser ditas enquanto ainda há quem possa ouvi-las.


Age como se viver fosse um ensaio infinito, como se sempre houvesse tempo para recomeçar, pedir perdão, recalcular a rota, amar melhor, ou simplesmente descansar.


Mas nem todo adiamento é prudência; às vezes, é desistência parcelada.


Descobrir que o melhor dia para viver é hoje não é um clichê otimista — é uma revelação muito dura.


Porque obriga a gente a encarar a própria covardia, os próprios álibis e a confortável ilusão de controle.


Nos obriga a admitir que há muita m0rte disfarçada de rotina eficiente, muita apatia travestida de maturidade, muito medo chamado de prudência.


E, ao mesmo tempo, essa descoberta também liberta: porque devolve ao presente a dignidade que o imediatismo e a ansiedade roubaram.


Faz a gente entender que viver bem não é ter a vida perfeita, mas parar de oferecer o próprio tempo em sacrifício a tudo aquilo que nos afasta de nós mesmos.


Talvez a grande virada aconteça quando deixamos de esperar uma razão extraordinária para viver e passamos a reconhecer a grandeza escondida no ordinário: no abraço ainda possível, na conversa adiada que enfim acontece, no descanso sem medo e sem culpa, na lágrima que finalmente se deixa rolar, no riso que interrompe o peso do mundo — ainda que por alguns segundos.


O hoje não precisa ser grandioso para ser valioso.


Ele só precisa ser vivido com presença — e não desperdiçado como se fosse descartável.


No fim, flertar com a m0rte todos os dias talvez tenha menos a ver com desejar partir e mais com não se permitir ficar por inteiro.


E viver, em sua forma mais honesta, começa quando a gente decide parar de se ausentar da própria história.


Porque o melhor dia para viver não é o dia ideal, nem o dia fácil ou o prometido.


É este.


O único que realmente chegou — o agora.”

Esta frase aguardando revisão.

“No meio Polarizado, onde a Arrogância já virou Moda, já nem é ela que incomoda, mas a Concorrência.

Porque a arrogância, por si só, já deixou de ser defeito para virar linguagem. 

Ela se disfarça de opinião firme, de autenticidade, de coragem — e assim vai sendo aplaudida, compartilhada, replicada. 

O que antes afastava, hoje atrai. 

O que antes era visto como excesso, hoje é entendido como presença.

Mas o incômodo real não nasce da arrogância isolada. 

Ele surge quando ela encontra outra igual. 

Quando duas certezas absolutas se encaram, não para dialogar, mas para disputar território. 

Não para construir, mas para vencer. 

É aí que o ruído começa.

A concorrência de egos não produz luz — produz calor. 

E calor demais cega, desgasta e endurece. 

Cada lado acredita estar defendendo uma verdade, mas no fundo está apenas protegendo sua própria identidade, seu próprio lugar no mundo. 

Porque, em tempos assim, ceder parece fraqueza, ouvir parece rendição, e duvidar de si mesmo virou quase um pecado imperdoável.

Só que há algo silencioso se perdendo nesse processo: a capacidade de aprender. 

Quando tudo vira disputa, ninguém mais quer ser transformado — apenas confirmado. 

E sem transformação, não há crescimento, só repetição.

Talvez o verdadeiro ato de coragem hoje não seja a fala mais alta, mas a escuta profunda. 

Não se trata de sustentar a própria razão a qualquer custo, mas permitir que ela seja atravessada por outras perspectivas. 

Porque, no fim, a arrogância só sobrevive e reina onde o medo de não saber é maior do que a vontade de entender.

E nesse cenário, quem escolhe o caminho da humildade intelectual não se torna menor — se torna raro. 

E o raro, mesmo em silêncio, ainda pode mudar tudo.”

Esta frase aguardando revisão.

“Os Frequentadores Assíduos da Agridoce Escola da Solitude dificilmente se contentam com meia companhia.

Há algo que a solidão ensina, e não é apenas o silêncio — é a escuta. 

Quem se demora nesse espaço aprende a reconhecer o próprio ruído interno, a distinguir carência de presença e distração de encontro. 

E, depois disso, já não dá para aceitar qualquer preenchimento como se fosse conexão.

A solitude, quando atravessada com coragem e disciplina, deixa de ser ausência e se torna critério. 

Ela afina o olhar. 

Mostra que companhia não é sinônimo de proximidade, nem conversa é garantia de vínculo. 

E, sobretudo, revela que estar com alguém pela metade cobra um preço inteiro.

Por isso, quem já se formou — ainda que provisoriamente — nessa escola agridoce, passa a estranhar o raso. 

Não por arrogância, mas por memória. 

Memória de quando estar só era muito mais honesto do que estar mal acompanhado. 

Memória de quando o vazio, ao menos, não fingia ser plenitude.

Meia companhia cansa porque exige que a gente finja completude onde só há fragmento. 

E quem já fez as pazes com a própria inteireza, mesmo imperfeita, começa a preferir o desconforto da ausência à ilusão da presença incompleta.

No fundo, não se trata de rejeitar o outro — mas de recusar o que não chega inteiro. 

Porque, depois de aprender a estar consigo e gostar disso, qualquer companhia que não soma, diminui.”

Esta frase aguardando revisão.

“Ninguém vive Só, mas ninguém sobrevive mais Sozinho do que quem vive querendo ser Amigo de todo mundo.

Há uma diferença bastante silenciosa — e muitas vezes ignorada — entre estar cercado e estar acompanhado. 

Quem tenta caber em todos os círculos acaba se diluindo em cada um deles. 

Vai se moldando tanto ao gosto alheio que, no fim, já não sabe mais qual é o próprio sabor. 

E assim, na ânsia de pertencer a todos, deixa de pertencer a si mesmo.

A necessidade de agradar indiscriminadamente costuma nascer de um medo antigo: o da rejeição. 

Mas há um preço muito alto em trocar autenticidade por aceitação. 

Relações construídas sobre concessões constantes não criam raízes, apenas vínculos frágeis que dependem de manutenção exaustiva. 

E o mais curioso é que, mesmo rodeado de gente, esse esforço contínuo é raramente recompensado com profundidade.

Amizade de verdade não exige ubiquidade, exige verdade. 

Não se trata de quantos cabem à mesa, mas de quem permanece quando a mesa já não oferece nada além de silêncio — ainda que agridoce.

Quem tenta ser amigo de todo mundo, no fundo, vive evitando o risco essencial de qualquer relação genuína: o de não ser aceito por alguns para ser verdadeiramente reconhecido por muito poucos.

Há uma solidão deveras peculiar em nunca poder ser inteiro. 

E talvez a nossa Verdadeira Liberdade comece justamente quando aceitamos que não é preciso sermos tudo para todos — porque, ao fim, é isso que finalmente nos permite ser algo bem real para alguém.”