Citações de educação
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“A única coisa que interfere com meu aprendizado é a minha educação.”

Albert Einstein (1879–1955)

The only thing that interferes with my learning is my education.
Albert Einstein como citado in: Career Management for the Creative Person: Right-brain Techniques to Run Your Professional Life and Build Your Business, Lee T. Silber - Three Rivers Press, 1999, ISBN 0609803654, 9780609803653 - 350 páginas
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“Não pode haver educação onde não há discrição.”

Cervantes

Variante: Não pode haver graça onde não há discrição.

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“A televisão é algo que os russos inventaram para destruir a educação americana.”

Paul Erdős (1913–1996) matemático húngaro

Comic Sections : The Book of Mathematical Jokes, Humour, Wit, and Wisdom (1993) by Des MacHale

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“Os avanços tecnológicos associados com a sociedade da informação resultaram na passagem de todas as mídias para a transmissão digital.”

Lucia Santaella (1944)

Fonte: Livro: Comunicação ubíqua: repercussões na cultura e na educação, Editora Paulus, 2013, pág.232.

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“Meu único desejo, meu tema musical, meu diamante é a educação.”

Rubem Alves (1933–2014) psicanalista, educador, teólogo e escritor brasileiro

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“Stendhal, desde infância, amou as mulheres sensualmente; projetou nelas as aspirações de sua adolescência; imaginava-se de bom grado salvando de algum perigo uma bela desconhecida e conquistando-lhe o amor. Chegando a Paris, o que desejava mais ardentemente era "uma mulher encantadora; nós nos adoraremos, ela conhecerá minha alma"… Velho, escreve na poeira as iniciais das mulheres que mais amou. "Creio que foi o devaneio que preferi a tudo", confia-nos ele. E são imagens de
mulheres que lhe alimentaram os sonhos; a lembrança delas anima as paisagens. "A linha de rochedos aproximando-se de Arbois, creio, e vindo de Dôle pela estrada principal, foi para mim uma imagem sensível e evidente da alma de Métilde." A música, a pintura, a arquitetura, tudo o que amou, amou-o com uma alma de amante infeliz; quando passeia em Roma, a cada página, uma mulher aparece; nas saudades, nos desejos, nas tristezas, nas alegrias
que elas suscitaram-lhe, conheceu o gosto do próprio coração; a elas é que deseja como juizes. Freqüenta-lhes os salões, procura mostrar-se brilhante aos seus olhos, deveu-lhes suas maiores felicidades, suas penas; foram sua principal ocupação. Prefere seu amor a toda amizade e sua amizade à dos homens; mulheres inspiram seus livros, figuras de mulheres os povoam; é em grande parte para elas que escreve. "Corro o risco de ser lido em 1900 pelas almas que amo, as Mme Roland, as Mélanie Guibert…" As mulheres foram a própria subsistência de sua vida. De onde lhe veio esse privilégio? Esse terno amigo das mulheres, e precisamente porque as ama em sua verdade, não crê no mistério feminino; nenhuma essência define de uma vez por todas a mulher; a idéia de um "eterno feminino" parece-lhe pedante e ridículo. "Pedantes repetem há dois mil anos que as mulheres têm o espírito mais vivo e os homens, mais solidez; que as mulheres têm mais delicadeza nas idéias e os homens, maior capacidade de atenção. Um basbaque de Paris que passeava outrora pelos jardins de Versalhes concluía, do que via, que as árvores nascem podadas." As diferenças que se observam entre os homens e as mulheres refletem as de sua situação. Por exemplo, por que não seriam as mulheres mais romanescas do que seus amantes? "Uma mulher com seu bastidor de bordar, trabalho insípido que só ocupa as mãos, pensa no amante, enquanto este galopando no campo com seu esquadrão é preso se faz um movimento em falso." Acusam igualmente as mulheres de carecerem de bom senso. "As mulheres preferem as emoções à razão; é muito simples: como em virtude de nossos costumes vulgares elas não são encarregadas de nenhum negócio na família, a razão nunca lhes ê útil… Encarregai vossa mulher de tratar de vossos interesses com os arrendatários de duas de vossas propriedades; aposto que as contas serão mais bem feitas do que por vós." Se a História revela-nos tão pequeno número de gênios femininos é porque a sociedade as priva de quaisquer meios de expressão: "Todos os gênios que nascem mulheres estão perdidos para a felicidade do público; desde que o acaso lhes dê os meios de se revelarem, vós as vereís desenvolver os mais difíceis talentos." O pior handicap que devem suportar é a educação com que as embrutecem; o opressor esforça-se sempre por diminuir os que oprime; é propositadamente que o homem recusa às mulheres quaisquer possibilidades. "Deixemos ociosas nelas as qualidades mais brilhantes e mais ricas de felicidade para elas mesmas e para nós." Aos dez anos, a menina é mais fina e viva do que seu irmão; com vinte, o moleque é homem de espírito e a moça "uma grande idiota desajeitada, tímida e com medo de urna aranha"; o erro está na formação que teve. Fora necessário dar à mulher exatamente a mesma instrução que se dá aos rapazes.”

Simone de Beauvoir livro O segundo sexo

The Second Sex

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“A educação é fundamental para a felicidade social; é o princípio sobre o qual descansam a liberdade e o engrandecimento dos povos.”

Benito Juárez (1806–1872)

La educación es fundamental para la felicidad social; es el principio en el que descansan la libertad y el engrandecimiento de los pueblos.
Benito Juárez como citado in: Magisterio - Edições 85-90 - Página 95, Sindicato Nacional de Trabajadores de la Educación, 1967

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“A pior ameaça que nós vamos viver é o Escola sem Partido porque a Cultura e a Educação é onde estão as mentes e os corações.”

José Dirceu (1946) político e advogado brasileiro

Fonte: Vídeo — www.youtube.com/watch?v=9Sc0Np8PtMo — gravado em lançamento de autobiografia de José Dirceu numa pizzaria de Belo Horizonte/MG — 13 de novembro de 2018

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“Não consigo entender como o MST, com toda a força e o dinheiro que tem, falando a nossa língua, não consegue terras. O índio, sem falar a nossa língua, fedorento — é o mínimo que posso falar —, na maioria das vezes, vem para cá, sem qualquer noção de educação, fazer lobby.”

Jair Bolsonaro (1955) 38º Presidente do Brasil

- Na Comissão Externa sobre a Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, em 14/04/2004. <br class="br">Década de 2000, 2004 <br class="br">Fonte: Discurso em 14/4/2004 às 14:00 http://www.camara.leg.br/internet/sitaqweb/textoHTML.asp?etapa=11&amp;nuSessao=0352/04&amp;nuQuarto=0&amp;nuOrador=0&amp;nuInsercao=0&amp;dtHorarioQuarto=14:00&amp;sgFaseSessao=&amp;Data=14/4/2004&amp;txApelido=RESERVA%20IND%C3%8DGENA%20RAPOSA%20SERRA%20DO%20SOL&amp;txFaseSessao=Reuni%C3%A3o%20Deliberativa%20Ordin%C3%A1ria&amp;txTipoSessao=&amp;dtHoraQuarto=14:00&amp;txEtapa=. Câmara dos Deputados, 14/04/2004.

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“Um bom exercício de educação civilizatória é a percepção do papel insubstituível de brasileiros que fazem grande diferença. Antonio Candido é um exemplo. O professor e pensador, que recentemente completou 95 anos, continua a nos oferecer o seu valioso patrimônio de ideias.”

Aécio Neves (1960) político brasileiro

Aécio Neves artigo do senador publicado dia 19 de agosto de 2013. <br class="br">Fonte Folha de S.Paulo http://www1.folha.uol.com.br/colunas/aecioneves/2013/08/1328424-exemplos.shtml

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“Os novos dados do analfabetismo que surpreenderam o país, somados a informações já reveladas por outras pesquisas e constatadas diariamente em todo o Brasil, mostram um governo que vem menosprezando a mais poderosa alavanca de transformação social: a educação.”

Aécio Neves (1960) político brasileiro

Aécio Neves artigo do senador 30 de setembro 2013 <br class="br">Fonte Folha de S.Paulo http://www1.folha.uol.com.br/colunas/aecioneves/2013/09/1349291-andando-para-tras.shtml

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“O único caminho seguro para o futuro do Brasil é transformar a educação em prioridade de Estado, com ampla participação da população. Foi assim nas trajetórias de diversos países que deram o grande salto para o desenvolvimento. Em todos houve decisivos investimentos em educação e em qualificação profissional.”

Aécio Neves (1960) político brasileiro

Aécio Neves - em sua coluna semanal na Folha de São Paulo. <br class="br">Fonte http://www1.folha.uol.com.br/colunas/aecioneves/2013/05/1277523-pais-rico-e-pais-com-educacao.shtml

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“O xadrez constitui um meio eficaz para a educação e formação do intelecto do homem.”

Che Guevara (1928–1967) guerrilheiro e político, líder da Revolução Cubana

Che Guevara como citado em Xadrez de A a Z: Dicionário ilustrado - página 221 https://books.google.com.br/books?id=yCtCud47ed4C&amp;pg=PA221, Rubens Filguth, Artmed Editora, 2009, ISBN 8536318368, 9788536318363 <br class="br">Atribuídas

“Numa sociedade em que as amplas camadas trabalhadoras são relegadas a uma posição de subalternidade em todos os campos sociais, políticos e econômicos, parece mesmo que somente as elites no poder e os grupos a elas associados têm o direito a usufruir aquilo que, no decurso da história, a humanidade criou, com o esforço precisamente dos trabalhadores de todas as gerações. E, assim, a educação escolar das massas é vista da perspectiva tradicional e conservadora de mera passagem de conhecimentos.”

Vitor Henrique Paro Professor da Universidade de São Paulo

PARO, V. H. Gestão escolar, Democracia e Qualidade do Ensino. São Paulo: Ática, 2007. (pág. 37-38). Acesso em 29 de setembro de 2017.</ref>.
Gestão escolar, Democracia e Qualidade do Ensino
Fonte: PARO, V. H. Gestão escolar, Democracia e Qualidade do Ensino. São Paulo: Ática, 2007. Disponível em: http://www.vitorparo.com.br/gestao-escolar-democracia-e-qualidade-do-ensino>

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“Quem diria, o Ministério da Educação da Pátria Educadora será onde o Mercadante passará sua temporada de lay-off.”

José Carlos Aleluia (1947)

José Carlos Aleluia, deputado federal (DEM-BA), à coluna Painel Folha http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/234995-painel.shtml, sobre Dilma ter cedido para tirar Aloizio Mercadante do comando da Casa Civil. 1 de outubro de 2015.

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“A educação de uma pessoa começa no berço e influi sobre toda a vida.”

Johnny De' Carli

reiki universal, Johnny De' Carli, citações, educação

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“Os que menosprezam a Educação, decerto ainda habitam o Abismo da ignorância.”

Alessandro Teodoro

Aos professores, o meu eterno respeito e gratidão!

Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
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Esta frase aguardando revisão.

“Sempre houve, há, e infelizmente sempre haverá pessoas inidôneas em todas as searas profissionais.

Especialmente nas que são intrínsecas às nossas necessidades mais básicas.

Quer seja na Saúde, na Educação, na Segurança…

Ou até na seara Religiosa.

Esta última, infelizmente, é a que abriga os mais apaixonados.

Nela, se não fossem os inidôneos, talvez o próprio Cristo não tivesse experimentado a mais medonha sinergia das fúrias humanas: perseguição, entreguismo e crucificação.

E para sustentar a premissa de que o crime jamais se sustentaria sem a coparticipação de parte do Estado — e de uma esmagadora parcela do povo —, há a retroalimentação do fanatismo.

Apaixonados que passam pano para desvios de conduta das suas paixões.

Ninguém do povo, com ao menos dois dos oitenta e seis bilhões de neurônios ativos, 
deveria acreditar cegamente
que líderes religiosos e profissionais da segurança
são sinônimos de idoneidade.

Isso é mau-caratismo, capricho, fanatismo — ou ambos.

Foi-se o tempo das vocações…

Elas ainda existem, é verdade!

Mas os verdadeiros vocacionados são muito raros.

Nos bons e velhos tempos, poucos se vendiam.

Líderes religiosos eram quase sinônimo de santidade,
e policiais — de honestidade.

Infelizmente, a vocação levou uma rasteira da vaidade —
e muita coisa mudou.

E, infelizmente, para pior.

Hoje, o que se vê
é quase pura vaidade pela carreira, pelo status quo.

Só temo pela molecada…

E, pasmem, chamá-la de Nutella é bem mais fácil que ao menos tentar ser exemplo!

Ela segue cada vez mais sem norte, sem ter no que — e em quem — se espelhar.

Nos bons e velhos tempos em que muitos Moleques queriam ser Homens, não havia tantos homens fazendo papel de moleques.”

Alessandro Teodoro

Avesso ao trisal nefasto entre a Igreja, o Estado e seu Braço Armado, essa mensagem já me rondava os pensamentos… Quando um padre se acha no direito de agredir física e verbalmente um repórter, idoso de quase 90 anos, e um policial estuprar uma senhora nas instalações do Estado, ela explode.

Esta frase aguardando revisão.

“De repente, nossas necessidades mais básicas voltam a ocupar o centro das atenções.


É hora de arrastar as pautas para o centro do palco novamente…


Começaram pela “Insegurança” — e começaram ditando o tom.


Tiros. Mortes.
Não pouco — nem um, nem outro.


Tiros deliberados deveriam sempre nos assustar, nos impactar.
Mortes também.


Mas o Crime Desorganizado já entendeu que, para sensibilizar uma sociedade que — infelizmente — também já banaliza quase tudo, às vezes é preciso passar só um pouquinho além do ponto.


Apreensão de meia dúzia de fuzis…
Meia dúzia de mortes…
“Coisas da vida”!?


As 121 mortes reencontraram a sensibilidade de muitos — e reaqueceram um debate que nunca se fecha.


Reaqueceu de forma apaixonada, embora desinteligente.
Mas reaqueceu.


Até colocou em evidência o Crime Desorganizado e o Organizado… como se não coexistissem, como se não se retroalimentassem mutuamente.


Sem a sinergia entre Saúde, Educação e Segurança, não há base sólida para pleitear ou defender qualquer outra necessidade.
Qualquer outro direito.


Que bom que existem os recessos e os excessos!


Daqui a pouco, todos entram em recesso — e se calam.


Nós, seguimos nos preparando espiritualmente para o Natal, para o réveillon…


Depois do futebol, ainda tem carnaval.


Ah, se não fossem os recessos, os excessos e as distrações…


Se tivéssemos nos interessado por política antes de as Redes Sociais parirem essa corja de Políticos-Influencers, talvez não estivéssemos tão apaixonados por esses Criadores de Conteúdo brincando de governar.


Eis que o Ano Eleitoral se aproxima…”

Alessandro Teodoro

Esta frase aguardando revisão.

“Receio que o termo “Textão” tenha surgido dos Leitores apressados que se alimentam da Superficialidade Digital.

É muito curioso como uma Palavra criada para diminuir o Tamanho de uma Reflexão acabou revelando muito mais sobre quem a utiliza do que sobre quem Escreve.

Chamar um texto de “textão” quase sempre carrega uma dose de impaciência, como se dedicar alguns minutos à leitura fosse um sacrifício incompatível com o ritmo frenético da vida online.

Vivemos a era da Velocidade…

Tudo precisa ser resumido, comprimido, editado, transformado em poucos segundos de vídeo, em frases de efeito ou em legendas que caibam entre uma propaganda e outra.

A profundidade passou a disputar espaço com o algoritmo, e o algoritmo muito raramente recompensa quem exige pausa, silêncio e Contemplação.

Não se trata de condenar a Tecnologia.

Ela democratizou o acesso à informação de uma forma jamais imaginada.

O problema começa quando confundimos informação com conhecimento, opinião com reflexão e consumo de conteúdo fragmentado com aprendizado.

Nunca lemos tanto; mas talvez nunca tenhamos compreendido tão pouco.

Há uma diferença enorme entre passar os olhos por centenas de publicações e permitir que uma ideia atravesse as nossas convicções.

A primeira alimenta o cérebro com estímulos constantes; a segunda exige algo muito mais raro: disposição para pensar.

Pensar dói, desmonta certezas e nos obriga a reconhecer que o mundo dificilmente cabe em frases feitas.

Talvez por isso os textos longos incomodem tanto.

Eles não permitem respostas automáticas.

Exigem tempo, interpretação e, principalmente, disposição para dialogar com ideias que podem contrariar as nossas próprias crenças.

Em uma cultura que premia reações instantâneas, qualquer convite à reflexão parece um atraso.

É muito curioso perceber que quase ninguém reclama de assistir horas de uma série, acompanhar partidas inteiras de futebol, maratonar vídeos ou permanecer incontáveis minutos, quiçá horas, deslizando o dedo sobre a tela.

O problema não é o tempo…

O problema é quando esse tempo precisa ser investido em algo que exige participação intelectual.

O entretenimento flui; a reflexão cobra presença.

Reduzir qualquer argumento elaborado ao rótulo de "Textão" também revela uma inversão muito preocupante de valores.

A brevidade deixou de ser uma qualidade para se tornar uma obrigação.

Como se toda ideia complexa pudesse — e devesse — caber em poucas linhas.

Mas a realidade não é simples.

Justiça, ética, liberdade, amor, política, fé, educação ou desigualdade jamais serão compreendidos em meia dúzia de caracteres.

A pressa também produz outro efeito silencioso: substitui o entendimento pelo julgamento.

Antes mesmo de compreender um raciocínio completo, muitos já formulam uma resposta.

Não dialogam com argumentos; combatem impressões.

Nem escutam para entender; escutam apenas o suficiente para responder.

Isso explica por que tantos debates se transformaram em disputas de frases de impacto.

Vence quem viraliza, não quem argumenta.

Ganha visibilidade quem simplifica, ainda que simplificar signifique distorcer.

Talvez o verdadeiro "Textão" não esteja nas palavras escritas, mas na complexidade da própria existência.

A vida nunca foi tão resumida.

Uma amizade não cabe em um emoji.

Um luto não se traduz em status ou stories.

Uma consciência não amadurece por meio de manchetes.

Os maiores aprendizados sempre exigiram tempo, escuta e profundidade.

Ler um texto longo não é apenas consumir palavras; é exercitar uma habilidade que está se tornando muito rara: permanência.

Permanecer diante de uma ideia até compreendê-la.

Permanecer diante de um argumento sem fugir para a próxima distração.

Permanecer diante do desconforto que uma boa reflexão inevitavelmente provoca.

Talvez o problema nunca tenha sido o “Textão”.

Talvez o problema seja a dificuldade crescente de permanecer tempo suficiente diante de qualquer coisa que não produza Gratificação Imediata.

E, quem sabe, o dia em que voltarmos a valorizar a Leitura Demorada, a Conversa Profunda e o Pensamento Paciente seja também o dia em que deixaremos de chamar Reflexão de Excesso de Palavras e reconheceremos nela aquilo que sempre foi: um convite para enxergar Além da Superfície.”

Alessandro Teodoro