Frases sobre atitude
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“São as atitudes e não as circunstâncias que determinam o valor de cada um. O que você diz, com todo respeito, é apenas o que você diz.”

Bob Marley (1945–1981) foi um cantor, guitarrista (raggae) e compositor jamaicano famoso por popularizar o gênero

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“Coleman passara quase toda a sua carreira acadêmica na Athena; homem extrovertido, arguto, urbano, terrivelmente sedutor, com um toque de guerreiro e charlatão, em nada se parecia com a figura pedante do professor de latim e grego (assim, por exemplo, quando ainda era um jovem instrutor, cometeu a heresia de criar um clube de conversação em grego e latim). Seu venerável curso introdutório de literatura grega clássica em tradução — conhecido pela sigla DHM, ou seja, deuses, heróis e mitos — era popular entre os alunos precisamente por tudo o que havia nele de direito, franco, enfático e pouco acadêmico. "Vocês sabem como começa a literatura europeia?", perguntava ele, após fazer a chamada na primeira aula. "Com uma briga. Toda a literatura europeia nasce de uma briga." Então pegava sua Ilíada e lia para os alunos os primeiros versos. "'Musa divina, canta a cólera desastrosa de Aquiles… Começa com o motivo do conflito entre os dois, Agamenon, rei dos homens, e o grande Aquiles', E por que é que eles estão brigando, esses dois grandes espíritos violentos e poderosos? Por um motivo tão simples quanto qualquer briga de botequim. Estão brigando por causa de uma mulher. Uma menina, na verdade. Uma menina roubada do pai. Capturada numa guerra. Ora, Agamenon gosta muito mais dessa menina do que de sua esposa, Clitemnestra. 'Clitemnestra não é tão boa quanto ela', diz ele, 'nem de rosto, nem de corpo'. É uma explicação bastante direta do motivo pelo qual ele não quer abrir mão da tal moça, não é? Quando Aquiles exige que Agamenon a devolva ao pai a fim de apaziguar Apolo, o deus cuja ira assassina foi despertada pelas circunstâncias em que a moça fora raptada, Agamenon se recusa: diz que só abre mão da namorada se Aquiles lhe der a dele em troca. Com isso, Aquiles fica ainda mais enfurecido. Aquiles, o adrenalina: o sujeito mais inflamável e explosivo de todos os que já foram imaginados pelos escritores; especialmente quando seu prestígio e seu apetite estão em jogo, ele é a máquina de matar mais hipersensível da história da guerra. Aquiles, o célebre: apartado e alijado por causa de uma ofensa à sua honra. Aquiles, o grande herói, tão enraivecido por um insulto — o insulto de não poder ficar com a garota — acaba se isolando e se excluindo, numa atitude desafiadora, da sociedade que precisa muitíssimo dele, pois ele é justamente seu glorioso protetor. Assim, uma briga, uma briga brutal por causa de uma menina, de seu corpo jovem e das delícias da rapacidade sexual: é assim, nessa ofensa ao direito fálico, à *dignidade* fálica, de um poderosíssimo príncipe guerreiro, que tem início, bem ou mal, a grande literatura de ficção europeia, e é por isso que, quase três mil anos depois, vamos começar nosso estudo aqui…”

Philip Roth livro A Mancha Humana

The Human Stain

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“A Etimologia tentou separar duas raízes: de um lado a raiz-lua que, com men (lua) e mensis (mes) pertence a raíz ma do sacrifício mas; e de outro, a raiz sânscrita manas, com menos (grego), mens (latim) etc., que representa o espirito por excelência.
Da raiz-espírito brota uma ampla ramificação de sentidos espirituais significativos: menos, espirito, coração, alma, coragem, ardor; menoinan, considerar, meditar, desejar; memona, ter em mente, pretender; mainomai pensar e também perder-se em pensamentos e delirar, a qual pertence mania, loucura, possessão e também manteia, profecia. Outros ramos da mesma raiz-espírito são menis, menos, raiva, menuo, indicar, revelar; meno, permanecer, demorar-se, manthano, aprender; menini, lembrar; e mentiri, mentir. Todas essas raízes-espírito originam-se de uma raiz original sânscrita Mati-h, que significa pensamento, intenção.
Em nenhum lugar, seja ele qual for, essa raiz foi colocada em oposição a raiz-lua, men, lua; mensis, mes; mas, que e ligado a ma, medir. Dessa raiz origina-se não só matra-m, medida, mas também metis, inteligência, sabedoria; matiesthai, meditar, ter em mente, sonhar; e, mais ainda, para nossa surpresa, verificamos que essa raiz-lua, pretensamente oposta a raiz-espírito, e da mesma maneira derivada da raiz sânscrita mati-h, significando medida, conhecimento.
Em conseqüência, a única raiz arquetípica subjacente a esses significados e espírito-lua, que se expressa em todas as suas ramificações diversificadas, revelando-nos assim sua natureza e seu significado primordial. O que emana do espírito-lua e um movimento emocional relacionado de perto com as atividades do inconsciente. Na erupção ativa e um espirito igneo: coragem, cólera, possessão e ira; sua auto-revelação conduz a profecia, cogitação e mentira, mas também a poesia. Junto com essa produtividade ignea, no entanto, coloca-se outra atitude mais “ medida “ que medita, sonha, espera e deseja, hesita e se retarda, que se relaciona com a memória e o aprendizado, e cujo efeito e a moderação, a sabedoria e o significado.
Discutindo o assunto em outro lugar, mencionei, como uma atividade primaria do inconsciente, o Einfall, isto e, o pressentimento ou o pensamento que “ estala “ na cabeça. O aparecimento de conteúdos espirituais que penetram na consciência com suficiente forca persuasiva para fascina-la e controla-la, representa provavelmente a primeira forma de emergência do espirito no homem. Enquanto numa consciência ampliada e num ego mais forte esse fator emergente e introjetado e concebido como uma manifestação psíquica interna, no começo parece atingir a psique “ de fora “, como uma revelação sagrada e uma mensagem numinosa dos “ poderes “ ou deuses. O ego, ao experimentar esses conteúdos como vindos de fora, mesmo quando os chama de intuitos ou inspirações, recebe o fenômeno espiritual espontâneo com a atitude característica do ego da consciência matriacal. Porque ainda e verdade, como sempre foi, que as revelações do espírito-lua são recebidas mais facilmente quando a noite anima o inconsciente e provoca a introversão do que a luz brilhante do dia.”

Erich Neumann

The Fear of the Feminine and Other Essays on Feminine Psychology

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“Consistente com sua atitude espiritual, o Nacional-Socialista traz consigo inequívocas exigências na política.”

Joseph Goebbels (1897–1945) Ministro da Propaganda do Partido Nazista Alemão

Fonte: Die verfluchten Hakenkreuzler. Etwas zum Nachdenken. Munich: Verlag Frz. Eher, 1932.

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“Se posso mudar o comportamento de um filho agressivo ou desrespeitoso por que não poderia mudar o efeminado com a mesma atitude? Homossexualismo, como regra, é comportamento e não genética.”

Jair Bolsonaro (1955) 38º Presidente do Brasil

Sobre bater em um filho dele caso fosse transexual. Época, 02/07/2011.
Década de 2010, 2011

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“Estou votando pelo voto aberto, já que essa é a opção e me parece o caminho mais adequado. Mas não quero deixar de registrar de forma clara e manter a coerência do meu pensamento. E todos devemos ser julgados pela coerência dos nossos pensamentos e atitudes.”

Aécio Neves (1960) político brasileiro

Aécio Neves Aécio Neves votou pelo voto aberto dia 26 de novembro 2013 <br class="br">Fonte PSDB http://www.psdb.org.br/aecio-neves-vota-voto-secreto-congresso/

“Quando falamos dos comunistas, poderíamos começar com conceitos. Os fascistas não têm realmente conceitos. Eles têm atitudes. Têm respostas características à guerra, à depressão e ao atraso. Mas não começam com um conjunto de ideias que depois aplicam ao mundo.”

Tony Judt (1948–2010)

No original: "When we spoke of the Marxists we could begin with concepts. The fascists don’t really have concepts. They have attitudes. They have distinctive responses to war, depression and backwardness. But they don’t start out with a set of ideas that they then apply to the world."
Pensando o Século XX (2012)
Fonte: Capítulo 5 - Paris, Califórnia: Intelectual Francês. Tradução de Otacílio Nunes.

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“Não tem dinheiro. Se não há o recurso, não fomos nós que criamos essa situação. Sempre uso uma expressão: não chegamos ao fundo do poço, passamos do fundo do poço. Uma atitude dessa natureza me impacta pessoalmente, mas sei o que serve para o estado. Para alguém que está com câncer, não adianta dar Novalgina. É preciso criar condições de manter a máquina funcionando, os serviços públicos funcionando.”

José Ivo Sartori (1948) Ex-Governador do Estado do Rio Grande do Sul

Governador do RS, discorrendo sobre a grave crise fiscal pela qual o estado passa, em entrevista concedida ao jornal Zero Hora — 25 de agosto de 2015. <br class="br">Fonte: G1 http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2015/08/passamos-do-fundo-do-poco-define-jose-ivo-sartori-sobre-crise-no-rs.html

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“Não adianta esperar atitude de quem não Tem..”

Chorão (cantor) (1970–2013) músico brasileiro

na música Abrir Seus Olhos http://www.vagalume.com.br/charlie-brown-jr/abrir-seus-olhos.html

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“A muitas pessoas parece inacreditável existirem no Universo processos cuja evolução não seja orientada por objetivos predeterminados. Pelo fato de atribuirmos um valor negativo a atitudes nossas que não tenham sentido, incomoda-nos a ocorrência de fenômenos que prescindem de qualquer sentido.”

Konrad Lorenz (1903–1989)

LORENZ, Konrad. A Demolição do Homem: Crítica à Falsa Religião do Progresso. Editora brasiliense,2ª Edição,1986,p.19
A Demolição do Homem: Crítica à Falsa Religião do Progresso (1986)

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“A única atitude intelectual digna de uma criatura superior é a de uma calma e fria compaixão por tudo quanto não é ele próprio. Não que essa atitude tenha o mínimo cunho de justa e verdadeira; mas é tão invejável que é preciso tê-la.”

Fernando Pessoa livro Livro do Desassossego

Livro do desassossego, por Bernardo Soares. Fernando Pessoa. Organização de Richard Zenith - Assírio & Alvim, 2008, Página 414.
Livro do Desassossego

“Três atitudes bloqueiam o ser humano: o negativismo, o julgamento e o desequilíbrio.”

Johnny De' Carli

reiki universal, Johnny de' Carli, citações, atitudes

“Neste vasto mundo olho para trás e vejo que deixei pegadas de dor mas, também de amor. Isso só mostra que estou caminhando bem, com minhas simples qualidades e meus exagerados defeitos. Não cobro de mim, nem mais e nem menos, tenho procurado o equilíbrio de me achar e de ser alguém que inspire Amor. Plantar! Para colher os frutos… E espalhar esses frutos colhidos do amor que devo doar, pois o que tenho de melhor, não pode ser guardado. Eu acredito que Deus nos enche de sentimentos bons, para que esses sentimentos sejam compartilhados e praticados com o próximo, que precisa de uma palavra ou de um consolo, sempre tem alguém precisando de um afago… E esse afago posso oferecer em forma de palavras, abraços, beijos, sorrisos, orações, atitudes, gestos, em doação, mas tem que partir do coração. Eu me proponho, apesar das dificuldades, me sentir intensa dos momentos de felicidade e estes sim, compartilhar. Amor plantar e sorrisos doar, e se não receberem este meu “presente” como espero, ao menos doei amor sincero, plantei sementes de compaixão. Ainda tenho muito o que aprender, mas tenho orgulho de olhar para trás e ver que o que vivi e o quanto caminhei me trouxe até aqui tão mais madura, leve e plena de mim. E mesmo que lá fora o dia esteja nublado, insisto em ser sol na vida das pessoas que amo!””

BiaSMariah

Autoras: Bia Silva, Maria Solange Greguer Alves e Helena Cristina Greguer)

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“"Inspire as pessoas através das suas atitudes." - Surama Jurdi”

Surama Jurdi

#suramajurdi
#motivação
#frase

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“Talvez se os “de bem” se libertassem da hipocrisia, já seria o bastante para resolver metade dos problemas no mundo.

Isso incomoda porque expõe uma contradição silenciosa: o rótulo de “bem” muitas vezes não nasce de virtude, mas de conveniência.

É mais fácil vestir a moral como um uniforme do que praticá-la como um exercício diário.

A hipocrisia, nesse cenário, deixa de ser um desvio e passa a ser um mecanismo de proteção — um escudo que permite condenar no outro aquilo que não se quer reconhecer em si mesmo.

Há uma espécie de conforto em apontar o erro alheio.

Ele cria a ilusão de superioridade sem exigir transformação.

Enquanto isso, a coerência — essa sim, exigente — cobra silêncio antes do julgamento, escuta antes da reação, e, principalmente, revisão antes da acusação.

Não é à toa que ela é tão rara.

O problema não está apenas nos que erram, mas nos que se absolvem com facilidade demais.

Porque quando a régua moral muda de acordo com o interesse, o conceito de “bem” se torna elástico, moldado pela conveniência e não pela consciência.

E aí, o discurso vira palco, mas a prática continua nos bastidores — muitas vezes em desacordo com tudo o que se defende em voz alta.

Libertar-se da hipocrisia não é só um gesto grandioso, é um exercício muito incômodo.

Exige reconhecer falhas sem terceirizá-las, alinhar discurso e atitude, e abrir mão da necessidade constante de só parecer certo.

Talvez por isso seja tão evitado: porque é mais difícil ser íntegro do que parecer correto.

Se metade dos problemas do mundo nascem dessa incoerência cotidiana, então a solução não está em grandes revoluções, mas em pequenos alinhamentos.

Menos discurso inflamado, mais prática silenciosa.

Menos julgamento, mais autocrítica.

Menos aparência de virtude, mais esforço real para vivê-la.

No fim, não é sobre deixar de errar — isso é inevitável.

É sobre deixar de fingir que não erramos.

Porque, talvez, o verdadeiro “bem” comece justamente onde termina a necessidade de parecer bom.

Sem a covardia de muitos que se julgam bons, os maus jamais subsistiriam.”

Alessandro Teodoro

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“⁠Muito mais assustadora que qualquer Enfermidade é a falta de Senso Coletivo,

sobretudo ao compartilhar espaços da Saúde Pública.

As dores não escolhem hora, idade, condição social ou crenças.

Elas chegam sem pedir licença e colocam lado a lado pessoas fragilizadas, assustadas e, muitas vezes, dependentes da compreensão alheia.

Em unidades hospitalares, onde a vulnerabilidade é uma condição comum a todos, o mínimo esperado deveria ser a consciência de que ninguém está ali por lazer.

O barulho inerente a qualquer doença, ainda que terminal, é permissão divina; o que se faz em volta dela é escolha humana.

O choro de uma criança, o sintoma barulhento da apneia do sono, o gemido de quem sente dor, a tosse persistente de um enfermo ou a angústia silenciosa de uma família fazem parte das muitas realidades da condição humana.

São manifestações que não obedecem à nossa vontade.

Mas a conversa em volume excessivo, a indiferença diante do sofrimento alheio, a falta de respeito com o descanso de quem luta para se recuperar e a incapacidade de perceber que o espaço é coletivo pertencem ao campo das escolhas.

Talvez um dos principais testes de civilidade não esteja nos grandes discursos sobre empatia, mas nos pequenos gestos praticados quando ninguém está nos observando.

Respeitar o silêncio de um hospital, moderar ou erradicar comportamentos inconvenientes e considerar a presença de pessoas fragilizadas são atitudes muito simples, porém reveladoras.

Demonstram que ainda conseguimos enxergar para além do próprio umbigo.

Uma sociedade se fortalece quando compreende que direitos individuais e responsabilidades coletivas caminham de mãos dadas.

Quando essa percepção desaparece, o desconforto causado pela falta de consideração pode se tornar ainda mais pesado do que a própria enfermidade — ainda que ela seja terminal.

Afinal, a doença atinge o corpo, mas a ausência de Senso Coletivo desgasta algo ainda mais profundo: a capacidade de convivermos como — e em — comunidade.

No fim, a verdadeira Saúde de um povo não se mede apenas pela qualidade dos seus hospitais ou pela eficiência e humanização dos seus tratamentos.

Ela também se revela na maneira como as pessoas Escolhem agir diante da fragilidade humana.

Porque a dor pode ser inevitável, mas a insensibilidade jamais.”

Alessandro Teodoro

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“Tropeçar na generalização e no floreio das narrativas é, no mínimo, atentar contra a complexidade.

Há uma tentação constante de transformar o mundo em algo mais simples do que ele realmente é.

Talvez porque a simplicidade ofereça conforto, rapidez e a ilusão de compreensão.

Narrativas bem acabadas, personagens facilmente identificáveis, causas e consequências organizadas em linhas retas: tudo isso nos dá a sensação de que dominamos aquilo que observamos.

No entanto, a realidade raramente se submete a esse tipo de enquadramento.

Quando comprimimos experiências humanas para caberem em discursos elegantes, frequentemente deixamos de fora as contradições, as ambiguidades e os silêncios que também compõem a verdade.

Generalizações podem funcionar como atalhos cognitivos, mas, quando adotadas sem cuidado, tornam-se ferramentas de apagamento.

O singular desaparece.

O contexto perde relevância.

E o que era vivo transforma-se em caricatura.

A complexidade não é um defeito a ser corrigido; é uma característica fundamental da existência.

Pessoas não são apenas a soma de suas opiniões.

Eventos não decorrem de uma única causa.

Conflitos não se explicam por uma única perspectiva.

Quanto mais nos aproximamos de algo com honestidade, mais percebemos que as respostas definitivas são escassas e que as perguntas costumam ser muito mais profundas do que imaginávamos.

Isso não significa abandonar a busca por sentido, mas reconhecer os limites das nossas interpretações.

Há uma diferença enorme entre tornar algo compreensível e torná-lo simplista.

A primeira atitude exige escuta, nuances e disposição para rever certezas.

A segunda apenas acomoda a realidade aos contornos das nossas expectativas.

Talvez a maturidade intelectual resida justamente nessa disposição de conviver com o que não se resolve facilmente.

Em aceitar que compreender não é dominar, mas aproximar-se.

E que, diante da complexidade do mundo e das pessoas, a humildade pode ser mais esclarecedora do que qualquer narrativa excessivamente polida.

Porque nem tudo precisa ser reduzido para ser entendido.

Algumas verdades exigem espaço para permanecerem amplas, contraditórias e, por isso mesmo, profundamente humanas.”

Alessandro Teodoro

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“Os Canalhas não mudam de opinião, só recalculam a rota para distrair a animosidade dos asseclas.

Há quem confunda conveniência com arrependimento, silêncio com reflexão e mudança de discurso com transformação moral. 

Mas nem toda curva indica uma nova direção; muitas vezes, é apenas um desvio calculado para evitar o desgaste da estrada principal.

Os maus-caracteres raramente abandonam suas convicções por compreenderem o dano que causaram ou podem causar. 

O que frequentemente abandonam é a forma como as expõem. 

Quando a reprovação cresce, quando os aplausos diminuem ou quando os seguidores começam a demonstrar inquietação, surge uma repentina moderação que, vista de longe, pode parecer maturidade. 

Vista de perto, sem as lentes embaçadas pela paixão, revela apenas estratégia.

Não se trata de uma revisão de valores, mas de gerenciamento de danos. 

O objetivo não é encontrar a verdade, e sim preservar a influência. 

Não é corrigir os próprios erros, mas impedir que eles cobrem um preço alto demais. 

O discurso muda porque o ambiente mudou. 

A essência permanece intacta.

Talvez por isso seja tão difícil distinguir integridade de oportunismo em tempos de exposição permanente. 

Vivemos cercados por narrativas cuidadosamente editadas, onde o cálculo político, social ou pessoal veste as roupas da virtude. 

E, para muitos, basta uma nova declaração para apagar uma longa história de más atitudes.

Mas o caráter não se revela nos momentos em que a aprovação está garantida. 

Revela-se justamente quando manter uma posição correta custa prestígio, poder ou conveniência. 

Quem muda apenas para conservar ou arregimentar mais seguidores não demonstra evolução; demonstra dependência. 

E torna-se refém da plateia que diz ou acredita conduzir.

A verdadeira transformação exige algo que o mau-caráter teme profundamente: reconhecer que estava errado sem negociar a própria imagem. 

Exige humildade para admitir falhas sem esperar recompensa, sem buscar aplausos e sem transformar a confissão em espetáculo.

Por isso, antes de celebrarmos cada mudança de discurso como sinal de consciência, convém observar o que permanece quando as palavras se acomodam, quando as cortinas se fecham.

Afinal, existem pessoas que mudam de ideia porque aprenderam algo novo. 

E existem aquelas que apenas recalculam a rota para continuar chegando ao mesmo destino por caminhos menos espinhosos. 

O caráter, no fim, está menos na direção anunciada e mais no lugar para onde se insiste em caminhar.”

Alessandro Teodoro