“Eu costumava em minha juventude, convencer a mim mesmo que havia algo de errado comigo. Algo doentio e intrínseco em minha mente sórdida que fazia de mim um homem doente. Eu costumava fazer as mesmas coisas, e persistir nos mesmos erros na tentativa infrutífera de negar minha verdadeira essência.
Mas eu sempre a escutava, uma voz macabra que gritava em minha mente
- Lembrai-vos que em todos os momentos de alegria, viveras outros mil de melancolia.
E como se eu estivesse atravessando um desfiladeiro com uma corda em meu pescoço, chamei-a de monstro, neguei a minha origem, a minha essência e os meus demônios.
Eu que já deveria saber, que quando uma flor é apanhada, ela morre imediatamente, mesmo que ninguém mais perceba. Mas eu estava vivo, mesmo com seu veneno frio correndo por minhas veias. Eu finalmente havia percebido… Era eu a voz que gritava em minha mente.
Então comecei a me livrar de tudo que não fizesse parte da minha essência. Pessoas, deuses, tudo e qualquer coisa que me pudesse negar quem eu realmente sou. De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama Niilismo.”
Última atualização 8 de Julho de 2019. História
Tópicos
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poeta, escritor e anarquista Brasileiro 1995Citações relacionadas
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