Frases sobre espécie
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“Trecho do Livro Aforismos de um Niilista por Gerson De Rodrigues​

O Niilista e a Fé

A Religião vem se tornando cada dia mais irracional, se olharmos para a mesma com uma visão cética e cientifica, em um mundo aonde podemos explicar a origem das espécies e testar teorias a respeito da origem do big bang. A falácia mitológica de ‘’deus’’ vem perdendo cada vez mais espaço no senso comum.

Mas seria este um motivo para perder a FÉ?

Para entender deus e a fé, temos que embarcar diretamente na mente dos religiosos. E entender de uma vez por todas por que eles ignoram as verdades da ciência e se prendem em mitos antigos.

Quando você se apega a uma ‘divindade’ como por exemplo:

A ‘’Nossa Senhora de Aparecida’’ você também se apega em todos seus ditos milagres, caindo assim na crendice popular. A crendice popular dos milagres é um dos mais satisfatórios e realizadores ‘’ lugares’’ aonde se encontra a paz de espirito.

Basta uma simples caminhada em uma catedral religiosa como o exemplo de ‘’ Nossa senhora de aparecida’’ e irá perceber a massiva quantidade de pessoas alegando terem recebido um milagre.

Longas caminhadas a pé, carregar uma cruz nas costas, subir escadas de joelhos ou rezar terços. São alguns dos ‘’ Contratos’’ feitos com a suposta entidade de nossa senhora. Prometendo claro, uma infinidade de milagres que desafiam até então a lógica cientifica.

Aqueles que possuem fé em tal entidade veem a vida como uma viagem otimista para o paraíso, aonde todos os males da mesma podem ser facilmente superados por alguns minutos de oração.

As grandes questões cósmicas e filosóficas que transcendem a mente dos intelectuais niilistas, simplesmente não existem nas mentes vazias dos religiosos garantindo para eles a tão aclamada ‘’ Felicidade’’

Então seria esta a resposta?

Reduzir todas as questões, e mazelas da vida em ‘’ deus’’

A grande questão seria:

Vale a pena viver uma mentira? E viver feliz para sempre. Ou agoniar-se de reflexões na imensidão da realidade?

Confesso que a proposta mística da religião é tentadora e a felicidade parece algo encantador. Mas o meu intelecto não me dá o luxo da ignorância, e sim me proporciona fortes doses de questionamento e ‘sofrimento’ diário.

Muitos podem pensar que os Niilistas são hereges, e sua desesperança perante a ‘’ maravilha da vida’’ é diagnosticada de seu ateísmo e falta de crença em deus. Devo concordar veementemente com estes idiotas, os Niilistas são infelizes por não aceitarem a maior benção concedida a estes macacos, a Ignorância.

A ignorância a respeito da realidade e das descobertas cientificas, a ignorância sobre seu verdadeiro lugar no universo, a ignorância a respeito de si mesmo.

O Niilista é o homem ou a mulher que através de grandes doses de questionamento e estudos chegou a fatídica conclusão filosófica que seu lugar na existência é tão insignificante quanto um grão de areia no oceano.”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

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“Trecho do Livro Aforismos De Um Niilista por Gerson De Rodrigues​

Quando afirmo categoricamente que a vida é a maldição do homem me refiro a enorme abundante carga de sofrimento que ela guarda, trazendo consigo uma bagagem de insignificância que apenas nós meros macacos é capaz de perceber.

Posso começar com um exemplo claro, os ‘’ Animais’’

Os animais vivem suas vidas como se cada segundo valesse a pena. Caçar, correr, brincar, dormir e procriar é algo que eles fazem com esmero e dedicação. Afinal, esta é a única coisa que sabem fazer.

Nós nunca veremos a notícia de um leopardo que olhou para a lua e se questionou como aquela ‘’ Rocha brilhante’’ foi parar ali, ou que algum panda teve depressão ao perceber que sua espécie entrará em extinção.

Os animais não possuem a capacidade de raciocinar/refletir sobre sua própria existência e esta é uma maldição adquirida apenas pelo homem.

Temos a capacidade de questionar, criar, inventar, pensar.

Podemos enviar uma sonda em marte e descobrir como ele originou-se, podemos estudar os confins do Big Bang e descobrir nosso berço cósmico ou deslumbrar-nos da magnanimidade assombrosa de um buraco negro.

Habilidades estas que apena nós meros macacos podemos executar.

A vida é uma maldição…

Pois assim como uma maldição, não se pode viver com ela ignorando os pesares, e nem fugir dela sem abraça-la na morte.”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

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“Admitir desigualdade significa subscrever uma depravação da espécie.”

François Noël Babeuf (1760–1797) jornalista que participou da Revolução Francesa e foi executado por seu papel na Conspiração dos Iguais

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“Geralmente não comentamos o Nobel da Paz, mas acho que este será um impulso enorme ao processo de paz, que tem sido uma espécie de montanha russa nas últimas duas semanas.”

Ban Ki-moon (1944) diplomata e político sul-coreano, Ex-secretário geral da ONU

Exame.com http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/processo-de-paz-nao-pode-retroceder-diz-ban-ki-moon — 16/10/2016

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“Estou bastante convencido de que há uma realidade química para quem eu sou, em relação ao meu cérebro, que me faz espécie de um cara estranho. E há o componente comportamental de crescer em uma casa onde meu pai perdia a paciência muito e minha mãe tem um pouco de uma raia hipocondríaco. Não é preciso ser um gênio para ver a escrita na parede. Eu sou fundamentalmente um cara muito neurótica, mas eu vim a um acordo com isso.”

McG (1968)

&quot;I&#x27;m pretty convinced there&#x27;s a chemical reality to who I am, regarding my brain, that makes me kind of a strange guy. And there&#x27;s the behavioral component of growing up in a house where my dad would lose his temper a lot and my mother has a little bit of a hypochondriac streak. It doesn&#x27;t take a genius to see the writing on the wall. I&#x27;m fundamentally a pretty neurotic guy, but I&#x27;ve come to terms with that.&quot; <br class="br">Fonte: http://www.imdb.com/name/nm0629334/bio

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“Há três espécies de tiranos. Refiro-me aos maus príncipes. Chegam uns ao poder por eleição do povo, outros por força das armas, outros sucedendo aos da sua raça. Os que chegam ao poder pelo direito da guerra portam-se como quem pisa terra conquistada. Os que nascem reis, as mais das vezes, não são melhores; nascidos e criados no sangue da tirania, tratam os povos em quem mandam como se fossem seus servos hereditários; e, consoante a compleição a que são mais atreitos, avaros ou pródigos, assim fazem do reino o que fazem com outra herança qualquer. Aquele a quem o povo deu o Estado deveria ser mais suportável; e sê-lo-ia a meu ver, se, desde o momento em que se vê colocado em altos postos e tomando o gosto à chamada grandeza, não decidisse ocupá-los para todo o sempre. O que geralmente acontece é tudo fazerem para transmitirem aos filhos o poder que o povo lhes concedeu. E, tão depressa tomam essa decisão, por estranho que pareça, ultrapassam em vício e até em crueldade os outros tiranos; para conservarem a nova tirania, não acham melhor meio do que aumentar a servidão e afastar tanto dos súditos a ideia de liberdade que eles, tendo embora a memória fresca, começam a esquecer-se dela.”

Étienne de La Boétie Œuvres complètes d’Estienne de La Boétie

Discurso Sobre a Servidão Voluntária, Étienne de La Boétie, Página 11 http://www.culturabrasil.org/zip/boetie.pdf, LCC – verão de 2004 - 30 Páginas. <br class="br">&quot;Il y a trois sortes de tirans : les uns ont le roiaume par election du peuple, les autres par la force des armes, les autres par succession de leur race. Ceus qui les ont acquis par le droit de la guerre, ils s&#x27;y portent ainsi qu’on connoit bien qu’ils sont (comme l’on dit) en terre de conqueste. Ceus la qui naissent rois ne font pas communement gueres meilleurs, ains estans nes &amp; nourris dans le sein de la tirannie, tirent auec le lait la nature du tiran, &amp; font estat des peuples qui sont soubs eus comme de leurs serfs hereditaires; &amp;, selon la complexion à laquelle ils sont plus enclins, auares ou prodigues, tels qu’ils sont, ils sont du royaume comme de leur héritage. Celui à qui le peuple a donné l’estat .deuroit estre, ce me semble,&#x27; plus supportable, &amp; le seroit, comme ie croy, n’estoit que deslors qu’il fe voit esleué par dessus les autres, Hatté par ie ne fçay quoy qu’on appelle la grandeur, il delibere de n’en bouger point : communement celui là fait estat de rendre à fes enfans la puissance que le peuple lui a baillé; &amp; deslors que ceus là ont pris ceste opinion, c’est chose estrange de combien ils passent, en toutes sortes de vices &amp; mesmes en la cruauté, les autres tirans, .ne voians autre moien pour asseurer la nouuelle tirannie que d’estreindre si fort la seruitude &amp; estranger tant leurs subiects de la liberté, qu’ancore que la memoire en soit fresche, ils la leur puissent faire perdre.&quot; <br class="br">Œuvres complètes d’Estienne de La Boétie, Discours de la Servitude volontaire, Página 19- https://fr.wikisource.org/wiki/Page%3ALa_Bo%C3%A9tie_-_%C5%92uvres_compl%C3%A8tes_Bonnefon_1892.djvu/104 20 https://fr.wikisource.org/wiki/Page:La_Bo%C3%A9tie_-_%C5%92uvres_compl%C3%A8tes_Bonnefon_1892.djvu/105, Auteur Estienne de La Boétie, Éditeur Paul Bonnefon - G Gounouilhou, 1892 - 444 páginas. <br class="br">Discurso Da Servidão Voluntária

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“É uma espécie de garraiada, mas com vagalhões.”

Ricardo Araújo Pereira (1974)

" Turismo de Borrasca ", Mixórdia de Temáticas 04-02-2014

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“O médico espetou-me um banano nas ventas que fez o quisto esguichar aquela espécie de requeijão.”

Ricardo Araújo Pereira (1974)

" Primeira polémica de 2013 ", Mixórdia de Temáticas 02-01-2013

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“A fama (de criador de casos, maldito e cafajeste) é merecida. Mas é uma coisa cultivada. Construo este mito, para ser pouco incomodado. É uma espécie de self-art.”

Paulo César Pereio (1940)

Peréio, na terceira pessoa, é obra minha. Posso ser considerado no Brasil uma celebridade. As pessoas me reconhecem na rua. Mas posso me dar ao direito de sair sozinho por aí, subir morro, andar na banda podre e na baixa sociedade, tranquilamente. Sei como não ser vítima disso. Conheço atores brasileiros que têm de fingir que são outra pessoa para sair na rua.&quot; <br class="br"> Em entrevista concedida ao Globo News (10 de dezembro de 2010) http://g1.globo.com/platb/geneton/2010/12/10/o-lamento-de-paulo-cesar-pereio-a-mediocridade-e-eterna-os-genios-sao-pereciveis/

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“Era uma vez uma época, e ela não está muito longe, em que também aqui se podia fazer sucesso com um bocadinho de ironia, que compensava todas as lacunas em outros aspectos, favorecia alguém com honrarias e lhe dava a reputação de ser culto, de compreender a vida e o caracterizava ante os iniciados como membro de uma vasta franco-maçonaria espiritual. Ainda nos deparamos de vez em quando com um ou outro representante deste mundo desaparecido, que conserva este fino sorriso, significativo, ambiguamente revelador de tanta coisa, este tom de cortesão espiritual, com o qual ele fez fortuna em sua juventude e sobre o qual construiu todo o seu futuro, na esperança de ter vencido o mundo. Mas ah! foi uma decepção! Em vão procura seu olhar explorador por uma alma irmã, e caso a época de seu esplendor não estivesse ainda fresca na memória de um ou de outro, suas caretas permaneceriam um enigmático hieroglifo para uma época na qual ele vive como hóspede e estrangeiro.  Pois nosso tempo exige mais, exige se não um pathos elevado, pelo menos altissonante, se não especulação, pelo menos resultados; quando não verdade, pelo menos convicção, quando não sinceridade, pelo menos protestos de sinceridade; e, na falta de sensibilidade, pelo menos discursos intermináveis a respeito desta. Por isso, nosso tempo cunha uma espécie bem diferente de rostos privilegiados. Não permite que a boca se feche obstinada, ou que o lábio superior trema com ar travesso, ele exige que a boca fique aberta; pois como poderíamos imaginar um verdadeiro e autêntico patriota, senão discursando, o rosto dogmático de um pensador profundo, senão com uma boca que fosse capaz de engolir o mundo todo; como nos poderíamos representar um virtuose da copiosa palavra vivente, senão com a boca escancarada? Ele não permite que paremos quietos e nos aprofundemos; andar devagar já desperta suspeita; e como nos poderíamos contentar com isso no instante movimentado em que vivemos, não época prenhe do destino, que, como todos reconhecem, está grávida do extraordinário? Nosso tempo odeia o isolamento, e como suportaria que um homem chegasse à ideia desesperada de andar sozinho através da vida, esse nosso tempo, que de mãos e braços dados (como membros viajantes das corporações de ofício e soldados rasos), vive para a ideia da comunidade?”

Søren Kierkegaard (1813–1855)

Fonte: O Conceito de Ironia - Constantemente Referido a Sócrates, p. 245-246

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“Como é que um homem pode se tornar senhor de outro homem e por que espécie de incompreensível magia pôde esse homem se tornar senhor de muitos outros homens?”

Voltaire (1694–1778) volter também conhecido como bozo foia dona da petrobras e um grande filosofo xines

Voltaire, Dicionário Filosófico. São Paulo: Editora Martin Claret, 2002. p. 462. ISBN 85-7232-508-5

“Adquirir uma mercadoria originária de uma espécie animal ameaçada é patrocinar a sua extinção.”

Johnny De' Carli

reiki universal, Johnny de' Carli, citações, animais

“A consciência é uma espécie de janela que permite que você veja tudo.”

Johnny De' Carli

reiki universal, Johnny de' Carli, citações, consciência

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“⁠⁠A gente só para de flertar com a m0rte todos os dias quando descobre que o melhor dia para se viver é hoje.


Há uma espécie de suicídi0 muito silencioso que pouca gente se atreve a nomear como tal.


Ele não acontece apenas nos gestos extremos, nas decisões finais ou nas manchetes trágicas.


Às vezes, ele se instala gradualmente, no adiamento crônico da vida, na rotina de empurrar para amanhã aquilo que já pede coragem no agora, na mania de sobreviver sem realmente habitar a própria existência.


Muita gente não quer m0rrer — quer apenas descansar da exaustão de existir sem sentido.


E é justamente aí que mora o flerte cotidiano com a m0rte: quando se abandona a urgência de viver.


Viver, porém, não é apenas respirar, cumprir tarefas, pagar contas e colecionar ausências disfarçadas de compromissos.


Viver é reconhecer que o tempo não faz promessas.


O amanhã é uma hipótese muito elegante, mas continua sendo hipótese.


O hoje, com todas as suas imperfeições, é a única matéria concreta que temos nas mãos.


E talvez amadurecer seja justamente isso: perceber que a vida não começa “quando tudo se ajeitar”, “quando a dor passar”, “quando houver mais dinheiro”, “quando a paz finalmente chegar”.


A vida está acontecendo agora — inclusive no caos, inclusive nas faltas, inclusive enquanto ainda estamos tentando entender quem somos.


Há quem flerte com a m0rte não por desejar o fim, mas por tratar a vida com permanente negligência.


Negligencia os afetos, as pausas, a própria saúde, os pedidos de socorro da alma, os sinais do corpo, os vínculos que importam, as palavras que deveriam ser ditas enquanto ainda há quem possa ouvi-las.


Age como se viver fosse um ensaio infinito, como se sempre houvesse tempo para recomeçar, pedir perdão, recalcular a rota, amar melhor, ou simplesmente descansar.


Mas nem todo adiamento é prudência; às vezes, é desistência parcelada.


Descobrir que o melhor dia para viver é hoje não é um clichê otimista — é uma revelação muito dura.


Porque obriga a gente a encarar a própria covardia, os próprios álibis e a confortável ilusão de controle.


Nos obriga a admitir que há muita m0rte disfarçada de rotina eficiente, muita apatia travestida de maturidade, muito medo chamado de prudência.


E, ao mesmo tempo, essa descoberta também liberta: porque devolve ao presente a dignidade que o imediatismo e a ansiedade roubaram.


Faz a gente entender que viver bem não é ter a vida perfeita, mas parar de oferecer o próprio tempo em sacrifício a tudo aquilo que nos afasta de nós mesmos.


Talvez a grande virada aconteça quando deixamos de esperar uma razão extraordinária para viver e passamos a reconhecer a grandeza escondida no ordinário: no abraço ainda possível, na conversa adiada que enfim acontece, no descanso sem medo e sem culpa, na lágrima que finalmente se deixa rolar, no riso que interrompe o peso do mundo — ainda que por alguns segundos.


O hoje não precisa ser grandioso para ser valioso.


Ele só precisa ser vivido com presença — e não desperdiçado como se fosse descartável.


No fim, flertar com a m0rte todos os dias talvez tenha menos a ver com desejar partir e mais com não se permitir ficar por inteiro.


E viver, em sua forma mais honesta, começa quando a gente decide parar de se ausentar da própria história.


Porque o melhor dia para viver não é o dia ideal, nem o dia fácil ou o prometido.


É este.


O único que realmente chegou — o agora.”

Alessandro Teodoro

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“Muitos “indignados de hoje” são os mesmos apaixonados de ontem, os Passadores de Pano para comportamentos abusivos de policiais.

Simplesmente por comprarem uma bem pintada — e quase intocável — imagem de idoneidade policial.

Há uma espécie de conforto em acreditar em figuras incontestáveis. 

É mais fácil sustentar a ideia de que existem instituições imunes a falhas do que encarar a complexidade incômoda de que todo poder, quando não muito bem vigiado, pode se corromper. 

A romantização cega não apenas distorce a realidade — ela a protege de ser questionada.

O problema não está em reconhecer a importância da função policial, mas em confundir função com caráter, farda com virtude e autoridade com moralidade. 

Quando isso acontece, qualquer denúncia vira ataque, qualquer crítica vira ingratidão, e qualquer vítima passa a ser suspeita.

E assim, cria-se um ciclo perverso: abusos são relativizados, silenciados ou justificados em nome de uma suposta “boa causa”. 

A indignação, quando surge, costuma vir tarde — geralmente quando a violência rompe a bolha de quem antes se sentia protegido por ela.

Talvez o mais inquietante seja perceber que essa mudança de postura não nasce de uma nova consciência coletiva, mas de uma experiência pessoal. 

Enquanto a violência atinge o “outro”, ela é tolerável; quando atravessa a própria pele, torna-se inadmissível.

Mas justiça não pode depender de proximidade. 

Consciência não deveria ser fruto de conveniência.

Questionar não enfraquece instituições — fortalece. 

O verdadeiro compromisso com a justiça exige coragem para enxergar aquilo que muitos preferem ignorar: que nenhum símbolo está acima de crítica, e que proteger a imagem não pode jamais valer mais do que proteger vidas.

A Indignação Seletiva, nascida da confusão, ainda faz os indignados confundirem a pressa da vingança com justiça célere.”

Alessandro Teodoro

Esta frase aguardando revisão.

“Talvez se os “de bem” se libertassem da hipocrisia, já seria o bastante para resolver metade dos problemas no mundo.

Isso incomoda porque expõe uma contradição silenciosa: o rótulo de “bem” muitas vezes não nasce de virtude, mas de conveniência.

É mais fácil vestir a moral como um uniforme do que praticá-la como um exercício diário.

A hipocrisia, nesse cenário, deixa de ser um desvio e passa a ser um mecanismo de proteção — um escudo que permite condenar no outro aquilo que não se quer reconhecer em si mesmo.

Há uma espécie de conforto em apontar o erro alheio.

Ele cria a ilusão de superioridade sem exigir transformação.

Enquanto isso, a coerência — essa sim, exigente — cobra silêncio antes do julgamento, escuta antes da reação, e, principalmente, revisão antes da acusação.

Não é à toa que ela é tão rara.

O problema não está apenas nos que erram, mas nos que se absolvem com facilidade demais.

Porque quando a régua moral muda de acordo com o interesse, o conceito de “bem” se torna elástico, moldado pela conveniência e não pela consciência.

E aí, o discurso vira palco, mas a prática continua nos bastidores — muitas vezes em desacordo com tudo o que se defende em voz alta.

Libertar-se da hipocrisia não é só um gesto grandioso, é um exercício muito incômodo.

Exige reconhecer falhas sem terceirizá-las, alinhar discurso e atitude, e abrir mão da necessidade constante de só parecer certo.

Talvez por isso seja tão evitado: porque é mais difícil ser íntegro do que parecer correto.

Se metade dos problemas do mundo nascem dessa incoerência cotidiana, então a solução não está em grandes revoluções, mas em pequenos alinhamentos.

Menos discurso inflamado, mais prática silenciosa.

Menos julgamento, mais autocrítica.

Menos aparência de virtude, mais esforço real para vivê-la.

No fim, não é sobre deixar de errar — isso é inevitável.

É sobre deixar de fingir que não erramos.

Porque, talvez, o verdadeiro “bem” comece justamente onde termina a necessidade de parecer bom.

Sem a covardia de muitos que se julgam bons, os maus jamais subsistiriam.”

Alessandro Teodoro

Esta frase aguardando revisão.

“Acho que já nasci meio Cético, mas tenho certeza de que o Immanuel Kant poliu meu Ceticismo Desapaixonado.

Não porque tenha me ensinado a duvidar de tudo, mas porque me ensinou a desconfiar das certezas fáceis e, sobretudo, das fabricadas.

Há uma diferença enorme entre não acreditar e aprender a perguntar.

O ceticismo apaixonado, imaturo, fecha janelas; o pensamento crítico mete o pé na porta.

O mundo se move com as respostas, mas subsiste com as perguntas.

Kant me fez perceber que a razão, tão orgulhosa de sua capacidade de compreender o mundo, também precisa reconhecer os seus próprios limites.

Há coisas que podemos conhecer, coisas que podemos apenas pensar que conhecemos e outras diante das quais só nos resta o silêncio.

Talvez a verdadeira Maturidade Intelectual comece justamente quando deixamos de confundir aquilo que pensamos com aquilo que sabemos.

Com o tempo, descobri que duvidar não é necessariamente afastar-se da fé.

Às vezes, a dúvida é o caminho mais curto pelo qual a fé deixa de ser herança, hábito ou medo e passa a ser uma escolha consciente.

Uma fé que nunca enfrentou perguntas difíceis pode ser apenas uma convicção protegida do vento.

Já aquela que atravessou noites de dúvidas talvez tenha aprendido a permanecer de pé sem precisar fingir que possui todas as respostas.

Talvez por isso eu desconfie tanto dos que têm explicações definitivas para quase tudo.

Há uma espécie de Arrogância Intelectual em quem transforma o mistério em certeza e uma espécie de Sabedoria Portentosa em quem consegue dizer: “não sei”.

Afinal, pensar não é acumular respostas; é aprender a formular perguntas melhores.

E talvez o meu Ceticismo Desapaixonado tenha começado como uma resistência a acreditar em qualquer coisa, mas, depois de Kant, tornou-se algo mais humilde: a disposição de não acreditar cegamente nem naquilo que eu gostaria muito que fosse verdade.

No fim, talvez seja essa a grande lição: não precisamos abandonar a fé para respeitar a razão, nem abandonar a razão para admitir o mistério.

Podemos caminhar entre as duas, conscientes de que há verdades que a mente alcança, verdades que o coração intui e mistérios diante dos quais ambos precisam aprender a se calar.

Porque, às vezes, duvidar não é perder a fé.

É apenas impedir que a nossa certeza se atreva a tentar se tornar maior do que a verdade.”

Alessandro Teodoro

Esta frase aguardando revisão.

“Talvez, sem uma dose moderada de Ceticismo, fosse impossível desenvolvermos a Criticidade.

Não porque devamos desconfiar de tudo, mas porque pensar, em seu sentido mais rigoroso, exige a coragem de interromper o impulso de simplesmente concordar.

Há uma diferença muito profunda entre possuir convicções e ser possuído por elas.

A primeira pode nascer do exercício da razão; a segunda, muitas vezes, nasce do desejo de encontrar certezas que nos dispensem do trabalho de pensar.

O Ceticismo, quando Moderado e Desapaixonado, não precisa destruir as verdades que encontramos.

Ele apenas nos pergunta se temos razões suficientes para chamá-las de verdade.

E essa pergunta, embora pareça muito modesta, talvez seja uma das principais expressões de Liberdade Intelectual.

Kant compreendeu que a razão não se torna livre quando abandona todos os limites, mas quando aprende a reconhecer os limites dentro dos quais pode legitimamente afirmar alguma coisa.

O Pensamento Crítico começa justamente aí: quando deixamos de tratar nossas impressões como evidências, nossas preferências como princípios e nossas convicções como se fossem conclusões irrefutáveis.

Há, portanto, uma espécie de Humildade Intelectual escondida no ato de duvidar.

Quem duvida, honestamente, admite que pode estar equivocado — e, ao fazê-lo, preserva aberta a possibilidade de aprender.

Já aquele que transforma sua crença em identidade passa a experimentar toda objeção como uma ameaça pessoal.

E quando uma ideia se confunde com o próprio ego, a razão deixa de ser instrumento de investigação e passa a funcionar como advogada de nossas paixões.

Talvez seja por isso que a criticidade exija certa distância emocional.

Não uma distância que nos torne indiferentes, mas aquela que nos permita olhar para aquilo que amamos sem precisar necessariamente defendê-lo; para aquilo que odiamos sem precisar necessariamente condená-lo; e para aquilo em que acreditamos sem exigir que o mundo inteiro se curve à nossa crença.

Pensar autonomamente é, em alguma medida, suportar o desconforto de não ter sempre uma resposta pronta.

É preferir a honestidade da pergunta à tranquilidade de uma certeza mal examinada.

É compreender que a razão não existe para confirmar aquilo que já sentimos, mas para submeter inclusive nossas próprias convicções ao Tribunal da Reflexão.

Talvez a verdadeira Maturidade Intelectual comece quando percebemos que não somos mais livres por acreditar intensamente, mas por sermos capazes de perguntar, inclusive sobre aquilo em que acreditamos intensamente: por que penso assim?

E talvez seja justamente nesse ínterim entre a paixão que afirma e a razão que examina que começa a nascer aquilo que chamamos de Criticidade.”

Alessandro Teodoro

Esta frase aguardando revisão.

“Talvez não haja Atrevimento mais Bonito e Charmoso do que se aventurar na arte de Brincar com as Palavras.

Há, nesse gesto, uma espécie de sedução bastante silenciosa, um convite à imaginação, uma ousadia que dispensa o toque porque sabe alcançar a alma. 

Afinal, brincar com as palavras é descobrir que elas não nasceram apenas para dizer, mas também para insinuar, provocar, acariciar e, às vezes, desarrumar delicadamente tudo aquilo que julgávamos estar em seu devido lugar.

É preciso ter um quê de coragem e consciência para se arriscar nesse território. 

Às vezes são as Palavras que se juntam para Brincar conosco.

Mas é preciso saber que uma palavra pode ser janela ou abismo, abraço ou despedida, veneno ou antídoto. 

Que uma vírgula pode prolongar um suspiro, que uma pausa pode dizer muito mais do que uma declaração inteira e que certas reticências guardam, entre um ponto e outro, os mais indecentes segredos da imaginação.

Os que Brincam com as palavras, quando o fazem com inteligência e sensibilidade, não escrevem apenas frases: criam atmosferas. 

Transformam o óbvio em mistério, o cotidiano em poesia e o silêncio em uma espécie de música que só os mais atentos conseguem ouvir. 

São artesãos do sentido, contrabandistas das emoções, gente que sabe esconder uma provocação dentro de um elogio e disfarçar uma confissão sob a aparente inocência de uma metáfora.

E talvez resida justamente aí o encanto: na capacidade de dizer sem entregar tudo, de revelar sem esgotar o mistério, de despertar no outro a vontade de ler novamente, não porque faltou compreensão, mas porque sobrou significado.

Brincar com as palavras é, de certa maneira, brincar com a própria vida. 

É perceber que nem tudo precisa ser literal, que há verdades que só a poesia alcança e sentimentos que, quando pronunciados diretamente, perdem parte da sua magia. 

Há coisas que precisam ser sugeridas, bordadas nas entrelinhas, deixadas à mercê da inteligência e da sensibilidade de quem lê.

E que delícia é encontrar alguém capaz de compreender esse jogo! 

Alguém que não tropeça nas ambiguidades, mas dança com elas; que não exige explicações para cada metáfora, mas se permite sentir antes de decifrar. 

Alguém que devolve a provocação com outra provocação, que transforma uma conversa banal em duelo de sutilezas e faz do diálogo uma espécie de dança na qual ninguém deseja anunciar o fim da música.

Porque há encontros que começam no olhar, outros no toque, mas existem aqueles que principiam numa frase bem colocada. 

E, quando duas inteligências se reconhecem nesse território lúdico, até mesmo a sedução ganha outra dimensão: menos apressada, mais inventiva; menos óbvia e infinitamente mais interessante.

No fim das contas, talvez o verdadeiro atrevimento não esteja em dominar as palavras, mas em ter a delicadeza de Brincar com elas sem aprisionar seus sentidos. 

Em compreender que a linguagem também pode ser um lugar de liberdade, onde a inteligência flerta com a sensibilidade, o humor se insinua para a elegância e a imaginação encontra espaço para respirar.

E se há beleza em quem sabe falar, há um charme quase irresistível em quem sabe jogar com aquilo que diz.

Afinal, algumas pessoas conquistam pela presença, algumas pela beleza e outras tantas pela gentileza. 

Mas existem aquelas que, sem sequer perceber, nos desarmam com uma frase, nos instigam com uma pergunta e nos deixam pensando muito depois que a conversa termina.

Essas conhecem um segredo que nem todos aprenderam: as Palavras mais sedutoras não são necessariamente as que dizem mais, mas as que despertam em nós a vontade irresistível de imaginar o que ainda não foi dito.”

Alessandro Teodoro

Esta frase aguardando revisão.

“Há Textos nos quais a gente Brinca com as Palavras; noutros, são elas que se juntam para Brincar com a gente.

E talvez seja justamente aí que a literatura deixe de ser apenas um exercício de linguagem para se tornar uma espécie de espelho da existência.

Porque há Palavras que obedecem à nossa vontade, mas há outras que, uma vez reunidas, escapam ao nosso controle, revelam o que escondíamos de nós mesmos e nos colocam diante de perguntas que não sabíamos nem formulá-las.

Escrevemos acreditando que conduzimos o pensamento, até descobrirmos que, às vezes, é ele quem nos conduz.

Escolhemos uma Palavra por sua beleza e, de repente, ela nos devolve uma lembrança.

Construímos uma frase em busca de sentido e terminamos diante de um silêncio que diz muito mais do que havíamos planejado.

Há Textos que nascem da inteligência; outros, das feridas abertas.

Alguns são arquitetados com rigor, enquanto outros parecem brotar de um lugar misterioso onde a razão não alcança e a sensibilidade compreende sem precisar explicar.

E existem aqueles que, sem pedir licença, encontram em nós uma porta entreaberta e entram justamente onde ainda não aprendemos a nos defender.

Talvez porque as Palavras não sejam apenas instrumentos de expressão, mas também de revelação.

Elas tanto podem organizar o caos que carregamos quanto desorganizar as certezas que nos mantêm confortáveis.

Podem nos oferecer respostas, mas também têm o poder de tornar nossas perguntas mais profundas.

E, não raro, uma única frase é suficiente para abalar uma convicção que julgávamos inabalável.

O curioso é que nem sempre compreendemos aquilo que escrevemos no instante em que escrevemos.

Às vezes, a consciência chega depois, como quem encontra, entre as linhas, vestígios de uma verdade que o coração já conhecia, mas que a razão ainda não tinha coragem de admitir.

É por isso que certos Textos não terminam no ponto final.

Continuam reverberando, deslocando ideias, provocando incômodos, revisitando memórias.

A gente fecha o livro, abandona a página, segue a vida — mas alguma coisa permanece aberta dentro de nós.

E talvez a maior virtude de um Texto não seja a de nos convencer de alguma coisa, mas a de nos tornar incapazes de continuar pensando exatamente como antes.

Porque Brincar com as palavras é uma arte; permitir que elas Brinquem com nossas certezas é um risco.

Exige Humildade Intelectual para reconhecer que nem tudo o que pensamos é verdade, coragem para rever o que acreditávamos e sensibilidade para perceber que, por trás de cada Palavra, pode existir uma experiência humana que não conhecemos por inteiro.

No fim, escrever talvez seja isso: tentar dar forma ao que sentimos, mesmo sabendo que nenhuma Palavra consegue conter a totalidade de uma experiência.

E ler, por sua vez, é aceitar a possibilidade de que aquilo que alguém escreveu sobre si possa, inesperadamente, revelar alguma coisa sobre nós.

Há Palavras que passam pelos olhos.

Outras atravessam a consciência.

E há aquelas, raras e inquietantes, que chegam tão fundo que já não sabemos se fomos nós que as interpretamos ou se foram elas que, finalmente, nos traduziram.

Porque, quando as Palavras começam a Brincar com a gente, o Texto deixa de ser apenas aquilo que lemos e passa a ser, também, aquilo que somos obrigados a descobrir em nós mesmos.”

Alessandro Teodoro

Valter Bitencourt Júnior photo