Frases sobre seriedade

Uma coleção de frases e citações sobre o tema da seriedade, vida, vida, toda.

Frases sobre seriedade

Oscar Wilde photo
William Shakespeare photo

“Funeral ou Aniversário?

Melhor ir à casa do luto do que ir à casa do banquete. - Escritura de hoje :
Eclesiastes 7: 1-4

Se você visitar algumas das antigas igrejas da Nova Inglaterra, notará que muitas delas têm um cemitério no adro da igreja. As janelas do santuário estão cheias de vitrais claros em vez de vitrais, para que o pastor veja o cemitério enquanto ele prega. Ao comunicar sua mensagem à congregação, uma mensagem muito séria estava sendo comunicada a ele.

Há duzentos e cinquenta anos, os cristãos acreditavam que a missão central da igreja era levar homens e mulheres a um relacionamento correto com Deus. É por isso que eles construíram suas igrejas com janelas transparentes. Eles queriam que seus pastores fossem continuamente lembrados da seriedade de seu chamado. Todos os que se sentavam nos bancos diante deles todos os domingos acabavam por preencher um lugar no cemitério e, finalmente, ficar diante de Deus para serem julgados.

O pregador de Eclesiastes também vivia com a realidade da morte. Ele argumentou que é melhor ir a um funeral do que a uma festa de aniversário, porque quando pensamos na morte lidamos com as questões fundamentais de nossas vidas.

Somente aqueles que confiaram em Cristo para a vida eterna podem viver bem - porque estão preparados para morrer.

Refletir e Orar
Considerando a mortalidade
Dá vida a visão correta;
Preparar-se para a eternidade
É a coisa mais sábia a fazer. —Sesper

Você não está pronto para viver até que esteja pronto para morrer. Haddon W. Robinson”

ministério_pão_diário

Arthur Schopenhauer photo
Friedrich Nietzsche photo

“(…) não existe, talvez, nada mais assustador e mais sinistro em toda a pré-história do homem que a sua técnica para se lembrar das coisas.” Alguma coisa é impressa, para que permaneça na memória: apenas o que dói incessantemente é recordado” – este é uma proposição central da mais antiga (e, infelizmente, também a mais duradoura) filosofia na Terra. Uma pessoa pode até sentir-se tentada a dizer que algo deste horror – através da qual em tempos se fizeram promessas por toda a Terra e foram dadas garantias e empenhamentos -, algo disto ainda sobrevive sempre que a solenidade, seriedade, secretismo e cores sombrias se encontram na vida dos homens e das nações: o passado, o passado mais longo, mais profundo e mais desagradável, respira sobre nós e brota em nós sempre que nos tornamos “sérios”. As coisas nunca avançaram sem sangue, tortura e vítimas, quando o homem achou necessário forjar uma memória de si próprio. Os sacrifícios e as oferendas mais horrendos (…), as mutilações mais repulsivas (…), os rituais mais cruéis de todos os cultos religiosos ( e todas as religiões são, nas suas fundações mais profundas, sistemas de crueldade) - todas estas coisas tem origem naquele instinto que adivinhou que a mais poderosa ajuda da memória era a dor.
Num certo sentido, todo o ascetismo faz parte disto: algumas ideias tem de tornar-se inextinguíveis, omnipresentes, inesquecíveis, “fixas” – com o objectivo de hipnotizar todo o sistema nervoso e intelecto através destas “ideias fixas” – e os procedimentos e formas de vida ascéticos são o meio de libertar essas ideias da competição com todas as outras ideias, para torna-las “inesquecíveis”. Quanto maior era a memoria da humanidade, mais assustadores parecem ser os seus costumes; a dureza dos códigos de punição, em particular, dá uma medida da quantidade de esforço que é necessária para triunfar sobre o esquecimento e tornar estes escravos efémeros da emoção e do desejo atentos a alguns requisitos primitivos de coabitação social. (…) Para dominar (…) recorreram a meios assustadores (…) de apedrejamento, (…), a empalação na estaca, a dilaceração ou o espezinhamento por cavalos, (…), queimar o criminoso em azeite (…), a prática popular de esfolamento, (…) cobrir o criminoso de mel e deixá-lo às moscas num sol abrasador. Com a ajuda deste tipo de imagens e procedimentos, a pessoa acaba por memorizar cinco ou seis “Não farei”, fazendo assim a promessa em troca das vantagens oferecidas pela sociedade. E de facto! com a ajuda deste tipo de memória, a pessoa acaba por “ver a razão”! Ah, razão, seriedade, domínio das emoções, todo o caso sombrio que dá pelo nome de pensamento, todos esses privilégios e exemplos do homem: que preço elevado que foi pago por eles! Quanto sangue e horror está no fundo de todas as “coisas boas”!”

Friedrich Nietzsche (1844–1900) filósofo alemão do século XIX

On the Genealogy of Morals

Dalai Lama photo
Arthur Schopenhauer photo
Maria Esther Bueno photo

“Quando se entra em um torneio tão importante e difícil, todos os jogos são encarados da mesma maneira, com muita seriedade. Não existe jogo fácil e não se ganha por antecipação”

Maria Esther Bueno (1939–2018) Tenista brasileira

“Como foram seus jogos em Wimbledon? Qual foi o momento mais difícil da campanha?”
Verificadas
Fonte: Folha Online. Publicação: 3 de julho de 2009.

Salvador Dalí photo

“A seriedade moral na vida pública é como a pornografia: difícil de definir, fácil de se identificar quando se vê. Representa uma coerência entre intenção e ação, uma ética de responsabilidade política. Toda política é a arte do possível. Contudo, até a arte tem sua ética.”

Tony Judt (1948–2010)

No original: "Moral seriousness in public life is like pornography: hard to define but you know it when you see it. It describes a coherence of intention and action, an ethic of political responsibility. All politics is the art of the possible. But art too has its ethic."
O Chalé da Memória (2010)
Fonte: Capítulo III - Austeridade. Tradução de Celso Nogueira.

Friedrich Nietzsche photo

“A maturidade do homem consiste em ter reencontrado a seriedade que em criança se colocava nos jogos.”

Friedrich Nietzsche (1844–1900) filósofo alemão do século XIX

Die Reife des Mannes: das heißt den Ernst wiedergefunden zu haben, den man als Kind hatte beim Spiel.
Werke - volume 2, página 629, Friedrich Wilhelm Nietzsche - C. Hanser, 1956

Aécio Neves photo

“Quanto ao governo federal, mais uma vez fez aquilo que tem sido praxe – transferiu responsabilidades, terceirizou a sua responsabilidade. Nós, do PSDB, continuaremos cobrando do governo federal a agenda que interessa ao Brasil. Transparência, seriedade na gestão pública.”

Aécio Neves (1960) político brasileiro

Aécio Neves em em entrevista no dia 9 de junho de 2013. <br class="br">Fonte PSDB http://www.psdb.org.br/psdb-define-seis-prioridades-para-a-reforma-politica/

Aécio Neves photo
Émile-Auguste Chartier photo
Marina Silva photo
William Styron photo

“Mas, na minha idade, entupido de literatura inglesa a ponto de me tornar tão exigente como um Matthew Arnold, insistindo que a palavra escrita transmitisse apenas as mais altas verdades e seriedades, eu tratava esses tristes rebentos dos desejos frágeis e solitários de mil desconhecidos com o desprezo abstrato de um macaco catando piolhos do pelo.”

William Styron livro A Escolha de Sofia

But at my age, with a snootful of English Lit. that made me as savagely demanding as Matthew Arnold in my insistence that the written word exemplify only the highest seriousness and truth, I treated these forlorn offspring of a thousand strangers' lonely and fragile desire with the magisterial, abstract loathing of an ape plucking vermin from his pelt.
"Sophie's Choice: A Novel" - Página 5; de William Styron - Publicado por Random House, 1979; ISBN 0394461096, 9780394461090 - 515 páginas

Mário Covas photo
Oswald de Andrade photo
Dercy Gonçalves photo

“É… Um papel para mim não tem seriedade. Eu torço ele como eu quero. Hoje eu tenho a capacidade de saber fazer o que eu quero da graça, o que eu quero do papel. Até a [oração] - Ave Maria - eu faço você mijar de rir.”

Dercy Gonçalves (1907–2008)

Em Entrevista no Programa Roda Viva da TV Cultura http://www.rodaviva.fapesp.br/materia/430/entrevistados/dercy_goncalves_1995.htm

Ugo Foscolo photo

“Ria em abundância, pois a seriedade sempre foi uma característica dos impostores.”

Ugo Foscolo (1778–1827)

ridiamo e rideremo perché la serietà fu sempre amica degli impostori <br class="br">Prose letterarie‎ - Vol. 2, Página 279 http://books.google.com.br/books?id=1O4NAAAAQAAJ&amp;pg=PA279, de Ugo Foscolo - Felice Le Monnier, 1850

Friedrich Nietzsche photo
Charlie Chaplin photo

“O humorismo alivia-nos das vicissitudes da vida, activando o nosso senso de proporção e revelando-nos que a seriedade exagerada tende ao absurdo.”

Charlie Chaplin (1889–1977) Comediante, ator e cineasta britânico

Variante: O humorismo alivia-nos das vicissitudes da vida, ativando o nosso senso de proporção e revelando-nos que a seriedade exagerada tende ao absurdo.

Arnaldo Jabor photo
Agostinho da Silva photo
Paul Valéry photo
Vinícius de Moraes photo
Jean Baudrillard photo
Franz Kafka photo
Aécio Neves photo
Friedrich Nietzsche photo
Esta frase aguardando revisão.
Esta frase aguardando revisão.
Esta frase aguardando revisão.
Esta frase aguardando revisão.

“O mundo e quase tudo que nele existe foi criado pela palavra… Mas é pela ironia que ele quase sempre subsiste.

Antes de ser matéria, quase tudo foi ideia.

Antes de ser gesto, foi intenção.

Antes de ganhar forma, alguém precisou nomear, imaginar, ordenar ou simplesmente dizer: seja.

A palavra tem esse estranho poder de inaugurar realidades.

Com ela fazemos promessas, construímos pontes, declaramos amores, iniciamos guerras, criamos leis e inventamos futuros.

Uma palavra pode levantar alguém do chão ou empurrá-lo ainda mais para dentro de si.

Pode aproximar desconhecidos, separar amigos e transformar um instante em memória.

Mas há algo curioso na condição humana: aquilo que construímos com tanta seriedade, frequentemente só consegue continuar existindo porque aprendemos a rir de sua própria seriedade.

É aí que entra a ironia.

A ironia talvez seja uma das formas mais sofisticadas de lucidez.

Ela nasce quando percebemos que o mundo raramente corresponde ao que dizemos sobre ele.

Falamos em justiça, mas almejamos privilégios.

Pregamos a tolerância, mas escolhemos cuidadosamente aquilo que estamos dispostos a tolerar.

Defendemos a verdade, desde que ela não contrarie aquilo em que já acreditamos.

E seguimos…

Talvez porque a ironia nos permita suportar essa distância entre o que somos e aquilo que gostaríamos de ser.

Rimos de nossas contradições porque, muitas vezes, levá-las inteiramente a sério seria insuportável.

O homem constrói monumentos à eternidade sabendo que morrerá.

Escreve declarações de amor como se o sentimento pudesse vencer o tempo.

Cria regras para organizar o caos e, logo depois, inventa exceções para conseguir viver dentro delas.

Somos criaturas paradoxais: precisamos acreditar nas palavras que criamos, mas também precisamos desconfiar delas.

Porque a palavra constrói, mas pode aprisionar.

Um nome transforma uma coisa em conceito.

Um conceito transforma-se em certeza.

E uma certeza, quando ninguém mais ousa questioná-la, pode se transformar em dogma.

Talvez por isso a ironia seja tão necessária.

Ela abre uma pequena fresta na parede das nossas certezas.

Não necessariamente para destruir aquilo que acreditamos, mas para lembrar que nenhuma construção humana deveria ser tão sagrada a ponto de não suportar uma pergunta.

A ironia nos sussurra: olhe novamente.

Olhe para aquilo que você chama de sucesso.

Olhe para aquilo que chama de fracasso.

Olhe para as convicções que herdou e que nunca examinou.

Olhe para as verdades que defende com tanta veemência — e pergunte se ainda acredita nelas ou apenas aprendeu a repeti-las.

Talvez a maturidade esteja justamente nesse movimento: continuar usando a palavra para construir, sem esquecer que toda construção humana é provisória.

Criamos o mundo quando falamos sobre ele.

Mas também podemos recriá-lo quando encontramos novas palavras para aquilo que antes parecia definitivo.

No fim, talvez a existência seja essa curiosa negociação entre a palavra e a ironia.

A palavra diz: “É assim.”

A ironia pergunta:“Será?”

E, entre as duas, nesse pequeno espaço aberto pela dúvida, talvez esteja aquilo que chamamos de liberdade.”

Alessandro Teodoro