Frases sobre política

Uma coleção de frases e citações sobre o tema da política, ser, todo, outro.

Total 909 citações, filtro:

José de Alencar photo

„Já estava eu meio descrido das coisas, e mais dos homens; e por isso buscava na literatura diversão à tristeza que me infundia o estado da pátria entorpecida pela indiferença. Cuidava eu, porém, que você, político de antiga e melhor têmpora, pouco se preocupava com as coisas literárias, não por menosprezo, sim por vocação.“
Já estava eu meio descrido das coisas, e mais dos homens; e por isso buscava na literatura diversão à tristeza que me infundia o estado da pátria entorpecida pela indiferença. Cuidava eu, porém, que você, político de antiga e melhor têmpora, pouco se preocupava com as coisas literárias, não por menosprezo, sim por vocação.

—  José de Alencar, livro Iracema

Carta ao Dr. Jaguaribe ,páginas 141-146.
Iracema, Citações políticas

Jair Bolsonaro photo

„Tem que mudar a política de direitos humanos. Os direitos humanos são para humanos direitos e não para vagabundo e marginais que vivem nas costas do governo.“
Tem que mudar a política de direitos humanos. Os direitos humanos são para humanos direitos e não para vagabundo e marginais que vivem nas costas do governo.

—  Jair Bolsonaro 38º Presidente do Brasil 1955

Década de 2010, 2014

Salazar photo

„Pode-se fazer política com o coração, mas só se pode governar com a cabeça.“
Pode-se fazer política com o coração, mas só se pode governar com a cabeça.

—  Salazar Chefe de governo de Portugal 1889 - 1970

Bertolt Brecht photo

„O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.“
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.

—  Bertolt Brecht 1898 - 1956

Jair Bolsonaro photo

„O turismo em nosso governo fará parte sim do PIB nacional. E, para isso, prezados colegas políticos, em especial do parlamento aqui, eu tenho um sonho no Rio de Janeiro. Eu quero transformar a Baía de Angra numa Cancún. Cancún fatura 12 bilhões de dólares por ano. E a Baía de Angra fatura o que? Quase zero. Por quê? Por causa dos xiitas ambientais, desses que fazem uma campanha enorme contra o Brasil lá fora. Não sei porque essa gente tem tanto amor com as ONGs estrangeiras. Não temos preconceito contra ninguém, mas temos uma profunda repulsa com quem não é brasileiro. Vamos juntos mudar o Brasil.?“
O turismo em nosso governo fará parte sim do PIB nacional. E, para isso, prezados colegas políticos, em especial do parlamento aqui, eu tenho um sonho no Rio de Janeiro. Eu quero transformar a Baía de Angra numa Cancún. Cancún fatura 12 bilhões de dólares por ano. E a Baía de Angra fatura o que? Quase zero. Por quê? Por causa dos xiitas ambientais, desses que fazem uma campanha enorme contra o Brasil lá fora. Não sei porque essa gente tem tanto amor com as ONGs estrangeiras. Não temos preconceito contra ninguém, mas temos uma profunda repulsa com quem não é brasileiro. Vamos juntos mudar o Brasil.?

—  Jair Bolsonaro 38º Presidente do Brasil 1955

Década de 2010, 2019, Julho

Mao Tsé-Tung photo

„Poder político cresce do cano de uma arma.“
Poder político cresce do cano de uma arma.

—  Mao Tsé-Tung político, teórico e revolucionário chinês e 1° Presidente da República Popular da China. 1893 - 1976

Ray Bradbury photo

„Se você não quiser um homem politicamente infeliz, não lhe dar dois lados de uma questão a preocupá-lo, dar-lhe uma. Melhor ainda, dar-lhe nenhuma.“
Se você não quiser um homem politicamente infeliz, não lhe dar dois lados de uma questão a preocupá-lo, dar-lhe uma. Melhor ainda, dar-lhe nenhuma.

—  Ray Bradbury, livro Fahrenheit 451

If you don't want a man unhappy politically, don't give him two sides to a question to worry him; give him one. Better yet, give him none.
"Fahrenheit 451‎" - Página 61, Ray Bradbury - Ballantine Books, 1991, ISBN 0345342968, 9780345342966 - 179 páginas

„A seriedade moral na vida pública é como a pornografia: difícil de definir, fácil de se identificar quando se vê. Representa uma coerência entre intenção e ação, uma ética de responsabilidade política. Toda política é a arte do possível. Contudo, até a arte tem sua ética.“
A seriedade moral na vida pública é como a pornografia: difícil de definir, fácil de se identificar quando se vê. Representa uma coerência entre intenção e ação, uma ética de responsabilidade política. Toda política é a arte do possível. Contudo, até a arte tem sua ética.

—  Tony Judt 1948 - 2010

No original: "Moral seriousness in public life is like pornography: hard to define but you know it when you see it. It describes a coherence of intention and action, an ethic of political responsibility. All politics is the art of the possible. But art too has its ethic."
O Chalé da Memória (2010)
Fonte: Capítulo III - Austeridade. Tradução de Celso Nogueira.

Olavo de Carvalho photo

„O globalismo não tem finalidades essencialmente econômicas ou mesmo político-militares: é todo um conceito integral de civilização, uma verdadeira mutação revolucionária da espécie humana, incluindo a total erradicação das religiões tradicionais ou sua diluição numa religião biônica universal cuja expressão mais visível é o movimento da “Nova Era”. Seus ideais são tão opostos aos valores e interesses da nação americana que os conservadores, sem pestanejar, os consideram inimigos tão perigosos quanto a Al-Qaeda. Os poderosos grupos econômicos que apóiam o globalismo são os mesmos que elegeram Bill Clinton e sustentaram a campanha de John Kerry. Apóiam o aborto, o casamento gay, a liberação das drogas e tudo o mais que possa dissolver rapidamente a unidade histórica da cultura nacional americana. Fazem uso maciço do ativismo judicial para mudar completamente o sentido da Constituição através de sentenças que permitem o que era proibido e proibem o que era permitido. Patrocinam maciçamente a esquerda do Terceiro Mundo e as manifestações anti-americanas, mas, lutando para enfraquecer o país enquanto Estado independente, buscam ao mesmo tempo fortalecê-lo como instrumento da ONU. Daí a ambigüidade de suas tomadas de posição quanto ao terrorismo, por exemplo.“
O globalismo não tem finalidades essencialmente econômicas ou mesmo político-militares: é todo um conceito integral de civilização, uma verdadeira mutação revolucionária da espécie humana, incluindo a total erradicação das religiões tradicionais ou sua diluição numa religião biônica universal cuja expressão mais visível é o movimento da “Nova Era”. Seus ideais são tão opostos aos valores e interesses da nação americana que os conservadores, sem pestanejar, os consideram inimigos tão perigosos quanto a Al-Qaeda. Os poderosos grupos econômicos que apóiam o globalismo são os mesmos que elegeram Bill Clinton e sustentaram a campanha de John Kerry. Apóiam o aborto, o casamento gay, a liberação das drogas e tudo o mais que possa dissolver rapidamente a unidade histórica da cultura nacional americana. Fazem uso maciço do ativismo judicial para mudar completamente o sentido da Constituição através de sentenças que permitem o que era proibido e proibem o que era permitido. Patrocinam maciçamente a esquerda do Terceiro Mundo e as manifestações anti-americanas, mas, lutando para enfraquecer o país enquanto Estado independente, buscam ao mesmo tempo fortalecê-lo como instrumento da ONU. Daí a ambigüidade de suas tomadas de posição quanto ao terrorismo, por exemplo.

—  Olavo de Carvalho astrólogo brasileiro 1947

Witness Lee photo

„Se nos faltar graça e sabedoria para lidar com uma situação, pode ser que precisemos ficar em silêncio, mas nunca devemos ser políticos.“
Se nos faltar graça e sabedoria para lidar com uma situação, pode ser que precisemos ficar em silêncio, mas nunca devemos ser políticos.

—  Witness Lee 1905 - 1997

<small>- If we are short of grace and lack the wisdom to handle a particular situation, we may need to be silent. But we must never be political.
Life-Study of Galatians, Mensagem 6, seção 1, de Witness Lee - Living Stream Ministry, ISBN 0-7363-0961-6</small>

„Platão havia chegado a compreender algo que os modernos reformadores e revolucionários políticos são incapazes de compreender: que uma reforma não pode ser realizada por um líder bem intencionado que recrute os seus seguidores entre as mesmas pessoas cuja confusão moral é a fonte da desordem.“
Platão havia chegado a compreender algo que os modernos reformadores e revolucionários políticos são incapazes de compreender: que uma reforma não pode ser realizada por um líder bem intencionado que recrute os seus seguidores entre as mesmas pessoas cuja confusão moral é a fonte da desordem.

—  Eric Voegelin professor académico alemão 1901 - 1985

Albert Einstein photo

„Sei que este câncer de há muito deveria ter sido extirpado. Mas o bom senso dos homens é sistematicamente corrompido. E os culpados são: escola, imprensa, mundo dos negócios, mundo político.“
Sei que este câncer de há muito deveria ter sido extirpado. Mas o bom senso dos homens é sistematicamente corrompido. E os culpados são: escola, imprensa, mundo dos negócios, mundo político.

—  Albert Einstein 1879 - 1955

Celso Furtado photo

„A política cultural que se limita a facilitar o consumo de bens culturais tende a ser inibitória de atividades criativas e a impor barreiras à inovação.“
A política cultural que se limita a facilitar o consumo de bens culturais tende a ser inibitória de atividades criativas e a impor barreiras à inovação.

—  Celso Furtado economista brasileiro 1920 - 2004

Dilma Rousseff photo

„Precisamos oxigenar o nosso sistema político. Encontrar mecanismos que tornem nossas instituições mais transparentes, mais resistentes aos malfeitos e, acima de tudo, mais permeáveis à influência da sociedade. É a cidadania, e não o poder econômico, quem deve ser ouvido em primeiro lugar.“
Precisamos oxigenar o nosso sistema político. Encontrar mecanismos que tornem nossas instituições mais transparentes, mais resistentes aos malfeitos e, acima de tudo, mais permeáveis à influência da sociedade. É a cidadania, e não o poder econômico, quem deve ser ouvido em primeiro lugar.

—  Dilma Rousseff Ex-presidente do Brasil 1947

Em pronunciamento sobre a onda de protestos - 21/06/2013

Eça de Queiroz photo

„Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo.“
Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo.

—  Eça de Queiroz Escritor e diplomata português 1845 - 1900

Jean Baudrillard photo

„O único referente que ainda funciona é o da maioria silenciosa. Todos os sistemas atuais funcionam sobre essa entidade nebulosa, sobre essa substância flutuante cuja existência não é mais social mas estatística, e cujo único modo de aparição é o da sondagem. Simulação no horizonte do social, ou melhor, no horizonte em que o social já desapareceu.

O fato de a maioria silenciosa (ou as massas) ser um referente imaginário não quer dizer que ela não existe. Isso quer dizer que não há mais representação possível. As massas não são mais um referente porque não têm mais natureza representativa. Elas não se expressam, são sondadas. Elas não se refletem, são testadas.
(…)Bombardeadas de estímulos, de mensagens e de testes, as massas não são mais do que um jazigo opaco, cego, como os amontoados de gases estelares que só são conhecidos através da análise do seu espectro luminoso - espectro de radiações equivalente às estatísticas e às sondagens. Mais exatamente: não é mais possível se tratar de expressão ou de representação, mas somente de simulação de um social para sempre inexprimível e inexprimido. Esse é o sentido do seu silêncio. Mas esse silêncio é paradoxal - não é um silêncio que fala, é um silêncio que proíbe que se fale em seu nome. E, nesse sentido, longe de ser uma forma de alienação, é uma arma absoluta.

Ninguém pode dizer que representa a maioria silenciosa, e esta é sua vingança. As massas não são mais uma instância à qual se possa referir como outrora se referia à classe ou ao povo. Isoladas em seu silêncio, não são mais sujeito (sobretudo, não da história), elas não podem, portanto, ser faladas, articuladas, representadas, nem passar pelo “estágio do espelho” político e pelo ciclo das identificações imaginárias. Percebe-se que poder resulta disso: não sendo sujeito, elas não podem ser alienadas - nem em sua própria linguagem (elas não têm uma), nem em alguma outra que pretendesse falar por elas. Fim das esperanças revolucionárias. Porque estas sempre especularam sobre a possibilidade de as massas, como da classe proletária, se negarem enquanto tais. Mas a massa não é um lugar de negatividade nem de explosão, é um lugar de absorção e de implosão.“

O único referente que ainda funciona é o da maioria silenciosa. Todos os sistemas atuais funcionam sobre essa entidade nebulosa, sobre essa substância flutuante cuja existência não é mais social mas estatística, e cujo único modo de aparição é o da sondagem. Simulação no horizonte do social, ou melhor, no horizonte em que o social já desapareceu. O fato de a maioria silenciosa (ou as massas) ser um referente imaginário não quer dizer que ela não existe. Isso quer dizer que não há mais representação possível. As massas não são mais um referente porque não têm mais natureza representativa. Elas não se expressam, são sondadas. Elas não se refletem, são testadas. (…)Bombardeadas de estímulos, de mensagens e de testes, as massas não são mais do que um jazigo opaco, cego, como os amontoados de gases estelares que só são conhecidos através da análise do seu espectro luminoso - espectro de radiações equivalente às estatísticas e às sondagens. Mais exatamente: não é mais possível se tratar de expressão ou de representação, mas somente de simulação de um social para sempre inexprimível e inexprimido. Esse é o sentido do seu silêncio. Mas esse silêncio é paradoxal - não é um silêncio que fala, é um silêncio que proíbe que se fale em seu nome. E, nesse sentido, longe de ser uma forma de alienação, é uma arma absoluta. Ninguém pode dizer que representa a maioria silenciosa, e esta é sua vingança. As massas não são mais uma instância à qual se possa referir como outrora se referia à classe ou ao povo. Isoladas em seu silêncio, não são mais sujeito (sobretudo, não da história), elas não podem, portanto, ser faladas, articuladas, representadas, nem passar pelo “estágio do espelho” político e pelo ciclo das identificações imaginárias. Percebe-se que poder resulta disso: não sendo sujeito, elas não podem ser alienadas - nem em sua própria linguagem (elas não têm uma), nem em alguma outra que pretendesse falar por elas. Fim das esperanças revolucionárias. Porque estas sempre especularam sobre a possibilidade de as massas, como da classe proletária, se negarem enquanto tais. Mas a massa não é um lugar de negatividade nem de explosão, é um lugar de absorção e de implosão.

—  Jean Baudrillard, livro In the Shadow of the Silent Majorities

In the Shadow of the Silent Majorities

Henry Kissinger photo

„Noventa por cento dos políticos dão aos 10% restantes uma péssima reputação.“
Noventa por cento dos políticos dão aos 10% restantes uma péssima reputação.

—  Henry Kissinger 1923

Jair Bolsonaro photo

„Só tem uma utilidade o pobre no nosso país: votar. Título de eleitor na mão e diploma de burro no bolso, para votar no governo que está aí. Só para isso e mais nada serve, então, essa nefasta política de bolsas do governo.“
Só tem uma utilidade o pobre no nosso país: votar. Título de eleitor na mão e diploma de burro no bolso, para votar no governo que está aí. Só para isso e mais nada serve, então, essa nefasta política de bolsas do governo.

—  Jair Bolsonaro 38º Presidente do Brasil 1955

No plenário da Câmara dos Deputados em 11/2013.
Década de 2010, 2013

„"No espectro politico de 360 graus, os radicais de ambos os lados, acabam se igualando" Joe Novo MMXX“
"No espectro politico de 360 graus, os radicais de ambos os lados, acabam se igualando" Joe Novo MMXX

—  novo

João Pedro Stédile photo

„Ao se pelar para a Playboy, a Débora nos causou um dano político irreparável.“
Ao se pelar para a Playboy, a Débora nos causou um dano político irreparável.

—  João Pedro Stédile 1953

Sobre as fotos da sem-terra Débora.
Fonte: Revista Veja http://veja.abril.com.br/011097/p_012.html

Orhan Pamuk photo

„Quando aquela senhora que me lembrava minha tia disse que me conhecia, ela não estava dizendo que conhecia minha história de vida e minha família, que sabia onde eu morava, que escolas frequentei, os romances que escrevi e as dificuldades políticas que enfrentei. Nem que conhecia minha vida particular, meus hábitos pessoais ou minha natureza essencial e minha visão de mundo, que eu tentara expressar relacionando-as com minha cidade natal em meu livro Istambul. A velha senhora não estava confundindo a minha história com as histórias de minhas personagens fictícias. Ela parecia falar de algo mais profundo, mais íntimo, mais secreto, e senti que a entendia. O que permitiu que a tia perspicaz me conhecesse tão bem foram minhas próprias experiências sensoriais, que inconscientemente eu colocara em todos os meus livros, em todas as minhas personagens. Eu projetara minhas experiências em minhas personagens: como me sinto quando aspiro o cheiro da terra molhada de chuva, quando me embriago num restaurante barulhento, quando toco a dentadura de meu pai depois de sua morte, quando lamento estar apaixonado, quando eu consigo me safar quando conto uma mentirinha, quando aguardo na fila de uma repartição pública segurando um documento molhado de suor, quando observo as crianças jogando futebol na rua, quando corto o cabelo, quando vejo retratos de paxás e frutas pendurados nas bancas de Istambul, quando sou reprovado na prova de direção, quando fico triste depois que todo mundo deixou a praia no fim do verão, quando sou incapaz de me levantar e ir embora no final de uma longa visita a alguém apesar do adiantado da hora, quando desligo o falatório da TV na sala de espera do médico, quando encontro um velho amigo do serviço militar, quando há um súbito silêncio no meio de uma conversa interessante. Nunca me senti embaraçado quando meus leitores pensavam que as aventuras de meus heróis também haviam ocorrido comigo, porque eu sabia que isso não era verdade. Ademais, eu tinha o suporte de três séculos de teoria do romance e da ficção, que podia usar para me proteger dessas afirmações. E estava bem ciente de que a teoria do romance existia para defender e manter essa independência da imaginação em relação à realidade. No entanto, quando uma leitora inteligente me disse que sentira, nos detalhes do romance, a experiência da vida real que "os tornavam meus", eu me senti embaraçado como alguém que confessou coisas íntimas a respeito da própria alma, como alguém cujas confissões escritas foram lidas por outra pessoa.“
Quando aquela senhora que me lembrava minha tia disse que me conhecia, ela não estava dizendo que conhecia minha história de vida e minha família, que sabia onde eu morava, que escolas frequentei, os romances que escrevi e as dificuldades políticas que enfrentei. Nem que conhecia minha vida particular, meus hábitos pessoais ou minha natureza essencial e minha visão de mundo, que eu tentara expressar relacionando-as com minha cidade natal em meu livro Istambul. A velha senhora não estava confundindo a minha história com as histórias de minhas personagens fictícias. Ela parecia falar de algo mais profundo, mais íntimo, mais secreto, e senti que a entendia. O que permitiu que a tia perspicaz me conhecesse tão bem foram minhas próprias experiências sensoriais, que inconscientemente eu colocara em todos os meus livros, em todas as minhas personagens. Eu projetara minhas experiências em minhas personagens: como me sinto quando aspiro o cheiro da terra molhada de chuva, quando me embriago num restaurante barulhento, quando toco a dentadura de meu pai depois de sua morte, quando lamento estar apaixonado, quando eu consigo me safar quando conto uma mentirinha, quando aguardo na fila de uma repartição pública segurando um documento molhado de suor, quando observo as crianças jogando futebol na rua, quando corto o cabelo, quando vejo retratos de paxás e frutas pendurados nas bancas de Istambul, quando sou reprovado na prova de direção, quando fico triste depois que todo mundo deixou a praia no fim do verão, quando sou incapaz de me levantar e ir embora no final de uma longa visita a alguém apesar do adiantado da hora, quando desligo o falatório da TV na sala de espera do médico, quando encontro um velho amigo do serviço militar, quando há um súbito silêncio no meio de uma conversa interessante. Nunca me senti embaraçado quando meus leitores pensavam que as aventuras de meus heróis também haviam ocorrido comigo, porque eu sabia que isso não era verdade. Ademais, eu tinha o suporte de três séculos de teoria do romance e da ficção, que podia usar para me proteger dessas afirmações. E estava bem ciente de que a teoria do romance existia para defender e manter essa independência da imaginação em relação à realidade. No entanto, quando uma leitora inteligente me disse que sentira, nos detalhes do romance, a experiência da vida real que "os tornavam meus", eu me senti embaraçado como alguém que confessou coisas íntimas a respeito da própria alma, como alguém cujas confissões escritas foram lidas por outra pessoa.

—  Orhan Pamuk escritor turco, vencedor do Prêmio Nobel de literatura de 2006 1952

The Naive and the Sentimental Novelist

John Maynard Keynes photo

„Não há evidência clara a demonstrar que a política de investimento socialmente mais vantajosa coincida com a mais lucrativa.“
Não há evidência clara a demonstrar que a política de investimento socialmente mais vantajosa coincida com a mais lucrativa.

—  John Maynard Keynes, livro A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda

A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda

Eça de Queiroz photo

„Diz-se geralmente que, em Portugal, o público tem ideia de que o Governo deve fazer tudo, pensar em tudo, iniciar tudo; tira-se daqui a conclusão que somos um povo sem poderes iniciadores, bons para ser tutelados, indignos de uma larga liberdade, e inaptos para a independência. A nossa pobreza relativa é atribuída a este hábito político e social de depender para tudo do Governo, e de volver constantemente as mãos e olhos para ele, como para uma Providência sempre presente.“
Diz-se geralmente que, em Portugal, o público tem ideia de que o Governo deve fazer tudo, pensar em tudo, iniciar tudo; tira-se daqui a conclusão que somos um povo sem poderes iniciadores, bons para ser tutelados, indignos de uma larga liberdade, e inaptos para a independência. A nossa pobreza relativa é atribuída a este hábito político e social de depender para tudo do Governo, e de volver constantemente as mãos e olhos para ele, como para uma Providência sempre presente.

—  Eça de Queiroz Escritor e diplomata português 1845 - 1900

em "Crónicas de Londres" (1944), p. 75

Angus Young photo

„Hoje em dia quem se envolve em drogas não são os roqueiros, mas sim os desportistas e políticos.“
Hoje em dia quem se envolve em drogas não são os roqueiros, mas sim os desportistas e políticos.

—  Angus Young guitarrista e compositor escocês 1955

„Há muitos homens de princípios nos partidos políticos, mas não há nenhum partido de princípios.“
Há muitos homens de princípios nos partidos políticos, mas não há nenhum partido de princípios.

—  Charles Tocqueville

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Mark Twain photo

„Os políticos são como fraldas: eles devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão“
Os políticos são como fraldas: eles devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão

—  Mark Twain escritor, humorista e inventor norte-americano 1835 - 1910

Adolf Hitler photo

„"“O marxismo aparece como a tentativa dos judeus para enfraquecer, em todas as manifestações da vida humana, o princípio da personalidade e substituí-lo pelo prestígio das massas. Em política, o marxismo tem. a sua forma de expressão no regime parlamentar cujos efeitos sentimos desde as menores células da comunidade até as posições mais eminentes do Reich. No que diz respeito à economia, o efeito disso é o estabelecimento de uma organização que, na realidade, não serve aos interesses do proletariado mas aos propósitos destruidores do judaísmo internacional.”“
"“O marxismo aparece como a tentativa dos judeus para enfraquecer, em todas as manifestações da vida humana, o princípio da personalidade e substituí-lo pelo prestígio das massas. Em política, o marxismo tem. a sua forma de expressão no regime parlamentar cujos efeitos sentimos desde as menores células da comunidade até as posições mais eminentes do Reich. No que diz respeito à economia, o efeito disso é o estabelecimento de uma organização que, na realidade, não serve aos interesses do proletariado mas aos propósitos destruidores do judaísmo internacional.”

—  Adolf Hitler militar, escritor, político e líder nazista alemão durante a Segunda Guerra Mundial 1889 - 1945

p. 185.http://radioislam.org/historia/hitler/mkampf/pdf/por.pdf

Agostinho da Silva photo

„Os povos serão cultos na medida em que entre eles crescer o número dos que se negam a aceitar qualquer benefício dos que podem; dos que se mantêm sempre vigilantes em defesa dos oprimidos não porque tenham este ou aquele credo político, mas por isso mesmo, porque são oprimidos e neles se quebram as leis da Humanidade e da razão; dos que se levantam, sinceros e corajosos, ante as ordens injustas, não também porque saem de um dos campos em luta, mas por serem injustas; dos que acima de tudo defendem o direito de pensar e de ser digno.“
Os povos serão cultos na medida em que entre eles crescer o número dos que se negam a aceitar qualquer benefício dos que podem; dos que se mantêm sempre vigilantes em defesa dos oprimidos não porque tenham este ou aquele credo político, mas por isso mesmo, porque são oprimidos e neles se quebram as leis da Humanidade e da razão; dos que se levantam, sinceros e corajosos, ante as ordens injustas, não também porque saem de um dos campos em luta, mas por serem injustas; dos que acima de tudo defendem o direito de pensar e de ser digno.

—  Agostinho da Silva 1906 - 1994

Agostinho da Silva, in Diário de Alcestes

Milan Kundera photo

„Os extremos delimitam a fronteira para além da qual a vida termina, e a paixão pelo extremismo, tanto em arte como em política, é um desejo de morte disfarçado.“
Os extremos delimitam a fronteira para além da qual a vida termina, e a paixão pelo extremismo, tanto em arte como em política, é um desejo de morte disfarçado.

—  Milan Kundera 1929

Max Weber photo

„Há duas maneiras de fazer política. Ou se vive 'para' a política ou se vive 'da' política. Nessa oposição não há nada de exclusivo. Muito ao contrário, em geral se fazem uma e outra coisa ao mesmo tempo, tanto idealmente quanto na prática“
Há duas maneiras de fazer política. Ou se vive 'para' a política ou se vive 'da' política. Nessa oposição não há nada de exclusivo. Muito ao contrário, em geral se fazem uma e outra coisa ao mesmo tempo, tanto idealmente quanto na prática

—  Max Weber Jurista e sociólogo alemão 1864 - 1920

"Ciência e Política: Duas Vocações" - Página 64, Max Weber - Editora Cultrix, 2004, ISBN 8531600472, 9788531600470 - 128 páginas