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“Ainda bem que os Políticos só conseguiram cooptar o Espectro Religioso que representa a Minoria.

E, do outro lado, só arregimentar uma insignificante meia dúzia de gatos-pingados.

Porque, se tivessem conseguido transformar a fé da maioria em instrumento de disputa, talvez já não estivéssemos diante apenas de uma crise política, mas de uma crise de consciência.

A Religião, quando se deixa capturar pelo poder, corre o risco de trocar a mensagem pela bandeira, a compaixão pela conveniência e a reflexão pela obediência cega. 

O altar passa a servir ao palanque, e a fé deixa de ser um caminho de transformação interior para se tornar uma ferramenta de mobilização exterior.

O problema não está nos Religiosos terem convicções políticas. 

Todos e quaisquer cidadãos têm o direito de pensar por conta própria, escolher e participar da vida pública. 

O perigo começa quando alguém tenta convencer que sua preferência partidária é sinônimo de fidelidade a Deus — como se votar de um lado fosse prova de virtude e votar do outro fosse sinal de desvio moral.

Talvez seja justamente aí que devêssemos recuperar uma distinção fundamental: fé não é ideologia, político não é profeta e partido não é igreja.

Uma sociedade verdadeiramente livre precisa de pessoas capazes de discordar sem transformar o adversário em inimigo, de defender princípios sem idolatrar líderes e de questionar até aqueles que pensam como elas, inclusive quando esses líderes usam palavras sagradas para legitimar interesses muito terrenos.

A história já mostrou que parte do poder político gosta de vestir roupagens religiosas quando precisa parecer maior do que realmente é. 

E também já mostrou que a religião perde sua força quando aceita ser esse figurino.

Que a fé permaneça muito maior que os partidos. 

Que a consciência permaneça muito maior que as paixões políticas. 

E que nenhuma urna consiga decidir aquilo que deveria permanecer inviolável: a capacidade de pensar de cada ser humano, discernir e escolher livremente.

Porque, quando a política consegue ocupar a cabeça, o coração e a consciência de alguém, já não precisa mais controlar seus votos. 

Controla sua percepção da realidade.”

Última atualização 14 de Setembro de 2026. História

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“Quando escrito em chinês a palavra crise compõe-se de dois caracteres: um representa perigo e o outro representa oportunidade.”

John Fitzgerald Kennedy (1917–1963) 35º Presidente dos Estados Unidos

Variante: Quando escrita em Chinês, a palavra crise está composta de dois carácteres, um representa perigo, o outro representa oportunidade.

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“Quem não gosta de política corre o risco de passar a vida inteira sendo mandado por quem gosta”

Luiz Inácio Lula da Silva (1945) político brasileiro, 35º presidente do Brasil

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