Frases sobre individual
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“Cada um de nós, individualmente, pode não ter o sexo na cabeça; mas o povo o tem.”

Nélson Rodrigues (1912–1980) escritor e dramaturgo brasileiro

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“Das feições de alma que caracterizam o povo português, a mais irritante é, sem dúvida, o seu excesso de disciplina. Somos o povo disciplinado por excelência. Levamos a disciplina social àquele ponto de excesso em que coisa nenhuma, por boa que seja — e eu não creio que a disciplina seja boa — por força que há-de ser prejudicial. Tão regrada, regular e organizada é a vida social portuguesa que mais parece que somos um exército do que uma nação de gente com existências individuais. Nunca o português tem uma ação sua, quebrando com o meio, virando as costas aos vizinhos. Age sempre em grupo, sente sempre em grupo, pensa sempre em grupo. Está sempre à espera dos outros para tudo. E quando, por um milagre de desnacionalização temporária, pratica a traição à Pátria de ter um gesto, um pensamento, ou um sentimento independente, a sua audácia nunca é completa, porque não tira os olhos dos outros, nem a sua atenção da sua crítica. Parecemo-nos muito com os Alemães. Como eles, agimos sempre em grupo, e cada um do grupo porque os outros agem. Por isso aqui, como na Alemanha, nunca é possível determinar responsabilidades; elas são sempre da sexta pessoa num caso onde só agiram cinco. Como os Alemães, nós esperamos sempre pela voz de comando. Como eles, sofremos da doença da Autoridade — acatar criaturas que ninguém sabe porque são acatadas, citar nomes que nenhuma valorização objetiva autentica como citáveis, seguir chefes que nenhum gesto de competência nomeou para as responsabilidades da ação. Como os Alemães, nós compensamos a nossa rígida disciplina fundamental por uma indisciplina superficial, de crianças que brincam à vida. Refilamos só de palavras. Dizemos mal só às escondidas. E somos invejosos, grosseiros e bárbaros, de nosso verdadeiro feitio, porque tais são as qualidades de toda a criatura que a disciplina moeu, em quem a individualidade se atrofiou. Diferimos”

Fernando Pessoa (1888–1935) poeta português

Escritos sobre Política e Sociedade: Obra Completa de Fernando Pessoa VI

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“A onipotência do Estado é a negação da liberdade individual.”

Juan Bautista Alberdi (1810–1884)

"La omnipotencia del Estado es la negación de la libertad individual."
La omnipotencia del estado: la omnipotencia del Estado es la negación de la libertad individual, Centro de Estudios Económico-Sociales, 1986 - 31 páginas, capa https://books.google.com.br/books?id=IOUUAQAAIAAJ.

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“O que é repugnante a todo ser humano é ser pensado sempre como membro de uma categoria e não como uma pessoa individual.”

Dorothy L. Sayers (1893–1957)

What is repugnant to every human being is to be reckoned always as a member of a class and not as an individual person.
Dorothy L. Sayers, Are Women Human? (1938)

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“Ela é a primeira superestrela da nossa época. Ela talvez não esteja fazendo nada novo ou interessante musicalmente, mas ela é uma personagem muito interessante. Ela tem um estilo individual.”

Lady Gaga (1986) cantora e compositora dos Estados Unidos

Björk
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Fonte: Grand Old Aunt Björk, Haukur S. Magnússon, The Reykjavík Grapevine n.º 10, 2010 http://grapevine.is/media/pdf/Grapevine_11_2010.pdf,

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“A ciência do arquiteto é adornada com muitas disciplinas e erudição variada: ele deve ser capaz de julgar todas as obra que as artes individuais constroem.”

Vitrúvio (-80–-15 a.C.)

La scienza dell'architetto si adorna di molte discipline e di svariata erudizione: egli deve essere in grado di giudicare tutte quelle opere che le singole arti costruiscono.
Vitruvio como citado in Architterura civile - Página 5, Guarino Guarini - Edizione il Polifilo, 1968 - 471 páginas

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“A pequena e a média indústria continuarão a depender da iniciativa e da responsabilidade individual, harmonizada no sentido nacional e social, pela autodisciplina corporativa.”

Benito Mussolini (1883–1945) político italiano

Em discurso http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/corporativo.html#bm5 de 23 de março de 1926.

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“Quase nada deve ser mais humilhante para os Autossuficientes do que precisarem caminhar com as pernas dos outros.

Há uma ironia muito silenciosa na condição humana: passamos a vida cultivando a ideia de independência, como se a autonomia absoluta fosse a forma mais elevada de existência.

Mas bastaria olhar honestamente para dentro, para perceber que ninguém chega a lugar algum sozinho.

Os que mais proclamam sua autossuficiência costumam construir em torno de si uma narrativa de mérito exclusivo.

Acreditam que suas conquistas nasceram apenas da própria força, da própria inteligência, da própria renúncia, da própria disciplina…

Esquecem-se, porém, das mãos que abriram portas, dos ombros que sustentaram seus primeiros passos, das vozes que ensinaram o que hoje repetem como se fosse descoberta pessoal.

Talvez por isso seja tão doloroso para certas pessoas reconhecer a dependência.

Não porque depender seja uma fraqueza, mas porque admitir a necessidade do outro desmonta a ilusão de grandeza construída sobre a ideia de autossuficiência.

É muito difícil aceitar que a trajetória individual é, na verdade, fruto de uma obra coletiva.

A vida, cedo ou tarde, cobra essa consciência.

O tempo enfraquece os corpos, os desafios excedem as capacidades individuais, as circunstâncias expõem limites que o orgulho insistia em esconder.

E então surge a verdade inevitável: todos caminhamos, em algum momento, com as pernas dos outros.

Seja através do conhecimento que herdamos, do afeto que nos sustenta, da solidariedade que nos ampara, ou das estruturas invisíveis que oportunizam a nossa existência cotidiana.

O problema não está em precisar do outro.

Mas em viver negando essa realidade.

Porque quem se considera uma ilha acaba transformando a gratidão em dívida, a cooperação em constrangimento e a humildade em derrota.

Talvez a verdadeira maturidade não esteja em nunca precisar de ajuda, mas em compreender que a interdependência não diminui ninguém.

Muito pelo contrário.

É ela que nos humaniza.

Reconhecer que somos sustentados por muitos não nos torna menores; apenas nos torna mais conscientes daquilo que sempre fomos.

No fim, não é a dependência que humilha.

O que humilha é a arrogância de acreditar que jamais dependemos de alguém, até o momento em que a vida nos obriga a enxergar o contrário.

E, quando esse momento chega, alguns descobrem que a maior força não estava em caminhar sozinhos, mas em reconhecer, com dignidade, aqueles que sempre caminharam junto deles.”