“Oferecer o corpo como objeto agradavável, dar gratuitamente prazer: é isso o que os ocidentais não sabem mais fazer. Perderam totalmente o senso da doação. Podem até se esforçar, mas não conseguem mais sentir o sexo como algo natural. Não apenas têm vergonha dos próprios corpos, que não estão à altura dos que vemos nos filmes pornôs, mas também, pelo mesmo motivo, não sentem nenhuma atração pelo corpo do outro. É impossivel fazer amor sem um certo abandono, sem a aceitação ao mesmo tempo temporária de um certo estado de dependência e fraqueza. A exaltação sentimental e a obsessão sexual têm a mesma origem, as duas nascem de um certo esquecimento de si mesmo; neste terreno, a gente não pode se realizar sem se perder. As pessoas se tornam frias, racionais, extremamente conscientes da sua existência individual e dos seus direitos (…) realmente não são as condições ideais para fazer amor".”
— Michel Houellebecq, livro Platform
Platform
Última atualização 21 de Maio de 2020. História
Tópicos
altura, estado, prazer, gente, filme, real, amor, direito, sexo, amor, corpo, certo, terreno, origem, pessoas, prazer, existência, sexo, próprio, condição, motivo, tempo, pessoa, natural, ideal, vergonha, racional, doação, abandono, senso, aceitação, outro, objeto, atração, dependência, fraqueza, esquecimento, sentir, total, extremo, individualMichel Houellebecq11
1956Citações relacionadas
“Salário não é objeto: quero apenas o suficiente para manter o corpo e alma separados.”
Dorothy Parker (1893–1967)
Salary is no object; I want only enough to keep body and soul apart.
Constant Reader - página 59, Dorothy Parker - Viking Press, 1927, ISBN 067023916X, 9780670239160 - 157 páginas
“A graça é para o corpo o que o bom senso é para a mente.”
François de La Rochefoucauld (1613–1680) Escritor, moralista e memorialista francês
João Morgado (1965) escritor português
Fonte: Diário dos Infiéis
“A beleza de um corpo nu só a sentem as raças vestidas.”
Fernando Pessoa (1888–1935) poeta português
"Autobiografia sem Factos". (Assírio & Alvim, Lisboa, 2006, p. 75)
Autobiografia sem Factos