Frases sobre firma
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“Entre as repreensões que […] tive que ouvir muitas vezes, havia uma que me incomodava: que eu não sabia o que era a vida, estava cego, e nem ‘queria’ mesmo sabê-lo. Que eu usava viseiras, e estava decidido a jamais enxergar sem elas. Que eu sempre procurava aquilo que conhecia dos livros. Seja porque eu me restringia demais a ‘uma’ espécie de livros, seja porque eu tirava deles as conclusões erradas --- toda tentativa de falar comigo sobre as coisas como efetivamente eram estava destinada ao fracasso. “Você quer que ou tudo seja do mais alto padrão moral, ou então que seja o oposto”. A palavra liberdade, que sempre está em sua boca, é uma piada. Não há pessoa menos livre do que você. É-lhe impossível ficar ‘imparcial’ diante de um acontecimento, sem desenrolar diante deles todos os seus preconceitos, até que já não seja visível. Isso não seria tão grave […] se não fosse essa resistência obstinada, essa arrogância, essa determinação firma de deixar tudo como está, sem alterar coisa alguma. Apesar de todas as suas belas palavras, você não tem ideia […] utilidade que uma pessoa tem para as outras. […] Você, o que faz?.” […] Eu tinha a sensação de que, ao tomar conhecimento de coisas reprováveis, eu me tornava cúmplice das mesmas. Eu não queria aprender, quando aprender significava trilhar o mesmo caminho. Eu me defendia do aprendizado ‘imitativo’. Assim que eu percebia que me ‘recomendavam’ alguma coisa, só porque era costume no mundo, eu empacava e, aparentemente, não entendia o que queriam de mim.”

Elias Canetti (1905–1994)

The Torch in My Ear

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“DATILOGRAFIA Traço, sozinho, no meu cubículo de engenheiro, o plano, Firmo o projeto, aqui isolado, Remoto até de quem eu sou. Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro, O tique-taque estalado das máquinas de escrever. Que náusea da vida! Que abjeção esta regularidade! Que sono este ser assim! Outrora, quando fui outro, eram castelos e cavaleiros (Ilustrações, talvez, de qualquer livro de infância), Outrora, quando fui verdadeiro ao meu sonho, Eram grandes paisagens do Norte, explícitas de neve, Eram grandes palmares do Sul, opulentos de verdes. Outrora. Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro, O tique-taque estalado das máquinas de escrever. Temos todos duas vidas: A verdadeira, que é a que sonhamos na infância, E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa; A falsa, que é a que vivemos em convivência com outros, Que é a prática, a útil, Aquela em que acabam por nos meter num caixão. Na outra não há caixões, nem mortes, Há só ilustrações de infância: Grandes livros coloridos, para ver mas não ler; Grandes páginas de cores para recordar mais tarde. Na outra somos nós, Na outra vivemos; Nesta morremos, que é o que viver quer dizer; Neste momento, pela náusea, vivo na outra… Mas ao lado, acompanhamento banalmente sinistro, Ergue a voz o tique-taque estalado das máquinas de escrever.”

Fernando Pessoa (1888–1935) poeta português

Fernando Pessoa - Poesia Completa de Álvaro de Campos

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“O pulso do judeu é o mais firme quando vive um povo na escravidão doméstica e internacional, não quando é livre, obstinado, autossuficiente e determinado. O judeu é o causador dos nossos problemas e vive deles.”

Joseph Goebbels (1897–1945) Ministro da Propaganda do Partido Nazista Alemão

Fonte: Die verfluchten Hakenkreuzler. Etwas zum Nachdenken. Munich: Verlag Frz. Eher, 1932.

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“Pois a autoridade procede da verdadeira razão, mas a razão certamente não procede da autoridade. Pois toda autoridade que não é sustentada pela verdadeira razão é vista como fraca, enquanto a verdadeira razão é mantida firme e imutável por seus próprios poderes e não exige que seja confirmada pelo consentimento de qualquer autoridade.”

João Escoto Erígena (810–877)

Auctoritas siquidem ex vera ratione processit, ratio vero nequaquam ex auctoritate. Omnis enim auctoritas, qa vera ratione non approbatur, infirma videtur esse. Vera autem ratio, quum virtutibus suis rata atque immutabilis munitur, nullius auctoritatis adstipulatione roborari indigent.
Joannis Scoti opera: quae supersunt omnia ad fidem Italicorum, Germanicorum, Belgicorum, franco-Gallicorum, Britannicorum codicum ; accedunt Adriani Papae II Epistolae, - Volume 1, página 513 https://books.google.com.br/books?id=4F5LAQAAMAAJ&pg=PT295, Migne, 1853

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“Mesmo levando vida mundana, o iogue que fielmente cumpre suas responsabilidades, sem apego ou motivação pessoal, trilha firmemente o caminho da iluminação.”

Mahavatar Babaji Yogi Hindu

Autobiografia de um iogue contemporâneo, Capítulo 34, Materialização de um Palácio no Himalaia página 171

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“Somos obrigados a exortar pela nossa fé para acreditar e assegurar firmemente que cremes e simplesmente confessamos que existe uma Igreja santa católica e apostólica, fora da qual nã há salvação nem remissão dos pecados.”

Unam sanctam ecclesiam catholicam et ipsam apostolicam urgente fide credere cogimur et tenere, nosque hanc frmiter credimus et simpliciter confitemur, extra quam nec salus est, nec remissio peccatorum
Unam sanctam (1302)

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“A base aliada é robusta, fruto do princípio que norteia esta administração: a de um governo parlamentar, em que Executivo e Congresso governam juntos. E é este modelo, conduzido pelas mãos firmes e experientes do presidente Temer, o único capaz de aprovar as reformas que vão mudar o país.”

Moreira Franco (1944) político brasileiro

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, em artigo Perseverar na travessia da ponte
O Globo https://glo.bo/2tFtQwH, 19/07/17

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“Minha segunda máxima era ser a mais firme e decidida em minhas ações que eu poderia, e seguir constantemente as opiniões mais duvidosas quando eu teria determinado uma vez, que se tivessem sido muito seguros : imitando nisso os viajantes, que, perdendo-se em alguma floresta, não devem se divertir girando às vezes de um lado para outro, nem mesmo parar em um lugar, mas sempre caminham tão reta quanto eles podem do mesmo lado, e não mudá-lo por razões fracas, embora tenha sido no início apenas a chance sozinha, que determinou que ele escolhesse; pois, por isso, se eles não vão para onde eles desejam, eles irão, pelo menos, chegar ao fim em algum lugar onde eles provavelmente serão melhores do que no meio de uma floresta.”

Ma seconde maxime était d'être le plus ferme et le plus résolu en mes actions que je pourrais, et de ne suivre pas moins constamment les opinions les plus douteuses lorsque je m'y serais une fois déterminé, que si elles eussent été très assurées: imitant en ceci les voyageurs, qui, se trouvant égarés en quelque forêt, ne doivent pas errer en tournoyant tantôt d'un côté tantôt d'un autre, ni encore moins s'arrêter en une place, mais marcher toujours le plus droit qu'ils peuvent vers un même côté, et ne le changer point pour de faibles raisons, encore que ce n'ait peut-être été au commencement que le hasard seul qui les ait déterminés à le choisir; car, par ce moyen, s'ils ne vont justement où ils désirent, ils arriveront au moins à la fin quelque part où vraisemblablement ils seront mieux que dans le milieu d'une forêt.
Discours de la méthode, Les passions de l'âme, Lettres - Página 35 https://books.google.com.br/books?id=VTMMAAAAIAAJ&pg=PA35, René Descartes - Éditions du Monde Moderne, 1637 - 280 páginas
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“Encontre seu Caminho, acredite e firme-se nele. Não seja agnóstico.”

reiki universal, Johnny de' Carli, citações, agnóstico

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“No meio Polarizado, onde a Arrogância já virou Moda, já nem é ela que incomoda, mas a Concorrência.

Porque a arrogância, por si só, já deixou de ser defeito para virar linguagem. 

Ela se disfarça de opinião firme, de autenticidade, de coragem — e assim vai sendo aplaudida, compartilhada, replicada. 

O que antes afastava, hoje atrai. 

O que antes era visto como excesso, hoje é entendido como presença.

Mas o incômodo real não nasce da arrogância isolada. 

Ele surge quando ela encontra outra igual. 

Quando duas certezas absolutas se encaram, não para dialogar, mas para disputar território. 

Não para construir, mas para vencer. 

É aí que o ruído começa.

A concorrência de egos não produz luz — produz calor. 

E calor demais cega, desgasta e endurece. 

Cada lado acredita estar defendendo uma verdade, mas no fundo está apenas protegendo sua própria identidade, seu próprio lugar no mundo. 

Porque, em tempos assim, ceder parece fraqueza, ouvir parece rendição, e duvidar de si mesmo virou quase um pecado imperdoável.

Só que há algo silencioso se perdendo nesse processo: a capacidade de aprender. 

Quando tudo vira disputa, ninguém mais quer ser transformado — apenas confirmado. 

E sem transformação, não há crescimento, só repetição.

Talvez o verdadeiro ato de coragem hoje não seja a fala mais alta, mas a escuta profunda. 

Não se trata de sustentar a própria razão a qualquer custo, mas permitir que ela seja atravessada por outras perspectivas. 

Porque, no fim, a arrogância só sobrevive e reina onde o medo de não saber é maior do que a vontade de entender.

E nesse cenário, quem escolhe o caminho da humildade intelectual não se torna menor — se torna raro. 

E o raro, mesmo em silêncio, ainda pode mudar tudo.”

Esta frase aguardando revisão.
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“Sem querer banalizar nem florear a “profissão” mais antiga do mundo, a prostituição corporal, a que deveria nos apavorar é a espiritual.

Porque a primeira, ainda que envolta em julgamentos, é explícita: há um corpo, um acordo, uma troca visível. 

Já a segunda se disfarça de virtude, de opinião firme, de pertencimento. 

Não se vende o corpo, mas algo talvez muito mais íntimo — a consciência, os valores e a própria capacidade de discernir.

A prostituição espiritual acontece quando abrimos mão daquilo que realmente pensamos em troca de aceitação, aplausos, vantagens ou conveniência. 

Quando repetimos discursos que não refletimos, defendemos causas que não compreendemos ou atacamos pessoas que nunca paramos para ouvir. 

É um tipo de rendição silenciosa, que não deixa marcas no corpo, mas corrói lentamente o caráter.

E o mais inquietante: ela é muito raramente percebida por quem a pratica. 

Ao contrário da negociação explícita, aqui tudo parece escolha própria. 

A pessoa acredita que está sendo fiel a si mesma, quando na verdade já terceirizou o próprio julgamento. 

Tornou-se vitrine de ideias alheias, sem sequer perceber quem lucra com isso.

Talvez por isso ela seja mais perigosa. 

Porque não choca, não escandaliza, não mobiliza indignação coletiva. 

Pelo contrário, muitas vezes é premiada com likes, seguidores e senso de pertencimento. 

É a prostituição que se fantasia de convicção.

E, no fim, a pergunta que fica não é sobre quem vende o corpo, mas sobre quem, pouco a pouco, vai vendendo a alma em parcelas tão insignificantes que já nem sabe mais o que ainda lhe pertence.”