Frases sobre a solidão
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““O Niilismo não propõe futuro, e nem presente, o Niilismo é o nada, como uma mesa vazia, ou o vácuo no espaço. O Niilismo é a humanidade vazia em um âmbito de solidão e insignificância cósmica.”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

Variante: O Niilismo não propõe futuro, e nem presente, o Niilismo é o nada, como uma mesa vazia, ou o vácuo no espaço. O Niilismo é a humanidade vazia em um âmbito de solidão e insignificância cósmica.
Fonte: Aforismos De Um Niilista

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““Solidão”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

Fonte: Aforismos De Um Niilista

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“Uma fria chuva de inverno…

Quando a morte beijar a vida pela última vez Como uma fria chuva de inverno Ou o último suspiro de um homem Ao debater-se dependurado em uma corda O Universo derramará suas últimas lágrimas de solidão…

A Morte deixará esse universo sem o triste despojo da carne Ou o lamentar dos cegos e a esperança dos tolos

Quando a morte beijar a última estrela Na penumbra da noite apodrecerão também Os últimos deuses e as últimas canções

Banhada de lágrimas a solidão irá cavalgar Em seu cavalo negro pelo vale do nada E até mesmo o universo irá clamar Em desespero com medo da morte

Morreremos sem deixar porventura uma única alma errante…

Quando a morte selar o contrato com o tempo E a vida dobrar os seus joelhos

A Esperança que um dia brilhou Nos olhos de pequenos indivíduos Que admiravam o céu noturno Em um passado longínquo Desaparecerá para sempre

Morreremos sem deixar um único suspiro, uma única sombra…

A lembrança da vida irá se apagar Com a última estrela a brilhar na escuridão

E os diabos vão chorar abraçados aos deuses Enquanto o seu reino perece Na fria epiderme da morte

Morreremos tão completamente Que o Niilismo irá se tornar a última verdade…

A Única verdade a caminhar pelo vazio Ao lado da morte como a sua doce amante

Até que um dia a morte ao ler em seu diário Sobre a sua antiga companheira chamada vida Chorará lágrimas de sangue degolando-se com a sua própria foice

Morreremos tão completamente Que o próprio universo deixará de existir..

E a completa ausência da matéria Tomara conta deste infinito vazio

E o vazio finalmente poderá sorrir para a solidão beijando-a como uma fria chuva de inverno….”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro
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“O Dia em que eu morri

Hoje fui assombrado por todas as tristezas do mundo, a solidão que era a minha melhor amiga tentou me assassinar, e a melancolia que a muito tempo a aceitei como parte da minha essência, transformou-se em demência e levou-me a loucura.

Gritei por ajuda mas ninguém naquele quarto vazio poderia escutar minhas preces, as janelas transformaram-se em grades de prisões e aos poucos fui consumido pela escuridão que me aprisionou em um asilo de sofrimento e demência…

Demônios terríveis desciam pelas paredes e as vozes em minha mente lembravam-me que a solução para livrar-se da dor era a morte

Por muitos anos eu acreditei que havia superado os monstros e os diabos, e que o meu pacto com a solidão e a melancolia haviam feito de mim um homem livre. Mas a liberdade havia se tornado mais uma ilusão, e o Niilismo que há muito tempo havia me libertado das correntes frias da depressão e dos vícios também havia me traído.

Pois naquele momento de caos e desespero, eu não era um Niilista, tão pouco um professor ou um intelectual. Eu não era ninguém! Não existiam diferenças entre mim e os vermes, eu finalmente havia percebido que era hoje…

Hoje era o dia em que eu morreria, todos temos que morrer um dia certo? Em algum momento os monstros vão sair debaixo da cama e cobrar o pacto que você fez com o diabo, e ele vai sorrir para você e quando o diabo sorri os homens choram

Destranquei a gaveta, e peguei aquela velha pistola que jurei nunca mais ver. Coloquei-a contra a minha boca e atirei…

Há momentos em que a solidão irá te trair e a tristeza tentará te assassinar então clamaremos por socorro e ninguém poderá escutar nossas preces pois a única solução será matar as dores que assombram o seu coração para que nos tornemos estrelas mortas que continuam a brilhar no vazio da escuridão.”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro
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“Trecho do livro 'Aforismos de um Niilista'

Quando abracei a solidão me senti livre, pois ali eu poderia ser eu mesmo, sem fingir, sem agradar, apenas sendo eu o monstro que foi jogado injustamente no mundo do qual ele não escolheu viver.

A Cada dia da minha vida, meus sentimentos se esvaem eu já não sinto ódio, ou raiva, amor, ou tristeza, felicidade para mim é uma impossibilidade sinto-me como se estivesse morto.

Todos os dias paro para refletir ‘como isso aconteceu?’

Em que determinado momento da vida eu me tornei um monstro? Um monstro que prefere a solidão a seus pais, um monstro que não sente, um monstro que não chora, um monstro cuja monstruosidade é o seu próprio ser.

Minha última lembrança de felicidade se dá aos meus cinco anos de idade brincando de bonequinhos com a minha mãe, e mais tarde com meu pai – mas em um determinado momento da minha infância eu dei início a metamorfose ambulante que se tornaria futuramente o monstro que sou hoje. Penso se isso está em meu DNA, ou se apenas sou o culpado por tamanha monstruosidade.

Eu afasto de mim amigos, namoradas e amantes, afasto também o amor sincero de meus pais; A Troco de que? A troco de nada! só puro e absoluto nada! O Nada Niilista seguido de uma solidão que apenas agrada a mim mesmo.

Confesso que preferia ter me enforcado no cordão umbilical e morrido no parto. O Puro e simples fato de ser eu mesmo, faz com que aqueles ao meu redor sofram com isso, é como carregar uma maldição da qual a cura é sua própria morte.

Mas fazer o que se sozinho é o que eu sou? Eu sou a solidão, eu sou o homem que caminha por ruas solitárias admirando a imensidão do cosmos. E Isso é tudo que eu sou….

Apenas um sozinho

E não lamento por isso, me orgulho de ser o que sou. Apenas lamento que minha existência possa ferir tantas pessoas pelo simples fato de existir.

Na vida temos duas escolhas, viver como quiser, ou viver para agradar os outros e cada escolha obviamente tem uma consequência.

‘’ Viver para agradar os outros’’ – seria o ato de viver como as pessoas ao seu redor escolhem

‘’ Viver como quiser’’ – é o ato de viver para si mesmo, ser o seu próprio deus, um soldado de Thelema como diria o ocultista Aleister Crowley

‘’ faz o que tu queres há de ser o todo da lei''

Por mais que as minhas escolhas pessoais possam afetar negativamente aqueles que se ‘importam’ comigo – de nada posso fazer pois não vivo para eles, vivo minha própria lei, sou o dono de mim mesmo.

Sinto-me um monstro, mas um monstro livre.

A Monstruosidade não é de todo mal, quem disse que os monstros são maus?

Somos vistos como monstros por aqueles que não entendem nossa humanidade”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro
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“Imagine que um belo demônio, saísse do espelho e te oferecesse uma nova vida, mas para isso você teria que matar a si mesmo para vive-la – todas as suas decepções, seus medos, as noites que passou chorando, os seus dramas, absolutamente tudo seria apagado e você acordaria vivendo uma vida bem sucedida.

Uma vida na qual todos te amam, seus pais se orgulham, seus amigos sempre o chamam para sair, você é aceito na sociedade e seu emprego tem um salário tão bom que poderia pagar por tudo que sempre sonhou.

Você mataria a si mesmo, para viver essa nova vida?

Adam, um jovem que odiava sua existência, tomou a sua decisão, aceitou o pacto com aquele belo demônio e apertou o gatilho contra sua própria cabeça.

E ao acordar, estava vivendo uma nova vida os pássaros cantavam, sua mãe sorria esbanjando orgulho do seu filho, seu celular tocava incansavelmente com mensagens de seus fiéis amigos – tudo parecia perfeito.

Aos poucos, vivendo essa nova vida adam percebe que seus amigos começam a se afastar, seus pais começam trata-lo com desprezo e ele é demitido do novo emprego. Sem perceber os motivos pelo qual sua nova vida estava desmoronando, ele corre aos prantos pedindo ajuda ao demônio;

''– Por que? Por que a minha vida está desmoronando?'' Perguntou adam em completo desespero

O demônio, iluminado pela luz da manhã sorri de maneira singela, e sem dizer nada mostra para Adam mais duas novas vidas; A Primeira uma versão ainda mais bem sucedida, e a outra sua antiga vida da qual ele temia e fugia desesperadamente.

Sem hesitar, ele pegou novamente a arma e atirou em sua antiga vida, e em seguida atirou contra sua própria cabeça, e então acordou vivendo aquela nova vida que havia escolhido.

Dessa vez, tudo parecia perfeito. Adam saia com seus amigos para festas e baladas que eles escolhiam, todos riam e esbanjavam felicidade; Seus pais estavam cada dia mais orgulhosos do seu novo emprego (…) Mas Adam não estava feliz, todos a sua volta sorriam e todos o aceitavam, mas faltava algo, faltava algo que ele não conseguia perceber.

Furioso, ele volta correndo ao demônio, que desta vez estava chorando… Adam sem entender o que estava acontecendo, colocou as mãos no ombro daquele belo demônio e perguntou

‘’ – Por que choras?’’

O demônio, chorando e sem dizer absolutamente nada, mostra a Adam duas novas versões de sua vida. Adam confuso, observa uma versão ainda mais bem sucedida, e a sua antiga e original versão. Ele então indaga ao demônio de maneira furiosa

‘’ – Sobre o que isso se trata!? Por que eu não consigo ser feliz mesmo sendo um homem sucedido!?’’

O demônio se aproxima de adam, e aponta com os dedos para sua antiga vida e pela primeira vez ele diz algo

‘’ Para ser feliz, é preciso primeiro aceitar quem você realmente é’’

Uma gota de lágrima cai dos olhos do demônio, e ao olhar o seu reflexo adam finalmente percebe;

‘’ Somos todos diabos, aos olhos do mundo que não nos compreende’’

Muitas das vezes em meu âmbito de solidão, sou atormentado por monstros do passado que me assombram e gritam o meu nome me mostrando um passado que jurei esquecer, sou afogado em mágoas e arrependimentos e sufocado por uma versão de mim mesmo que a muito tempo eu não via (…) Para superar os monstros do passado, sou forçado a aceitar aquele que a muito tempo eu matei e jurei nunca ter existido.

Para conviver em paz com os monstros do passado, é necessário primeiro fazer as pazes com o cadáver que você foi um dia.”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro
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“Solidão

O maior solitário é aquele que não compreende o universo. O maior solitário é o ser que se ausenta, que se lamenta, que se fecha, que se curva a necessidades humanas.

O maior solitário é o homem que se entrega ao seu lado sombrio, no absoluto de si mesmo.

O maior solitário é o que tem medo de perder, o que tem medo de ferir e ferir-se.

O maior solitário é aquele que tem medo, aquele que se acovarda, aquele que se reprime, aquele que se perde em si mesmo. E que queima como uma fênix já caída, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete.

Ele é o que se recusa às sua verdadeira origem cósmica, Que se recusa a compreender que O NITROGÊNIO em seu DNA. O CÁLCIO em seus dentes. E o FERRO em seu sangue, Foram criados no interior de estrelas em colapso. E que ele é feito do mesmo material que compõe as estrelas. Não só ele, mas todos os seres vivos, estão conectados pelo universo, nós somos o universo, e a solidão, é apenas um mero fracasso do ser que não compreende o Cosmos. Ou talvez ele de fato o compreenda e isso o torne um solitário.

E exatamente por entender sua origem cósmica, o solitário seja tão solitário, afinal ele sabe que todos que um dia ele vier a conhecer, ou o conhecer. Se tornará nada menos do que poeira. E no fim todos nós terminaremos solitários..

Gerson De Rodrigues

O maior ato anarquista de um homem é ler um livro, e seu maior ato de revolução é ensinar uma criança a ler”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro
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“A miséria do meu ser,
se alastra por todos os cantos da casa
e a solidão é a companhia muda
desta alma cansada”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

Fonte: Filosofia

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“Poema
Os Martírios de um homem morto

– Vocês não estão escutando os meus gritos de desespero!?

Como podem encarar um homem morto
e não ouvi-lo chorar?

- Vocês não enxergam estes diabos
que caminham ao meu lado?

Estas lágrimas que escorrem em meu rosto
mesmo quando estou sorrindo?

Como ousas dizer que eu devo amar a vida
quando não sentes a mesma dor que eu
quando não possuís uma corda em seu pescoço
e uma voz gritando em sua mente

Sim, chamem-me de louco
digam que eu sou apenas um maldito qualquer
e todas as vezes que eu chorei
foi pela atenção dos porcos que me cercam!

Quantas vezes não andei pelas ruas
desejando que o meu rosto se transformasse em cinzas
para que eu não precisasse encara-los de frente

Quantas vezes vocês não me viram
refugiar-me na escuridão
para que suas vozes imundas
não me ensurdecessem a alma

Não há nada nesse mundo que eu deseje
mais do que a morte
e eu choro em silencio

Todas as vezes que perguntam se eu estou bem
Não!
eu não estou bem!

Como eu poderia estar bem em um mundo de desgraças?
Como eu poderia sorrir com uma corda em meu pescoço?

E não me venham com as suas conclusões
ou Deuses de mentira
como podem tentar me salvar?
se não conseguem salvar a si mesmo?

Não estão vendo?
estas cordas em seus pescoços?
estas correntes em seus pés?

O Homem morto que idolatram neste pedaço de madeira
foi o único capaz de enxergar suas correntes
ele entregou seu sangue a humanidade
para que sua mentira se espalhasse pelo mundo

Então eu suplico a todos vocês
Matem-me!
como mataram os Deuses
Crucifiquem-me!
como crucificaram seus próprios filhos
Mas em hipótese alguma,
roubem de mim a solidão

O que eu sou?
senão um verme!

Filho bastardo da dor e da miséria
eu não sou um homem
sou um monstro

Matem-me!
eu suplico

Enforquem-me em suas igrejas
e façam deste cadáver o seu novo Deus

Afinal,
A melhor maneira de morrer é sentir
então joguem sobre mim sua miséria

Que eu irei afoga-las em minhas angustias
e em cada suspiro
trarei mais miséria ao mundo

E da minha miséria,
nascerão homens
capazes de superar suas dores.”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

Poema Filosofia Niilismo Nietzsche

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“Poema – Liber LXV

Arrastem-me para as suas catedrais
matem-me com pauladas
em meu crânio

Sufraguem as suas dores
nestes olhos tristes

Para que as suas vidas
ganhem algum sentido;

- Ainda não compreenderam
para que serves o mundo?

- Continuam dobrando
os seus joelhos sujos?

- Matando uns aos outros
por ideologias que os cegam!?

Reúnam-se em coletivos!
marchem em direção aos seus lideres
e matem-nos com brutal violência

Arrastem seus corpos podres
pelas ruas esbanjando orgulho

Depois enforquem-se
em seus banheiros escuros
pois a culpa irá consumi-los

- Escravos! Escravos!
servos de um deus invisível

- O Dinheiro que possuis em teus bolsos
é capaz de salvar a vida daqueles que
morreram por falta de amor?

- Não escutam os gritos
de fome daqueles que moram nas ruas?

- Não sentem que os teus filhos
clamam pelo suicídio
todas as manhãs antes de dar bom dia?

O caos reina sobre a terra
nas mãos de homens tão cruéis
que fariam dos deuses
meras fantasias capciosas

Pintem suas bandeiras
com o sangue negro de Cristo

Reúnam-se com vingança em seus olhos
e matem todos aqueles
que se intitulam os donos do mundo

Oh sim!
eu também sinto
a solidão me atormentar

A timidez me escravizar
como uma criança órfã
que nunca conseguiu sorrir

Não suporto um segundo
neste planeta sem me imaginar enforcado
em meu próprio quarto

Com um carta em meus pés
que diz com letras escritas em sangue

- Mataram-me com seu mundo maldito!
agora amaldiçoo a todos vocês
como Lúcifer fez com aqueles
que o abandonaram na escuridão;

E não!
não chamem estes versos de Niilismo
tampouco confundam estes gritos de horror
com meras ideologias humanas

Eu fiz um pacto com o Diabo
e em seus olhos tristes
assisti a humanidade queimar
clamando por misericórdia

Sem perceber que a ajuda que
eles tanto clamavam aos céus
estava na revolta contida em seus corações

Não há significados nas estrelas
ou salvação vindo de algum lugar;

Se eu me enforca-se agora
mataria as minhas dores

Mas viver todos os dias
me permite mata-las
com meus próprios punhos!

- Gerson De Rodrigues”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

Niilismo Morte Deus Existencialismo Vida Nietzsche

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“Poema - 11/02/1963

Canções negras
transformam almas vazias
em deuses ou suicidas!

Quando encontrarem o meu corpo
atendam o meu último pedido

Não enxuguem as lágrimas em meus olhos
pois nelas estão todos os meus sonhos;

Quem sou eu?
senão o pior de todos os homens

As feridas nas mãos de Cristo
e o sorriso de Judas ao vê-lo morrer

Abdiquei-me de todas as coisas
os meus martírios
reduziram-me a nada

Deitado nesta cama
adoeço todas as noites

Reviro-me de um lado
para o outro
com a escuridão
me engolindo a cada segundo

Grito por ajuda
mas aqueles que podem me ouvir
tampouco podem compreender
as minhas dores

Tento me levantar
com as minhas próprias pernas
mas as minhas asas quebradas
prendem-me em meu próprio abismo

Recolho-me como uma
criança solitária

Abraço as minhas próprias pernas aos prantos
e chorando pergunto a mim mesmo

- Por que nasceste?
oh criatura infernal

Vejo em mim todas as pragas
e todas as dores

Como uma doença
que se espalha pelo mundo
eu mato todas as flores
para sangrar em seus espinhos;

Como eu posso me olhar no espelho?
se nem mesmo sei quem eu sou

Como eu posso me levantar?
se o meu espirito se enforcou
em meio aos lençóis

As minhas dores se espalham
por todos os cantos da casa

Escrevo uma carta
para todos aqueles que
acredito que sentiriam a minha falta

Com os pés sujos de sangue
nem mesmo a solidão
caminha ao meu lado

Enforco-me aonde ninguém
pode me ouvir gritar

Sinto as cordas quebrando
o meu pescoço
levando as minhas ultimas dores
para o vale dos suicidas;

Uma voz doce clama pelo meu nome
um anjo tão belo
quanto as estrelas que brilham na escuridão
me acolhe em seus braços

Deito-me em suas pernas
e suas mãos doces
enxugam as lágrimas em meus olhos

Eu me enforquei naquele quarto
para renascer na sua vida…”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

Niilismo Morte Deus Existencialismo Vida Nietzsche

Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
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“Poema – Culpa

Rastejando como um verme
podre neste mundo hostil
fedendo a sangue e enxofre

Fui batizado com a saliva
do diabo e nomeado
pelos deuses

A criatura mais insignificante
deste mundo

Reúnam-se em coletivos
marchem em direção a
minha casa

Com a suas tochas
e símbolos da paz

Matem-me com violência
enquanto o meu corpo frio
debate-se em êxtase
pela dor infligida na minha alma

Arrastem o meu corpo
pelas ruas e justifiquem
tal ato com louvores e bênçãos

Caminharei
com os pés descalços
e mãos amarradas

Enquanto chicoteiam
as minhas costas

- Não tenham pena
deste homem imundo!

A dor que eu farei
senti-los se me deixarem viver
é muito maior do que
estas feridas

Eu sou a destruição deste mundo
a praga que tanto temem
em suas histórias bíblicas

A depressão já instaurada
na parte mais minuciosa
do seu intimo

As lágrimas que choram
sem saber porque

O sentimento de vazio!
a solidão que os assombra
todas as noites!

Sou o culpado por cada morte
cada ente querido enterrado
neste solo maldito
que agora alimentam os vermes

- Parem com essas orações
- Esses olhares de pena!

Continuem com as martirizações
atirem pedras em meu corpo nu
diante de suas catedrais

Acabar com a minha vida
significa viver mais um dia!

- Não querem voltar para
suas casas?

- Abraçar os seus filhos?

- Rezar para o seu Deus?

Se almejam tanto a felicidade
um sacrifício de sangue
será necessário

Diante de todos estes olhares
que me encaram
eu me declaro culpado
por suas dores

Crucifiquem-me
e atirem fogo em meu corpo

Para que nenhum milagre
caia sobre as minhas cinzas…

- Gerson De Rodrigues”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

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“"Apenas necessitava de silêncio, distante da aglomeração humana e de quaisquer sombras e resquícios de atividade humana, padrões sociais e desejos insaciáveis. Em completo silêncio, era o que precisava. Uma fuga por tempo indeterminado para retornar à minha essência que anula-se cegamente aos atos da vida urbana da modernidade.
Não me encaixava em nenhum grupo, e não desejava compor nenhum deles. Sinto que a aproximação aos aglomerados de pessoas anulam minha individualidade. Todos eles caminham rumo ao declínio.
Não poderia haver momento mais pleno e alegre enquanto estava só e enrolada ao cobertor em uma manhã fria de inverno. Por mais que confortasse, e trouxesse paz, era temporário. Saberia que pouquíssimo tempo após teria de levantar-me e realizar as obrigações sociais, e conviver com indivíduos inertes e demasiadamente dependentes do sistema. Tampouco capazes de perceberem a realidade em que vivem, e seguem cegamente sem questionar. Fazendo-se de seus ídolos muletas metafísicas, e nutrindo meias verdades e desejos insaciáveis para suportar a existência. Vivendo na ilusão do conhecimento sem compreender a vastidão infinita presente no interior de vossas almas.
Sou inteiramente propícia a vivenciar a solitude em completo festejo, e transformar o mais profano padecimento em conhecimento. A solidão compõe a mais profunda das filosofias.
Livrai-vos de vossos apegos, pois são estas às raízes que sustentam vossos sofrimentos. Plantastes sofrimento e colhestes saberes."”

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“Poema – Diário de um homem que nunca existiu

‘’ Como um sátiro
que dança ao
som dos meus gritos de misericórdia
exterminarei todos ao meu redor

Lentamente como as lágrimas
que caem dos meus olhos
sem piedade estriparei a todos

E até que a cólera da depressão
e o tormento da ansiedade
me transforme em um mártir
nenhum de vocês terão paz!

Declaro nestes versos
o suicídio de todos os homens!’’

Infância;
Ainda que em meus
primeiros anos de vida
eu já podia assistir o meu futuro em ruínas

Isolado nas sombras
fui corrompido por uma timidez
que rasgou o meu coração
e dilacerou a minha alma

Sem desistir busquei
refugio em templos sagrados

Mas fui obrigado a assistir
freiras e padres se enforcarem
em suas próprias tripas
com medo da dor
que viam em meus olhos

Adolescência;
Do sangue que escorria
dos meus pulsos
encontrei a rebeldia
para selar a minha dor

Com as minhas próprias mãos
enfrentei o mundo em nome da anarquia

Ainda que as lágrimas estivessem
em meus olhos
eram os meus pais quem sofria

Sufocado pela angustia de existir
me enforquei em meu próprio quarto
enquanto lúcifer gargalhava em silêncio

Vida adulta;
Com marcas em meu corpo
que fariam cristo chorar
sobrevivi a cada tentativa de suicídio

Ontem enterrei a minha mãe
no tumulo ao lado do meu pai

A solidão é minha última companhia
mas quando eu preciso dela
é a depressão que me acolhe

Vivendo como um verme
em meio as ovelhas

Caminho pelas ruas como um estranho
perdido em seu próprio inferno

Suicídio;
sentado em meio as baratas
observo fotografias antigas
que remetem a um passado sórdido

Quando eu ainda era um monstro
rasgando o ventre da minha mãe

Se a minha fé
fosse tão forte quanto
as minhas dores

Dobraria meus joelhos
e clamaria aos céus
para que devolvessem as asas de lúcifer

E beijando as patas do diabo
selaria um pacto de sangue

Me enforque no ventre da minha mãe
para que ela nunca mais precise sofrer de novo
- Gerson De Rodrigues”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

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Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
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“Solidão é ter asas e não saber para aonde ir.”

Maurício.Cavalheiro-Pindamonhangaba

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“Poema – Solitude & Depressão

Há um demônio que vive dentro de mim
Todas as vezes que eu tento ser eu mesmo
Ele machuca as pessoas que eu amo

Então sou obrigado a fingir
Ser outro alguém

Aqueles que realmente me conhecem
Me olham com olhar de ódio e repulsa

Mas eu não posso culpá-los
Quem amaria um monstro como eu?

Tentei me esconder na solidão
Mas a depressão fez de mim
Vítima da minha própria doença;

Corri em meio a florestas
Atormentadas por bruxas e demônios
E pela primeira vez me senti em casa

Todas as manhãs ascendo velas
Para o diabo
E ele me conta histórias fantásticas

De um lugar repleto de luz
Aonde a minha escuridão
Não pode ferir ninguém;

Há uma criança tímida que vive
Dentro de mim

Tudo que ela queria fazer
Era amar e sorrir como uma pessoa normal

Mas quando olham diretamente em seus olhos
Eles veem apenas o demônio
Que tenta se esconder em meio as suas lágrimas

Hoje a única pessoa que eu acreditei
Que me amava
Disse que eu havia mudado

Ela finalmente descobriu quem eu realmente era
Sei que em algum momento ela irá embora
Como todos fazem

Mas eu não posso culpa-los…
Quem iria amar um monstro como eu?

Eu tento do fundo do meu coração
Ser uma boa pessoa
Mas até mesmo a minha forma de falar
Acaba ferindo aqueles que se aproximam de mim

Acredito fielmente
Que eu deveria me enforcar
Enquanto todos dormem

E deixá-los
Somente com as memórias
Do homem que eu nunca fui…

Mas há uma criança tímida
Que vive dentro de mim…

E tudo que ela queria fazer
Era sorrir e amar como uma pessoa normal

Mas por que?
Oh deus!

Por que?
Vocês não conseguem enxergá-la?

Tudo que veem é um
Demônio solitário
Clamando por um pouco de amor…

Me desculpem!
Por favor me desculpem
Por ter nascido!

Eu prometo que eu vou concertar
Esse erro algum dia…

- Gerson De Rodrigues”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

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“Poema – Fevereiro

Hoje eu tomarei todos os meus antidepressivos
Colocarei fogo na casa
E dormirei em meio as chamas

Não porque eu deixei de amá-la
Ou porque desisti da vida

E sim porque não existe em mim
Um único resquício de esperança…

Flertar com a morte
Me ajuda sobreviver dias infernais

Mas devo confessar a todos vocês
Já não tenho mais forças
Ou psicológico para continuar lutando

As minhas batalhas foram todas perdidas
Este não é um Poema
E sim uma despedida

Não há metáforas ou maldições
Capazes de esconder as feridas
Que corroem a minha alma

Tudo que eu fui um dia
Desapareceu com o tempo

As pequenas realizações
O amor que senti uma única vez
Os breves sonhos que nunca vão se realizar

Hoje tornaram-se memórias
De um cadáver podre
Que deitado em uma cama sozinho
Em posição fetal
Aguarda o acalanto abraço frio da morte

Sei que nunca mais serei capaz de amar outra pessoa
Até mesmo a insônia me abandonou
Me tornei escravo de medicamentos
Que me obrigam a dormir

Ainda não sei como dizer aos meus Pais e Amigos
Que eu estou indo embora

Se realmente me compreendessem
Ou sentissem a minha dor
Saberiam que essa é a minha única saída

Já fazem dois dias que eu não consigo
Parar de chorar
E o que eu deveria fazer?

Continuar mentindo para mim mesmo?
Inventando motivos para mover uma vida
Da qual odeio repulsivamente?

Apenas saibam que sim
Eu vivi lindos momentos

Amei intensamente um anjo
Que fez meus olhos brilharem

Espalhei pelo mundo
Poesias & Maldições
Descritas em livros!

Mas hoje…
Já não existe nada
Que seja capaz de me manter neste mundo

A solidão me assusta…
O amor me fez sangrar…

E nenhum abraço
É capaz de me salvar

Algumas pessoas dizem
Que o tempo será capaz de curar
As minhas feridas

Mas nenhum de vocês percebeu
Que não são as feridas que me machucam

E sim a ausência de um sorriso
Que um dia me deu motivos para viver

Quando eu estiver morto
Não chorem (…)
Lembrem-se que este velho Poeta

Que tanto flertou com a morte
Um dia se apaixonou pela vida
E sorriu ao menos uma única vez…
- Gerson De Rodrigues”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

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“Poema – Caos e Surto

Eu nunca fui amado
Tal como eram os outros

Nunca vi olhos brilharem ao me verem sorrir
Ou lábios tremerem ao citarem o meu nome

Nunca tive um abraço em momentos de desespero
Tampouco acreditei que algum dia o teria

Vivi uma vida de miséria e angustias
Alimentando o Diabo que vive em meu peito
Com dores e lamentações que não desejaríamos ao Deuses

Do amor vivi somente os Pecados
E as Orgias

Os gemidos e arranhões
Bucetas espalhando o seu gozo
Nos céus da minha boca

Pan
Era o meu segundo nome;

Na solidão criei vínculos com a minha própria sombra
Me envolvi em paixões
Que nenhum Poeta jamais viveu

E em nenhuma destas paixões
Compreendi o verdadeiro significado da palavra amor

Como se Afrodite pudesse amar todos os homens
E os cupidos todas as mulheres
Mas nenhuma alma fosse capaz de amá-los

Intenso como um Arcanjo
Cuja as asas foram arrancadas com as unhas
De um anjo que o impediu de amar

Do amor
Conheci somente as suas feridas

E os seus lábios doces em beijos poéticos
Que rimavam com a sinfonia dos seus gemidos

Seus pés delicados na minha boca
Os arranhões pelas suas coxas grossas
Que fundiam-se com o vermelho dos seus quadris

Na submissão das nossas orgias
Me apaixonei por Afrodite
Mas com Lilith passei as minhas noites

Amei
Como nenhum outro
Poeta jamais amou

Amei até que a minha sanidade fosse
Suprimida pela minha vontade

Amei até que o meu coração
Queimasse com as chamas de um ódio
Que eu mesmo alimentei

Amei…
Até o último Adeus
As últimas lágrimas

Amei sozinho!
Recluso em um ninho de ratos
Na reclusão das minhas ilusões

Sou como a maçã podre em campos líricos
Abandonado entre os vermes e as cinzas
Caos e surto

Como uma alegoria para a morte
Que se estende até os rincões do universo
E morre nos versos de um Poema

Sou a maldição das estrelas
Ofuscada pela escuridão dos meus olhos…”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

Fonte: Sexo Poesia Nietzsche Bukowski
Poesias & Maldições vol 2

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“Poema – O Grito da solidão
‘’O som do nada
É o grito dos mortos
Ao serem atormentados pela vida’’

Não amo a solidão
Como uma benção dos Deuses

Tampouco a odeio
Como uma maldição rogada por Diabos

Compreendo-a como a dor de mulheres grávidas
Que tiveram suas crias arrancadas por
Facas finas a sangue frio
Enquanto gritavam enlouquecidamente
Para serem deixadas em paz

Destes gritos de dor e agonia
Nasceu a solidão

Banhada em Desespero e angustias
Rasgando o ventre das almas cansadas;

Não lembram de como choraram
No dia em que chegaram a esta prisão?

Como podem rir e rezar?
Como podem esquecer que toda a dor,
Todo o sofrimento e toda a angustia do mundo
Só és, o que és, porque nasceste para senti-la

Ah (…)
Os gritos da solidão
Atormentam até mesmo as estrelas
Que já se apagaram

E me enlouquecem todas as noites
Enquanto bato com a minha cabeça contra a parede
Até que o barulho do crânio se rompendo
Soe mais alto do que estes murmúrios do inferno

Lunático
Com o sangue escorrendo pelos meus olhos
Sou afrontado por uma crise de risos

Deitado no chão se contorcendo como o Diabo
No corpo de Freiras que masturbam-se com o crucifixo

Grito mais alto do que mil tambores
Mas as vozes nunca se calam!

- Calem-se!
- Calem-se!
(Grito incansavelmente com todo o ar dos meus pulmões)

Com os próprios punhos
Quebro todos os móveis do quarto

Pedaços de vidro se espalham pelo corredor
Destes corredores da vida
Do qual muitas vezes me vi enforcado
Enquanto me socorriam de uma overdose mental

Rasgo os meus braços
Formando cicatrizes
Que nunca vão se realizar

A solidão continua gritando
E gritando! E Gritando!

Abraço as minhas pernas
Recluso em um canto escuro
Sangrando e tremendo

Cantarolando em voz alta
Musicas que me fazem lembrar você

Doente como um escravo
Que grita de fome
Enquanto se alimenta das próprias fezes

O meu corpo treme com o frio
E o sangue na minha roupa é o único abraço
Que eu vou sentir

Os meus olhos turvos enxergam as estrelas
E o meu pulmão cansado de tanto gritar
Respira tranquilamente

A solidão cansou de gritar
Agora escuto os mortos
A cantarolarem em seu lugar…”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

Fonte: Poesias & Maldições

“Ela brilha muito, na verdade ela batalha muito para alcançar esse brilho, por vezes é disciplinada e outras capaz de abrir mão de suas vontades. Tem momentos que é objetiva, racional e ao mesmo tempo flexível. Mais exigente consigo mesmo e menos com as outras pessoas
Tem momentos que quer ir à baladas pesadas para se identificar as outras pessoas, e num passe de segundos prefere ficar num ambiente tranquilo onde possa conversar e sorrir com os amigos. Mas de repente numa rapidez quer convidar todos para ir a sua casa para que conheçam seu mundo colorido.
Não se iluda com sua aparência de tímida, ela adora chamar atenção, mas todos que estão ao seu redor não se queixam, apenas se apaixonam, posso dizer que ela é básica mas estilosa.
Ela promete o tempo todo a si mesma que vai ser feliz e acaba Abrindo mão da felicidade para que o outro seja feliz primeiro.
E mesmo repetindo isso todos os dias, nunca deixa que seus dias terminem vazios, ela vive simples e intensamente seus dias, deixando sempre as coisas chatas para outra hora, mas nunca esquece e sempre deixa bem claro que tem o direito de ser feliz. Apesar de se cobrar tanto, relaxa sempre quando um amigo lhe sorri ou lhe elogia.
Se diverte sem culpa e não deixa as cobranças da vida lhe tirarem o prazer d suas conquistas ela promete a si mesma dias de romances, dias de borrar a maquiagem com lágrimas de solidão. Porém com a típica tradição: chocolate e sorvete como consolo, mas o que ela promete mesmo é que terá muitos dias de conversas banais e risos contagiantes ao lado de suas amigas. Ela é divertida, espontânea, tranqüila outras é romântica, daquelas que escuta uma música e diz: essa é a música da minha vida, quando passa essa empolgação descobre que a letra da música falava apenas coisas sem noção.
Ela sabe que meninas crescem depois de passar alguns anos testando caminhos.
Já faz tempo que ela é assim.”

“Não existe uma forma mais cruel de magoar alguém, ignorando sua presença, exibindo a todos que você tem tempo e carinho pra uns e pra aquela pessoa não.
E, se você for avaliar, o que você acha que é motivo, não passa de um capricho bobo ou de um gesto cruel mesmo. Já falei um monte de vezes que essa história de dar valor só depois que morre não concordo e acho uma tremenda idiotice. Ou você ama hoje ou pode demonstrar a geladeira fria que é seu coração. Daqui uns dias, meses, anos você vai se arrepender de não ter plantado amor por onde passou porque sua colheita será podre de sentimentos. Os momentos felizes que você deixou de fazer na vida de alguém hoje, vai ser o reflexo de sua solitária velhice. Sim, estou falando pra você que abre mão de sua família pra estar numa Rodinha de amigos de uma noite só, de um tempo de algumas horas festivas. Quando chegar tua velhice, se você ainda tiver lucidez de contar, conte quantos amigos estará ao teu lado. Ai, você pode dá uma olhadinha lá no passado e chorar as lagrimas de crocodilo que você acha que tem.
Existem sentimentos que não se joga fora.
Uma vida artificial é fácil de ser construída, agora o alicerce de uma família esse você tem que cultivar, fazer, plantar, exercer.
Os sentimentos que hoje você recusa a dar, mais lá na frente, no teu amanhã, só você sentirá falta. Não deixe pra dá o ultimo adeus, dê o primeiro Bom Dia, o primeiro Olá, o primeiro pedido de desculpas, o primeiro “eu te amo“.
Ninguém tá te encorajando a ser esse “ser egoísta” que você se tornou exclusivamente por vontade própria.
Abaixe o ego, a arrogância, a maldade, esses seus cruéis gestos só traz solidão pra você mesmo.
Acredite, não estou aqui como perfeição em pessoa.
Apenas tenho pena de um coração tão amargo, que não te deixa ver o que as pessoas tem de melhor pra te oferecer.
Que haja Reciprocidade na forma de se doar e de se fazer presente, enquanto há tempo de se amar, porque haverá dias, talvez até esses dias de hoje que o Amor ficará escasso.
Uma boa maneira de avaliar a vida é se perguntar:
Quantas pessoas hoje estão mais felizes por minha causa?”

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“Poema – Lilith

‘’ A Morte é a brasa que incendeia
no coração de todos os homens
a chama que queima no interior das estrelas
e que inevitavelmente queimara todo o universo
transformando-o em cinzas

Contemplo a morte como a brisa
que estremece a luz dos meus olhos
que aos poucos se apagam

Enquanto os meus lábios trêmulos sorriem
diante dos sonhos da vida que se esvaem
com o sangue dos meus punhos

E a realização de que vou virar pó
paradoxalmente me tranquiliza
como as flores sobre os túmulos
ou a brasa da morte que incendeia no coração de todos os homens…’’

Eu sou Deus
sou o símbolo incarnado do amor e do ódio
sou o homem pregado na cruz
sou o arcanjo banido dos céus
sou a alma aprisionada no inferno
e o cúpido a cantarolar nas canções de amor

Sou uma criança maldita aprisionada no mundo dos homens
uma alma sem história ou destino

Eu sou a Deusa que as religiões adoram
eu sou o Deus que os ateus ignoram
eu sou o Diabo pregado na cruz
eu sou o homem clamando por Jesus

Pregado na cruz ígnea de mim mesmo
eu sou o pecado e eu sou a salvação

Sou a insônia da dor e o pesar da solidão
A depressão já impregnada e sem cura
A dor nas noites de insônia
A medicação que me mata aos poucos (…)

A Poesia de um Poeta louco
que abdicou da sua sanidade
a escrever os versos mais terríveis

Um dia até mesmo o Diabo
o abandonou

Então ele esqueceu o seu próprio nome
esqueceu os seus próprios versos
até mesmo porque escrevia coisas tão terríveis

Sem saber quem ele era
Designou-se a si mesmo como Deus

Trancou-se em um quarto escuro
pregou os seus próprios pés e mãos

E com a mão que utilizou para martirizar-se
apontou para os céus e gritou
- Oh Pai, por que me abandonastes?

Ele morreu sem saber ao menos
que ele era Deus, O Diabo e o Homem

Mas ao mesmo tempo
o pó que para o nada retornastes…
- Gerson De Rodrigues”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

Fonte: Poesias Niilismo Existencialismo Nietzsche

Andre Rodrigues Costa Oliveira photo
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“Poema – Paganini part 2

‘’ Os suicidas inventaram a música
Pois não conseguiam sobreviver todos os dias
Com os martírios de suas almas’’

Certa vez um musico
Cujo os olhos foram arrancados pelos Deuses
Em uma falha tentativa de suicídio

Compôs um Poema
Que futuramente se transformaria em uma canção

Nela ele vomitou todas as suas angustias
Até mesmo aquelas das quais
Nem mesmo ousaria contar para sua própria sombra

A única criatura capaz de ler
Aqueles versos compostos por um homem cego e sem alma
Eram o próprio Asmodeus e as criaturas da velha Goétia

Diziam as lendas
Que até hoje
Diabos lamentadores choravam ao lerem os seus versos…

‘’ Sentado nas estreitas vielas
De sentimentos profundos
Que dilaceram a minha alma

Enjaulado na mais ríspida solidão
Abandonado pelas próprias crenças e convicções
Me tornei órfão de Mãe, Pai, Filho e Espirito Santo

Nesta ríspida solidão
Sou um monstro

Um Padre a devorar criancinhas
Um Thelemita cuja as leis de Therion foram quebradas

Nesta acostumada porém virtuosa solidão
Guardo segredos que se revelados
Trariam ao mundo mais miséria que toda a fome e a praga
Jamais ousariam trazer aos pobres

Não suporto os espelhos da vida
Pois ao me olhar nos olhos
Revelo a mim mesmo, o monstro que tento esconder

Escondo-me em mentiras
Escondo-me em crenças e ideologias

Ao mundo revelo um personagem
Pois o monstro que o controla

Através destas cordas de mentira
Que compõe este paraíso de loucos e lunáticos
É tão somente uma pobre e vil criatura

Cuja a pele esgrouvinhada e os dedos podres
Revelam uma terrível e nojenta peste
De um homem, que aos olhos de Deus e da Sociedade
Deveria estar morto.

Os suicidas e os Diabos
Talvez sejam os únicos capazes
De me olhar com brilho nos olhos

Não porque compreendem as minhas dores
E sim porque no ápice de sua amargura

Suas almas chorariam de felicidade e euforia
Ao descobrirem que existe neste mundo
Algo tão podre, tão sórdido e imundo
Quanto as suas almas negras e corrompidas

Se não fosse a música
E estes olhos cegos

O monstro que corrói a minha alma todas as noites
Transbordaria em um rio de sangue…
E lágrimas!

- Gerson De Rodrigues”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

Fonte: Gerson De Rodrigues Poesias & Maldições Nietsche

“Poética - Alegoria da caverna: Lilith

Durante o apocalipse do tempo
fui expulsa do paraíso dos homens, donde toda a luz do universo era sufocada perante a penumbra das ilusões humanas.

Os mistérios da vida pereciam sob imagens turvas; e todos os suicidas jaziam tácitos e encavernados no Jardim das lamentações.
Um lugar situado por entre os cais celestes da desordem mental, cavado pelas chagas mais fundas do abandono e regado pelos
murmúrios (…)

As almas cativas encontravam-se em perene estado paradisíaco. E mesmo nuas não se enxergavam, pois as sombras da realidade encobriam seus corpos ébrios com a ilusão da sobriedade.

No jardim das lamentações, nenhuma lamentação era ouvida, pois a luz paradisíaca das almas cativas cegava os suicidas e os levava ao seu próprio inferno.

- E de que adiantarias toda a droga farmacêutica que germina na árvore patológica de um jardim pútrido?

Ao revoltar-me contra as correntes
da vida; fui condenada a viver em meu próprio abismo, procriando junto aos meus demônios internos.
Assim povoamos a terra com criaturas sórdidas e reveladoras.

De minha cópula interior nasceram poesias taciturnas, pequenos diabos líricos que até hoje vagam a nutrir-se das almas perdidas, vertendo-as em asas para os meus arcanjos.

E quando perguntares quem sou, eu direi:

- Eu sou a solidão de cada Adão que na terra pisastes, aquela separada do barro que compõe tua carne, e lhe mostra a frígida anatomia de sua própria presença solitária.

Sou a deusa do meu próprio inferno mental, que vives a sussurrar a filosofia nos ouvidos dos moribundos, para soprar-lhes o último suspiro de vida.

Sou a essência feminina renegada pelo medo.

E quando perguntares como sobrevivo em minhas dores que povoam a terra, direi:

- Ora, não vês que a cada dia 100 demônios em mim perecem para que eu possa continuar a viver com uma alma demasiadamente fértil?

E assumo os meus pecados -

Abandonei todos os que ousaram me amar sem antes entregar-me a própria alma.

Quando sentires a realidade queimar tuas vísceras; serei eu, a rainha da noite; a que rege os sete arcanjos da liberdade, convocando-te a retirar-se de suas próprias ilusões.

Sussurrarei no mais fundo da tua alma: "Para crescer e chegar ao céu, tu deves primeiro criar raízes que penetrem teu próprio inferno."
Deves abraçar os teus demônios e exilar-se dos falsos paraísos.

Sob tuas crises de ansiedade mais fortes, serei eu tal qual serpente lânguida a rastejar tremente no fundo da tua alma.

E antes de entregar-se ao pecado,
lembre-se que a mesma forma que liberta-te dos falsos paraísos, podes levar-te a morrer precipitadamente, eis que sou a melancolia vindoura fustigada pelo fruto amargo da vida.

- Letícia Sales”

“⁠Às vezes o medo da solidão é o que te iguala a muitos, te diminuindo e te tornando parte da manada.”

Faça como as águias.

Jamais troque o topo
pelo infortúnio de se
juntar à maioria, por
medo de ficar só.