Frases sobre encontro
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Marilyn Ferguson photo

“Não se encontra o que é correto com meios incorretos.”

Johnny De' Carli

reiki universal, Johnny de' Carli, citações, desonestidade

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Andy Warhol photo

“DOCUMENTÁRIO
GUERRA INVISÍVEL – COVID-19
Produtora paulista Strada Filmes e Entretenimento inicia produção de um documentário através de depoimentos via vídeo

Durante o período da pandemia global oriunda do novo coronavírus, produtores brasileiros de diferentes regiões do país trabalham na produção de documentário a respeito da doença e as consequências socioeconômicas que esta época trará ao mundo daqui pra frente.
O objetivo do projeto é abordar do epicentro à transmissão global do vírus, e de como todo o planeta teve que se adequar frente à crise causada pela COVID-19. Desde os heróis da saúde até os trabalhadores autônomos; das principais medidas de quarentena às dificuldades do isolamento social; das notícias reais às fakenews espalhadas em redes sociais; em suma, um levantamento geral será posto em prática durante a própria pandemia, trazendo à equipe o desafio de apurar e selecionar as informações mais relevantes, com o intuito de produzir um documentário com o máximo de informação possível para registrar essa fase.
Para Anderson Del Duque, Diretor Geral do projeto, produzir um documentário sobre um tema tão delicado e atual será um grande desafio. Não só pela abrangência que o tema exige, mas em respeito e solidariedade a todos que enfrentam esse período das mais diversas formas possíveis.
Para completar o trabalho, o documentário apresentará depoimentos de pessoas que estão vivendo diante do isolamento social. Mais do que ilustrar toda a informação que será abordada, os depoimentos são uma forma de dar voz aos reais envolvidos na história: nós. De diversas partes do país, e do mundo, as participações são fundamentais para que o projeto cumpra o dever social de informar e aproximar os espectadores dos depoimentos recolhidos, tanto que este trabalho é continuo, e a produtora ainda reúne vídeos de quem se propõem a participar dessa grande produção.
O Diretor de Jornalismo, Renan Rezende, ressalta que o tratamento humanista deve ser e sempre será o norte para a produção do filme. “Não se trata de uma abordagem fria e distante da sociedade, mas algo que coloque as pessoas e tudo o que elas viveram e presenciaram durante este difícil período em primeiro lugar. E, para tal, apresentaremos esses relatos de vida da forma mais verídica e delicada possível”.
A concepção e início de produção tiveram início há cerca de um mês, e o documentário não tem data de lançamento definida. Entretanto, a Strada Filmes e Entretenimento continuará a divulgar maiores informações no decorrer do projeto.

Texto por Renan Rezende
SINOPSE
Segunda-feira, 20 de janeiro de 2020. Portais de grandes veículos de comunicação como o “G1”, “O Estado de São Paulo” e “BBC News” relatam os casos iniciais de um vírus misterioso que teria surgido na virada do ano em Wuhan, China, e que começara a se espalhar em países vizinhos, cuja transmissão entre humanos já havia sido confirmada. O governo Chinês estava confiante na contenção da nova ameaça, mas medidas de precaução já estavam sendo tomadas em aeroportos na Ásia e nos Estados Unidos. Entre especialistas e pesquisadores, a situação era inquietante, pois um novo vírus em contato com células humanas poderia causar mutações cujo sistema imunológico não estava familiarizado em conter.
Em menos de três meses, o novo coronavírus (Sars-Cov-2) tornou-se uma pandemia sem precedentes. O vírus atingiu quase dois milhões de pessoas em todo mundo, com aproximadamente 125 mil mortes*, e o número não para de crescer. Frente a uma situação emergencial, informações, verdadeiras ou não, circulam diariamente na rede e em mídias sociais. Medicações são apontadas como aliadas ou inimigas ao combate da doença. Profissionais da saúde tornam-se verdadeiros heróis, assim como os trabalhadores de serviços essenciais, mas grande parte da população se encontra literalmente isolada do mundo.
Como a principal medida de prevenção à doença COVID-19, o isolamento social transforma a vida das pessoas, além de revelar uma crise econômica em escala global, semelhante somente ao grande “crash” de 1929. O trabalho se reinventa, o ensino não tem alternativa a não ser a distância. Setores, como a Cultura, são amplamente prejudicados, e trabalhadores autônomos não têm alternativas. Alguns governos ao redor do planeta se veem obrigados a tomarem medidas de supressão para obrigar pessoas a manterem-se em suas casas.
Avanços tecnológicos e medicinais parecem não conter a contaminação acelerada da doença, isso somado ao número limitado de leitos e hospitais disponíveis, obrigando o mundo a pensar em alternativas emergenciais para atender toda a população. Mas nem todos têm os mesmos privilégios ou até acesso aos serviços de saúde, nem mesmo os mais básicos.
Em contrapartida, no anseio a uma fagulha de esperança, a humanidade se une. Correntes em mídias sociais visam à aproximação das pessoas por meio de ações que possam entreter ou divertir. Redes de solidariedade ajudam comunidades carentes e aqueles que mais necessitam. O contato nunca se fez tão necessário, e o ser humano passa a dar valor a algo que antes era corriqueiro e, portanto, esquecível. A cultura do “selfie”, o individualismo que tanto é compartilhado nas redes sociais, dá espaço à valorização do plural.
Como na teoria darwinista, o ser humano se vê obrigado a evoluir. Quais as consequências de uma pandemia em um mundo globalizado, só o tempo dirá.
*informações captadas até 14/04/2020
Texto por Renan Rezende
Ficha Técnica:
Direção Geral e autoria - Anderson Del Duque
Diretor, produtor e roteirista, Anderson é morador da cidade de Sumaré, na região metropolitana de Campinas, e trabalhou em 16 produções cinematográficas ao longo da carreira em diversas funções, sendo vencedor de três prêmios em festivais. Anderson também é colunista e crítico de cinema, com textos publicados na revista Adoro Cinema. Além de ter participado como júri e banca em diversos eventos relacionados ao cinema e ao audiovisual.
Diretor de Jornalismo – Renan Rezende
Renan iniciou a carreira nas extintas Rádio Estadão ESPN e Rádio Estadão, do Grupo O Estado de São Paulo, como produtor e redator. Em seguida atuou como roteirista e produtor numa produtora audiovisual e tem experiência em agência de análise de mídia. Além disso, trabalhou como repórter e redator freelancer para o MEON, veículo que cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo. Renan também é ator profissional.
Diretora de Produção – Patricia Iglésias
Patricia tem vasta experiência na produção executiva de novelas, programas de TV e eventos. Com carreira consolidada na TV Globo, destacam-se produções como, Os Maias, Queridos Amigos, Vídeo Show, Criança Esperança, e as novelas Sol Nascente e Malhação. Para a Rede Record, participou de títulos como Apocalipse, Jesus e Jezabel. Além disso, também é especialista em gestão de planejamento, orçamento e gerenciamento e possui domínio de roteirizarão.
Colaborador de matérias jornalísticas - Jean Custo
Produção Executiva -
Renata Di Carmo

Assistente de Produção – Henrique Zeferino

Arte finalista – Adrian Silva Adrian Silva ten em seu currículo trabalhos como;
Editor, diretor de fotografia, operador de câmera, fotógrafo de making-of e assistente de Produção.

Produção de Elenco – Penha Penaforte
Pesquisa de matérias jornalísticas – Lorena Valentini”

Anderson Del Duque

Andre Rodrigues Costa Oliveira photo

“O QUE FAÇO COM ESSA MENINA?


O que faço com essa menina que se acha feia?
O que faço com essa menina que, timidamente, diz aos quatro ventos que se encontra acima de seu peso?
O que faço com essa menina que disfarça o próprio corpo vestindo camisas largas e calças folgadas?
O que faço com essa menina que esconde o rosto porque acha que está demasiado flácido?

Devo eu dizer a ela que o seu sorriso é a maior das alegrias dessa minha vida?
Devo eu dizer a ela que apenas a sua sutil lembrança me aflige em desejo incontrolável?
Devo eu dizer a ela que a sua perspicácia transforma o planeta em um lugar mais habitável, mais inteligente e mais esperançoso?
Devo eu dizer a ela que o seu humor não apenas contagia a todos, mas vicia e entorpece o mais reticente dos humanos?

Como devo convencê-la de que é perfeita?
Como devo convencê-la de que é a cada dia mais apaixonante?
Como devo convencê-la de que hei de amar intensamente cada gesto e cada uma das palavras suas até o final dos tempos?
Como devo convencê-la de que morreria pleno e confiante ao seu lado?

Será mesmo que essa moça notará que jamais foi escrava de modismos de consumo e de estética?
Será mesmo que essa moça notará que ela é una e que intimida aqueles que se auto- denominam como audazes Casanovas?
Será mesmo que essa moça notará que tem o dom de arrebatar aquilo que deseja a todo tempo e a todo modo?
Será mesmo que essa moça notará que eu renegaria tudo para repousar silente e em calmaria, por entre as suas pernas?

Abra os olhos.
Eu lhe aguardo ansioso.”

AndreRodriguesCostaOliveira

“Meu Fracasso Retumbante


Ela hostiliza a mim e ao meu trabalho, minhas madrugadas entre a biblioteca e a sala principal do escritório - devo estar pecando mortalmente em ficar até mais tarde entre os meus livros e as minhas vãs filosofias.

Briga porque não assisto a novela - e ainda porque desconheço os personagens na Gloria Pérez, inverossímeis e estranhos.

Aperreia-se diante de meu desconhecimento sobre o “Big Brother” desse ano. Acha errado eu não ter votado em alguém. Acha um absurdo eu não conhecer de cor todos os participantes.

Dorme inconformada quando eu não abro as mensagens que a própria me envia, excitada, exaltada, quase que gozando sobre as estrelas do cinema que se separaram, e as que morreram, sucumbiram, e também aquelas que estão reclusas, dependentes de anfetaminas e de outras coisas bem piores.

E acorda ao meio dia, mais inconformada ainda, já que eu tive que sair da cama muito cedo, tomar o meu banho, fazer minha barba e esconder-me por dentro de terno e gravata (ferramentas de trabalho imprescindíveis), travestido de alguém que necessita labutar bastante.

Ela me ofende em todas as vezes nas quais eu refuto a literatura espírita ou de auto-ajuda - porque digo que não são literatura; ela desconhece Kant, desconhece Nietzche, desconhece obras inacabadas dos que foram muito fodas e que nos deixaram cedo. Livros que estão aqui em casa, nas estantes da biblioteca. Gratuitos e plenamente acessíveis.

Mas ainda assim eu digo que lhe compreendo mesmo desse jeito, uma vez que não existe obrigação alguma de embriagar-se por dentre os meus grandes “clássicos”, nem mesmo de escutar as músicas que eu escuto ou assistir os filmes que tanto amo do Fellini ou do Almodóvar. Só que ela, muito ao contrário, me “descompreende” de maneira aviltante e ofensiva, e me alcunha de desordenado, de improdutivo e de desinformado (!).

Ela não percebe que o amor verdadeiro tende a rarear quando a admiração se esvazia; quando ela tenta, sem sucesso, encaixar-me na moldura de seu mundo, em vez de modelar um mundo totalmente novo, de informações que se completem e que nos por abarquem inteiros, “de conchinha”. E, ainda que eu lhe bendiga o melhor de tudo o que existe, permaneço triste. Sua companhia me faz falta.

Ela é a prova viva de que gentileza não atrai a gentileza.

E eu sou o egoísmo e a covardia em estado puro. Eu preciso alforria-la de minha presença alienígena, desagradável, para que encontre alguém que lhe idolatre como eu já fiz em idos tempos, engajado nos padrões nos quais, definitivamente, eu infelizmente não me encaixo.

Seja então inteiramente livre, minha amiga linda!!!
Pois que a sua liberdade me libertará de insuportável melancolia, e transformará você em regozijo puro. Eu aceitarei o “pé na bunda” com estoicismo; a alcunha de fracote, ou de fracassado incompetente, ou até do idiota lá de Dostoiévski. E aceitarei os xingamentos com o coração tranquilo. Despojado dessa culpa enorme de não lhe fazer sentir mais alegria.”

AndreRodriguesCostaOliveira

“⁠"Encontre seu propósito e mude o mundo."”

Surama Jurdi

#suramajurdi
#motivação
#frase

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Viktor Frankl photo

“Quanto a Morte, só há um jeito. Lutar para que ela te encontre vivendo!”

Alessandro Teodoro

Quanta gente partindo desse mundo, sem dar o menor trabalho à morte, pois, já não viviam, só existiam.

Valter Bitencourt Júnior photo

“A literatura do povo indígena, se encontra nos desenhos, no modelar do barro, na criação do arco e flexa… Literatura não é só palavra, e sim, toda a expressão artística, histórica e cultural.”

Valter Bitencourt Júnior (1994) poeta e escritor brasileiro

Frase citada pela Damiana Pereira de Sousa, em
"A Flecha e a Caneta: a representação de Natureza em Daniel Munduruku na obra
“Sabedoria das Águas” – A Literatura Indígena em Questão", na pág. 08, Goiânia, abril de 2019.
Fonte: Pensador: https://www.pensador.com/frase/MjM4MzQzNg/
Ver também: https://repositorio.bc.ufg.br/tede/bitstreams/9fe6f004-0411-421a-9d1a-7c373295dba7/download

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“⁠⁠Meu Pai só permitiu a Tristeza me abraçar até a minha alma aprender a chorar, porque Ele já havia tecido os Lenços de Misericórdia.

Há dores que não chegam para nos destruir, mas para nos ensinar a linguagem que antes não sabíamos falar.

A Tristeza, quando autorizada pelo Pai, não vem como castigo, vem como professora silenciosa.

Ela nos abraça não para nos aprisionar, mas para que a alma — ainda rígida, ainda orgulhosa de resistir — aprenda a chorar.

Embora haja choros de remorsos e infortúnios, chorar é um verbo sagrado.

Ainda que muitos que se acham infalivelmente fortes considerem fraqueza.

Mas admitir isso seria também admitir que o Filho do Homem fraquejou.

É quando o coração finalmente admite que não é de ferro, que precisa ser cuidado, que não foi criado para atravessar desertos sozinho, longe do Pai.

E Ele sabe disso.

Por isso, Ele não impede o abraço da Tristeza de imediato.

Ele permite o tempo exato: nem um minuto além do necessário, nem um segundo aquém do aprendizado.

Enquanto a alma aprende a chorar, o céu trabalha em silêncio.

Cada lágrima encontra um destino, cada soluço é ouvido, cada queda é contada.

Antes mesmo que o pranto escorra pelo rosto, Lenços de Misericórdia já estavam sendo tecidos — fio por fio, com paciência eterna, do tamanho exato da dor.

Esses lenços não apagam a história, mas secam o excesso de peso.

Não negam a ferida, mas impedem que ela infeccione.

São gestos suaves de um Pai que nunca esteve ausente, apenas respeitou o processo.

Quando a Tristeza se retira, não leva consigo a fé; deixa uma alma mais humana no lugar, mais inteira, mais capaz de consolar.

Porque quem foi enxugado pela Misericórdia aprende, um dia, até a ser lenço nas mãos de Deus.”

Alessandro Teodoro

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“No meio Polarizado, onde a Arrogância já virou Moda, já nem é ela que incomoda, mas a Concorrência.

Porque a arrogância, por si só, já deixou de ser defeito para virar linguagem. 

Ela se disfarça de opinião firme, de autenticidade, de coragem — e assim vai sendo aplaudida, compartilhada, replicada. 

O que antes afastava, hoje atrai. 

O que antes era visto como excesso, hoje é entendido como presença.

Mas o incômodo real não nasce da arrogância isolada. 

Ele surge quando ela encontra outra igual. 

Quando duas certezas absolutas se encaram, não para dialogar, mas para disputar território. 

Não para construir, mas para vencer. 

É aí que o ruído começa.

A concorrência de egos não produz luz — produz calor. 

E calor demais cega, desgasta e endurece. 

Cada lado acredita estar defendendo uma verdade, mas no fundo está apenas protegendo sua própria identidade, seu próprio lugar no mundo. 

Porque, em tempos assim, ceder parece fraqueza, ouvir parece rendição, e duvidar de si mesmo virou quase um pecado imperdoável.

Só que há algo silencioso se perdendo nesse processo: a capacidade de aprender. 

Quando tudo vira disputa, ninguém mais quer ser transformado — apenas confirmado. 

E sem transformação, não há crescimento, só repetição.

Talvez o verdadeiro ato de coragem hoje não seja a fala mais alta, mas a escuta profunda. 

Não se trata de sustentar a própria razão a qualquer custo, mas permitir que ela seja atravessada por outras perspectivas. 

Porque, no fim, a arrogância só sobrevive e reina onde o medo de não saber é maior do que a vontade de entender.

E nesse cenário, quem escolhe o caminho da humildade intelectual não se torna menor — se torna raro. 

E o raro, mesmo em silêncio, ainda pode mudar tudo.”

Alessandro Teodoro

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“Os Frequentadores Assíduos da Agridoce Escola da Solitude dificilmente se contentam com meia companhia.

Há algo que a solidão ensina, e não é apenas o silêncio — é a escuta. 

Quem se demora nesse espaço aprende a reconhecer o próprio ruído interno, a distinguir carência de presença e distração de encontro. 

E, depois disso, já não dá para aceitar qualquer preenchimento como se fosse conexão.

A solitude, quando atravessada com coragem e disciplina, deixa de ser ausência e se torna critério. 

Ela afina o olhar. 

Mostra que companhia não é sinônimo de proximidade, nem conversa é garantia de vínculo. 

E, sobretudo, revela que estar com alguém pela metade cobra um preço inteiro.

Por isso, quem já se formou — ainda que provisoriamente — nessa escola agridoce, passa a estranhar o raso. 

Não por arrogância, mas por memória. 

Memória de quando estar só era muito mais honesto do que estar mal acompanhado. 

Memória de quando o vazio, ao menos, não fingia ser plenitude.

Meia companhia cansa porque exige que a gente finja completude onde só há fragmento. 

E quem já fez as pazes com a própria inteireza, mesmo imperfeita, começa a preferir o desconforto da ausência à ilusão da presença incompleta.

No fundo, não se trata de rejeitar o outro — mas de recusar o que não chega inteiro. 

Porque, depois de aprender a estar consigo e gostar disso, qualquer companhia que não soma, diminui.”

Alessandro Teodoro

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“Os negacionistas apaixonados ainda não se atreveram a negar o aluguel das próprias cabeças só porque  ainda acreditam que pensam com elas.

Talvez esse seja um dos retratos mais perigosos do nosso tempo: gente que já não raciocina para concluir, mas conclui primeiro para depois procurar argumentos que sustentem a própria paixão. 

E quanto mais apaixonada a cegueira, mais ofensiva parece qualquer tentativa de reflexão.

A polarização conseguiu transformar convicções em propriedades privadas. 

Opiniões deixaram de ser ideias defendidas para se tornarem identidades superprotegidas.

Discordar passou a soar como agressão pessoal. 

Questionar virou sinônimo de traição. 

E pensar… pensar passou a ser um risco para quem se acostumou ao conforto das certezas inquestionáveis.

Os donos das narrativas entenderam isso antes de muita gente…

Descobriram que não precisam mais convencer multidões; basta mantê-las emocionalmente ocupadas. 

Porque uma cabeça tomada pelo medo, pelo ódio ou pela idolatria dificilmente encontra espaço para a lucidez.

E assim seguimos assistindo pessoas abrirem mão da própria autonomia enquanto juram defendê-la. 

Repetem slogans, acreditando formular pensamentos. 

Compartilham produto de manipulações, acreditando espalhar consciência. 

Atacam qualquer divergência como se proteger uma versão da realidade fosse mais importante do que buscar a verdade.

O mais trágico é que muitos negacionismos modernos não nascem da falta de informação, mas da recusa emocional em aceitar aquilo que ameaça os próprios interesses, paixões ou pertencimentos. 

Há quem negue fatos só para não perder um líder, um grupo, uma ideologia ou a sensação de fazer parte de algum lado “certo” da história.

E talvez a maior ironia esteja justamente aí: enquanto acusam os outros de alienação, não percebem que terceirizaram o próprio discernimento. 

Trocaram reflexão por torcida, consciência por conveniência e humanidade por pertencimento.

No fim, nenhuma prisão é mais difícil de romper do que aquela em que o prisioneiro acredita estar completamente livre.

Viva a todas as formas de Liberdade, sobretudo a de pensar por conta própria!”

Alessandro Teodoro

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“Não dá para esperar por Falsos Profetas, aplaudindo o filhote do encardido fingindo “pregar” o evangelho.

A história nos mostra que os falsos profetas nunca chegam anunciando a própria falsidade.

Eles vestem a linguagem da fé, citam versículos, evocam tradições e, muitas vezes, se apresentam como defensores da verdade.

O problema é que a mentira religiosa não costuma entrar pela porta da negação de Deus, mas pela janela da manipulação de Sua Palavra.

Vivemos um tempo em que a fé pode ser transformada em instrumento de poder, de lucro, de influência e de vaidade.

O Evangelho, que nasceu como anúncio de libertação, serviço e amor ao próximo, é frequentemente reduzido a slogans, plataforma ideológica ou produto de consumo espiritual.

E, quando isso acontece, não basta apontar o dedo para quem distorce a mensagem; é preciso também questionar o silêncio e a passividade de quem assiste a tudo sem discernimento.

A responsabilidade de uma comunidade de fé não é idolatrar pregadores, mas confrontar toda pregação com os valores que ela afirma defender.

Onde há arrogância, perseguição aos vulneráveis, culto à personalidade, ganância travestida de bênção ou ódio apresentado como zelo, o Evangelho já foi abandonado, ainda que o nome de Deus continue sendo descaradamente repetido.

A fé autêntica não precisa de espetáculo para convencer, nem de inimigos para se sustentar.

Ela se reconhece nos frutos: na justiça, na misericórdia, na compaixão, na honestidade e no compromisso com a verdade.

Quem fala em nome de Deus deveria ser medido menos pelo tom da voz e mais pela coerência da vida.

Talvez o maior perigo dos falsos profetas não seja o que eles dizem, mas o quanto nos acostumamos a ouvi-los.

Quando a consciência adormece, qualquer discurso eloquente parece sabedoria.

E quando a crítica desaparece, a manipulação encontra terreno fértil.

Por isso, mais do que esperar a chegada dos falsos profetas, é preciso reconhecer que eles prosperam sempre que a fé deixa de ser encontro com a verdade para se tornar instrumento de conveniência.

O desafio não é apenas identificá-los, mas recusar-lhes os aplausos que os mantêm de pé.

Afinal, a Fidelidade ao Evangelho exige discernimento, coragem e, sobretudo, a disposição de seguir a Verdade mesmo quando ela contraria os interesses dos que se apresentam como seus porta-vozes.”

Alessandro Teodoro

Esta frase aguardando revisão.

“O grande Amor da nossa vida não é só quem Acelera nosso coração, mas também quem Desacelera nossa cabeça.

Porque amar não deveria ser viver em constante estado de alerta, tentando decifrar silêncios, justificar ausências ou adivinhar sentimentos. 

O amor que realmente importa não é aquele que nos deixa presos à ansiedade de saber se somos suficientes, mas aquele que nos oferece a tranquilidade de simplesmente sermos nós mesmos.

Há pessoas que chegam e despertam borboletas no estômago, fazem o coração bater mais forte e transformam dias comuns em momentos inesquecíveis. 

Mas existe algo ainda mais profundo: encontrar alguém diante de quem a alma consegue respirar.

Talvez o verdadeiro amor seja menos sobre a intensidade dos primeiros encontros e mais sobre a paz que permanece depois que a euforia passa. 

É ter alguém que não alimenta inseguranças, que não transforma afeto em disputa, presença em prêmio ou silêncio em castigo.

É poder descansar no abraço de alguém sem precisar perguntar se amanhã esse abraço ainda estará ali.

Porque paixão pode incendiar. 

Desejo pode estremecer. 

Encantamento pode nos tirar o chão. 

Mas, amor, quando é saudável, também sabe nos devolver ao chão — e permanecer ao nosso lado enquanto recuperamos o equilíbrio.

No fim, talvez o grande amor não seja quem nos faz sentir tudo ao mesmo tempo, mas quem nos ensina que não precisamos sentir medo para sentir amor.

É aquele alguém que acelera o coração quando chega, mas que, quando fica, faz a nossa mente finalmente encontrar silêncio.

E talvez seja essa a forma mais bonita de amar: encontrar alguém que não seja apenas motivo para o coração bater mais forte, mas também razão para a alma descansar.”

Alessandro Teodoro

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“Sem o avanço exponencial do Fanatismo, talvez a Instrumentalização Religiosa não tivesse tanto Palco ou Plateia.

Há uma verdade muito incômoda nessa provocação: nenhuma Instrumentalização Religiosa prospera sozinha.

Ela precisa de um ambiente em que a fé tenha sido suficientemente capturada pelas paixões, pelos medos e pelas certezas absolutas para que Deus deixe de ser o centro e passe a funcionar como argumento.

O fanatismo não é simplesmente uma fé intensa.

Fé e fanatismo podem até usar as mesmas palavras, mas caminham em direções totalmente opostas.

A fé madura conduz à humildade; o fanatismo conduz à convicção de que somente nós, nosso grupo ou nossa causa possuímos a verdade.

A fé reconhece o mistério de Deus; o fanatismo transforma Deus em propriedade particular.

A fé se deixa corrigir pela verdade; o fanatismo transforma qualquer crítica em perseguição.

É nesse terreno infértil que a Instrumentalização Religiosa encontra seu palco.

Quando uma pessoa deixa de perguntar “o que Deus exige de mim?” e passa a perguntar apenas “como posso usar Deus para legitimar aquilo que já decidi?”, a religião corre o risco de deixar de ser caminho de transformação para tornar-se ferramenta de poder.

A Bíblia é profundamente crítica a esse tipo de apropriação.

Os profetas denunciaram repetidamente uma religiosidade que mantinha ritos, discursos e aparências enquanto negligenciava justiça, misericórdia e verdade.

O Cristo também confrontou religiosos que honravam a Deus com os lábios, enquanto o coração permanecia distante.

Talvez essa seja uma das grandes tragédias espirituais do nosso tempo: não é que Deus tenha desaparecido do Discursou Público.

Pelo contrário.

Deus é frequentemente citado, invocado, defendido e utilizado.

O problema é que podemos falar muito sobre Deus e, ao mesmo tempo, revelar muito pouco d'Ele.

Há uma diferença enorme entre testemunhar a fé e utilizá-la como instrumento.

Quem testemunha a fé procura encarnar aquilo que anuncia.

Quem instrumentaliza a fé procura fazer com que aquilo que anuncia sirva às suas agendas ocultas.

Um, busca coerência; o outro, eficácia.

Um aceita perder privilégios por fidelidade ao Evangelho; o outro adapta o Evangelho para não perder privilégios.

E talvez seja justamente aí que o fanatismo se torna perigoso: ele oferece ao indivíduo a confortável sensação de estar lutando em nome de Deus, quando, na realidade, pode estar apenas santificando os próprios desejos.

O fanático não precisa necessariamente abandonar a religião.

Às vezes, ele se torna ainda mais religioso — mais barulhento, mais combativo, mais indignado, mais disposto a defender símbolos.

Mas a pergunta teológica essencial permanece: que Deus está sendo defendido?

Porque o Deus revelado em Jesus Cristo não parece interessado em conquistar consciências pela violência da imposição, nem em transformar adversários em inimigos absolutos.

Ele se aproxima dos feridos, acolhe os pecadores, confronta os poderosos, denuncia a hipocrisia e chama seus discípulos a amar até mesmo aqueles que pensam de maneira diferente.

Por isso, quando a fé produz ódio permanente, talvez seja necessário perguntar se ainda estamos diante da fé ou diante de uma ideologia religiosa.

O problema não está apenas nos que instrumentalizam a religião.

Está também em nós, quando entregamos nossa consciência ao grupo, quando confundimos fidelidade a Cristo com fidelidade a uma liderança, quando transformamos opinião em dogma e quando aceitamos qualquer discurso, desde que ele venha acompanhado de uma linguagem religiosa.

A Instrumentalização precisa de palanque, mas também precisa de plateia.

E talvez a responsabilidade cristã comece justamente quando deixamos de ser plateia.

Uma fé intelectualmente responsável não teme perguntas.

Uma Espiritualidade Saudável não precisa fabricar inimigos para sobreviver.

Uma consciência iluminada pelo Evangelho não precisa demonizar o outro para afirmar a própria identidade.

No fundo, a grande questão não é apenas quem está usando a religião.

É também porque permitimos que nossa fé seja usada.

Talvez seja tempo de recuperar uma espiritualidade menos apaixonada por guerras culturais e políticas, e mais apaixonada pela verdade; menos preocupada em vencer discussões e mais comprometida em praticar justiça; menos interessada em controlar o outro e mais disposta a converter a si mesma.

Porque, quando Deus se torna instrumento das nossas paixões, já não estamos colocando nossas paixões a serviço d'Ele.

E essa inversão talvez seja uma das formas mais sofisticadas de idolatria: não negar Deus, mas colocá-lo a serviço de nós mesmos.”

Alessandro Teodoro

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“A Idolatria Funcional a serviço da Instrumentalização Religiosa.

Há formas de idolatria que não exigem estátuas, imagens, altares ou templos.

Algumas são muito mais sofisticadas: vestem-se de Discurso Religioso, apropriam-se de símbolos sagrados e, silenciosamente, ocupam o lugar que deveria pertencer somente a Deus.

A Idolatria Funcional acontece quando algo criado — uma pessoa, um líder, uma ideologia, uma instituição, uma causa ou mesmo uma visão de mundo — passa a receber uma confiança, uma lealdade e uma devoção que ultrapassam os limites daquilo que é legítimo.

Não precisa ser chamado de deus para funcionar como um.

É nesse terreno medonho que a Instrumentalização Religiosa encontra sua maior oportunidade.

Quando a fé deixa de formar consciências e passa a fabricar lealdade, algo essencial se perdeu.

Quando a Religião deixa de confrontar o poder e passa a ser utilizada para legitimá-lo, o sagrado corre o risco de transformar-se em ferramenta de interesses humanos.

E quando pessoas são ensinadas a enxergar determinado líder, grupo ou projeto como expressão quase irrefutável da vontade divina, a crítica passa a ser tratada como blasfêmia, e a discordância, como infidelidade.

Talvez uma das formas mais perigosas de idolatria seja aquela que consegue convencer o idólatra de que sua devoção não é idolatria, mas fidelidade.

A Escritura é particularmente incisiva ao denunciar essa inversão.

O problema dos ídolos nunca foi apenas o material de que eram feitos, mas o poder que lhes era atribuído.

Um ídolo é uma criatura que recebe aquilo que pertence ao Criador.

É a criatura ocupando o lugar do Criador; o meio tornando-se fim; o instrumento transformando-se em objeto de devoção.

Por isso, a pergunta teológica não deveria ser apenas: “Quem você adora?”

Talvez precisemos perguntar também: “Em quem você deposita uma confiança que somente Deus deveria receber?”

É possível louvar a Deus e, simultaneamente, construir ídolos funcionais.

É possível frequentar templos, citar versículos e defender valores religiosos enquanto, no porão da consciência, outra coisa ocupa o centro das atenções.

Porque a idolatria não se revela apenas no que os lábios professam, mas naquilo que determina nossas paixões, nossos medos, nossas lealdades e nossas escolhas.

E é justamente aí que a Instrumentalização Religiosa se torna tão eficiente.

Ela não precisa destruir a fé.

Basta cooptá-la.

Não precisa afastar as pessoas da religião.

Basta ensinar-lhes a enxergar Deus a partir de interesses previamente definidos.

Não precisa eliminar o discurso cristão.

Basta colocá-lo a serviço de uma agenda oculta que passa a ser considerada sagrada.

Quando isso acontece, a religião deixa de ser profética e torna-se legitimadora.

Em vez de perguntar ao poder se ele é justo, passa a perguntar quem deve ser obedecido.

Em vez de denunciar a corrupção da alma humana, começa a eleger seus próprios intocáveis.

Em vez de conduzir o indivíduo à conversão, conduz à identificação com um grupo.

O resultado é uma fé que já não consegue ouvir a voz de Deus quando ela contradiz seus próprios afetos.

Talvez essa seja uma das grandes tragédias espirituais do nosso tempo: pessoas tão apaixonadas por aquilo que defendem que já não conseguem discernir aquilo que estão adorando.

Jesus, porém, nunca ensinou seus discípulos a transformar o Reino de Deus em propriedade de um grupo.

Seu caminho foi outro.

Ele recusou ser instrumentalizado pelo poder, recusou transformar sua missão em projeto de dominação e recusou reduzir o Reino a uma plataforma de interesses humanos.

O Cristo dos Evangelhos não precisava de um poder político para provar ser o Messias.

Ao contrário, diante da tentação do poder, mostrou que existem vitórias que, quando conquistadas pelos métodos do mundo, já nascem derrotadas.

Por isso, uma Religião que precisa de ídolos humanos para sustentar sua fé talvez já tenha esquecido quem é o seu verdadeiro Senhor.

A verdadeira espiritualidade não produz súditos nos homens; produz pessoas livres diante de Deus.

Não exige unanimidade em torno de personalidades; exige fidelidade à verdade.

Não transforma líderes em objetos de veneração; lembra-lhes, inclusive, que também são criaturas sujeitas ao juízo divino.

Talvez seja necessário recuperar uma antiga e desconfortável pergunta: se retirarmos o líder, o partido, a ideologia, a instituição e a causa, ainda permanecerá a nossa fé?

Se a resposta for não, talvez não estejamos diante de uma fé suficientemente centrada em Deus.

Porque o Evangelho não foi dado para sacralizar nossos ídolos, mas para derrubá-los.

E, às vezes, o ídolo mais difícil de destruir não é aquele que está diante dos nossos olhos, mas aquele que construímos em nós — justamente porque aprendemos a chamá-lo de “fé”.”

Alessandro Teodoro

Esta frase aguardando revisão.

“Se soubéssemos o quanto o momento das nossas Refeições é Sagrado, não deixaríamos que nada nos Distraísse.

Talvez nunca tenhamos parado para pensar que, enquanto nos sentamos à mesa para comer, a vida está nos oferecendo muito mais do que alimento.

Ela nos oferece uma pausa, um encontro com o presente, uma oportunidade de nutrir não apenas o corpo, mas também a alma.

A Refeição é um ritual de cuidado, um instante em que a terra, o trabalho de tantas mãos e a generosidade da natureza se encontram diante de nós.

Cada alimento carrega uma história, cada sabor desperta uma memória e cada mesa pode se tornar um lugar de comunhão, gratidão e afeto.

Mas, muitas vezes, estamos tão distraídos que comemos sem perceber o que estamos comendo.

Os olhos estão nas telas, a mente está presa às preocupações, os pensamentos correm para os compromissos seguintes e o corpo, embora presente, parece ser a única parte de nós que realmente está à mesa.

Comemos com pressa, como se alimentar-se fosse apenas uma tarefa a cumprir, e não um momento precioso de conexão com a vida.

E quantas vezes deixamos de ouvir quem está ao nosso lado?

Quantas conversas importantes se perdem porque estamos mais atentos ao celular do que ao olhar de quem compartilha a refeição conosco?

Quantos sabores passam despercebidos porque a nossa mente está ocupada demais com aquilo que ainda nem aconteceu?

Estar à mesa é também aprender a estar presente.

É reconhecer que o alimento merece Respeito, que o corpo merece Atenção e que as pessoas ao nosso redor merecem a nossa Presença Inteira.

É compreender que a gratidão não precisa de grandes discursos: às vezes, ela se manifesta simplesmente quando respiramos fundo, observamos o que temos diante de nós e agradecemos por mais uma oportunidade de nos nutrir.

Talvez o Sagrado não esteja apenas no alimento, mas na maneira como nos relacionamos com ele.

No cuidado de quem preparou a comida, no carinho de quem nos convida a sentar, na simplicidade de uma refeição compartilhada e até mesmo no silêncio de quem, sozinho, encontra naquele momento uma oportunidade de acolher a si próprio.

Por isso, da próxima vez que nos sentarmos à mesa, que possamos desacelerar.

Que deixemos o celular de lado, que suspendamos por alguns instantes as urgências do mundo e que permitamos à nossa atenção repousar sobre aquilo que verdadeiramente importa.

Porque a vida não acontece apenas nos grandes acontecimentos que esperamos.

Ela também acontece entre um gole e uma garfada, numa conversa despretensiosa, num sorriso trocado, no sabor de um alimento e na presença de quem amamos.

Talvez a verdadeira abundância não seja ter a mesa cheia, mas ter o coração presente diante daquilo que a vida nos oferece.

Que nunca nos falte a consciência de que cada refeição é uma pequena celebração da existência.

E que, ao nos levantarmos da mesa, não tenhamos apenas o corpo alimentado, mas também a alma enriquecida pela gratidão, pela presença e pelo privilégio de estarmos vivos.

Afinal, quando compreendemos a Sacralidade de uma Refeição, deixamos de apenas comer para começar a honrar a vida em cada alimento, em cada encontro e em cada instante.”

Alessandro Teodoro

Esta frase aguardando revisão.

“Talvez não haja Atrevimento mais Bonito e Charmoso do que se aventurar na arte de Brincar com as Palavras.

Há, nesse gesto, uma espécie de sedução bastante silenciosa, um convite à imaginação, uma ousadia que dispensa o toque porque sabe alcançar a alma. 

Afinal, brincar com as palavras é descobrir que elas não nasceram apenas para dizer, mas também para insinuar, provocar, acariciar e, às vezes, desarrumar delicadamente tudo aquilo que julgávamos estar em seu devido lugar.

É preciso ter um quê de coragem e consciência para se arriscar nesse território. 

Às vezes são as Palavras que se juntam para Brincar conosco.

Mas é preciso saber que uma palavra pode ser janela ou abismo, abraço ou despedida, veneno ou antídoto. 

Que uma vírgula pode prolongar um suspiro, que uma pausa pode dizer muito mais do que uma declaração inteira e que certas reticências guardam, entre um ponto e outro, os mais indecentes segredos da imaginação.

Os que Brincam com as palavras, quando o fazem com inteligência e sensibilidade, não escrevem apenas frases: criam atmosferas. 

Transformam o óbvio em mistério, o cotidiano em poesia e o silêncio em uma espécie de música que só os mais atentos conseguem ouvir. 

São artesãos do sentido, contrabandistas das emoções, gente que sabe esconder uma provocação dentro de um elogio e disfarçar uma confissão sob a aparente inocência de uma metáfora.

E talvez resida justamente aí o encanto: na capacidade de dizer sem entregar tudo, de revelar sem esgotar o mistério, de despertar no outro a vontade de ler novamente, não porque faltou compreensão, mas porque sobrou significado.

Brincar com as palavras é, de certa maneira, brincar com a própria vida. 

É perceber que nem tudo precisa ser literal, que há verdades que só a poesia alcança e sentimentos que, quando pronunciados diretamente, perdem parte da sua magia. 

Há coisas que precisam ser sugeridas, bordadas nas entrelinhas, deixadas à mercê da inteligência e da sensibilidade de quem lê.

E que delícia é encontrar alguém capaz de compreender esse jogo! 

Alguém que não tropeça nas ambiguidades, mas dança com elas; que não exige explicações para cada metáfora, mas se permite sentir antes de decifrar. 

Alguém que devolve a provocação com outra provocação, que transforma uma conversa banal em duelo de sutilezas e faz do diálogo uma espécie de dança na qual ninguém deseja anunciar o fim da música.

Porque há encontros que começam no olhar, outros no toque, mas existem aqueles que principiam numa frase bem colocada. 

E, quando duas inteligências se reconhecem nesse território lúdico, até mesmo a sedução ganha outra dimensão: menos apressada, mais inventiva; menos óbvia e infinitamente mais interessante.

No fim das contas, talvez o verdadeiro atrevimento não esteja em dominar as palavras, mas em ter a delicadeza de Brincar com elas sem aprisionar seus sentidos. 

Em compreender que a linguagem também pode ser um lugar de liberdade, onde a inteligência flerta com a sensibilidade, o humor se insinua para a elegância e a imaginação encontra espaço para respirar.

E se há beleza em quem sabe falar, há um charme quase irresistível em quem sabe jogar com aquilo que diz.

Afinal, algumas pessoas conquistam pela presença, algumas pela beleza e outras tantas pela gentileza. 

Mas existem aquelas que, sem sequer perceber, nos desarmam com uma frase, nos instigam com uma pergunta e nos deixam pensando muito depois que a conversa termina.

Essas conhecem um segredo que nem todos aprenderam: as Palavras mais sedutoras não são necessariamente as que dizem mais, mas as que despertam em nós a vontade irresistível de imaginar o que ainda não foi dito.”

Alessandro Teodoro

Valter Bitencourt Júnior photo
Esta frase aguardando revisão.

“Há Textos nos quais a gente Brinca com as Palavras; noutros, são elas que se juntam para Brincar com a gente.

E talvez seja justamente aí que a literatura deixe de ser apenas um exercício de linguagem para se tornar uma espécie de espelho da existência.

Porque há Palavras que obedecem à nossa vontade, mas há outras que, uma vez reunidas, escapam ao nosso controle, revelam o que escondíamos de nós mesmos e nos colocam diante de perguntas que não sabíamos nem formulá-las.

Escrevemos acreditando que conduzimos o pensamento, até descobrirmos que, às vezes, é ele quem nos conduz.

Escolhemos uma Palavra por sua beleza e, de repente, ela nos devolve uma lembrança.

Construímos uma frase em busca de sentido e terminamos diante de um silêncio que diz muito mais do que havíamos planejado.

Há Textos que nascem da inteligência; outros, das feridas abertas.

Alguns são arquitetados com rigor, enquanto outros parecem brotar de um lugar misterioso onde a razão não alcança e a sensibilidade compreende sem precisar explicar.

E existem aqueles que, sem pedir licença, encontram em nós uma porta entreaberta e entram justamente onde ainda não aprendemos a nos defender.

Talvez porque as Palavras não sejam apenas instrumentos de expressão, mas também de revelação.

Elas tanto podem organizar o caos que carregamos quanto desorganizar as certezas que nos mantêm confortáveis.

Podem nos oferecer respostas, mas também têm o poder de tornar nossas perguntas mais profundas.

E, não raro, uma única frase é suficiente para abalar uma convicção que julgávamos inabalável.

O curioso é que nem sempre compreendemos aquilo que escrevemos no instante em que escrevemos.

Às vezes, a consciência chega depois, como quem encontra, entre as linhas, vestígios de uma verdade que o coração já conhecia, mas que a razão ainda não tinha coragem de admitir.

É por isso que certos Textos não terminam no ponto final.

Continuam reverberando, deslocando ideias, provocando incômodos, revisitando memórias.

A gente fecha o livro, abandona a página, segue a vida — mas alguma coisa permanece aberta dentro de nós.

E talvez a maior virtude de um Texto não seja a de nos convencer de alguma coisa, mas a de nos tornar incapazes de continuar pensando exatamente como antes.

Porque Brincar com as palavras é uma arte; permitir que elas Brinquem com nossas certezas é um risco.

Exige Humildade Intelectual para reconhecer que nem tudo o que pensamos é verdade, coragem para rever o que acreditávamos e sensibilidade para perceber que, por trás de cada Palavra, pode existir uma experiência humana que não conhecemos por inteiro.

No fim, escrever talvez seja isso: tentar dar forma ao que sentimos, mesmo sabendo que nenhuma Palavra consegue conter a totalidade de uma experiência.

E ler, por sua vez, é aceitar a possibilidade de que aquilo que alguém escreveu sobre si possa, inesperadamente, revelar alguma coisa sobre nós.

Há Palavras que passam pelos olhos.

Outras atravessam a consciência.

E há aquelas, raras e inquietantes, que chegam tão fundo que já não sabemos se fomos nós que as interpretamos ou se foram elas que, finalmente, nos traduziram.

Porque, quando as Palavras começam a Brincar com a gente, o Texto deixa de ser apenas aquilo que lemos e passa a ser, também, aquilo que somos obrigados a descobrir em nós mesmos.”

Alessandro Teodoro