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“Às vezes, o Barco resolve balançar um pouquinho mais, só para nos lembrar que o Filho do Homem tem Autoridade até sobre a Tempestade.

Quando eu era mais Medo que Fé, olhava mais para as águas agitadas…

Agora, sendo mais Fé do que Medo, já posso Vê-lo — vindo ter comigo, caminhando por sobre as águas!

Aos meus — consanguíneos e em Cristo — tende bom ânimo!

Ele sempre está agindo!

Porque há Tempestades que não chegam para anunciar a nossa ruína, mas para revelar, de maneira mais profunda — Quem verdadeiramente governa o Barco.

Há momentos em que o Senhor não acalma imediatamente o vento, não porque tenha perdido o controle, mas porque também deseja transformar o nosso olhar.

A Tempestade, que antes ocupava todo o horizonte, começa a perder a sua grandeza quando os nossos olhos aprendem a reconhecer Aquele que vem ao nosso encontro.

A Fé não é a ausência de ondas, tampouco a garantia de que nunca sentiremos Medo.

Fé é aprender que a dimensão das ondas, da turbulência, não determina o tamanho do nosso Deus.

É compreender que, mesmo quando não conseguimos discernir os Seus movimentos, a aparente ausência de intervenção não significa ausência de ação.

Pedro, ao caminhar sobre as águas, descobriu que era possível dar passos extraordinários enquanto os olhos permaneciam em Cristo; mas também descobriu como o Medo pode ganhar voz quando a força do vento passa a ocupar o centro das atenções.

Talvez amadurecer espiritualmente seja justamente isso: não fingir que o vento não existe, mas recusar-se a tratá-lo como se fosse soberano.

E há algo ainda mais precioso: antes de Pedro clamar, Jesus já estava ali.

Antes da mão do Mestre segurá-lo, a presença do Mestre já rompia a distância.

Antes do mar se aquietar, Cristo já era Senhor sobre ele.

Por isso, aos meus — consanguíneos e em Cristo — digo: tende bom ânimo!

Não façam da Tempestade a interpretação definitiva da própria história.

Não confundam demora com abandono, silêncio com indiferença, nem águas agitadas com a falência das promessas de Deus.

Nem sempre saberemos por que o barco balança tanto; nem sempre compreenderemos os caminhos pelos quais o Senhor nos conduz.

Mas podemos descansar nesta certeza: o vento não tem a última palavra, o mar não estabelece os limites de Cristo, e a Tempestade jamais ocupará o Trono que pertence ao Senhor.

Que, nos dias de calmaria, sejamos gratos.

Nos dias de Vento Forte, sejamos perseverantes.

E, quando as ondas tentarem roubar-nos a visão, a atenção, que a nossa alma se lembre de olhar novamente para Jesus.

Porque a nossa segurança definitiva nunca esteve na estabilidade do barco, mas na soberania d’Aquele que tem Autoridade até sobre o mar.

O Barco pode balançar.

O Vento pode soprar.

As Águas podem se levantar.

Mas Cristo continua sendo o Senhor.

E, se Ele vem ao nosso encontro caminhando por sobre aquilo que nos ameaça, então até a Tempestade pode se tornar cenário de uma grande revelação: aquilo que para nós parece impossível continua debaixo dos Seus pés.

Tende bom ânimo.

Ele está presente.

Ele reina.

Ele sempre está agindo!

Amém?”

Última atualização 15 de Outubro de 2026. História

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“Não tenho medo das tempestades porque sei como guiar meu navio.”

Louisa May Alcott (1832–1888)

I&#x27;m not afraid of storms, for I&#x27;m learning how to sail my ship. <br class="br">&quot;Little women‎&quot; - página 258 http://books.google.com.br/books?id=_-bD8aelL0YC&amp;pg=PT258, Louisa May Alcott - BompaCrazy.com, 1955 - 412 páginas

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