Citações de beleza
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“Sou uma pessoa desprovida de vaidade. Não vejo minha aparência como os outros veem. Passei anos negando a beleza. No fundo, continuei a ser a menina descabelada que usava óculos fundo de garrafa (usei dos 10 aos 27 anos). Só agora, aos 40 sinto a força da verdadeira beleza interna que construí ao longo dos anos e ela está vindo com força. Hoje não tenho vergonha de dizer: Sou bonita sim e daí!?”

Giselle Tigre (1972)

(...)"A beleza sempre será uma cobrança. Uma vez em uma entrevista ao telefone me perguntaram: você continua bonita? E ter o talento testado, com certeza é uma cobrança que eu mesma me faço. Ninguém precisa fazer isso por mim, lanço esse desafio a mim mesma a cada trabalho."
Fonte: matéria "Passei anos negando a beleza", em entrevista ao portal Ego, do Globo.com em 12 de dezembro de 2012.

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“Quero mostrar ao mundo como a Angola é um país bonito e de gente feliz. Estou muito feliz em representar a beleza da mulher negra.”

Leila Lopes (1986) Miss Angola 2011 em Luanda

Em entrevista ao Revista África, da Rede Globo Internacional.

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“Ela era mais alta, até mesmo que a Imperatriz, mas era tão delicada e bem proporcionada que sua grande altura não era notada. Ela tinha traços finos e regulares, lembrando figuras de seus ancestrais que foram belezas famosas.”

Tatiana Nikolaevna Romanova (1897–1918) Grã-duquesa da Rússia, segunda filha do czar Nicolau II e de Alexandra Feodorovna

Baronesa Sophie Buxhoeveden em "The Life and Tragedy of Alexandra",
Citações sobre Tatiana Nikolaevna

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“Maria tinha olhos esplêndidos e bochechas rosadas. Ela era inclinada à robustez e tinha lábios um tanto grossos, que diminuiam um pouco a sua beleza. Maria tinha uma disposição naturalmente doce e uma mente muito boa.”

Maria Nikolaevna Romanova (1899–1918) Terceira filha do czar Nicolau II e de Alexandra Feodorovna

Anna Vyrubova em "Memories of the Russian Court",
Citações sobre Maria Nikolaevna

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“Ó formoso menino, não te fies muito na tua beleza.”

Virgilio livro Éclogas

O formose puer, nimium ne crede colori.
Livro II, verso 17
Éclogas (37 a.C.)

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“Eu acho que nenhuma mulher é mais linda do que uma grávida. Toda vez que eu vejo uma mulher grávida, eu fico olhando, quero agarrar a mulher, quero começar a dar beijo na barriga da mulher, porque a grávida tem uma beleza… Não sei o que acontece, mas é a coisa mais linda.”

Gisele Bündchen (1980) Supermodelo, empresária e filantropa brasileira

Verificadas <br class="br">Fonte: Marie Claire. Data: Setembro de 2003. <br class="br">Fonte: 10 ANOS DE GISELE BÜNDCHEN - &quot;Homem nenhum vai me fazer sofrer&quot;, Lidice-Bá, Marie Claire, setembro de 2003 http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML591397-1739,00.html,

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“A beleza de saber viver consiste unicamente na beleza de saber conviver.”

Johnny De' Carli

reiki universal, Johnny de' Carli, citações, convivência

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“É muito bonito por lá!”

Thomas Alva Edison (1847–1931) inventor, cientista e empresário dos Estados Unidos

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“Evite julgar, porque ninguém sabe a beleza e o peso do que é ser o que é.”

Abraham Cezar

Evite julgar, porque ninguém sabe a beleza e o peso do que é ser o que é.
ABRAHAM SCHNEERSOHN

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“QUANDO BUSCO AS CRIANÇAS NA ESCOLA

Quando busco as crianças na escola A curiosidade me consome por inteiro Porque lá existe um universo
De pessoas e de diferenças Aviltantes
Observo ao chegar mais cedo Tantas e tantas mulheres
Com as infinitas faces
E os seus arroubos tão distintos.

Noto a mãe mais devotada
Cuja principal beleza é indisfarçável Por entre as roupas informais
E os cabelos presos
E que levam as imaginações ao infinito.

Há também aquela executiva
Sempre muito bem vestida
E que se adorna de frieza altiva
Disfarçando que é só menina desejosa de amor sincero E de alguém que lhe proteja.

Vejo as mulheres participativas
Criadoras de debates e polêmicas
Organizando o teatrinho do colégio
Para que olvidem rotinas melancólicas
Amargadas como fel daquilo que em tese deveria ser um lar em harmonia.

Não existe como não notar
A genitora que ao mesmo tempo em que recebe os filhotes e os beija com saudades e sorrisos (quase que em desespero)
Vive um dia-a-dia atropelado entre compromissos e maternidade
Já que tem um ex-marido cafajeste e descomprometido.

Sinto o perfume enjoativo
Da mulher que busca o filho
Com indiferença e mau-humor contagiosos Vez que não queria estar ali buscando o filho E ainda muito menos ter o tal do filho.

Eu também desvendo mães que foram já colegas minhas Na infância ou na adolescência
Algumas até me reconhecem
Outras reconhecem, mas me ignoram
E assim me questiono como se daria Se tivéssemos ficado juntos
Construindo vidas em uníssono.

E divirto-me, no fim de tudo
Com alguns homens estúpidos
Que puxam as conversas mais estúpidas
A fim de seduzirem as mulheres - nada estúpidas - que estão ali na escola (Esses, com certeza, necessitam é de muito mais maturidade)

Porque desconhecem o lirismo da conversa casual
E que inflama os nossos corações e almas Demonstrando que a vida nos reserva várias surpresas
E, quiçá, famílias novinhas em folha
Esculpidas
E escritas
Entalhadas
Costuradas
Na escola das crianças.”

AndreRodriguesCostaOliveira

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“Se veja bonito e nada vai tirar a beleza do seu olhar!”

Valter Bitencourt Júnior livro Aprendiz: Poesias, frases, haicais e sonetos

Fonte: Livro: "Aprendiz, Poesias, frases, haicais e sonetos", Valter Bitencourt Júnior, 2021, pág. 59, Publicação Independente.

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“Se veja bonito e nada vai tirar a beleza do seu olhar!”

Valter Bitencourt Júnior livro Aprendiz: Poesias, frases, haicais e sonetos

Fonte: Livro: "Aprendiz: Poesias, frases, haicais e sonetos", Publicação Independente, 2021, pág. 59.

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“O mais trágico da Polarização não foi revelar a face medonha dos Cheios de Certezas, mas Espalhá-los tão estrategicamente para tropeçarmos neles aonde quer que formos.

Eles estão por quase todos os lugares…

Nas reuniões e confraternizações familiares e profissionais, nas praças e esquinas, nas mesas de jantar, nos grupos de mensagens, nas filas de espera e até nos comentários mais triviais.

Não chegam mais como exceção ruidosa, mas como regra silenciosa — aquela presença que não escuta, apenas aguarda sua vez de afirmar.

E afirmar, para eles, não é um gesto de construção, mas de encerramento: como se cada frase pudesse ser um ponto final definitivo num mundo que, por natureza, só sabe falar em reticências — e que não pode ignorar ser habitado por mais de oito bilhões de pessoas.

O problema nunca foi a divergência.

É ela que precede e oportuniza qualquer debate.

O atrito, quando honesto, ilumina.

O choque de ideias pode literalmente expandir horizontes, revelar nuances, produzir algo novo.

Mas os Cheios de Certezas e Verdades não se interessam por horizontes — eles carregam e preferem paredes e trincheiras.

Onde poderiam existir pontes, erguem-se fronteiras invisíveis, delimitando territórios onde só ecoa aquilo que já pensam ou acreditam pensar.

E talvez o mais inquietante seja que essa distribuição não parece aleatória.

É como se cada espaço humano tivesse sido cuidadosamente ocupado por uma certeza inflexível, garantindo que o desconforto nunca nos abandone.

Não há mais refúgio no diálogo leve, na dúvida compartilhada, no “talvez” dito sem medo e sem culpa.

A dúvida, aliás, virou fraqueza.

Pensar em voz alta tornou-se quase um risco.

Nesse cenário, o cansaço se instala.

Não o cansaço físico, mas o cansaço de existir entre verdades fabricadas.

Um desgaste que vem da necessidade constante de filtrar palavras, de medir silêncios, de escolher batalhas que muito raramente valem o preço.

Porque discutir com quem não admite a menor possibilidade de estar errado não é debate — é desgaste com roteiro previsível.

Ainda assim, há uma escolha muito honesta e silenciosa que resiste: a de não se tornar só mais um Cheio de Certezas.

A de preservar o incômodo da dúvida, o espaço do outro, a coragem de dizer “não sei”.

Pode parecer pouco diante do barulho dominante, mas talvez seja justamente aí que mora uma forma discreta de lucidez.

No fim, o que a Polarização realmente espalhou não foram apenas posições opostas, mas a tentação de abandonar a beleza da complexidade.

E resistir a isso, hoje, talvez seja um dos gestos mais difíceis — e mais necessários — que ainda podemos fazer.”

Alessandro Teodoro

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“Só não somos mais felizes porque queremos ser mais felizes que os outros — e eles não são tão felizes quanto demonstram.

Talvez uma das principais armadilhas da felicidade seja transformá-la em competição.

A gente olha para a vida do outro e imagina que ele chegou a um lugar onde nós ainda não conseguimos chegar.

Vemos a viagem, o sorriso, a casa, o relacionamento, o sucesso, as conquistas… e, sem perceber, começamos a medir a nossa vida pela régua de uma realidade que conhecemos apenas pela aparência.

Queremos ter mais.

Viver mais.

Conquistar mais.

Ser mais admirados.

E, principalmente, queremos que a nossa felicidade seja maior do que a felicidade de quem está ao nosso lado.

Mas existe uma ironia nisso tudo: muitas vezes, estamos competindo para vencer uma disputa que ninguém realmente está disputando.

Porque quase ninguém mostra suas inseguranças na mesma proporção em que mostra suas conquistas.

Poucos fotografam a solidão, a dúvida, o medo, as noites mal dormidas, os conflitos dentro de casa ou o vazio que aparece quando todos vão embora.

A vitrine quase nunca revela o estoque verdadeiro.

Talvez aquela pessoa que você imagina ter uma vida perfeita também olhe para você pensando que a sua vida é melhor que a dela.

E assim passamos boa parte da existência desejando a felicidade que imaginamos que os outros possuem, enquanto eles fazem exatamente a mesma coisa conosco.

É um desperdício silencioso.

Porque a felicidade deixa de ser uma experiência e passa a ser uma comparação.

Se o outro tem, eu preciso ter também.

Se o outro viajou, preciso viajar.

Se o outro prosperou, preciso prosperar mais.

Se o outro parece realizado, preciso provar que também estou.

E, nessa busca, esquecemos uma coisa essencial: felicidade não é um pódio.

Não existe primeiro lugar.

A felicidade de alguém não diminui a nossa.

O sucesso do outro não é um fracasso nosso.

A beleza de uma vida diferente da nossa não torna a nossa vida menos valiosa.

Talvez sejamos mais felizes quando deixamos de perguntar:

“Estou melhor ou pior que os outros?”

E começamos a perguntar:

“Estou vivendo de acordo com aquilo que realmente importa para mim?”

Porque, no fim, a vida não precisa parecer extraordinária para ser profundamente boa.

Às vezes, felicidade é uma conversa sem pressa...

É ter alguém para ligar.

É dormir em paz.

É poder voltar para casa.

É rir de coisas simples.

É não precisar provar nada para ninguém.

Talvez a verdadeira liberdade seja justamente essa: não precisar que a nossa vida pareça melhor do que a vida de ninguém.

Quando paramos de competir pela felicidade, descobrimos que já havia muito dela por perto.

E talvez seja esse o paradoxo:

Não somos infelizes porque temos pouco.

Muitas vezes, somos infelizes porque olhamos demais para o que os outros parecem ter.

No dia em que compreendermos que quase todos estão apenas tentando parecer bem enquanto enfrentam suas próprias batalhas, a comparação perde força.

E sobra espaço.

Espaço para agradecer.

Para viver.

Para ser quem somos.

Sem plateia.

Sem disputa.

Sem precisar ser mais Feliz que ninguém.”

Alessandro Teodoro

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“Talvez não haja Atrevimento mais Bonito e Charmoso do que se aventurar na arte de Brincar com as Palavras.

Há, nesse gesto, uma espécie de sedução bastante silenciosa, um convite à imaginação, uma ousadia que dispensa o toque porque sabe alcançar a alma. 

Afinal, brincar com as palavras é descobrir que elas não nasceram apenas para dizer, mas também para insinuar, provocar, acariciar e, às vezes, desarrumar delicadamente tudo aquilo que julgávamos estar em seu devido lugar.

É preciso ter um quê de coragem e consciência para se arriscar nesse território. 

Às vezes são as Palavras que se juntam para Brincar conosco.

Mas é preciso saber que uma palavra pode ser janela ou abismo, abraço ou despedida, veneno ou antídoto. 

Que uma vírgula pode prolongar um suspiro, que uma pausa pode dizer muito mais do que uma declaração inteira e que certas reticências guardam, entre um ponto e outro, os mais indecentes segredos da imaginação.

Os que Brincam com as palavras, quando o fazem com inteligência e sensibilidade, não escrevem apenas frases: criam atmosferas. 

Transformam o óbvio em mistério, o cotidiano em poesia e o silêncio em uma espécie de música que só os mais atentos conseguem ouvir. 

São artesãos do sentido, contrabandistas das emoções, gente que sabe esconder uma provocação dentro de um elogio e disfarçar uma confissão sob a aparente inocência de uma metáfora.

E talvez resida justamente aí o encanto: na capacidade de dizer sem entregar tudo, de revelar sem esgotar o mistério, de despertar no outro a vontade de ler novamente, não porque faltou compreensão, mas porque sobrou significado.

Brincar com as palavras é, de certa maneira, brincar com a própria vida. 

É perceber que nem tudo precisa ser literal, que há verdades que só a poesia alcança e sentimentos que, quando pronunciados diretamente, perdem parte da sua magia. 

Há coisas que precisam ser sugeridas, bordadas nas entrelinhas, deixadas à mercê da inteligência e da sensibilidade de quem lê.

E que delícia é encontrar alguém capaz de compreender esse jogo! 

Alguém que não tropeça nas ambiguidades, mas dança com elas; que não exige explicações para cada metáfora, mas se permite sentir antes de decifrar. 

Alguém que devolve a provocação com outra provocação, que transforma uma conversa banal em duelo de sutilezas e faz do diálogo uma espécie de dança na qual ninguém deseja anunciar o fim da música.

Porque há encontros que começam no olhar, outros no toque, mas existem aqueles que principiam numa frase bem colocada. 

E, quando duas inteligências se reconhecem nesse território lúdico, até mesmo a sedução ganha outra dimensão: menos apressada, mais inventiva; menos óbvia e infinitamente mais interessante.

No fim das contas, talvez o verdadeiro atrevimento não esteja em dominar as palavras, mas em ter a delicadeza de Brincar com elas sem aprisionar seus sentidos. 

Em compreender que a linguagem também pode ser um lugar de liberdade, onde a inteligência flerta com a sensibilidade, o humor se insinua para a elegância e a imaginação encontra espaço para respirar.

E se há beleza em quem sabe falar, há um charme quase irresistível em quem sabe jogar com aquilo que diz.

Afinal, algumas pessoas conquistam pela presença, algumas pela beleza e outras tantas pela gentileza. 

Mas existem aquelas que, sem sequer perceber, nos desarmam com uma frase, nos instigam com uma pergunta e nos deixam pensando muito depois que a conversa termina.

Essas conhecem um segredo que nem todos aprenderam: as Palavras mais sedutoras não são necessariamente as que dizem mais, mas as que despertam em nós a vontade irresistível de imaginar o que ainda não foi dito.”

Alessandro Teodoro

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“Há Textos nos quais a gente Brinca com as Palavras; noutros, são elas que se juntam para Brincar com a gente.

E talvez seja justamente aí que a literatura deixe de ser apenas um exercício de linguagem para se tornar uma espécie de espelho da existência.

Porque há Palavras que obedecem à nossa vontade, mas há outras que, uma vez reunidas, escapam ao nosso controle, revelam o que escondíamos de nós mesmos e nos colocam diante de perguntas que não sabíamos nem formulá-las.

Escrevemos acreditando que conduzimos o pensamento, até descobrirmos que, às vezes, é ele quem nos conduz.

Escolhemos uma Palavra por sua beleza e, de repente, ela nos devolve uma lembrança.

Construímos uma frase em busca de sentido e terminamos diante de um silêncio que diz muito mais do que havíamos planejado.

Há Textos que nascem da inteligência; outros, das feridas abertas.

Alguns são arquitetados com rigor, enquanto outros parecem brotar de um lugar misterioso onde a razão não alcança e a sensibilidade compreende sem precisar explicar.

E existem aqueles que, sem pedir licença, encontram em nós uma porta entreaberta e entram justamente onde ainda não aprendemos a nos defender.

Talvez porque as Palavras não sejam apenas instrumentos de expressão, mas também de revelação.

Elas tanto podem organizar o caos que carregamos quanto desorganizar as certezas que nos mantêm confortáveis.

Podem nos oferecer respostas, mas também têm o poder de tornar nossas perguntas mais profundas.

E, não raro, uma única frase é suficiente para abalar uma convicção que julgávamos inabalável.

O curioso é que nem sempre compreendemos aquilo que escrevemos no instante em que escrevemos.

Às vezes, a consciência chega depois, como quem encontra, entre as linhas, vestígios de uma verdade que o coração já conhecia, mas que a razão ainda não tinha coragem de admitir.

É por isso que certos Textos não terminam no ponto final.

Continuam reverberando, deslocando ideias, provocando incômodos, revisitando memórias.

A gente fecha o livro, abandona a página, segue a vida — mas alguma coisa permanece aberta dentro de nós.

E talvez a maior virtude de um Texto não seja a de nos convencer de alguma coisa, mas a de nos tornar incapazes de continuar pensando exatamente como antes.

Porque Brincar com as palavras é uma arte; permitir que elas Brinquem com nossas certezas é um risco.

Exige Humildade Intelectual para reconhecer que nem tudo o que pensamos é verdade, coragem para rever o que acreditávamos e sensibilidade para perceber que, por trás de cada Palavra, pode existir uma experiência humana que não conhecemos por inteiro.

No fim, escrever talvez seja isso: tentar dar forma ao que sentimos, mesmo sabendo que nenhuma Palavra consegue conter a totalidade de uma experiência.

E ler, por sua vez, é aceitar a possibilidade de que aquilo que alguém escreveu sobre si possa, inesperadamente, revelar alguma coisa sobre nós.

Há Palavras que passam pelos olhos.

Outras atravessam a consciência.

E há aquelas, raras e inquietantes, que chegam tão fundo que já não sabemos se fomos nós que as interpretamos ou se foram elas que, finalmente, nos traduziram.

Porque, quando as Palavras começam a Brincar com a gente, o Texto deixa de ser apenas aquilo que lemos e passa a ser, também, aquilo que somos obrigados a descobrir em nós mesmos.”

Alessandro Teodoro