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“Entre ser ameaçado com uma arma ou com uma bíblia, prefiro a primeira.

A arma, pelo menos, não costuma fingir que está salvando a minha alma enquanto aponta para a minha liberdade. 

Seu recado é brutal, mas relativamente honesto: faça o que eu quero ou sofra as consequências. 

Não há necessidade de transformar a violência em virtude, nem a obediência em iluminação.

A ameaça feita a pretexto da fé é mais sofisticada. 

Ela pode vir acompanhada de amor, preocupação, bons costumes, salvação, família, moral e até da promessa de que tudo aquilo é para o seu próprio bem. 

O perigo está justamente aí: quando a coerção aprende a falar a linguagem da virtude, torna-se muito mais difícil reconhecê-la.

Não é a Bíblia que me assusta. 

Livros não ameaçam ninguém. 

Tampouco é a fé, quando vivida como escolha íntima, que merece desconfiança. 

O que assusta é o ser humano que transforma sua interpretação da fé em instrumento para controlar a consciência alheia.

São os que a usam para se esconderem, aparecerem e se promoverem.

Uma arma pode ferir o corpo. 

Uma certeza absoluta, quando colocada nas mãos de quem acredita ter autoridade sobre a alma dos outros, pode ferir muito mais profundamente: pode ensinar alguém a sentir culpa até por pensar por conta própria, vergonha por discordar e medo por simplesmente ser livre.

Talvez por isso a primeira ameaça seja, paradoxalmente, muito mais fácil de enfrentar. 

Diante de uma arma, sabemos que existe violência. 

Diante de uma ameaça revestida de santidade, ainda precisamos atravessar a névoa das boas intenções para perceber que, por trás das palavras doces, continua existindo uma ganância de poder.

E toda vez que alguém precisa subir o tom para provar que está certo, talvez o problema não esteja na falta de fé de quem escuta, mas na fragilidade da verdade de quem fala.”

Última atualização 8 de Setembro de 2026. História

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“Fingir marido aumenta o preço - arma pretextos! / O Amor aumenta, se adiar a noite.”

Propércio (-47–-16 a.C.)

"Et simularem uirum pretium facit: uteri causes! / Maior dilata nocte recurret Amor."
Elegias. 4.5.29-30. Sexto Propércio; tradução e organização de Guilherme Gontijo Flores.

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“O amor aos cães costuma ser acompanhado por uma certa perda de confiança no homem.”

Martha Medeiros (1961) escritora e jornalista brasileira

Crônica: Homens e cães - Livro: Montanha Russa.

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“Não haverá justiça enquanto o homem empunhar uma faca ou uma arma e destruir aqueles que são mais fracos que ele.”

Isaac Bashevis Singer (1902–1991)

There will be no justice as long as man will stand with a knife or with a gun and destroy those who are weaker than he is.
citado em "Vegetarianism, a way of life" - pagina ix, Dudley Giehl - Harper & Row, 1979, ISBN 0060115041, 9780060115043 - 252 páginas
Atribuídas

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“A não-violência nunca deve ser usada como um escudo para a covardia. É uma arma para os bravos.”

Mahátma Gándhí (1869–1948) líder político e religioso indiano

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“Primeiro as pessoas fazem seus costumes, depois seus costumes as fazem.”

Johnny De' Carli

reiki universal, Johnny de' Carli, citações, costumes

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“A liberdade costuma vir vestida de trapos; porém, mesmo assim, é muito bela, mais bela do que todas as moedas de ouro e prata.”

Amado Nervo (1870–1919)

La libertad suele ir vestida de harapos; pero aun así, es muy bella, más bella que todas las libreas de oro y plata
El arquero divino‎ - Página 116, de Amado Nervo - Publicado por Espasa-Calpe Argentina, 1944 - 151 páginas

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