Frases sobre indignação

Uma coleção de frases e citações sobre o tema da indignação, ser, sempre, vida.

Frases sobre indignação

Che Guevara photo

“Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros, que é mais importante.”

Che Guevara (1928–1967) guerrilheiro e político, líder da Revolução Cubana

"...si usted es capaz de temblar de indignación cada vez que se comete una injusticia en el mundo, somos compañeros, que es más importante."
Fonte: Carta a María Rosario Guevara, de 20 de fevereiro de 1964

Che Guevara photo

“Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros.”

Che Guevara (1928–1967) guerrilheiro e político, líder da Revolução Cubana

Variante: «Se tremes diante de qualquer injustiça, estejas onde for, então somos companheiros»

Gilbert Keith Chesterton photo

“A intolerância pode ser aproximadamente definida como a indignação dos que não têm opinião.”

Gilbert Keith Chesterton (1874–1936)

Bigotry may be roughly defined as the anger of men who have no opinions.
Heretics - página 296, Gilbert Keith Chesterton - John Lane, 1905 - 305 páginas

Frederick Douglas photo

“Eu não tenho nenhuma pretensão de fazer patriotismo. Enquanto a minha voz puder ser ouvida neste ou no outro lado do Atlântico, eu irei espalhar pela América o relâmpago de desprezo da indignação moral. Ao fazer isso, sentir-me-ei desempenhando o dever de um verdadeiro patriota; pois ele é um amante de seu país que repreende e não desculpa seus pecados. É a prática da justiça que exalta as nações, enquanto o pecado é o opróbrio dos povos.”

Frederick Douglas (1818–1895) Ativista dos direitos humanos estadunidense

Ao falar sobre o seu patriotismo, e como a nação poderia exigir o patriotismo do homem negro enquanto a escravidão e o preconceito vigessem.
Trecho de discurso contra a escravidão proferido em 24 de setembro de 1847
Original: I make no pretension to patriotism. So long as my voice can be heard on this or the other side of the Atlantic, I will hold up America to the lightning scorn of moral indignation. In doing this, I shall feel myself discharging the duty of a true patriot; for he is a lover of his country who rebukes and does not excuse its sins. It is righteousness that exalteth a nation while sin is a reproach to any people.
Fonte: Discurso " Love of God, Love of Man, Love of Country http://archive.is/kJ4Bl", Syracuse, Nova Iorque (24 de setembro de 1847).

Aurélio Agostinho photo

“A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las.”

Aurélio Agostinho (354–430) bispo, teólogo e filósofo cristão

Santo Agostinho como citado in: O amor em tempos de desamor: e o enigma--o Brasil tem jeito?, página 155, João Paulo dos Reis Velloso - José Olympio Editora, 2008, ISBN 8503010046, 9788503010047, 389 páginas
Atribuídas

Darcy Ribeiro photo
Herbert George Wells photo

“A indignação moral é a inveja com uma auréola.”

Herbert George Wells (1866–1946)

Variante: A indignação moral não é mais do que inveja com uma auréola.

Jean Paul Sartre photo

“O Gênesis do absurdo.

No início não havia coisa alguma.
Não existia a fome.
A seca.
Os terremotos ou todo o monte
de destroços por cima de corpos
esmagados que eles acostumam
deixar para trás.

Não existia traições,
sacrifícios.

Não tinha homicídios,
as chacinas,
ou os temíveis
genocídios.

Não existia a sede e nem as pestes.

Não havia o governo,
cientistas
ou as bombas atômicas.

No início não existia qualquer tipo
de armas
ou muito menos
todas as guerras feitas
por elas.

No início não existia dinheiro
ou muito menos a buscar
por algum tipo
de poder.

No início não havia morte,
e muito menos
o luto.

Não tinha o choro,
a agonia,
as lamentações.

Não havia desesperança,
nem ossos mutilados.

Os vícios ou suas drogas.

Não tinha os estupros,
as torturas.
Não havia indignação.

Não existia vingança,
nem desistência.

No início tudo estava em sintonia,
não havia nada,
era algo singular,
sem quês ou porquês.

No início tudo era tudo.

Nem belo, nem feio.

Nem quente, nem frio.

Nem liso, ou aspero.

Na início nada era bom,
pois não tinha nada
que fosse mal.

Não tinham respostas, pois não
haviam perguntas para
serem feitas.

No início de tudo,
luz
e
escuridão
eram a mesma
coisa.

Até que alguma força,
que a maioria diz
ter sido alguma espécie de deus
benevolente,
de poder incomparável
e inteligência
absoluta,
resolveu que deveria dar início
há tudo.

Pelo visto, algo se cansou
de estar sozinho
e entendeu que a solução
seria espalhar
sua vasta energia
por ai,
criando todo o tempo
e o tecido do
espaço.

Resolveu que a perfeição era
uma besteira
e deu início a todo o
imperfeito.

Algum ser filho da puta
o suficiente,
há muito tempo
resolveu sem consultar a
ninguém
(Porque só havia ele)
que a vida deveria existir.

E assim fez, instalando o caos,
por dentro de absolutamente
todas as coisas.

Há muito, muito tempo,
alguém
ou algo
resolveu nos trazer até
aqui
e após perceber
o tamanho da merda que tinha
cometido,
se foi
e nunca mais
voltou.

Talvez por culpa
ou vergonha,
quem é que vai
saber?

Talvez, o universo seja a vasta criação
de alguma criatura covarde
que se foi pela fuga
de seu próprio infinito
quando percebeu que seu egoísmo
absurdo
fez com que cometesse
uma atrocidade.

E tudo o que sobrou, da bendita
imbecilidade do seu criacionismo
foram coisas como
a gente,
fazendo coisas como gente
e pagando pelos erros
de um
deus vergonhoso
que
segundo o cristianismo,
a coisa mais interessante que
conseguiu fazer enquanto
aqui esteve, foi ter feito a Terra,
antes mesmo
de criar
o Sol.”

Jair Bolsonaro photo
Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
Ralph Waldo Emerson photo
Ralph Waldo Emerson photo

“Uma boa indignação produz um excelente discurso.”

Ralph Waldo Emerson (1803–1882)

a good indignation makes an excellent speech.
Prose works of Ralph Waldo Emerson: Volume 3 - página 259, Ralph Waldo Emerson - Houghton, Mifflin and company, 1880

Gabriel García Márquez photo
José Saramago photo
Tati Bernardi photo
Fernando Anitelli photo
Aleksandr Ivanovitch Herzen photo
Oscar Wilde photo
Aécio Neves photo
Daniel Hannan photo

“Sempre que alguém aponta as origens socialistas do fascismo, ouve-se uma gritaria de indignação. Curiosamente, os que gritam mais alto são frequentemente os primeiros a afirmar a existência de alguma ligação ideológica entre o fascismo e o conservadorismo.”

Daniel Hannan (1971) político britânico

A supremacia da Esquerda é tal que quase ninguém fala sobre as origens socialistas do fascismo https://fascismoblog.wordpress.com/2015/11/25/a-supremacia-da-esquerda-e-tal-que-quase-ninguem-fala-sobre-as-origens-socialistas-do-fascismo/ — 16 de fevereiro de 2013.

Enéas Carneiro photo
Esta frase aguardando revisão.

“⁠Talvez a sensação de descobrir ter sido manipulado com a ajuda da IA seja a mesma de descobrir ter sido assaltado com réplica de arma.


Mas a diferença entre os que são assaltados com réplica de arma e os que são manipulados com a ajuda da IA é que os primeiros não idolatram seus agressores.


Se algum dia os Asseclas Apaixonados despertarem e perceberem que foram manipulados pelos políticos-influencers com recursos terceirizados, talvez troquem a paixão pela revolta…


Talvez a maior violência nem seja a da arma — verdadeira ou réplica —, mas a da consciência ferida quando percebe que entregou a própria confiança a quem jamais mereceu.


Ser assaltado com uma réplica de arma é experimentar o medo real diante de um perigo fabricado.


O coração dispara, o corpo obedece, a vida parece ficar por um fio — ainda que o gatilho jamais pudesse cumprir a ameaça.


A dor vem depois, quando se descobre que tudo foi sustentado por uma encenação.


Mas, ao menos ali, a vítima reconhece o agressor como tal e qual.


Já quando a manipulação acontece com a ajuda da Inteligência Artificial, o enredo é muito mais sutil.


Não há correria, não há gritos, não há mãos ao alto.


Há algoritmos, narrativas calculadas, recortes convenientes da realidade.


Há “políticos-influencers” que terceirizam argumentos, fabricam proximidades e simulam verdades com a precisão de quem sabe exatamente onde tocar para provocar aplausos — ou indignação.


A diferença mais perturbadora talvez esteja nisso: quem é assaltado dificilmente defende o agressor.


Mas quem é manipulado, muitas vezes, transforma o manipulador em mito.


E confunde-se quase tudo…
Dependência com lealdade.
Repetição com convicção.
Engajamento com consciência.
Autoritarismo com autoridade.
Arrogância com bravura…
E até Discurso de Ódio com Liberdade de Expressão.


Os asseclas apaixonados não percebem que, ao terceirizarem o próprio juízo, tornam-se extensão da estratégia de quem os conduz.


E toda paixão cega tem prazo de validade: dura até o dia em que a realidade rompe o encanto.


Se esse despertar vier, pode ser doloroso.


Descobrir-se usado é como acordar no meio de um teatro vazio, percebendo que a plateia era figurante e o roteiro nunca foi seu.


Nesse instante, a paixão pode, sim, virar revolta.


Mas talvez haja um caminho mais nobre que a revolta: o da responsabilidade.


Não apenas contra quem manipulou, mas consigo mesmo — pela pressa em acreditar, pela comodidade de não questionar, pelo conforto de pertencer.


Porque, no fim, nenhuma tecnologia é mais poderosa do que a disposição humana em não pensar.


E nenhuma libertação é mais revolucionária do que reaprender a pensar por conta própria.”

𝗡𝗮̃𝗼 𝗵𝗮́ 𝗟𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘂𝗿𝗴𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗲 𝗿𝗲𝘃𝗼𝗹𝘂𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮́𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗿𝗲𝗮𝗽𝗿𝗲𝗻𝗱𝗲𝗿 𝗮 𝗣𝗲𝗻𝘀𝗮𝗿 𝗣𝗼𝗿 𝗖𝗼𝗻𝘁𝗮 𝗣𝗿𝗼́𝗽𝗿𝗶𝗮.