Frases sobre próprio
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“⁠Não há liberdade possível aos que perderam a liberdade de pensar por conta própria.”

Não há como libertar alguém que despreza a liberdade de pensar por conta própria.

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“⁠A Janela do Discurso sempre se moveu pelas Mãos Invisíveis das Narrativas.


Se reinventar já era mais do que esperado…


Mas nada foi tão Medonho quanto a vê-la se valer da “Idoneidade Policial” e da “Fé Religiosa”.


A Janela de Overton — esse mecanismo silencioso e traiçoeiro que define os limites do que é socialmente aceitável — sempre se moveu pelas mãos invisíveis das narrativas.


Ideias outrora impensáveis se tornam plausíveis, discutíveis, desejáveis… e até aceitáveis.


Nada disso é novo.


Mas há deslocamentos que ultrapassam o jogo das ideias: eles tocam em pilares que, uma vez manipulados, comprometem a própria estrutura da convivência civilizada.


Nada foi tão medonho quanto assistir a essa janela se valer da “Idoneidade Policial” e da “Fé Religiosa”.


Ambas, por natureza, deveriam inspirar confiança — não manipulação.


Quando começam a ser usadas como régua para definir quem merece voz, respeito ou até mesmo existência, o que está em jogo não é mais apenas a opinião pública: é a própria noção de justiça e espiritualidade.


A confiança na justiça perde o chão quando o discurso sobre “idoneidade” é moldado para blindar abusos e silenciar denúncias.


E a fé, que deveria acolher, se torna instrumento de controle quando usada para validar narrativas de exclusão, discurso de ódio, intolerância ou superioridade moral.


Quando a Janela do Discurso se move por esses vetores, não estamos apenas assistindo a uma mudança de ideias.


Estamos permitindo que conceitos sagrados e instituições essenciais sejam descaradamente arrastados para a seara da manipulação.


Toda e qualquer forma de manipulação é ruim, mas valer-se das autoridades presumidas para inviabilizar o debate e a crítica é de uma sordidez sem precedentes.


E isso, sim, é digno de temor.


Tenho medo…”

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“Muitas das vezes sustentamos a nossa própria hipocrisia e alimentamos também a nossa própria ignorância em forma de sabedoria.”

Valter Bitencourt Júnior (1994) poeta e escritor brasileiro

Fonte: Facebook: https://www.facebook.com/share/p/17UwM3ejkL/

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“Sempre houve, há, e infelizmente sempre haverá pessoas inidôneas em todas as searas profissionais.

Especialmente nas que são intrínsecas às nossas necessidades mais básicas.

Quer seja na Saúde, na Educação, na Segurança…

Ou até na seara Religiosa.

Esta última, infelizmente, é a que abriga os mais apaixonados.

Nela, se não fossem os inidôneos, talvez o próprio Cristo não tivesse experimentado a mais medonha sinergia das fúrias humanas: perseguição, entreguismo e crucificação.

E para sustentar a premissa de que o crime jamais se sustentaria sem a coparticipação de parte do Estado — e de uma esmagadora parcela do povo —, há a retroalimentação do fanatismo.

Apaixonados que passam pano para desvios de conduta das suas paixões.

Ninguém do povo, com ao menos dois dos oitenta e seis bilhões de neurônios ativos, 
deveria acreditar cegamente
que líderes religiosos e profissionais da segurança
são sinônimos de idoneidade.

Isso é mau-caratismo, capricho, fanatismo — ou ambos.

Foi-se o tempo das vocações…

Elas ainda existem, é verdade!

Mas os verdadeiros vocacionados são muito raros.

Nos bons e velhos tempos, poucos se vendiam.

Líderes religiosos eram quase sinônimo de santidade,
e policiais — de honestidade.

Infelizmente, a vocação levou uma rasteira da vaidade —
e muita coisa mudou.

E, infelizmente, para pior.

Hoje, o que se vê
é quase pura vaidade pela carreira, pelo status quo.

Só temo pela molecada…

E, pasmem, chamá-la de Nutella é bem mais fácil que ao menos tentar ser exemplo!

Ela segue cada vez mais sem norte, sem ter no que — e em quem — se espelhar.

Nos bons e velhos tempos em que muitos Moleques queriam ser Homens, não havia tantos homens fazendo papel de moleques.”

Avesso ao trisal nefasto entre a Igreja, o Estado e seu Braço Armado, essa mensagem já me rondava os pensamentos… Quando um padre se acha no direito de agredir física e verbalmente um repórter, idoso de quase 90 anos, e um policial estuprar uma senhora nas instalações do Estado, ela explode.

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“⁠⁠Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.


Sei que o mundo seguirá em frente — como sempre seguiu — indiferente à ausência da minha voz.


Não porque ela não tenha existido, mas porque os ruídos do mundo, muito raramente, o deixam perceber silêncios que não gritam por atenção.


Ocupado demais com os próprios ecos, ele não notará a falta de uma voz tão insignificante que nunca quis ser multidão.


E está tudo bem.


Porque quando eu me calar, talvez não seja por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.


Há momentos em que falar já não acrescenta, explicar cansa e gritar não cura…


Então o silêncio deixa de ser fuga e passa a ser escolha.


Nem toda ausência precisa virar ruído.


E nem todo silêncio é pedido de aplauso.


Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.


Saudade não exige devolução, não pede palco e nem reclama resposta.


Ela apenas existe — como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.


Ainda assim, se alguém sentí-la, que não lamente.


Que se contente com ela.


E que guarde essa voz como quem guarda um copo d’água no deserto: não para exibir, mas para lembrá-la.


Porque há vozes que não foram feitas para ecoar em multidões, e sim para alcançar um coração de cada vez.


O silêncio, quando escolhido, não é derrota nem esquecimento.


É o berço do descanso da alma…


O lugar onde a palavra aprende a ter peso justamente por não ser dita.


É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando as palavras já não alcançam.


E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.


Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem, intactos, exatamente no espaço onde o silêncio começa.”

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“⁠⁠Quem não se curva aos caprichos dos apaixonados — não precisa mendigar respeito, sobretudo de gente tão confusa.

Especialmente das que confundem coisas tão simples como: arrogância com bravura, autoritarismo com autoridade, discurso de ódio com liberdade de expressão e bajulação com admiração.

Salve as Forças Armadas brasileiras!

São tão confusos a ponto de trocarem princípios por gritos, razão por devoção cega, e coragem por brutalidade.

Chamam arrogância de bravura, como se elevar a voz fosse prova de grandeza.

Confundem autoritarismo com autoridade, sem perceber que a verdadeira autoridade não se impõe — se sustenta.

E ainda se vestem de discurso de ódio com o rótulo de liberdade de expressão, ignorando que liberdade não é licença para ferir.

E, pasmem, confundem descaradamente bajulação com admiração, porque nunca aprenderam a respeitar sem se ajoelharem.

O problema não está em ter convicções, mas em permitir que elas substituam o discernimento.

Paixões desenfreadas não constroem — atropelam.

E quem vive de idolatria costuma se ofender com qualquer espelho que revele a própria incoerência.

Respeito não se implora.

Se pratica, se demonstra, se preserva.

E quem sabe disso não se curva a histerias coletivas nem se deixa intimidar por certezas barulhentas e vazias.

Salve as Forças Armadas brasileiras —
não como instrumento de paixões momentâneas,
mas como instituições de Estado,
que existem para servir à nação, à Constituição e à ordem,
nunca a delírios, vaidades ou projetos pessoais.

Porque maturidade democrática também é saber distinguir força de violência,
autoridade de abuso,
e amor ao país de fanatismo disfarçado de patriotismo.”

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“Para ajudar a manter o aluguel das nossas cabeças em dia, só consumimos conteúdos sugeridos pelos inquilinos.

E para arrotar seletividade, demonizamos todas as mídias e tudo que eles demonizam.

Porque, para receber o aluguel da própria cabeça rigorosamente em dia, é preciso aceitarmos, sem constrangimento algum, a curadoria alheia do que vemos, lemos e ouvimos. 

Consumir apenas o que nos é sugerido — não por confiança, mas por conveniência. 

Assim, o pensamento não precisa se arriscar, a dúvida não incomoda e o esforço de confrontar ideias é cuidadosamente evitado.

Nesse arranjo confortável, o viés de confirmação vira feno diário: tudo que chega afirma e reafirma, e nada nos desafia. 

A consciência, então, deixa de ser morada e passa a ser imóvel alugado, decorado conforme o gosto do inquilino. 

O silêncio ensurdecedor da criticidade é celebrado como paz, e a repetição das mesmas narrativas é confundida com coerência.

O preço desse contrato raramente aparece na fatura mensal. 

Ele se revela, pouco a pouco, na incapacidade de pensar fora do script, no medo do contraditório e na estranha aversão a qualquer verdade que exija revisão de crenças. 

Afinal, quem terceiriza o que consome, cedo ou tarde, terceiriza também o que pensa — e ainda chama isso, ingênua ou descaradamente, de opinião própria.

Mas a pergunta que ainda não aprendeu a se calar é: o que será de nós quando o contrato de aluguel das nossas cabeças acabar e o inquilino levar toda a mobília embora?”

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“⁠Talvez a sensação de descobrir ter sido manipulado com a ajuda da IA seja a mesma de descobrir ter sido assaltado com réplica de arma.


Mas a diferença entre os que são assaltados com réplica de arma e os que são manipulados com a ajuda da IA é que os primeiros não idolatram seus agressores.


Se algum dia os Asseclas Apaixonados despertarem e perceberem que foram manipulados pelos políticos-influencers com recursos terceirizados, talvez troquem a paixão pela revolta…


Talvez a maior violência nem seja a da arma — verdadeira ou réplica —, mas a da consciência ferida quando percebe que entregou a própria confiança a quem jamais mereceu.


Ser assaltado com uma réplica de arma é experimentar o medo real diante de um perigo fabricado.


O coração dispara, o corpo obedece, a vida parece ficar por um fio — ainda que o gatilho jamais pudesse cumprir a ameaça.


A dor vem depois, quando se descobre que tudo foi sustentado por uma encenação.


Mas, ao menos ali, a vítima reconhece o agressor como tal e qual.


Já quando a manipulação acontece com a ajuda da Inteligência Artificial, o enredo é muito mais sutil.


Não há correria, não há gritos, não há mãos ao alto.


Há algoritmos, narrativas calculadas, recortes convenientes da realidade.


Há “políticos-influencers” que terceirizam argumentos, fabricam proximidades e simulam verdades com a precisão de quem sabe exatamente onde tocar para provocar aplausos — ou indignação.


A diferença mais perturbadora talvez esteja nisso: quem é assaltado dificilmente defende o agressor.


Mas quem é manipulado, muitas vezes, transforma o manipulador em mito.


E confunde-se quase tudo…
Dependência com lealdade.
Repetição com convicção.
Engajamento com consciência.
Autoritarismo com autoridade.
Arrogância com bravura…
E até Discurso de Ódio com Liberdade de Expressão.


Os asseclas apaixonados não percebem que, ao terceirizarem o próprio juízo, tornam-se extensão da estratégia de quem os conduz.


E toda paixão cega tem prazo de validade: dura até o dia em que a realidade rompe o encanto.


Se esse despertar vier, pode ser doloroso.


Descobrir-se usado é como acordar no meio de um teatro vazio, percebendo que a plateia era figurante e o roteiro nunca foi seu.


Nesse instante, a paixão pode, sim, virar revolta.


Mas talvez haja um caminho mais nobre que a revolta: o da responsabilidade.


Não apenas contra quem manipulou, mas consigo mesmo — pela pressa em acreditar, pela comodidade de não questionar, pelo conforto de pertencer.


Porque, no fim, nenhuma tecnologia é mais poderosa do que a disposição humana em não pensar.


E nenhuma libertação é mais revolucionária do que reaprender a pensar por conta própria.”

𝗡𝗮̃𝗼 𝗵𝗮́ 𝗟𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘂𝗿𝗴𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗲 𝗿𝗲𝘃𝗼𝗹𝘂𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮́𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗿𝗲𝗮𝗽𝗿𝗲𝗻𝗱𝗲𝗿 𝗮 𝗣𝗲𝗻𝘀𝗮𝗿 𝗣𝗼𝗿 𝗖𝗼𝗻𝘁𝗮 𝗣𝗿𝗼́𝗽𝗿𝗶𝗮.

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“O Bandido Assumido consegue ser muito mais Honesto do que qualquer Covarde sob a segunda pele do Braço Armado do Estado.

É uma verdade que incomoda — e talvez deva mesmo incomodar. 

Porque ela não exalta o crime, mas expõe uma ferida mais profunda: a da confiança traída por quem deveria, por princípio, protegê-la.

O bandido declarado não esconde suas intenções. 

Ele não se disfarça de virtude, não se abriga na legitimidade de um uniforme, não reivindica para si a autoridade moral de agir em nome da lei. 

Seu erro é explícito — e, por isso mesmo, enfrentado como tal. 

Há clareza no confronto.

Já o covarde que veste o poder como fantasia opera num terreno muito mais perigoso. 

Ele não apenas erra; ele distorce. 

Usa a força que lhe foi confiada como escudo para suas fraquezas, como instrumento para seus desvios, como licença para ultrapassar limites que deveria defender. 

E, ao fazer isso, não fere apenas uma vítima — corrói a própria ideia de justiça.

Porque quando a violência vem de onde se esperava proteção, ela não é só agressão: é Desilusão. 

E desilusão, quando se instala, é mais devastadora do que o medo. 

O medo nos alerta. 

A desilusão nos paralisa.

Não se trata de romantizar quem vive à Margem da Lei, mas de reconhecer que a hipocrisia tem um peso moral diferente. 

O erro de quem nunca prometeu ser correto é Gravíssimo. 

Mas o erro de quem jurou ser justo — e falha por conveniência, abuso ou covardia — é uma quebra de pacto que não merece perdão.

E talvez seja isso que mais nos inquieta: perceber que o problema não está apenas na existência do mal declarado, mas na infiltração silenciosa do desvio dentro das estruturas que deveriam contê-lo.

No fim, a sociedade não se sustenta apenas por leis, mas pela confiança de que aqueles que as aplicam não as dobrarão ao sabor de seus próprios interesses. 

Quando essa confiança se rompe, o que sobra não é apenas insegurança — é um vazio ético onde qualquer narrativa pode se impor.

E é nesse vazio que a verdade mais incômoda ecoa: não é a presença do Bandido Assumido que mais ameaça a ordem, mas a perda da integridade de quem deveria garanti-la.”

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“⁠⁠A gente só para de flertar com a m0rte todos os dias quando descobre que o melhor dia para se viver é hoje.


Há uma espécie de suicídi0 muito silencioso que pouca gente se atreve a nomear como tal.


Ele não acontece apenas nos gestos extremos, nas decisões finais ou nas manchetes trágicas.


Às vezes, ele se instala gradualmente, no adiamento crônico da vida, na rotina de empurrar para amanhã aquilo que já pede coragem no agora, na mania de sobreviver sem realmente habitar a própria existência.


Muita gente não quer m0rrer — quer apenas descansar da exaustão de existir sem sentido.


E é justamente aí que mora o flerte cotidiano com a m0rte: quando se abandona a urgência de viver.


Viver, porém, não é apenas respirar, cumprir tarefas, pagar contas e colecionar ausências disfarçadas de compromissos.


Viver é reconhecer que o tempo não faz promessas.


O amanhã é uma hipótese muito elegante, mas continua sendo hipótese.


O hoje, com todas as suas imperfeições, é a única matéria concreta que temos nas mãos.


E talvez amadurecer seja justamente isso: perceber que a vida não começa “quando tudo se ajeitar”, “quando a dor passar”, “quando houver mais dinheiro”, “quando a paz finalmente chegar”.


A vida está acontecendo agora — inclusive no caos, inclusive nas faltas, inclusive enquanto ainda estamos tentando entender quem somos.


Há quem flerte com a m0rte não por desejar o fim, mas por tratar a vida com permanente negligência.


Negligencia os afetos, as pausas, a própria saúde, os pedidos de socorro da alma, os sinais do corpo, os vínculos que importam, as palavras que deveriam ser ditas enquanto ainda há quem possa ouvi-las.


Age como se viver fosse um ensaio infinito, como se sempre houvesse tempo para recomeçar, pedir perdão, recalcular a rota, amar melhor, ou simplesmente descansar.


Mas nem todo adiamento é prudência; às vezes, é desistência parcelada.


Descobrir que o melhor dia para viver é hoje não é um clichê otimista — é uma revelação muito dura.


Porque obriga a gente a encarar a própria covardia, os próprios álibis e a confortável ilusão de controle.


Nos obriga a admitir que há muita m0rte disfarçada de rotina eficiente, muita apatia travestida de maturidade, muito medo chamado de prudência.


E, ao mesmo tempo, essa descoberta também liberta: porque devolve ao presente a dignidade que o imediatismo e a ansiedade roubaram.


Faz a gente entender que viver bem não é ter a vida perfeita, mas parar de oferecer o próprio tempo em sacrifício a tudo aquilo que nos afasta de nós mesmos.


Talvez a grande virada aconteça quando deixamos de esperar uma razão extraordinária para viver e passamos a reconhecer a grandeza escondida no ordinário: no abraço ainda possível, na conversa adiada que enfim acontece, no descanso sem medo e sem culpa, na lágrima que finalmente se deixa rolar, no riso que interrompe o peso do mundo — ainda que por alguns segundos.


O hoje não precisa ser grandioso para ser valioso.


Ele só precisa ser vivido com presença — e não desperdiçado como se fosse descartável.


No fim, flertar com a m0rte todos os dias talvez tenha menos a ver com desejar partir e mais com não se permitir ficar por inteiro.


E viver, em sua forma mais honesta, começa quando a gente decide parar de se ausentar da própria história.


Porque o melhor dia para viver não é o dia ideal, nem o dia fácil ou o prometido.


É este.


O único que realmente chegou — o agora.”

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“O crime, de forma geral, jamais subsistiria sem a ajuda de parte da sociedade e de parte do Estado e seu braço armado.

É uma ferida aberta, dolorosa, incômoda — daquelas que muitos preferem cobrir com discursos prontos a encará-las com honestidade.

Mas ela está ali, latejando, lembrando que nenhuma estrutura criminosa se sustenta sozinha. 

Há sempre uma teia invisível de conveniências, silêncios e conivências que a mantém de pé.

Isso não é muito diferente de outras lutas sociais que, à primeira vista, parecem ter um inimigo bem definido. 

O combate ao machismo, por exemplo, torna-se ainda muito mais árduo quando se percebe que ele também é reproduzido por mulheres. 

Não por essência, mas por condicionamento, por cultura, por sobrevivência em um sistema que ensina, desde cedo, a normalizar o absurdo.

Da mesma forma, enfrentar o corporativismo e a leniência entre pares dentro do Estado é uma tarefa extremamente espinhosa. 

Durante décadas, construiu-se — e vendeu-se — uma imagem quase intocável de idoneidade, especialmente no que diz respeito às forças de segurança. 

Questionar isso, para muitos, soa como heresia. 

E é exatamente aí que mora o problema.

Porque, além das defesas técnicas e estratégicas entre os próprios agentes, existe ainda uma camada mais difícil de atravessar: a defesa cega, emocional, quase devocional de uma parcela da sociedade que se recusa a pensar por conta própria.

Que transforma crítica em ataque, e cobrança em traição.

Nesse cenário, abusos deixam de ser exceção para se tornarem relativizações. 

Agressões viram “excessos compreensíveis”. 

Autoridade se confunde com autoritarismo — e tudo isso vai sendo absorvido, digerido e, pior, justificado.

A indignação seletiva, nesse contexto, não é apenas um detalhe — é parte do problema. 

Ela é tão medonha quanto a própria barbárie que diz combater. 

Porque não se trata apenas de condenar o erro, mas de escolher quando e contra quem ele importa.

E talvez o retrato mais cruel disso seja imaginar: se a vítima em questão não fosse também uma policial, quantos dos juízes de plantão — esses togados da verdade das redes sociais — estariam, neste exato momento, invertendo papéis, buscando justificativas, insinuando culpas?

Quando a justiça depende de quem sofre, ela já deixou de ser justiça há muito tempo.”

Justiça pela soldado PM, Gisele Alves Santana, de 32 anos, assassinada na manhã do dia 18 de fevereiro de 2026, pelo covarde escondido sob a segunda pele do Braço Armado do Estado que nem se constrangeu em passar pano para o bandido e chutar mais uma Mulher para as estatísticas.

Esta frase aguardando revisão.

“Muitos “indignados de hoje” são os mesmos apaixonados de ontem, os Passadores de Pano para comportamentos abusivos de policiais.

Simplesmente por comprarem uma bem pintada — e quase intocável — imagem de idoneidade policial.

Há uma espécie de conforto em acreditar em figuras incontestáveis. 

É mais fácil sustentar a ideia de que existem instituições imunes a falhas do que encarar a complexidade incômoda de que todo poder, quando não muito bem vigiado, pode se corromper. 

A romantização cega não apenas distorce a realidade — ela a protege de ser questionada.

O problema não está em reconhecer a importância da função policial, mas em confundir função com caráter, farda com virtude e autoridade com moralidade. 

Quando isso acontece, qualquer denúncia vira ataque, qualquer crítica vira ingratidão, e qualquer vítima passa a ser suspeita.

E assim, cria-se um ciclo perverso: abusos são relativizados, silenciados ou justificados em nome de uma suposta “boa causa”. 

A indignação, quando surge, costuma vir tarde — geralmente quando a violência rompe a bolha de quem antes se sentia protegido por ela.

Talvez o mais inquietante seja perceber que essa mudança de postura não nasce de uma nova consciência coletiva, mas de uma experiência pessoal. 

Enquanto a violência atinge o “outro”, ela é tolerável; quando atravessa a própria pele, torna-se inadmissível.

Mas justiça não pode depender de proximidade. 

Consciência não deveria ser fruto de conveniência.

Questionar não enfraquece instituições — fortalece. 

O verdadeiro compromisso com a justiça exige coragem para enxergar aquilo que muitos preferem ignorar: que nenhum símbolo está acima de crítica, e que proteger a imagem não pode jamais valer mais do que proteger vidas.

A Indignação Seletiva, nascida da confusão, ainda faz os indignados confundirem a pressa da vingança com justiça célere.”

Esta frase aguardando revisão.

“Para as Almas Abençoadas que se despertam dispostas a aprender todos os dias, até o Encardido tem ensinamentos.

Inicialmente parece um baita despropósito, e antes fosse…

Mas definitivamente não é.

O Encardido sabe que não tem salvação nem morte que o espere, e mesmo assim faz as suas tentações todo santo dia, como se fosse o último.

Quantos de nós, cheios de Vida Eterna para vivermos, medimos esforços todo santo dia?

É curioso — e até muito desconcertante — perceber que aquele que já perdeu tudo, ainda assim, não perde o ímpeto.

Ele insiste.

Persiste.

Não por esperança, mas por natureza.

Nem por fé, mas por constância.

Há nisso uma disciplina ligeiramente sombria que, se olhada sem o véu do orgulho, sem a santidade fabricada, revela-nos um espelho absurdamente incômodo.

Porque nós, que ainda temos escolha, que ainda temos tempo, que ainda temos propósito, tantas vezes nos damos ao luxo da inércia.

Adiamos o bem que sabemos fazer, protelamos a transformação que sentimos necessária, e negociamos com a própria consciência como se o amanhã fosse uma garantia — e não apenas uma possibilidade.

O Encardido não espera o momento ideal.

Ele age.

Não escolhe o dia perfeito.

Ele insiste.

E talvez seja aí que reside a provocação mais profunda: não naquilo que ele é, mas naquilo que nós deixamos de ser.

Se até quem está perdido mantém sua constância no erro, o que dizer de nós, que ainda podemos escolher o acerto?

Se até ele se levanta todos os dias para cumprir o que acredita ser sua missão, por que nós hesitamos tanto em cumprir a nossa?

A verdade é que não nos falta luz — falta-nos Decisão.

Não nos falta Caminho — falta-nos passos.

Nem nos falta Propósito — falta-nos Entrega.

Aprender com o que é torto não é se contaminar, é reconhecer que até na escuridão há lições sobre movimento, sobre foco e sobre continuidade.

E, sobretudo, é lembrar que, ao contrário dele, nós ainda podemos escolher a Direção.

Que a nossa constância não seja menor que a dele — mas que seja infinitamente mais Luminosa.

Despertemos — Despertai-vos!

Buscai as Coisas do Alto!”

O Diabo já me atentou tanto, que sem querer, ele acabou me mostrando foi o Caminho do Céu.

Esta frase aguardando revisão.

“No meio Polarizado, onde a Arrogância já virou Moda, já nem é ela que incomoda, mas a Concorrência.

Porque a arrogância, por si só, já deixou de ser defeito para virar linguagem. 

Ela se disfarça de opinião firme, de autenticidade, de coragem — e assim vai sendo aplaudida, compartilhada, replicada. 

O que antes afastava, hoje atrai. 

O que antes era visto como excesso, hoje é entendido como presença.

Mas o incômodo real não nasce da arrogância isolada. 

Ele surge quando ela encontra outra igual. 

Quando duas certezas absolutas se encaram, não para dialogar, mas para disputar território. 

Não para construir, mas para vencer. 

É aí que o ruído começa.

A concorrência de egos não produz luz — produz calor. 

E calor demais cega, desgasta e endurece. 

Cada lado acredita estar defendendo uma verdade, mas no fundo está apenas protegendo sua própria identidade, seu próprio lugar no mundo. 

Porque, em tempos assim, ceder parece fraqueza, ouvir parece rendição, e duvidar de si mesmo virou quase um pecado imperdoável.

Só que há algo silencioso se perdendo nesse processo: a capacidade de aprender. 

Quando tudo vira disputa, ninguém mais quer ser transformado — apenas confirmado. 

E sem transformação, não há crescimento, só repetição.

Talvez o verdadeiro ato de coragem hoje não seja a fala mais alta, mas a escuta profunda. 

Não se trata de sustentar a própria razão a qualquer custo, mas permitir que ela seja atravessada por outras perspectivas. 

Porque, no fim, a arrogância só sobrevive e reina onde o medo de não saber é maior do que a vontade de entender.

E nesse cenário, quem escolhe o caminho da humildade intelectual não se torna menor — se torna raro. 

E o raro, mesmo em silêncio, ainda pode mudar tudo.”

Esta frase aguardando revisão.

“Os Frequentadores Assíduos da Agridoce Escola da Solitude dificilmente se contentam com meia companhia.

Há algo que a solidão ensina, e não é apenas o silêncio — é a escuta. 

Quem se demora nesse espaço aprende a reconhecer o próprio ruído interno, a distinguir carência de presença e distração de encontro. 

E, depois disso, já não dá para aceitar qualquer preenchimento como se fosse conexão.

A solitude, quando atravessada com coragem e disciplina, deixa de ser ausência e se torna critério. 

Ela afina o olhar. 

Mostra que companhia não é sinônimo de proximidade, nem conversa é garantia de vínculo. 

E, sobretudo, revela que estar com alguém pela metade cobra um preço inteiro.

Por isso, quem já se formou — ainda que provisoriamente — nessa escola agridoce, passa a estranhar o raso. 

Não por arrogância, mas por memória. 

Memória de quando estar só era muito mais honesto do que estar mal acompanhado. 

Memória de quando o vazio, ao menos, não fingia ser plenitude.

Meia companhia cansa porque exige que a gente finja completude onde só há fragmento. 

E quem já fez as pazes com a própria inteireza, mesmo imperfeita, começa a preferir o desconforto da ausência à ilusão da presença incompleta.

No fundo, não se trata de rejeitar o outro — mas de recusar o que não chega inteiro. 

Porque, depois de aprender a estar consigo e gostar disso, qualquer companhia que não soma, diminui.”

Esta frase aguardando revisão.

“Desde que a FIFA passou a pensar com os pés, a torcida com as cabeças dos outros, nossos futebolistas já não usam nem eles, nem a cabeça.

Talvez o problema nunca tenha sido exatamente o futebol, mas o que fizemos dele. 

Um jogo que nasceu como expressão espontânea de corpo, inteligência e improviso foi sendo lentamente capturado por interesses que preferem o automático ao criativo, o previsível ao genial. 

Pensar com os pés, nesse contexto, deixou de ser metáfora poética da habilidade e virou sintoma de uma inversão: decisões tomadas longe do campo, desconectadas da essência do jogo.

A torcida, por sua vez, que antes era extensão pulsante da arquibancada, passou a reproduzir discursos prontos, terceirizando até suas próprias emoções. 

Já não se vibra apenas pelo que se vê, mas pelo que se manda sentir. 

E quando a emoção deixa de ser autêntica, ela facilmente se transforma em massa de manobra — barulhenta, intensa, mas pouco consciente.

E os jogadores? 

Esses parecem cada vez mais pressionados a cumprir roteiros invisíveis. 

Entre contratos, estatísticas e expectativas infladas, o improviso — que sempre foi a alma do futebol — vai sendo sufocado. 

Jogar com a cabeça, no sentido mais nobre, exige liberdade para pensar, arriscar e errar. 

Mas, em um ambiente onde o erro custa caro demais, a criatividade se torna um luxo perigoso.

No fim, talvez estejamos todos participando de um jogo que já não reconhecemos completamente. 

Um jogo onde se corre muito, fala-se demais e pensa-se de menos. 

E aí, ironicamente, aquilo que sempre nos encantou — a inteligência que nasce do corpo em movimento — vai sendo substituído por uma coreografia previsível, eficiente… e cada vez menos humana.”

Muito Longe da Metáfora Poética da Habilidade: o Futebol Pensado com os Pés nas Costas da Torcida

Valter Bitencourt Júnior photo

“Asco

Monstros que nascem na humanidade
Não merecem ser felizes
(Sequer se importam com a própria felicidade)
Merecem o sofrimento diante das suas crueldades
Que vivem a fazer
(Coração maldito cheio de maldade).
Não me venha com essa de ser bonzinho
Àqueles que nasceram para fazer o mal:
- São cruéis a ponto de matar sem um pingo de remorso
Esquecem que fazem parte da própria humanidade
A quem tanto abatem
Em nome do poder, do autoritarismo,
Do que acreditam que está escrito no sagrado
Em nome do altíssimo
Impostores, são desumanos - verdadeiros carrascos!

Há quem seja pior que psicopata - sanguinário!
Há quem brinque com a nossa fé - oportunista!
Há quem nos engane e nos manipule - sanguessuga!

Há quem nos engane e nos faça de marionetes
Brinca com a nossa inocência,
Pensa que jamais abriremos os olhos
- Que lavagem cerebral
Vive nos fazendo o tempo todo.

E a gente se impressiona com as estatísticas
Enquanto não viramos uma -
É racismo, homofobia, xenofobia, misoginia…

E a gente se impressiona com o bombardeio
Tem gente fazendo até pipoca,
Tem gente que não se importa com as crianças
Assassinadas, não se importa com o sofrimento
De todo um povo e cria a guerra

Há quem faça da desgraça alheia uma festa!”

Valter Bitencourt Júnior (1994) poeta e escritor brasileiro

Fonte: Blog: https://valterbitencourtjuniorpoetaeescritor.wordpress.com/2026/04/10/asco/

Blog: https://valterbitencourtjuniorblogueiro.blogspot.com/2026/04/asco.html

Blog: https://valterbitencourtjuniororesgate.blogspot.com/2026/04/asco.html

Blog: https://valterbjuniorserblogueiro.blogspot.com/2026/04/asco.html

Esta frase aguardando revisão.

“Seria Humanamente impossível usar qualquer Mau Comportamento para relativizar outro sem se togar do Mau-Caratismo.

A tentativa de justificar o erro com outro erro revela mais sobre quem argumenta do que sobre o fato em si.

É como se a consciência, incapaz de sustentar a verdade nuą e crua, buscasse abrigo na comparação: “se o outro fez pior, o meu não é tão grave assim”.

Mas desde quando a gravidade de um ato deixa de existir porque há algo mais grave ao lado?

O peso moral não se dilui por contraste — ele apenas se acumula.

Relativizar desvios é uma forma sutil de normalizá-los.

E a normalização do erro é o terreno mais fértil para a sua repetição.

Quando alguém aponta o erro alheio para suavizar o próprio ou de alguém, não está defendendo justiça, mas tentando escapar dela.

É uma negociação íntima com a própria consciência, um pacto silencioso onde a verdade é sacrificada em nome do conforto.

O problema não está apenas na falha, mas na recusa em encará-la como tal.

Porque reconhecer o erro exige coragem — uma coragem que dispensa comparações e aceita a responsabilidade sem muletas.

Já o mau-caratismo, esse sim, precisa de referências externas, de exemplos piores, de histórias paralelas que sirvam como cortina de fumaça.

No fim, quem relativiza não absolve ninguém — apenas se condena junto.

Afinal, ao escolher medir o certo pelo errado, abandona-se qualquer possibilidade de integridade.

E sem integridade, o julgamento deixa de ser moral e passa a ser apenas conveniente.”

Valter Bitencourt Júnior photo
Esta frase aguardando revisão.

“Ninguém vive Só, mas ninguém sobrevive mais Sozinho do que quem vive querendo ser Amigo de todo mundo.

Há uma diferença bastante silenciosa — e muitas vezes ignorada — entre estar cercado e estar acompanhado. 

Quem tenta caber em todos os círculos acaba se diluindo em cada um deles. 

Vai se moldando tanto ao gosto alheio que, no fim, já não sabe mais qual é o próprio sabor. 

E assim, na ânsia de pertencer a todos, deixa de pertencer a si mesmo.

A necessidade de agradar indiscriminadamente costuma nascer de um medo antigo: o da rejeição. 

Mas há um preço muito alto em trocar autenticidade por aceitação. 

Relações construídas sobre concessões constantes não criam raízes, apenas vínculos frágeis que dependem de manutenção exaustiva. 

E o mais curioso é que, mesmo rodeado de gente, esse esforço contínuo é raramente recompensado com profundidade.

Amizade de verdade não exige ubiquidade, exige verdade. 

Não se trata de quantos cabem à mesa, mas de quem permanece quando a mesa já não oferece nada além de silêncio — ainda que agridoce.

Quem tenta ser amigo de todo mundo, no fundo, vive evitando o risco essencial de qualquer relação genuína: o de não ser aceito por alguns para ser verdadeiramente reconhecido por muito poucos.

Há uma solidão deveras peculiar em nunca poder ser inteiro. 

E talvez a nossa Verdadeira Liberdade comece justamente quando aceitamos que não é preciso sermos tudo para todos — porque, ao fim, é isso que finalmente nos permite ser algo bem real para alguém.”

Esta frase aguardando revisão.

“Sem querer banalizar nem florear a “profissão” mais antiga do mundo, a prostituição corporal, a que deveria nos apavorar é a espiritual.

Porque a primeira, ainda que envolta em julgamentos, é explícita: há um corpo, um acordo, uma troca visível. 

Já a segunda se disfarça de virtude, de opinião firme, de pertencimento. 

Não se vende o corpo, mas algo talvez muito mais íntimo — a consciência, os valores e a própria capacidade de discernir.

A prostituição espiritual acontece quando abrimos mão daquilo que realmente pensamos em troca de aceitação, aplausos, vantagens ou conveniência. 

Quando repetimos discursos que não refletimos, defendemos causas que não compreendemos ou atacamos pessoas que nunca paramos para ouvir. 

É um tipo de rendição silenciosa, que não deixa marcas no corpo, mas corrói lentamente o caráter.

E o mais inquietante: ela é muito raramente percebida por quem a pratica. 

Ao contrário da negociação explícita, aqui tudo parece escolha própria. 

A pessoa acredita que está sendo fiel a si mesma, quando na verdade já terceirizou o próprio julgamento. 

Tornou-se vitrine de ideias alheias, sem sequer perceber quem lucra com isso.

Talvez por isso ela seja mais perigosa. 

Porque não choca, não escandaliza, não mobiliza indignação coletiva. 

Pelo contrário, muitas vezes é premiada com likes, seguidores e senso de pertencimento. 

É a prostituição que se fantasia de convicção.

E, no fim, a pergunta que fica não é sobre quem vende o corpo, mas sobre quem, pouco a pouco, vai vendendo a alma em parcelas tão insignificantes que já nem sabe mais o que ainda lhe pertence.”

Esta frase aguardando revisão.

“Os negacionistas apaixonados ainda não se atreveram a negar o aluguel das próprias cabeças só porque  ainda acreditam que pensam com elas.

Talvez esse seja um dos retratos mais perigosos do nosso tempo: gente que já não raciocina para concluir, mas conclui primeiro para depois procurar argumentos que sustentem a própria paixão. 

E quanto mais apaixonada a cegueira, mais ofensiva parece qualquer tentativa de reflexão.

A polarização conseguiu transformar convicções em propriedades privadas. 

Opiniões deixaram de ser ideias defendidas para se tornarem identidades superprotegidas.

Discordar passou a soar como agressão pessoal. 

Questionar virou sinônimo de traição. 

E pensar… pensar passou a ser um risco para quem se acostumou ao conforto das certezas inquestionáveis.

Os donos das narrativas entenderam isso antes de muita gente…

Descobriram que não precisam mais convencer multidões; basta mantê-las emocionalmente ocupadas. 

Porque uma cabeça tomada pelo medo, pelo ódio ou pela idolatria dificilmente encontra espaço para a lucidez.

E assim seguimos assistindo pessoas abrirem mão da própria autonomia enquanto juram defendê-la. 

Repetem slogans, acreditando formular pensamentos. 

Compartilham produto de manipulações, acreditando espalhar consciência. 

Atacam qualquer divergência como se proteger uma versão da realidade fosse mais importante do que buscar a verdade.

O mais trágico é que muitos negacionismos modernos não nascem da falta de informação, mas da recusa emocional em aceitar aquilo que ameaça os próprios interesses, paixões ou pertencimentos. 

Há quem negue fatos só para não perder um líder, um grupo, uma ideologia ou a sensação de fazer parte de algum lado “certo” da história.

E talvez a maior ironia esteja justamente aí: enquanto acusam os outros de alienação, não percebem que terceirizaram o próprio discernimento. 

Trocaram reflexão por torcida, consciência por conveniência e humanidade por pertencimento.

No fim, nenhuma prisão é mais difícil de romper do que aquela em que o prisioneiro acredita estar completamente livre.

Viva a todas as formas de Liberdade, sobretudo a de pensar por conta própria!”

Esta frase aguardando revisão.

“A moeda mais poderosa na política do espetáculo é o ruído que mantém a paixão e o aluguel das cabeças dos asseclas e ainda movimenta os algoritmos.

Ela banca dois amantes do barulho constante: a cabeça vazia e o algoritmo.

Já não importa a profundidade do debate, a coerência das ideias ou a honestidade das intenções.

O que sustenta o teatro contemporâneo é a capacidade de produzir barulho suficiente para impedir o silêncio que oportuniza a reflexão.

O ruído virou ativo político, combustível emocional e mecanismo de controle.

Na política do espetáculo, a indignação é industrializada.

Cria-se um inimigo por semana, uma crise por dia e um escândalo por hora…

Não para resolver problemas, mas para manter plateias permanentemente excitadas, cansadas e incapazes de distinguir realidade de encenação.

Afinal, quem pensa demais começa a perceber as contradições do roteiro.

Os asseclas apaixonados, muitas vezes sem perceber, alugam as próprias consciências em troca do pertencimento.

Passam a defender narrativas como quem protege a própria identidade.

E quando a identidade depende da manutenção do conflito, qualquer tentativa de ponderação vira ameaça.

O pensamento crítico deixa de ser virtude e passa a ser tratado como traição.

Enquanto isso, os algoritmos recompensam exatamente aquilo que degrada o debate público: exagero, simplificação, raiva e histeria.

O conteúdo que mais divide é o que mais circula.

Não porque seja verdadeiro, mas porque captura atenção.

E atenção, hoje, em meio a tanta carência, vale muito mais do que a verdade.

Nesse cenário, muitos líderes deixam de governar para performar.

Precisam permanecer em evidência constante, alimentando torcidas emocionais que já não exigem soluções concretas, apenas novos capítulos da guerra simbólica.

O problema deixa de ser a pobreza, a corrupção, a violência ou a desigualdade…

E passa a ser perder o controle da narrativa.

Talvez a maior tragédia desse modelo seja transformar cidadãos em audiência e democracia em entretenimento.

Porque quando a política vira espetáculo permanente, o país inteiro passa a viver entre aplausos automáticos, vaias previsíveis e distrações cuidadosamente calculadas.

E, no meio de tanto ruído, a lucidez se torna quase um ato de resistência.”