Frases sobre injustiça
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“Ninguém considera a sua ventura superior ao seu mérito, mas todos se queixam das injustiças dos homens e da fortuna.”

Marquês de Maricá (1773–1848)

Máximas e Pensamento, Departamento Nacional do Livro, Fundação Biblioteca Nacional

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“Injustiça, a pobreza, a escravidão, a ignorância - estes podem ser curados por reforma ou revolução. Mas os homens não vivem só pelo combate dos males. Eles vivem por objetivos positivos, individuais e coletivos, uma grande variedade deles, raramente previsíveis, às vezes incompatíveis.”

Isaiah Berlin (1909–1997)

Injustice, poverty, slavery, ignorance – these may be cured by reform or revolution. But men do not live only by fighting evils. They live by positive goals, individual and collective, a vast variety of them, seldom predictable, at times incompatible.
Isaiah Berlin em "Political Ideas in the Twentieth Century" (1950)

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“Da força à injustiça há só um passo.”

Confucio (-551–-479 a.C.) Filósofo chinês
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“O espectáculo da injustiça acabrunha-me, mas isso deve-se provavelmente ao fato de ela despertar em mim a consciência dos atos de injustiça de que sou capaz.”

Georges Bernanos (1888–1948)

Variante: O espectáculo da injustiça acabrunha-me, mas isso deve-se provavelmente ao facto de ela despertar em mim a consciência dos actos de injustiça de que sou capaz.

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“A justiça inflexível é frequentemente a maior das injustiças.”

Terencio (-185–-159 a.C.) dramaturgo e poeta romano

Terêncio como citado in: Uma vida no plural: jornal, rádio, televisão, política, justiça e muito futebol, página 223, Paulo Planet Buarque - Companhia Editora Nacional, 2003 - 342 páginas
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“Quem critica a injustiça fá-lo não porque teme cometer ações injustas, mas porque teme sofrê-las.”

Platão (-427–-347 a.C.) filósofo grego

Variante: Quem critica a injustiça fá-lo não porque teme cometer acções injustas, mas porque teme sofrê-las.

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“Só ela pode dizer ao homem de onde ele vem, para onde vai, por que está na Terra, e justificar todas as anomalias e todas as aparentes injustiças que a vida apresenta.”

Allan Kardec (1804–1869) codificador do espiritismo

O Evangelho segundo o Espíritismo - Tradução Evandro Noleto Bezerra

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“Admitir que há guerras justas é o mesmo que admitir a existência de injustiças justas.”

Carlos Drummond de Andrade (1902–1987) Poeta brasileiro

Carlos Drummond de Andrade como citado in Anticorpos: Immunitas - Página 4 https://books.google.com.br/books?id=fK7qpO2ygvYC&pg=PA4, Gerson Machado de Avillez - Clube de Autores, 2011
Sem referencial bibliográfico

Esta frase aguardando revisão.

“Não há Crime Grave o bastante para relativizar qualquer outro.

Em tempos de tantas justificativas vazias e malabarismos morais, parece que a régua da ética se elastificou — estica conforme a conveniência de quem julga, de quem fala, quiçá de quem tenta se eximir. 

Como se a existência de um erro maior tivesse o poder mágico e poético de diminuir ou até absolver um erro menor.

Mas definitivamente não tem.

Um crime não anula o outro. 

Não o equilibra. 

Nem o compensa. 

Apenas revela o quanto estamos dispostos a negociar princípios quando eles deixam de nos favorecer. 

É o velho impulso de apontar o dedo com uma mão enquanto a outra esconde aquilo que não queremos ver.

Relativizar o erro alheio com base em um erro maior é, no fundo, uma forma forçosamente elegante de aceitar o inaceitável. 

É transformar justiça em comparação, quando deveria ser compromisso. 

É escolher lados quando o certo seria escolher valores.

A lógica da compensação moral é sedutora porque alivia consciências. 

“Perto daquilo, isso nem é tão grave.”

E assim, aos poucos, vamos rebaixando o que deveria ser inegociável. 

Vamos nos acostumando com pequenas concessões que, somadas, constroem grandes e medonhas distorções.

O problema nunca foi apenas o tamanho do crime, mas a disposição em aceitá-lo quando convém. 

Porque quando a indignação depende de contexto, ela deixa de ser princípio e passa a ser estratégia.

E é nesse ponto que tudo se fragiliza, tudo se perde.

Quando começamos a pesar erros em balanças seletivas, já não estamos mais buscando justiça — estamos apenas escolhendo qual incoerência, qual injustiça estamos dispostos a defender.

No fim, não é sobre quem errou mais nem menos.

É sobre quem ainda se recusa a tratar o erro como erro, independentemente de quem o cometeu e como cometeu.”