Frases de Raymond Radiguet

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Raymond Radiguet

Data de nascimento: 18. Junho 1903
Data de falecimento: 12. Dezembro 1923

Raymond Radiguet foi um escritor francês.

Radiguet nasceu em Saint-Maur, próximo a Paris, filho de um caricaturista. Em 1917 mudou-se para a cidade. Logo cedo, aos 15 anos de idade, abandonou completamente os estudos e Lycée Charlemagne para se dedicar ao jornalismo e literatura. Ele associou-se com o grupo modernista da época, criando amizade com Picasso, Max Jacob, Juan Gris e especialmente com Jean Cocteau, que tornou-se seu mentor e, de acordo com os boatos dessa época em Paris, era provavelmente seu amante. Radiguet também teve diversos relacionamentos bem documentados com mulheres. Uma anedota dita por Ernest Hemingway, que enfureceu Cocteau, com Radiguet e a decadência dos lugares de encontros: "Bébé est vicieuse. Il aime les femmes." . Radiguet, deduzia Hemingway, empregava sua sexualidade para melhorar sua carreira, sendo um escritor "que sabe como fazer sua carreira não apenas com uma caneta mas também com um seu lápis", uma obscena alusão fálica.

No começo de 1923, Radiguet publicou seu primeiro e mais famoso romance: O Diabo no Corpo. A história de uma jovem mulher casada que tinha um romance com um rapaz de dezesseis anos de idade enquanto seu marido lutava no fronte de guerra, o que provocou um escândalo no país que acabara de sair da Primeira Guerra Mundial. Embora Radiguet tenha negado, foi confirmado que a história foi em grande parte autobiográfica. Críticos, que inicialmente menosprezaram a intensa campanha publicitária para o lançamento do livro , finalmente ganharam simpatia pela qualidade da escrita sóbria e do estilo objetivo de Radiguet.

Seu segundo romance, Le bal du Comte d'Orgel, que também tratava sobre adultério, foi publicado apenas postumamente, em 1924. Aos 20 anos de idade, Radiguet morreu prematuramente de febre tifóide, que ele contraiu após uma viagem que teve com Cocteau. Em reação a sua morte Francis Poulenc escreveu: "Por dois dias eu fiquei incapaz de fazer qualquer coisa, eu estava tão atordoado" . Ao lado desses dois romances, os trabalhos de Radiguet incluem alguns poucos volumes de poesia e uma peça teatral.

Em 1947, Claude Autant-Lara lançou seu filme, Le diable au corps, basedo no romance de Radiguets, e estrelando Gérard Philipe. Por vir justamente após a Segunda Guerra Mundial, o filme causou controvérsia em sua volta. Entre outras versões cinemáticas das histórias de Radiguet, destaca-se uma adaptada por Marco Bellocchio, Il diavolo in corpo , que se tornou notável como um dos primeiros filmes da atualidade a mostrar relações sexuais não simuladas.


„O poder só se revela quando é utilizado com injustiça.“

„O que nos entristece não é o fato de deixarmos a vida e, sim, o de deixarmos o que dá valor à vida. Quando o ser amado é nossa vida, que diferença haverá entre vivermos juntos ou morrermos juntos?“


„Todas as idades têm os seus frutos, mas é preciso sabê-los colher.“

„Não é na novidade mas no hábito que descobrimos os maiores prazeres.“

„A ordem, com o tempo, acaba sempre por envolver as coisas.“

„Em princípio, não há nada que as mães desejem mais para os filhos do que vê-los casados, mas nunca aprovam as mulheres que eles escolhem.“

„Nenhum género epistolar é menos difícil do que uma carta de amor: apenas é preciso amor.“

„Se o coração tem razões que a razão desconhece, isso deve-se ao facto da razão ser menos sensata do que o coração.“

„Se o coração tem razões que a razão desconhece, isso deve-se ao fato da razão ser menos sensata do que o coração.“

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