Frases sobre responsável
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“Não fazemos aquilo que queremos e, no entanto, somos responsáveis por aquilo que somos.”

Sartre

Variante: Não fazemos o que queremos e, no entanto, somos responsáveis pelo que somos: eis a verdade.

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“A nossa civilização é em grande parte responsável pelas nossas desgraças. Seríamos muito mais felizes se a abandonássemos e retornássemos às condições primitivas.”

Sigmund Freud (1856–1939)

Sigmund Freud como citado em Revista Symposium de filosofia - Edição 1 - Página 44, Universidade Católica de Pernambuco - 1998

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“Depois disto, a maior parte da agricultura africana não progrediu muito em comparação com as da Europa e da Ásia. E porque não? Uma teoria aponta para a carência de animais de tração com força para puxar arados. Argumenta-se que o clima e as doenças eram excessivos para que cavalos ou bois os aguentassem – não obstante parecerem hoje sobreviver, talvez mais bem protegidos pelo homem contra micróbios e predadores carnívoros. A maior parte de África foi deixada para o pastoreio, a pastagem e cultivo em pequena escala de tubérculos, que raramente produziam excedentes que chegassem para sociedades numerosas. Havia exceções. Uma era o Zimbabwe, uma civilização leste-africana que usava enormes blocos de pedra para as paredes dos palácios e cidades, no seu apogeu, entre 1250 e 1450. É provável que este povo viesse de Mapungubwe, um reino de criadores de gado e negociantes de ouro e marfim, situado na actual África do Sul, que já vivia em cidades com muros em pedra. O reino do Zimbabwe foi construído numa escala muito maior, na verdade, de tal dimensão que exploradores europeus posteriores se recusaram a acreditar que meros africanos pudessem haver sido os responsáveis.
O Zimbabwe participara num próspero comércio costeiro, dominado pelo Islão, a religião e cultura que mais influenciou a África pré-colonial.”

Andrew Marr (1959) jornalista britânico

História do Mundo

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“Paranoia – Metáforas sobre o absurdo de existir.

Me amaldiçoaram, jogaram-me aqui, me puniram com a existência!

Transformaram qualquer oportunidade que a mim seria concebida de ser feliz, em algo que chamam vulgarmente de ‘’vida’’

– Vida? pergunto-me, se o que chamas de vida é este mundo podre cheio de dor e sofrimento do qual somos fadados a viver. Então grito por janelas vazias, Indignado…

MATEM-ME!!!

Que direito achas que tem? Punindo-me desta maneira, escolhendo o meu vulgar futuro, ditando-me regras impostas contra a minha própria lei! O Que eres tu? Um ditador? Curvar-me perante ti não irei. Pois aquele que ousar fazer de mim um servo será considerado meu mais odioso inimigo.

Pais e Mães… Oh criaturas terríveis que nos castigaram com a maldição de existir. Deixem-nos no nada! Deixem-nos no purgatório da não existência! MAS NÃO!! Não… amaldiçoe-nos com a vida…

O Que serias de mim sem a vida? um nada digo eu, pois quero ser o nada e a mim deveria pertencer este direito, o direito de nada ser, de nada escolher, de nada pertencer e de nada a crer.

DEUS!!! Gritam os Apedeutas, DEUS!! Gritam os fiéis

Se és deus o responsável pela vida, não deveríamos nós mata-lo por vingança? Não deveríamos nós sepultá-lo em sua própria tumba de misericórdia?

Por que gritamos a deus por misericórdia e perdão? Não foi este que nos deu todo o mal que imploramos para que nos livrem? Não foi este maldito homem divino que tirou de nós o direito de não nascer, e nos obrigou a viver neste mundo cruel? Como ovelhas prontas ao abate!

Sinto-me amaldiçoado… Sinto-me doente…

E a cura está em mim mesmo, a cura está na ausência de mim mesmo. Questiono-me: Por que muitos de vocês são felizes? Como podem sorrir diante de tamanha desgraça?

Não lembram de como choraram no dia em que chegaram a esta prisão? Como podem rir e rezar? Como podem esquecer que toda a dor, todo o sofrimento e toda a angustia do mundo só és, o que és, porque nasceste para senti-la.

Não consigo entender o homem feliz, talvez eu esteja doente…

Talvez no momento do parto uma assombração tomou conta do meu espirito! Talvez (…) eu seja apenas um maldito que da vida só sente o pior, enquanto tu, sorri para as cores do arco íris.

Já que nasci, e não posso retornar-me ao estado original de minha essência, resta-me o suicídio, a doce solução para esta maldição que me aflige.

– Viva, viva pois a vida é bela, e suicidar-se é um ato covarde

Disse o homem feliz, sorrindo como um moribundo, pulando como um maldito palhaço bêbado! Como podem os felizes serem donos de tamanha crueldade? Como pode alguém ousar tirar de um homem o direito de acabar com as suas dores?

Pergunto-lhes: Negarias tu o remédio da cura a uma enfermidade terrível, a um homem doente? Se não negarias, por que negas a mim o direito da morte?

Forçaram-me a vida, obrigaram-me a nascer! E aqui estou, sozinho em uma prisão vendo o mundo sofrer, sentindo a dor no peito de todas as mazelas da existência. E ainda tens a coragem de dizer que não posso matar a mim mesmo?

Como ousas ofender-me com a sua felicidade e tirar de mim a minha?

Afinal, não dizias Schopenhauer que a única felicidade é a de não nascer? Então deixe-me, deixe-me buscar a felicidade que de mim foi tirada a muito tempo…”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

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“Nós somos responsáveis por tudo e por todos os seres humanos.”

Hannah Arendt (1906–1975) escritora e pensadora judia, nascida na Alemanha e erradicada nos EUA

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“A conduta de alguns estados membros foi responsável pela perda de credibilidade das Nações Unidas como uma organização capaz de por fim à guerra e erradicar a pobreza extrema em nosso planeta.”

Miguel d'Escoto (1933–2017)

No discurso de aceitação, ao ser escolhido como Presidente da Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2008.

“O meio nos influencia, mas somos os responsáveis por nossos atos.”

Johnny De' Carli

reiki universal, Johnny de' Carli, citações, atos

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““Enquete inédita publicada pela `LIBORIUS SENSOR` - a empresa informal de pesquisas do Tio Libório, constatou que:
- A RACHADINHA está presente nos quatro cantos do país e atinge todos os poderes e esferas federativas. Observou-se que a causa desse fenômeno é o excesso de funcionários comissionados ocupando cargos desnecessários. Em muitos casos, eles nem precisam comparecer ao serviço, basta ratear o salário com o responsável pela nomeação.
A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 12 do último mês e compreendeu todos os domicílios situados entre o `Bar do Zé Bigode` e a casa da Tia Márcia, excetuando a casa da dona `Nena Benzedeira` (ela não conversa com o Tio Libório desde a eleição do Collor).
Ao todo, foram entrevistadas 16 pessoas, sendo excluídas duas respostas.
Uma foi a Tia Márcia, que odeia política e não quis expressar a opinião. O outro foi o `Gildo Pé Fofo` que não estava apto a conversar no dia da entrevista.
A pesquisa não foi registrada em nenhum cartório porque o responsável pelo instituto não sabe como funciona esse procedimento; no entanto, está devidamente publicada na parede do `Bar do Zé Bigode`, ao lado do suporte onde ficam os tacos de sinuca e a caixa de giz.
A margem de erro é de zero ponto percentual para mais ou para menos, a exemplo de todas as pesquisas anteriores do renomado instituto que acertou mais resultados do que o Datafolha e o Ibope (acertou inclusive aquela em que o Jânio Quadros derrotou o FHC). “”

Adriano Peralta

Rachadinha

Esta frase aguardando revisão.

“Sem o avanço exponencial do Fanatismo, talvez a Instrumentalização Religiosa não tivesse tanto Palco ou Plateia.

Há uma verdade muito incômoda nessa provocação: nenhuma Instrumentalização Religiosa prospera sozinha.

Ela precisa de um ambiente em que a fé tenha sido suficientemente capturada pelas paixões, pelos medos e pelas certezas absolutas para que Deus deixe de ser o centro e passe a funcionar como argumento.

O fanatismo não é simplesmente uma fé intensa.

Fé e fanatismo podem até usar as mesmas palavras, mas caminham em direções totalmente opostas.

A fé madura conduz à humildade; o fanatismo conduz à convicção de que somente nós, nosso grupo ou nossa causa possuímos a verdade.

A fé reconhece o mistério de Deus; o fanatismo transforma Deus em propriedade particular.

A fé se deixa corrigir pela verdade; o fanatismo transforma qualquer crítica em perseguição.

É nesse terreno infértil que a Instrumentalização Religiosa encontra seu palco.

Quando uma pessoa deixa de perguntar “o que Deus exige de mim?” e passa a perguntar apenas “como posso usar Deus para legitimar aquilo que já decidi?”, a religião corre o risco de deixar de ser caminho de transformação para tornar-se ferramenta de poder.

A Bíblia é profundamente crítica a esse tipo de apropriação.

Os profetas denunciaram repetidamente uma religiosidade que mantinha ritos, discursos e aparências enquanto negligenciava justiça, misericórdia e verdade.

O Cristo também confrontou religiosos que honravam a Deus com os lábios, enquanto o coração permanecia distante.

Talvez essa seja uma das grandes tragédias espirituais do nosso tempo: não é que Deus tenha desaparecido do Discursou Público.

Pelo contrário.

Deus é frequentemente citado, invocado, defendido e utilizado.

O problema é que podemos falar muito sobre Deus e, ao mesmo tempo, revelar muito pouco d'Ele.

Há uma diferença enorme entre testemunhar a fé e utilizá-la como instrumento.

Quem testemunha a fé procura encarnar aquilo que anuncia.

Quem instrumentaliza a fé procura fazer com que aquilo que anuncia sirva às suas agendas ocultas.

Um, busca coerência; o outro, eficácia.

Um aceita perder privilégios por fidelidade ao Evangelho; o outro adapta o Evangelho para não perder privilégios.

E talvez seja justamente aí que o fanatismo se torna perigoso: ele oferece ao indivíduo a confortável sensação de estar lutando em nome de Deus, quando, na realidade, pode estar apenas santificando os próprios desejos.

O fanático não precisa necessariamente abandonar a religião.

Às vezes, ele se torna ainda mais religioso — mais barulhento, mais combativo, mais indignado, mais disposto a defender símbolos.

Mas a pergunta teológica essencial permanece: que Deus está sendo defendido?

Porque o Deus revelado em Jesus Cristo não parece interessado em conquistar consciências pela violência da imposição, nem em transformar adversários em inimigos absolutos.

Ele se aproxima dos feridos, acolhe os pecadores, confronta os poderosos, denuncia a hipocrisia e chama seus discípulos a amar até mesmo aqueles que pensam de maneira diferente.

Por isso, quando a fé produz ódio permanente, talvez seja necessário perguntar se ainda estamos diante da fé ou diante de uma ideologia religiosa.

O problema não está apenas nos que instrumentalizam a religião.

Está também em nós, quando entregamos nossa consciência ao grupo, quando confundimos fidelidade a Cristo com fidelidade a uma liderança, quando transformamos opinião em dogma e quando aceitamos qualquer discurso, desde que ele venha acompanhado de uma linguagem religiosa.

A Instrumentalização precisa de palanque, mas também precisa de plateia.

E talvez a responsabilidade cristã comece justamente quando deixamos de ser plateia.

Uma fé intelectualmente responsável não teme perguntas.

Uma Espiritualidade Saudável não precisa fabricar inimigos para sobreviver.

Uma consciência iluminada pelo Evangelho não precisa demonizar o outro para afirmar a própria identidade.

No fundo, a grande questão não é apenas quem está usando a religião.

É também porque permitimos que nossa fé seja usada.

Talvez seja tempo de recuperar uma espiritualidade menos apaixonada por guerras culturais e políticas, e mais apaixonada pela verdade; menos preocupada em vencer discussões e mais comprometida em praticar justiça; menos interessada em controlar o outro e mais disposta a converter a si mesma.

Porque, quando Deus se torna instrumento das nossas paixões, já não estamos colocando nossas paixões a serviço d'Ele.

E essa inversão talvez seja uma das formas mais sofisticadas de idolatria: não negar Deus, mas colocá-lo a serviço de nós mesmos.”

Alessandro Teodoro