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“O diabo é um gênio: provoca o incêndio e se fantasia de bombeiro, só para manter o aluguel das cabeças dos asseclas.
Talvez uma das mais antigas e descaradas estratégias de manipulação seja criar o problema para depois vender a solução.
O artifício é simples, mas extremamente eficaz: primeiro semeia-se o medo, a divisão, a insegurança ou o caos; depois, apresenta-se como alguém disposto a “resolver” a situação.
E, nesse ínterim, muitos já não conseguem distinguir quem acendeu o fósforo de quem finge carregar o extintor.
O mais curioso é que essa dinâmica muito raramente se sustenta pela força.
Ela depende de algo muito mais valioso: a renúncia voluntária ao pensamento crítico.
Quando uma pessoa entrega suas convicções, sua capacidade de questionar e seu discernimento a terceiros, passa a habitar uma realidade construída por narrativas alheias.
É como se alugasse a própria mente.
Nessa condição, os fatos tornam-se secundários.
O importante deixa de ser a verdade e passa a ser a fidelidade ao personagem que vende o papel de herói.
Se ele cria a crise, a culpa será atribuída a outro.
Se ele falha, a responsabilidade será transferida.
E se ele se contradiz, a contradição será reinterpretada como virtude.
Afinal, quem depende emocionalmente de um salvador dificilmente consegue admitir que ele possa ser o vilão.
A história está repleta de exemplos dessa lógica.
Líderes, grupos e instituições descobriram, ao longo dos séculos, que controlar percepções é absurda e frequentemente mais poderoso do que controlar territórios.
Quem domina a narrativa consegue transformar vítimas em culpados, culpados em vítimas e oportunistas em benfeitores.
Por isso, a liberdade não se resume à ausência de correntes visíveis.
Ela exige vigilância permanente sobre aquilo que aceitamos como verdade.
Exige a coragem de fazer perguntas incômodas, especialmente quando todos ao redor parecem satisfeitos com as respostas à pronta entrega.
Talvez o maior triunfo dos que provocam incêndios não seja o fogo que espalham, mas a capacidade de convencer multidões de que as chamas vieram de outro lugar.
E talvez o primeiro passo para romper esse ciclo vicioso seja recuperar aquilo que jamais poderia ou deveria ser alugado: a própria consciência.”
Última atualização 24 de Junho de 2026. História
Tópicos
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“Na situação atual, governo não é a solução para nossos problemas. Governo é o problema”
Ronald Reagan (1911–2004) político estadunidense, 40° Presidente dos Estados Unidos
In this present crisis, government is not the solution to our problem; government is the problem.
citado em "Ronald Reagan, a political biography" - página 288, Lee Edwards - Nordland Pub. International, 1980, ISBN 0913124478, 9780913124475 - 307 páginas
Atribuídas
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“Para todo problema, existe uma solução mais simples.”
Agatha Christie (1890–1976) escritora, romancista, contista, dramaturga e poetisa britânica