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“Talvez eu até consiga ajudá-los a Romantizar a Separação, quando eu não tiver mais que lutar para normalizar o Direito das Mulheres continuarem Vivas depois dela.

É curioso como a sociedade adora transformar dor em poesia quando ela não lhe pertence. 

Falam sobre términos como quem fala sobre crescimento pessoal, liberdade, reencontros consigo mesmo. 

Publicam frases bonitas e bem embaladas sobre recomeços, maturidade emocional e finais necessários. 

Tudo muito elegante — desde que a separação não tenha o rosto de uma mulher ameaçada, perseguida, humilhada ou morta por não aceitar permanecer onde já não existia amor, respeito ou segurança.

Romantizar a separação é um privilégio que muitas mulheres ainda não possuem…

Porque, para elas, terminar não significa apenas reorganizar a vida emocional. 

Significa calcular riscos. 

Medir palavras. 

Avisar amigas. 

Compartilhar localização em tempo real. 

Trocar fechaduras. 

Pedir medida protetiva — ou que finge ser.

Significa descobrir que o momento de maior perigo em uma relação abusiva não é durante o relacionamento, mas justamente quando ela decide partir.

E há algo profundamente cruel em uma cultura que ainda pergunta “mas o que ela fez?” antes de perguntar “por que ele acreditou ter o direito de destruir?”. 

Como se a decisão de ir embora ainda precisasse ser justificada. 

Como se a Liberdade Feminina fosse uma concessão masculina e não um direito inegociável.

A sociedade ensina homens a lidar com a conquista, mas raramente os ensina a lidar com a rejeição. 

Ensina posse disfarçada de amor. 

Controle disfarçado de cuidado. 

Ciúme tratado como intensidade emocional. 

E depois se surpreende quando alguns transformam frustração em violência.

Enquanto isso, mulheres seguem aprendendo estratégias de sobrevivência para exercer um direito básico: o de mudar de ideia, partir, recomeçar.

Talvez um dia seja possível falar sobre separação apenas como um rito humano — triste às vezes, libertador em outras, mas natural. 

Talvez um dia os textos sobre términos possam ser apenas sobre cura, autoconhecimento e novos caminhos.

Mas, até lá, ainda existe uma urgência muito maior que a poesia: garantir que Mulheres sobrevivam ao simples ato de dizer “não quero mais”.”

Última atualização 9 de Maio de 2026. História

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“Seja menos curioso sobre as pessoas e mais curioso sobre ideias.”

Marie Curie (1867–1934) química e física polonesa naturalizada primeiro russa, e, em seguida, francesa
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Luiz Inácio Lula da Silva (1945) político brasileiro, 35º presidente do Brasil

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Gerais, 2003

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“Um fofoqueiro é alguém que fala para você sobre os outros, um chato é alguém que fala para você sobre si mesmo e um brilhante conversador é aquele que fala para você sobre você.”

Lisa Kirk (1925–1990)

A gossip is someone who talks to you about others, a bore is someone who talks to you about himself, and a brilliant conversationalist is one who talks to you about yourself
Lisa Kirk citada em "Women Know Everything!: 3,241 Quips, Quotes, and Brilliant Remarks‎" - Página 190, de Karen Weekes - Publicado por Quirk Books, 2007, ISBN 1594741697, 9781594741692 - 480 páginas

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