“Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.
Porque quando eu me calar, não será por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.
O mundo, ocupado demais com seus próprios ecos, não notará a falta da minha insignificante voz — e está tudo bem.
Nem toda ausência precisa virar ruído, nem todo silêncio é pedido de aplauso.
Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.
Saudade não exige devolução, não pede palco, não reclama resposta.
Ela apenas existe, como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.
O silêncio, quando escolhido, não é derrota: é descanso da alma.
É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando falar já não acrescenta, quando explicar cansa, quando gritar não cura.
E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.
Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem exatamente no espaço onde as palavras já não alcançam.”
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“Saudade é sentir o teu cheiro na ausência do teu corpo!”
Fonte: Diário dos Imperfeitos
“Quando o mundo inteiro está em silêncio, até mesmo uma só voz se torna poderosa.”
Discurso, Harvard, Setembro de 2013
Variante: Quando o mundo está em silêncio, mesmo uma única voz se torna poderosa.