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“Seria impossível Brincar com as Palavras temendo o Absurdo, temendo o Indizível.

As palavras nunca foram apenas instrumentos de comunicação.

Elas são também pontes, labirintos, espelhos e abismos.

Brincar com elas não é um ato de leviandade, mas de liberdade.

É permitir que a linguagem ultrapasse os limites do previsível e alcance aquilo que a lógica, sozinha, jamais tocaria.

O absurdo, tantas vezes rejeitado, pode ser justamente o lugar onde as certezas se desfazem e novas possibilidades surgem.

É no aparente contrassenso que descobrimos perguntas que jamais faríamos seguindo apenas o caminho da razão.

O indizível, por sua vez, não representa um fracasso da linguagem, mas um convite permanente à imaginação.

Há sentimentos, memórias e silêncios que nenhuma palavra consegue conter por inteiro, mas é justamente essa insuficiência que mantém viva a necessidade de continuar falando, escrevendo e criando.

Quem teme o absurdo acaba prisioneiro do óbvio.

Quem teme o indizível contenta-se apenas com aquilo que pode ser explicado.

E uma vida reduzida ao explicável perde o encanto do mistério, da poesia e da descoberta.

Talvez o verdadeiro sentido das palavras não esteja apenas naquilo que elas afirmam, mas também naquilo que insinuam.

Nos vazios entre uma frase e outra.

Nas metáforas que desafiam a lógica.

Nos paradoxos que revelam verdades incômodas.

Afinal, nem tudo o que faz sentido parece razoável, e nem todo absurdo está vazio de significado.

Brincar com as palavras é, no fundo, brincar com a própria realidade.

É reconhecer que o pensamento cresce quando se permite duvidar de si mesmo e que a liberdade de imaginar é uma das formas mais profundas de compreender o mundo.

O Medo do Absurdo empobrece a linguagem; a Coragem de enfrentá-lo transforma Palavras em Possibilidades e Silêncios em Reflexão.”

Última atualização 2 de Julho de 2026. História

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“O intelecto não é uma coisa séria, nunca foi. É um instrumento para a gente brincar e só.”

Oscar Wilde (1854–1900) Escritor, poeta e dramaturgo britânico de origem irlandesa

“A poesia não é nem pode ser lógica. A raiz da poesia assenta precisamente no absurdo”

José Luis Hidalgo (1919–1947)

La poesía no puede ser lógica... La raíz misma de la poesía reside precisamente en el absurdo
Los muertos - Página 14, José Luis Hidalgo, Juan Antonio González Fuentes - Ed. Universidad de Cantabria, 1997, ISBN 848102161X, 9788481021615, 115 páginas

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“Não posso ser um novo Pelé. Ele é o único que ultrapassa os limites da lógica.”

Johan Cruijff (1947–2016)

citado em "90 minutos de sabedoria: A filosofia do futebol em frases inesquecíveis" - Página 67, Ivan Maurício - Editora Garamond, 2002, ISBN 8586435716, 9788586435713 - 132 páginas

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“Nunca fui mais que um boémio isolado, o que é um absurdo; ou um boémio místico, o que é uma coisa impossível.”

Fernando Pessoa (1888–1935) poeta português

"Autobiografia sem Factos". Assírio & Alvim, Lisboa, 2006, p. 271
possível jogo em torno de Tertuliano: "credo quia absurdum" (acredito porque é absurdo), "credo quia impossibilis est" (acredito porque é impossível).
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“O absurdo é a razão lúcida que constata os seus limites.”

Albert Camus (1913–1960)

L'absurde, c'est la raison lucide qui constate ses limites
Le mythe de Sisyphe‎ - Página 70, de Albert Camus - Publicado por Gallimard, 1960 - 187 páginas
O mito de sísifo (1942)

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“A poesia era uma resposta, 22 a devolveu a seu estado original de pergunta: que é poesia? Em que consiste esse anômalo ato de palavra, regido por tantas lógicas musicais, lógicas não lógicas, essa área de discurso onde toda a loucura e desvario se permite? Onde o sentido?”

Paulo Leminski (1944–1989) poeta brasileiro

&quot;Teses, tesões&quot;. In Ensaios e anseios crípticos, p. 15. Editora Unicamp, 2011. <br class="br">Fonte: LEMINSKI, Paulo. Ensaios e anseios crípticos http://issuu.com/editoraunicamp/docs/ensaios_e_anseios.

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