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“Muitos “indignados de hoje” são os mesmos apaixonados de ontem, os Passadores de Pano para comportamentos abusivos de policiais.

Simplesmente por comprarem uma bem pintada — e quase intocável — imagem de idoneidade policial.

Há uma espécie de conforto em acreditar em figuras incontestáveis. 

É mais fácil sustentar a ideia de que existem instituições imunes a falhas do que encarar a complexidade incômoda de que todo poder, quando não muito bem vigiado, pode se corromper. 

A romantização cega não apenas distorce a realidade — ela a protege de ser questionada.

O problema não está em reconhecer a importância da função policial, mas em confundir função com caráter, farda com virtude e autoridade com moralidade. 

Quando isso acontece, qualquer denúncia vira ataque, qualquer crítica vira ingratidão, e qualquer vítima passa a ser suspeita.

E assim, cria-se um ciclo perverso: abusos são relativizados, silenciados ou justificados em nome de uma suposta “boa causa”. 

A indignação, quando surge, costuma vir tarde — geralmente quando a violência rompe a bolha de quem antes se sentia protegido por ela.

Talvez o mais inquietante seja perceber que essa mudança de postura não nasce de uma nova consciência coletiva, mas de uma experiência pessoal. 

Enquanto a violência atinge o “outro”, ela é tolerável; quando atravessa a própria pele, torna-se inadmissível.

Mas justiça não pode depender de proximidade. 

Consciência não deveria ser fruto de conveniência.

Questionar não enfraquece instituições — fortalece. 

O verdadeiro compromisso com a justiça exige coragem para enxergar aquilo que muitos preferem ignorar: que nenhum símbolo está acima de crítica, e que proteger a imagem não pode jamais valer mais do que proteger vidas.

A Indignação Seletiva, nascida da confusão, ainda faz os indignados confundirem a pressa da vingança com justiça célere.”

Última atualização 28 de Março de 2026. História

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“Eu tenho foto com milhares de policiais civis e militares hoje.”

Jair Bolsonaro (1955) 38º Presidente do Brasil

Década de 2010, 2019, Março

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“Ele é bom policial, mas é marqueteiro.”

Marcello Alencar (1925–2014)

Justificando a exoneração do delegado Hélio Luz da chefia da Polícia Civil do Estado.
Fonte: Revista Veja http://veja.abril.com.br/100997/p_015.html

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“Portanto estamos na presença de um policial com creme de espinafres, é isso?”

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“É um erro acreditar que ler muito e ler bem são a mesma coisa.”

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“Não estou olhando o policial agressor do trabalhador, mas o pai de família.”

Explicando para suas bases por que apóia a greve da polícia por melhores salários.
Fonte: Revista Veja http://veja.abril.com.br/300797/p_015.html

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