Frases sobre sintoma

Uma coleção de frases e citações sobre o tema da sintoma, ser, vida, todo.

Frases sobre sintoma

Friedrich Nietzsche photo
Antonio Gramsci photo
Liev Tolstói photo
George Orwell photo
Arthur Schopenhauer photo
Roberto Campos photo
Leonardo Boff photo
Friedrich Nietzsche photo
Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
Julius Evola photo
Glauber Rocha photo

“A fome latina […] não é somente um sintoma alarmante: é o nervo de sua própria sociedade.”

Glauber Rocha (1939–1981) Cineasta Brasileiro

Revolução do cinema novo - página 30, Glauber Rocha, Editora Alhambra, 1981, 472 páginas

“Certamente, existe uma clivagem entre o sujeito e o organismo ao qual está unido, não por meio da alma, mas graças à materialidade da linguagem. A palavra está de uma certa maneira ‘’clivada no corpo’’ e o organismo conserva a sua memória, por exemplo sob a forma do sintoma.”

"Certes, il existe un clivage entre le sujet et l’organisme auquel il s’appareille, non par le biais de l’âme, mais grâce à la matérialité du langage. La parole est en quelque sorte ‘’clivée au corps’’ et l’organisme en garde la mémoire, par exemple sous la forme du symptôme."
Fonte:«Comment les neurosciences démontrent la psychanalyse », Éditeur Flammarion, 2004, page 11, ISBN 2-08-210369-2

Sigmund Freud photo
Sigmund Freud photo
Aldous Huxley photo

“A nossa sociedade ocidental contemporânea, apesar do seu progresso material, intelectual e político, promove cada vez menos a saúde mental e contribui para minar a segurança interior, a felicidade, a razão e a capacidade de amar do indivíduo; tende a transformá-lo num autómato que paga o seu fracasso humano com o aumento das doenças mentais e com o desespero oculto sob um frenesim de trabalho e de pretenso prazer.

Este aumento das doenças mentais pode ter expressão em sintomas neuróticos, claramente visíveis e extremamente penosos. Mas abstenhamo-nos, como diz Fromm, de definir a higiene mental como a prevenção de sintomas. Estes não são nossos inimigos, mas, sim, nossos amigos; quando há sintomas, há conflito, e o conflito indica sempre que as forças da vida que pugnam pela integração e pela felicidade continuam a lutar. Os casos de doença mental realmente desesperados encontram-se entre os indivíduos que parecem mais normais. Muito deles são normais por se encontrarem tão bem adaptados ao nosso modo de vida, porque a sua voz humana foi silenciada tão precocemente nas suas vidas que nem sequer lutam ou sofrem ou desenvolvem sintomas como o neurótico.
Não são normais no sentido absoluto que poderíamos dar à palavra; são normais apenas em relação a uma sociedade profundamente anormal. A sua adaptação perfeita a essa sociedade anormal é uma medida da sua doença mental. Estes milhões de indivíduos anormalmente normais, que vivem sem espalhafato numa sociedade à qual, se fossem seres humanos por inteiro, não deviam estar adaptados, acalentam ainda a ilusão da individualidade, mas, na realidade, estão em grande medida desindividualizados. A sua conformidade evolui para uma coisa parecida com a uniformidade. mas uniformidade e liberdade são incompatíveis. A uniformidade e a saúde mental são também incompatíveis. […] O homem não é feito para ser um autómato, e, se nisso se tornar, a base do seu equilíbrio mental está destruída.”

Brave New World Revisited

Valter Bitencourt Júnior photo

“(…)
Sinal de vergonha
Pode ser sintoma,
De querer…”

Valter Bitencourt Júnior (1994) poeta e escritor brasileiro

https://www.pensador.com/frase/Mjg2NjM0Nw/
Fonte: Fragmento da Poesia "Sintomas", Eldorado: Coletânea de Poemas, Crônicas e Contos, pág. 87, 2014, ISBN: 978-85-8290-009-3.

Paulo Coelho photo

“O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo. As pessoas mais ocupadas têm tempo para tudo. As que nada fazem estão sempre cansadas.”

Paulo Coelho (1947) escritor e letrista brasileiro

"Discursos acadêmicos" - Página 31, de Academia Brasileira de Letras - Publicado por Academia Brasileira de Letras
Pessoais

Gabriel García Márquez photo
Elizabeth Gilbert photo
Gabriel García Márquez photo
Albert Camus photo
Albert Einstein photo
Esta frase aguardando revisão.

“Desde que a FIFA passou a pensar com os pés, a torcida com as cabeças dos outros, nossos futebolistas já não usam nem eles, nem a cabeça.

Talvez o problema nunca tenha sido exatamente o futebol, mas o que fizemos dele. 

Um jogo que nasceu como expressão espontânea de corpo, inteligência e improviso foi sendo lentamente capturado por interesses que preferem o automático ao criativo, o previsível ao genial. 

Pensar com os pés, nesse contexto, deixou de ser metáfora poética da habilidade e virou sintoma de uma inversão: decisões tomadas longe do campo, desconectadas da essência do jogo.

A torcida, por sua vez, que antes era extensão pulsante da arquibancada, passou a reproduzir discursos prontos, terceirizando até suas próprias emoções. 

Já não se vibra apenas pelo que se vê, mas pelo que se manda sentir. 

E quando a emoção deixa de ser autêntica, ela facilmente se transforma em massa de manobra — barulhenta, intensa, mas pouco consciente.

E os jogadores? 

Esses parecem cada vez mais pressionados a cumprir roteiros invisíveis. 

Entre contratos, estatísticas e expectativas infladas, o improviso — que sempre foi a alma do futebol — vai sendo sufocado. 

Jogar com a cabeça, no sentido mais nobre, exige liberdade para pensar, arriscar e errar. 

Mas, em um ambiente onde o erro custa caro demais, a criatividade se torna um luxo perigoso.

No fim, talvez estejamos todos participando de um jogo que já não reconhecemos completamente. 

Um jogo onde se corre muito, fala-se demais e pensa-se de menos. 

E aí, ironicamente, aquilo que sempre nos encantou — a inteligência que nasce do corpo em movimento — vai sendo substituído por uma coreografia previsível, eficiente… e cada vez menos humana.”

Muito Longe da Metáfora Poética da Habilidade: o Futebol Pensado com os Pés nas Costas da Torcida