Frases sobre escândalo

Uma coleção de frases e citações sobre o tema da escândalo, ser, silêncio, verdade.

Frases sobre escândalo

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“Não sou contra, não. Desde que seja com a mulher dos outros. Depois que todas as mulheres estiverem usando, aí a minha poderá usar. O fio dental foi um escândalo e hoje é normal. Tudo é evolução.”

Jair Bolsonaro (1955) 38º Presidente do Brasil

Sobre a legalização do topless, em entrevista à revista IstoÉ Gente em 14/02/2000.
Década de 2000, 2000

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“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles.”

Simone de Beauvoir (1908–1986) Escritora francesa

Ce qu'il y a de scandaleux dans le scandale, c'est qu'on s'y habitue
"Les écrits de Simone de Beauvoir: la vie, l'écriture, avec en appendice ..." - Página 191; de Claude Francis, Simone de Beauvoir, Fernande Gontier - 1979 - 614 páginas

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“As mentiras têm pernas curtas, mas o escândalo tem asas.”

Thomas Fuller (1608–1661)

A Lye has no Leg, but a Scandal has Wings.
Gnomologia: Adagies and Proverbs; Wise Sentences and Witty Sayings, Ancient and Modern, Foreign and British‎ - item 263 página 10 http://books.google.com.br/books?id=3y8JAAAAQAAJ&pg=PP7#PPA10,M1, de Thomas Fuller, Pre-1801 Imprint Collection (Library of Congress) - Publicado por Printed for B. Barker, 1732 - 297 páginas
Adágios e provérbios

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“Eu lamento que seja com um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo.”

Eduardo Cunha (1958) economista, político brasileiro e 53° Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil
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“A arte é uma espécie de escândalo, um exibicionismo cuja única desculpa é ser praticado entre cegos.”

Jean Cocteau (1889–1963)

L'art est une sorte de scandale, un exhibitionnisme dont la seule excuse est qu'il s'exerce chez les aveugles.
Le discours d'Oxford‎ - Página 48, de Jean Cocteau - Publicado por Gallimard, 1956 - 55 páginas

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“Adoro os escândalos dos outros. Os que me dizem respeito não me interessam. Não tem o atrativo da novidade.”

Oscar Wilde (1854–1900) Escritor, poeta e dramaturgo britânico de origem irlandesa

Variante: Adoro os escândalos dos outros, os meus não me interessam, não têm o encanto da novidade.

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“Escândalo é a fofoca tornada tediosa pela moralidade.”

Oscar Wilde (1854–1900) Escritor, poeta e dramaturgo britânico de origem irlandesa
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Esta frase aguardando revisão.

“A moeda mais poderosa na política do espetáculo é o ruído que mantém a paixão e o aluguel das cabeças dos asseclas e ainda movimenta os algoritmos.

Ela banca dois amantes do barulho constante: a cabeça vazia e o algoritmo.

Já não importa a profundidade do debate, a coerência das ideias ou a honestidade das intenções.

O que sustenta o teatro contemporâneo é a capacidade de produzir barulho suficiente para impedir o silêncio que oportuniza a reflexão.

O ruído virou ativo político, combustível emocional e mecanismo de controle.

Na política do espetáculo, a indignação é industrializada.

Cria-se um inimigo por semana, uma crise por dia e um escândalo por hora…

Não para resolver problemas, mas para manter plateias permanentemente excitadas, cansadas e incapazes de distinguir realidade de encenação.

Afinal, quem pensa demais começa a perceber as contradições do roteiro.

Os asseclas apaixonados, muitas vezes sem perceber, alugam as próprias consciências em troca do pertencimento.

Passam a defender narrativas como quem protege a própria identidade.

E quando a identidade depende da manutenção do conflito, qualquer tentativa de ponderação vira ameaça.

O pensamento crítico deixa de ser virtude e passa a ser tratado como traição.

Enquanto isso, os algoritmos recompensam exatamente aquilo que degrada o debate público: exagero, simplificação, raiva e histeria.

O conteúdo que mais divide é o que mais circula.

Não porque seja verdadeiro, mas porque captura atenção.

E atenção, hoje, em meio a tanta carência, vale muito mais do que a verdade.

Nesse cenário, muitos líderes deixam de governar para performar.

Precisam permanecer em evidência constante, alimentando torcidas emocionais que já não exigem soluções concretas, apenas novos capítulos da guerra simbólica.

O problema deixa de ser a pobreza, a corrupção, a violência ou a desigualdade…

E passa a ser perder o controle da narrativa.

Talvez a maior tragédia desse modelo seja transformar cidadãos em audiência e democracia em entretenimento.

Porque quando a política vira espetáculo permanente, o país inteiro passa a viver entre aplausos automáticos, vaias previsíveis e distrações cuidadosamente calculadas.

E, no meio de tanto ruído, a lucidez se torna quase um ato de resistência.”