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“⁠Talvez não haja Dor que supere a de beijar a Testa Gelada do nosso Grande Amor num caixão.

Há despedidas que não encontram palavras suficientes.

O silêncio pesa muito mais do que qualquer discurso, e o coração tenta aceitar aquilo que a alma insiste em negar.

Nesse instante, compreendemos que o verdadeiro amor não se mede apenas pelos dias felizes, mas pela imensidão da saudade que fica quando a presença vira memória.

Quem ama de verdade, nunca está preparado para dizer adeus.

Restam as lembranças dos sorrisos compartilhados, das mãos entrelaçadas, dos sonhos construídos e da gratidão por cada momento (com)partilhado.

A morte pode até interromper uma história nesta terra, mas jamais poderá apagar um amor que marcou uma vida inteira.

Hoje, entre lágrimas, medos e saudade, só consigo dizer:

Vá em paz, amor da minha vida, Célia Maria!

E, mesmo com o coração dilacerado, elevo meus olhos aos céus e agradeço:

Gratidão, Pai Eterno, Pai Amado, por ter me emprestado a mulher da minha vida por mais de três décadas.

Que eu tenha forças e hombridade para honrar tudo o que vivemos, e para carregar comigo o legado de amor que ela deixou.

Talvez uma das maiores provas de que o amor existe seja exatamente a tamanha intensidade da dor da despedida.

E, talvez, não haja dor que supere a de beijar a testa gelada da pessoa mais amada da sua vida num caixão.


Vá em Paz, amor da minha vida!”

Última atualização 15 de Julho de 2026. História

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