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“Bastou o encardido encontrar o ponto fraco do povo — esse abismo sutil entre a religiosidade e o fanatismo — para politizar as igrejas.

A religiosidade, quando saudável, nasce da consciência da própria fragilidade. 

Ela é ponte: liga o humano ao divino, o erro ao arrependimento, a culpa ao perdão. 

Já o fanatismo é muro. 

Ele não aproxima; separa. 

Não ilumina; incendeia. 

Não convida ao amor; convoca à guerra.

Entre uma coisa e outra existe um terreno perigoso: o ego travestido de fé. 

É ali que discursos políticos encontram abrigo, não para servir, mas para dominar. 

Quando a fé deixa de ser transformação interior e passa a ser instrumento de poder exterior, o altar vira palanque — e o púlpito, trincheira.

Não é a política que contamina a fé; é o coração que, seduzido por certezas absolutas, troca o Evangelho pela ideologia. 

O problema não está em cidadãos que creem participar  da pública — isso é legítimo. 

O problema começa quando a fé deixa de ser farol moral e se torna escudo partidário.

O fanático não se percebe capturado, acredita estar defendendo Deus, quando, na verdade, está defendendo homens. 

E homens passam. 

Projetos passam. 

Mandatos também. 

Mas o dano causado quando se confunde Reino com governo terreno atravessa gerações.

Talvez o maior sinal de maturidade espiritual seja justamente este: saber que Deus não precisa de cabos eleitorais, nem de militantes inflamados, mas de consciências coerentes. 

A fé que se ajoelha não precisa gritar. 

A fé que ama não precisa esmagar. 

A fé que é verdadeira não teme perder espaço político, porque jamais dependeu dele para existir.”

Última atualização 24 de Fevereiro de 2026. História

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“A ganância e o fanatismo são os pais de todas as guerras.”

Maurício.Cavalheiro-Pindamonhangaba

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“Todo mundo tem um ponto fraco. Você é o meu!?”

Cazuza (1958–1990) cantor e compositor brasileiro

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