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“O que ameaça o status quo dos opressores não é a força bruta, mas sim a emancipação intelectual e a agência política dos oprimidos.

Os opressores muito raramente temem punhos cerrados; o que verdadeiramente os inquieta são mentes despertas. 

A força bruta é previsível e quase sempre pode ser reprimida, rotulada e até esmagada. 

Já a emancipação intelectual não se deixa algemar com facilidade: ela questiona, desmonta narrativas, expõe privilégios travestidos de ordem natural.

Quando os oprimidos passam a compreender as engrenagens que os nivelam por baixo, o status quo começa a ruir por dentro. 

A consciência crítica retira do opressor o monopólio da verdade e devolve ao oprimido algo que sempre lhe foi negado: a capacidade de nomear a própria dor, de decidir e pavimentar o próprio caminho.

A agência política nasce desse despertar. 

Não é grito vazio, é escolha; não é caos, é organização. 

Por isso assusta tanto. 

Um povo que pensa com a própria cabeça não aceita migalhas como destino nem silêncio como virtude. 

Ele passa a participar da história, em vez de apenas sofrê-la.

No fim, não é a violência que ameaça os opressores, mas a lucidez — especialmente a coletiva.

Porque ideias libertas não pedem permissão para existir — e, uma vez semeadas, impossibilitam fingir que opressão é ordem e injustiça é destino.”

Última atualização 7 de Janeiro de 2026. História

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“Muitos daqueles que não querem ser oprimidos querem ser opressores.”

Napoleão Bonaparte (1769–1821) monarca francês, militar e líder político

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