Frases sobre preso
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“QUANDO BUSCO AS CRIANÇAS NA ESCOLA

Quando busco as crianças na escola A curiosidade me consome por inteiro Porque lá existe um universo
De pessoas e de diferenças Aviltantes
Observo ao chegar mais cedo Tantas e tantas mulheres
Com as infinitas faces
E os seus arroubos tão distintos.

Noto a mãe mais devotada
Cuja principal beleza é indisfarçável Por entre as roupas informais
E os cabelos presos
E que levam as imaginações ao infinito.

Há também aquela executiva
Sempre muito bem vestida
E que se adorna de frieza altiva
Disfarçando que é só menina desejosa de amor sincero E de alguém que lhe proteja.

Vejo as mulheres participativas
Criadoras de debates e polêmicas
Organizando o teatrinho do colégio
Para que olvidem rotinas melancólicas
Amargadas como fel daquilo que em tese deveria ser um lar em harmonia.

Não existe como não notar
A genitora que ao mesmo tempo em que recebe os filhotes e os beija com saudades e sorrisos (quase que em desespero)
Vive um dia-a-dia atropelado entre compromissos e maternidade
Já que tem um ex-marido cafajeste e descomprometido.

Sinto o perfume enjoativo
Da mulher que busca o filho
Com indiferença e mau-humor contagiosos Vez que não queria estar ali buscando o filho E ainda muito menos ter o tal do filho.

Eu também desvendo mães que foram já colegas minhas Na infância ou na adolescência
Algumas até me reconhecem
Outras reconhecem, mas me ignoram
E assim me questiono como se daria Se tivéssemos ficado juntos
Construindo vidas em uníssono.

E divirto-me, no fim de tudo
Com alguns homens estúpidos
Que puxam as conversas mais estúpidas
A fim de seduzirem as mulheres - nada estúpidas - que estão ali na escola (Esses, com certeza, necessitam é de muito mais maturidade)

Porque desconhecem o lirismo da conversa casual
E que inflama os nossos corações e almas Demonstrando que a vida nos reserva várias surpresas
E, quiçá, famílias novinhas em folha
Esculpidas
E escritas
Entalhadas
Costuradas
Na escola das crianças.”

AndreRodriguesCostaOliveira

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“Não há um livre sequer, pois ninguém é tão livre ao ponto de não querer estar preso àquele que o libertou.”

Alessandro Teodoro

E, se é para estar preso, que seja ao Senhor e ao conhecimento.

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“O grande Amor da nossa vida não é só quem Acelera nosso coração, mas também quem Desacelera nossa cabeça.

Porque amar não deveria ser viver em constante estado de alerta, tentando decifrar silêncios, justificar ausências ou adivinhar sentimentos. 

O amor que realmente importa não é aquele que nos deixa presos à ansiedade de saber se somos suficientes, mas aquele que nos oferece a tranquilidade de simplesmente sermos nós mesmos.

Há pessoas que chegam e despertam borboletas no estômago, fazem o coração bater mais forte e transformam dias comuns em momentos inesquecíveis. 

Mas existe algo ainda mais profundo: encontrar alguém diante de quem a alma consegue respirar.

Talvez o verdadeiro amor seja menos sobre a intensidade dos primeiros encontros e mais sobre a paz que permanece depois que a euforia passa. 

É ter alguém que não alimenta inseguranças, que não transforma afeto em disputa, presença em prêmio ou silêncio em castigo.

É poder descansar no abraço de alguém sem precisar perguntar se amanhã esse abraço ainda estará ali.

Porque paixão pode incendiar. 

Desejo pode estremecer. 

Encantamento pode nos tirar o chão. 

Mas, amor, quando é saudável, também sabe nos devolver ao chão — e permanecer ao nosso lado enquanto recuperamos o equilíbrio.

No fim, talvez o grande amor não seja quem nos faz sentir tudo ao mesmo tempo, mas quem nos ensina que não precisamos sentir medo para sentir amor.

É aquele alguém que acelera o coração quando chega, mas que, quando fica, faz a nossa mente finalmente encontrar silêncio.

E talvez seja essa a forma mais bonita de amar: encontrar alguém que não seja apenas motivo para o coração bater mais forte, mas também razão para a alma descansar.”

Alessandro Teodoro

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“Se soubéssemos o quanto o momento das nossas Refeições é Sagrado, não deixaríamos que nada nos Distraísse.

Talvez nunca tenhamos parado para pensar que, enquanto nos sentamos à mesa para comer, a vida está nos oferecendo muito mais do que alimento.

Ela nos oferece uma pausa, um encontro com o presente, uma oportunidade de nutrir não apenas o corpo, mas também a alma.

A Refeição é um ritual de cuidado, um instante em que a terra, o trabalho de tantas mãos e a generosidade da natureza se encontram diante de nós.

Cada alimento carrega uma história, cada sabor desperta uma memória e cada mesa pode se tornar um lugar de comunhão, gratidão e afeto.

Mas, muitas vezes, estamos tão distraídos que comemos sem perceber o que estamos comendo.

Os olhos estão nas telas, a mente está presa às preocupações, os pensamentos correm para os compromissos seguintes e o corpo, embora presente, parece ser a única parte de nós que realmente está à mesa.

Comemos com pressa, como se alimentar-se fosse apenas uma tarefa a cumprir, e não um momento precioso de conexão com a vida.

E quantas vezes deixamos de ouvir quem está ao nosso lado?

Quantas conversas importantes se perdem porque estamos mais atentos ao celular do que ao olhar de quem compartilha a refeição conosco?

Quantos sabores passam despercebidos porque a nossa mente está ocupada demais com aquilo que ainda nem aconteceu?

Estar à mesa é também aprender a estar presente.

É reconhecer que o alimento merece Respeito, que o corpo merece Atenção e que as pessoas ao nosso redor merecem a nossa Presença Inteira.

É compreender que a gratidão não precisa de grandes discursos: às vezes, ela se manifesta simplesmente quando respiramos fundo, observamos o que temos diante de nós e agradecemos por mais uma oportunidade de nos nutrir.

Talvez o Sagrado não esteja apenas no alimento, mas na maneira como nos relacionamos com ele.

No cuidado de quem preparou a comida, no carinho de quem nos convida a sentar, na simplicidade de uma refeição compartilhada e até mesmo no silêncio de quem, sozinho, encontra naquele momento uma oportunidade de acolher a si próprio.

Por isso, da próxima vez que nos sentarmos à mesa, que possamos desacelerar.

Que deixemos o celular de lado, que suspendamos por alguns instantes as urgências do mundo e que permitamos à nossa atenção repousar sobre aquilo que verdadeiramente importa.

Porque a vida não acontece apenas nos grandes acontecimentos que esperamos.

Ela também acontece entre um gole e uma garfada, numa conversa despretensiosa, num sorriso trocado, no sabor de um alimento e na presença de quem amamos.

Talvez a verdadeira abundância não seja ter a mesa cheia, mas ter o coração presente diante daquilo que a vida nos oferece.

Que nunca nos falte a consciência de que cada refeição é uma pequena celebração da existência.

E que, ao nos levantarmos da mesa, não tenhamos apenas o corpo alimentado, mas também a alma enriquecida pela gratidão, pela presença e pelo privilégio de estarmos vivos.

Afinal, quando compreendemos a Sacralidade de uma Refeição, deixamos de apenas comer para começar a honrar a vida em cada alimento, em cada encontro e em cada instante.”

Alessandro Teodoro