Esta frase aguardando revisão.

“Para acariciar o ego de tantos Políticos Apaixonados, só a enxurrada de Eleitores igualmente Apaixonados.

Há uma curiosa relação entre o Poder e a Paixão. 

O Político Apaixonado por si mesmo precisa, quase sempre, de uma multidão igualmente Apaixonada por sua imagem. 

Não basta governar: é preciso ser Admirado. 

Não basta apresentar propostas: é preciso ser Aplaudido. 

Não basta ocupar um cargo: é preciso transformar o cargo em palco e o eleitor em plateia.

E assim se estabelece uma espécie de romance coletivo, no qual a razão frequentemente perde espaço para a devoção. 

O eleitor deixa de perguntar “o que ele fez?” e passa a perguntar “como alguém pode falar mal dele?”. 

A crítica vira ofensa, a discordância vira traição e o político deixa de ser um representante temporário da sociedade para se tornar, aos olhos de alguns, uma espécie de personagem infalível.

O problema é que a democracia não foi feita para produzir fãs. 

Foi feita para produzir cidadãos.

Político não precisa de amor incondicional; precisa de cobrança. 

Não precisa de seguidores dispostos a justificar todos os seus erros; precisa de eleitores capazes de reconhecer acertos sem fechar os olhos para os abusos. 

Afinal, quando a paixão política se torna maior que o compromisso com a verdade, o cidadão corre o risco de defender aquilo que, em qualquer outra circunstância, condenaria.

Talvez o maior perigo não esteja apenas no político que alimenta o próprio ego, mas no eleitor que entrega voluntariamente a própria capacidade de questionar. 

Porque o poder se torna realmente perigoso quando encontra não apenas quem queira mandar, mas quem esteja disposto a acreditar em tudo.

No fim, a enxurrada de eleitores apaixonados pode até acariciar o ego de um político. 

Mas somente uma sociedade consciente, crítica e disposta a pensar por conta própria consegue impedir que essa paixão transforme a política em culto — e o cidadão, em devoto.

Porque votar é escolher representantes. 

Não é entregar a eles a nossa consciência.”

Última atualização 15 de Setembro de 2026. História

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“Não basta que todos sejam iguais perante a lei. É preciso que a lei seja igual perante todos.”

Salvador Allende (1908–1973) político chileno, 45° Presidente do Chile

No basta que todos sean iguales delante de la Ley, es necesario que la Ley sea igual delante de todos <br class="br">Salvador Allende como citado in: Editorial http://afmlp.cl/index.php/editorial, Asociacion Historica de Funcionarios Municipales La Pintana - Chile, 03-ago-2009

Esta frase aguardando revisão.

“⁠Para fazer frente à enxurrada de eleitores apaixonados, basta uma enxurrada de políticos-influencers igualmente apaixonados.


Talvez isso soe como ironia, mas talvez seja também um retrato fiel do nosso tempo.


Em uma era em que a atenção se tornou moeda de troca e a emoção passou a disputar espaço com os fatos, a política parece cada vez menos um campo de deliberação e cada vez mais um mercado de engajamento.


O eleitor apaixonado não procura apenas propostas.


Procura pertencimento, identidade e reconhecimento.


Quer sentir que faz parte de uma causa maior do que si mesmo.


Nesse ambiente, argumentos cuidadosamente construídos muitas vezes perdem terreno para frases de efeito, vídeos curtos e narrativas capazes de provocar indignação, esperança ou medo em poucos segundos.


Não surpreende, então, que os políticos se adaptem à lógica vigente.


Se a arena pública recompensa visibilidade, surgem os políticos-influencers.


Se a paixão mobiliza mais do que a ponderação, multiplica-se a encenação da paixão.


O resultado é uma dinâmica medonha em que representantes e representados passam a se retroalimentar emocionalmente, cada grupo incentivando no outro exatamente aquilo que mais dificulta o diálogo.


Mas há um risco evidente nessa simetria.


Quando a política se transforma em um espelho de afetos intensificados, a mediação perde valor.


A dúvida vira fraqueza.


A complexidade vira obstáculo.


A prudência passa a parecer falta de convicção.


E a própria atividade política, que deveria lidar com interesses conflitantes e problemas multifacetados, é pressionada a se comportar como entretenimento permanente.


E daí nasce a política do espetáculo.


Talvez a questão não seja apenas a existência de eleitores apaixonados ou de políticos-influencers.


Paixões sempre estiveram presentes na vida pública.


O problema surge quando a paixão deixa de ser combustível para a participação e passa a ser critério único para julgar a realidade.


Nesse ponto, a intensidade do sentimento substitui a qualidade do argumento.


A democracia depende de entusiasmo, mas também de freios.


Depende de convicções, mas igualmente de disposição para revisar certezas.


Se a resposta para uma enxurrada de eleitores apaixonados for apenas uma enxurrada de políticos-influencers igualmente apaixonados, talvez estejamos apenas aumentando o volume da correnteza, sem perguntar para onde ela está nos levando.


E correntes muito fortes têm uma característica bastante curiosa: arrastam não apenas aqueles que desejam avançar, mas também aqueles que já deixaram de distinguir movimento de direção.”

Alessandro Teodoro

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“Não precisa ser perfeito. Pra mim, basta que seja verdadeiro.”

Bob Marley (1945–1981) foi um cantor, guitarrista (raggae) e compositor jamaicano famoso por popularizar o gênero

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“Não basta conquistar a sabedoria, é preciso usá-la.”

Cícero (-106–-43 a.C.) orador e político romano

Variante: Não basta adquirir sabedoria; é preciso, além disso, saber utilizá-la.

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