Esta frase aguardando revisão.

“Os Apaixonados não reivindicam mais as Pautas Próprias, só defendem as Pautas dos Políticos de Estimação.

É muito curioso como, em tempos de paixões políticas exacerbadas, tanta gente parece ter terceirizado até a própria indignação.

O que antes era uma luta por melhores condições de vida, mais justiça, liberdade ou dignidade passou, em muitos casos, a ser apenas torcida organizada por quem ocupa o poder — ou por quem se deseja ver ocupando-o.

O problema é que, quando o político de estimação se torna mais importante que a própria pauta, o cidadão deixa de ser sujeito e passa a ser escudo.

Defende o indefensável, relativiza o erro, justifica o abuso e transforma qualquer crítica ao seu escolhido em uma ofensa pessoal.

Já não importa tanto se a promessa foi cumprida, se a política pública funcionou ou se o discurso contradiz a prática.

Importa que “o meu lado” esteja vencendo.

E, assim, aquilo que deveria ser consciência política transforma-se em fidelidade emocional.

É uma inversão muito perigosa: o representante, que deveria prestar contas ao cidadão, passa a contar com a sua devoção.

A pauta, que deveria sobreviver aos governos, passa a depender deles.

E o eleitor, que deveria cobrar seus representantes, acaba trabalhando voluntariamente para protegê-los.

Talvez seja hora de recuperar uma velha máxima, cada vez mais esquecida: “Político não é Ídolo, Partido não é Religião e Eleitor não é Torcedor.”

Quem realmente tem convicções não abandona seus princípios quando muda o candidato.

Se uma pauta é justa hoje, continua sendo justa quando beneficia o adversário.

Se um abuso é condenável de um lado, também deve ser do outro.

Porque maturidade política não é encontrar um político para admirar.

Mas ter princípios suficientemente fortes para contrariar até aquele em quem se votou.

No fim, talvez a verdadeira liberdade política comece justamente quando deixamos de perguntar: “o que meu político pensa sobre isso?”

E voltamos a perguntar: “o que eu penso, e por que ainda defendo isso?””

Última atualização 7 de Setembro de 2026. História

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“A liberdade económica é a condição necessária da liberdade política.”

Luigi Einaudi (1874–1961) economista e político italiano, 2° Presidente da Itália

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“A agenda da reforma política, ela é necessária, hoje mesmo cobrei do presidente do Senado Federal que coloque em pauta um projeto aprovado na Comissão de Justiça da Casa que garante que todas as propostas de reforma política e eleitoral sejam submetidas a referendo. E que esse referendo ocorra no dia da eleição, no ano que vem.”

Aécio Neves (1960) político brasileiro

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