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“Quantos Sonos eu deixei de dormir com medo do Sono Profundo me abraçar e alguém Precisar de mim?

Há pessoas que passam a vida em estado de vigília.

Não necessariamente só porque sofram de insônia, mas porque carregam a estranha sensação de que descansar é um luxo muito perigoso.

Vivem acreditando que, se baixarem a guarda por alguns instantes, algo dará errado, alguém chamará por socorro ou uma responsabilidade inesperada baterá à porta.

É curioso como o Amor, o Dever e o Medo podem vestir a mesma roupa.

Quem ama, cuida.

Quem é responsável se faz presente.

Mas, quando o medo de falhar se torna maior do que a necessidade de repousar, o cuidado deixa de ser virtude e passa a ser prisão.

O Sono Profundo simboliza muito mais do que o descanso do corpo.

Ele representa a confiança de que o mundo continuará girando mesmo sem o nosso controle.

Dormir é um ato silencioso de entrega.

É reconhecer que nem tudo depende de nós e que há batalhas que precisam esperar, sim, pelo amanhecer.

Quantas noites foram roubadas por preocupações que jamais se concretizaram?!?

Quantas madrugadas foram preenchidas por cenários imaginários, enquanto a vida seguia seu curso sem exigir a nossa vigilância permanente?

Talvez a maturidade também consista em aprender que estar disponível não significa estar esgotado.

Quem nunca descansa acaba oferecendo aos outros apenas os restos da própria força, da própria existência.

E ninguém sustenta uma luz acesa para sempre sem, um dia, ver a chama enfraquecer.

Permita-se dormir em paz.

Se alguém realmente precisar de você, que o encontre inteiro, renovado e capaz de estender a mão com serenidade.

Porque há um Tempo para Velar, mas também há um Tempo Sagrado para fechar os olhos, confiar e simplesmente Descansar.”

Última atualização 1 de Agosto de 2026. História

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“O sono é a morte sem a responsabilidade.”

Sleep is death without the responsibility.
Metropolitan life‎ - Página 91, de Fran Lebowitz - Dutton, 1978, ISBN 0525155627, 9780525155621 - 177 páginas

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