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“Talvez a polícia recuperasse a Admiração, o Respeito e o “Sinônimo de Idoneidade” que já ostentou por muitos anos se conseguisse se libertar do corporativismo e combatesse criminosos escondidos nela com a mesma rigidez — necessária — que tenta combater fora dela.

A confiança pública nunca foi construída apenas sobre fardas, distintivos ou autoridade. 

Ela nasceu, sobretudo, da percepção de que havia homens e mulheres dispostos a proteger a sociedade até mesmo dos próprios desvios internos. 

Quando essa coerência desaparece, a instituição deixa de ser vista como guardiã da ordem para se tornar alvo de desconfiança, medo e questionamentos.

O corporativismo, quando ultrapassa o limite da lealdade saudável entre colegas, transforma-se em blindagem moral. 

E nenhuma instituição sobrevive intacta quando passa a proteger seus erros em nome da própria imagem. 

O silêncio diante da corrupção, da violência injustificada ou do abuso de poder não preserva a honra da polícia — corrói lentamente aquilo que ela tem de mais valioso: sua credibilidade.

A população compreende que policiais enfrentam riscos, pressões e realidades extremas. 

Compreende também que a Maioria dos profissionais exerce sua função com muita dignidade e muito sacrifício — até da própria vida. 

Mas é justamente por isso que a omissão diante dos maus agentes se torna ainda mais grave. 

Cada criminoso protegido dentro da corporação destrói um pouco do esforço daqueles que vivem honrosa e honestamente sob a segunda pele do braço armado do Estado.

Nenhuma instituição conquista respeito verdadeiro exigindo obediência cega; ela o conquista demonstrando integridade, mesmo quando isso dói internamente. 

A coragem de investigar, punir e expulsar quem desonra a missão policial talvez seja o único caminho capaz de reconstruir a ponte quebrada entre parte da sociedade e aqueles que deveriam só protegê-la.

Porque a autoridade sem ética impõe medo. 

Mas a Autoridade com justiça inspira Confiança.

Aos que não desonram a segunda pele do Glorioso braço armado do Estado, nem a pretexto de passar pano para desvios de conduta de seus pares, meu Eterno carinho, admiração e respeito.

Força e Honra!”

Última atualização 8 de Maio de 2026. História

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“A sociedade frequentemente perdoa o criminoso, ela nunca perdoa o sonhador.”

Oscar Wilde (1854–1900) Escritor, poeta e dramaturgo britânico de origem irlandesa
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