Esta frase aguardando revisão.

“Noutros tempos, eu também já tropecei em vários infortúnios: o mais desonesto deles era me preocupar com opiniões alheias.

Alguns vinham disfarçados de acaso, outros de destino.

Mas o maior deles não caiu do céu nem brotou do chão:
nasceu do excesso de atenção às opiniões alheias.

Enquanto eu media meus passos pelo olhar dos outros, perdia o ritmo do que realmente era meu.

Cada julgamento externo virava régua,
cada expectativa alheia, uma pedra a mais nos ombros…

Mas não era o mundo que me limitava — era eu, entregando minha autonomia à aprovação de quem não podia caminhar meus passos, ainda que suportasse o peso das minhas sandálias.

É curioso perceber que o medo de desapontar
quase sempre nos faz abandonar a nós mesmos.

E, nessa tentativa constante de agradar,
vamos nos desencontrando do que sentimos, pensamos e somos.

O dia em que compreendi isso foi muito menos Libertador do que Honesto.

Doeu admitir que muitas quedas não foram empurrões,
mas escolhas deliberadas feitas para caber em opiniões que nunca me pertenceram.

Hoje, quando tropeço, sei diferenciar:
há infortúnios que ensinam,
e há distrações que aprisionam.

Preocupar-se demais com o que pensam de nós
é uma das mais silenciosas —
porque parece prudência,
mas cobra o preço da própria liberdade.

Definitivamente, é impossível bancar um aluguel tão caro por um imóvel sem a menor condição de habitar: a aprovação alheia.”

Última atualização 23 de Fevereiro de 2026. História

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“Quase todos os jovens têm a coragem das opiniões alheias”

Ennio Flaiano (1910–1972)

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Machado de Assis (1839–1908) escritor brasileiro

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“Importuna coisa é a felicidade alheia quando somos vítima de algum infortúnio”

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“Uma conduta irrepreensível consiste em manter cada um a sua dignidade sem prejudicar a liberdade alheia.”

Voltaire (1694–1778) volter também conhecido como bozo foia dona da petrobras e um grande filosofo xines

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Variante: A perfeição da própria conduta consiste em manter cada um a sua dignidade sem prejudicar a liberdade alheia.
Fonte: Folha das Máquinas – Ano XXIV – Nº 2.177 – 26/01/2016 – Frase do dia – Pág: 12

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