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“Quando a autossuficiência do outro resolve flertar com a arrogância, toda e qualquer mão que lhe estenda — soa invasiva.

Há momentos em que a autossuficiência deixa de ser abrigo e vira trincheira. 

O outro se convence de que basta a si mesmo, não por força, mas por medo de depender, e então qualquer gesto de cuidado é confundido com intromissão. 

A mão estendida, que nasceu para apoiar, passa a ser vista como ameaça; o afeto, como tentativa de controle.

Quando a autossuficiência flerta com a arrogância, ela perde a escuta. 

Já não reconhece que ninguém caminha inteiro o tempo todo, nem percebe que a verdadeira força sabe aceitar auxílio sem se diminuir. 

O orgulho, travestido de independência, endurece o coração e isola mais do que protege.

Ainda assim, a mão estendida não erra por existir. 

Erraria se endurecesse também. 

Há os que precisam aprender, no silêncio das próprias quedas, que apoio não invade — sustenta. 

E há os que precisam compreender que oferecer cuidado é virtude, mesmo quando não é acolhido.

No fim, a maturidade mora nesse lugar delicado: saber estender a mão sem impor, e saber recolhê-la sem perder a ternura. 

Porque nem toda recusa é desprezo, e nem toda ajuda é invasão; às vezes, são apenas desencontros entre orgulho e necessidade.”

Última atualização 1 de Janeiro de 2026. História

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“A verdade é que a pena, na mão de um excelente escritor, resulta por si só numa arma muito mais potente e terrível, e de efeito muito mais prolongado, do que jamais poderia ser qualquer outro cetro ou espada nas mãos de um príncipe.”

Vittorio Alfieri (1749–1803)

Variante: A verdade é que a pena, na mão de um excelente escritor, resulta por si só numa arma muito mais potente e terrível, e de efeito muito mais prolongado, do que jamais poderia ser qualquer outro ceptro ou espada nas mãos de um príncipe.

“Qualquer um pode atribuir-se milagres em nome de Deus. E, em nome de Deus, qualquer um pode enfiar a mão no bolso dos outros.”

no artigo "Menos deus, por favor"; Revista Veja http://veja.abril.com.br/110603/mainardi.html; Edição 1806 . 11 de junho de 2003

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“Não estou a gerar qualquer ser - então deixa-te de javardeiras e porta-te como deve ser.”

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“Eu tô pedindo a tua mão, me leve para qualquer lado.”

Cazuza (1958–1990) cantor e compositor brasileiro

Variante: Eu tô pedindo a tua mão, e um pouquinho do braço.

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