Gerson De Rodrigues: Citações em tendência
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Gerson De Rodrigues: 292 citações1156 Curtidas
“Cristo
O Filósofo Gabriel se apaixonou por uma linda moça chamada Maria. Maria morreu no parto, mas em suas últimas palavras disse-lhe que teriam uma filha que iria trazer aos homens a chave para o conhecimento.
Sua Filha, Jesus, nasceu em uma biblioteca, aonde foi visitada pelos mais renomados Filósofos da época. Sua filha foi educada no mais alto escalão literário e após seus 12 anos, a vemos como uma jovem Poetisa.
Aos dezoito anos, Jesus tornou-se uma renomada Filósofa e então começou a ensinar novos alunos por toda a cidade. Dentre seus ensinamentos, estavam como base a Anarquia e a rebelião a todos sistemas de crenças, e após muita leitura, descobriu que o único deus que ela dobraria os joelhos nesse mundo, seria a mulher que vês diante do espelho.
Jesus fez também muitas coisas boas. Comandou rebeliões contra o governo vigente que os oprimia. Lecionou os mais pobres e até mesmo Publicou livros.
Por fim, seus atos revolucionários foram vistos como uma ameaça a religião e ao estado. E não demorou muito para que as autoridades desejassem sua morte. Jesus Lecionou Filosofia por uns três anos e meio desde então, de modo que aos seus 34 anos de idade foi crucificada em praça publica
Suas últimas palavras são repetidas até hoje
– Amai a ti mesmo como nenhum próximo o fará! E nenhum deus dirá não! Pois não existe deus se não o próprio homem!
Gritava em agonia a jovem mulher pregada na cruz Enquanto os apedeutas gargalhavam como diabos sátiros.”
Gerson De Rodrigues
“Metáforas & Paranoias – As vozes em minha mente
Dentro da mente de cada indivíduo existe um lugar escuro e sombrio, cuja penumbra da noite reina sobre seus pensamentos como uma alma aprisionada no mais terrível dos abismos. Esse lugar é temido por todos os homens, lá vivem seus pensamentos mais infames e desprezíveis, é de lá que nascem os suicidas e os assassinos em série.
Muitos homens procuram esquecer e fingir que o lado sombrio não existe, então apegam-se nos deuses, nas drogas, no amor e nas mentiras.
Enquanto isso muitos outros homens são assombrados pelos fantasmas que lá habitam, vozes que gritam em sua mente coisas terríveis que o levam a loucura.
As vozes exploram o pior da essência de cada indivíduo, enquanto as almas do abismo mastigam as tripas dos deuses caídos e gritam com sangue em seus dentes coisas tão terríveis que nem mesmo o homem mais puro seria capaz de suportar.
Para conviver com tais pensamentos, é necessário um pacto com o seu lado sombrio. Um pacto com a mais podre essência abismal que vive dentro da sua mente. Para isso, temos que encarar os fantasmas e os monstros não como inimigos, não como criaturas infernais, e sim como uma bela estrela cintilante no céu noturno. Que embora bela e cintilante, seu brilho são as lágrimas de diabos atormentados que a muito tempo chorou suas últimas gotas de sangue…”
Gerson De Rodrigues
“O Filósofo & O Prisioneiro - Uma Alegoria para sabedoria da vida
Condenado a pena de morte o Filósofo sentava-se solitário em sua cela, enquanto observava o céu estrelado pela pequena janela que ali havia.
Faltando apenas algumas horas para sua execução, um outro prisioneiro é arremessado em sua cela
– Faltam-te apenas duas horas! E a morte irá beijá-lo! Gritou o guarda enquanto os enjaulava sem piedade
Após levantar-se e limpar suas roupas sujas. O prisioneiro encara aquele velho homem de barbas longas que encontrava-se ali parado, observando atentamente o céu noturno
– O Guarda disse que você só tem duas horas de vida… Como se sente?
Questionou o prisioneiro de forma tímida e preocupada, tentando puxar assunto. Enquanto isso o filósofo seguia em silencio observando o céu estrelado.
O Prisioneiro por sua vez, caminhava de um lado para o outro incansavelmente preocupado
– Para mim, imagino que faltam três ou quatro horas… Droga! Eu mal consegui realizar os meus sonhos… O que você pretende fazer nas suas duas últimas horas?
Persistia o prisioneiro em uma tentativa falha de diálogo, enquanto caminhava de um lado para o outro, preocupado e com o medo da morte começa a remover sua camiseta e amarra-la na parte mais alta da cela
– Quer saber? Pode ficar ai, fingindo que está tudo bem. Eu vou me matar, eu prefiro isso do que ser condenado a cadeira elétrica!
O Filósofo, ao escutar tais palavras sórdidas volta sua atenção a aquela pobre alma.
– Antes de prosseguir com esse ato, poderia por favor vir aqui ver algo?
Disse o filósofo em tonalidade calma e serena
O Prisioneiro indaga – Ver o que? Não há nada que possa nos salvar agora
– Eu insisto, tenho algo a mostrar-te…
O Prisioneiro então caminha até a janela
– Está vendo aquela estrela? A Mais brilhante dentre elas Disse o Filósofo apontando com os dedos para o céu estrelado
– Sim, estou sim, aquela com uma tonalidade meio azulada não é? – Ela mesmo…
O Filósofo encosta-se na parede, e com a voz calma ele diz
– Observe a atentamente, imagine que naquela estrela existe também um planeta
Um planeta tal como o nosso, com heróis e vilões, deuses e homens, sábios e tolos, o quão fascinante não seria? O Quão fascinante não seria estar observando-os agora neste momento oportuno, a algumas horas antes da nossa morte…
O Prisioneiro encantado com tais palavras, observava atentamente aquela estrela, e toda aquela euforia e preocupação que havia em sua mente aos poucos se esvai
O Filósofo então, coloca as mãos nos ombros daquela pobre alma e diz
– Essa estrela, já pode ter se apagado a muito tempo embora ainda estejamos contemplando a sua luz (…) Toda a vida que um dia viveu sobre o calor daquela estrela, hoje se encontra no mais sublime silencio da doce morte que os encontra
Tal como a nossa estrela, que é um ponto luminoso no céu noturno de alguém
Quando morrermos, a luz da nossa estrela servirá como um suspiro de esperança para homens que como nós aguardam o sublime beijo da dona morte.
O Prisioneiro com os olhos cheios de lágrimas e o coração calmo, sorri, e mesmo diante da inevitável morte encontrava-se tranquilo
– Então não temes a morte? Perguntou o Prisioneiro
O Filósofo caminha até a janela, e olhando para o céu noturno com a contemplação filosófica de que a sua morte de nada importava para o universo
Sorrindo ele responde
– A realização de que vou virar pó, paradoxalmente me tranquiliza…”
Gerson De Rodrigues
“Imaginem que um belo diabo caminhe pelo mundo dos sonhos, e em seu subconsciente enquanto dormes na mais doce das noites. Ofereceste a ti, um veneno. Um veneno capaz de apagar por inteiro, todas as suas dores e amarguras, extinguir-se por inteiro sua melancolia e a solidão, apagando por completo! A mais terrível depressão.
Pensarias – ‘’ Se este belo diabo ofereceste a mim alma errante, tamanho presente, por que não aceitar logo assim, de supetão!?’’
No entanto, o belo diabo possuiria um contrato.
Ao beberes deste veneno, condenarás também a vida de todos os seres humanos que vivem sobre a face deste planeta, todo homem, toda mulher, toda criança. Cada alma que caminha por este planeta, se encontrará morta.
Viverias na amargura pelos outros? Ou matarias a todos os homens, por um suspiro de esperança?”
Gerson De Rodrigues
“Eu costumava em minha juventude, convencer a mim mesmo que havia algo de errado comigo. Algo doentio e intrínseco em minha mente sórdida que fazia de mim um homem doente. Eu costumava fazer as mesmas coisas, e persistir nos mesmos erros na tentativa infrutífera de negar minha verdadeira essência.
Mas eu sempre a escutava, uma voz macabra que gritava em minha mente
- Lembrai-vos que em todos os momentos de alegria, viveras outros mil de melancolia.
E como se eu estivesse atravessando um desfiladeiro com uma corda em meu pescoço, chamei-a de monstro, neguei a minha origem, a minha essência e os meus demônios.
Eu que já deveria saber, que quando uma flor é apanhada, ela morre imediatamente, mesmo que ninguém mais perceba. Mas eu estava vivo, mesmo com seu veneno frio correndo por minhas veias. Eu finalmente havia percebido… Era eu a voz que gritava em minha mente.
Então comecei a me livrar de tudo que não fizesse parte da minha essência. Pessoas, deuses, tudo e qualquer coisa que me pudesse negar quem eu realmente sou. De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama Niilismo.”
Gerson De Rodrigues
“Paranoia – Metáforas sobre o absurdo de existir.
Me amaldiçoaram, jogaram-me aqui, me puniram com a existência!
Transformaram qualquer oportunidade que a mim seria concebida de ser feliz, em algo que chamam vulgarmente de ‘’vida’’
– Vida? pergunto-me, se o que chamas de vida é este mundo podre cheio de dor e sofrimento do qual somos fadados a viver. Então grito por janelas vazias, Indignado…
MATEM-ME!!!
Que direito achas que tem? Punindo-me desta maneira, escolhendo o meu vulgar futuro, ditando-me regras impostas contra a minha própria lei! O Que eres tu? Um ditador? Curvar-me perante ti não irei. Pois aquele que ousar fazer de mim um servo será considerado meu mais odioso inimigo.
Pais e Mães… Oh criaturas terríveis que nos castigaram com a maldição de existir. Deixem-nos no nada! Deixem-nos no purgatório da não existência! MAS NÃO!! Não… amaldiçoe-nos com a vida…
O Que serias de mim sem a vida? um nada digo eu, pois quero ser o nada e a mim deveria pertencer este direito, o direito de nada ser, de nada escolher, de nada pertencer e de nada a crer.
DEUS!!! Gritam os Apedeutas, DEUS!! Gritam os fiéis
Se és deus o responsável pela vida, não deveríamos nós mata-lo por vingança? Não deveríamos nós sepultá-lo em sua própria tumba de misericórdia?
Por que gritamos a deus por misericórdia e perdão? Não foi este que nos deu todo o mal que imploramos para que nos livrem? Não foi este maldito homem divino que tirou de nós o direito de não nascer, e nos obrigou a viver neste mundo cruel? Como ovelhas prontas ao abate!
Sinto-me amaldiçoado… Sinto-me doente…
E a cura está em mim mesmo, a cura está na ausência de mim mesmo. Questiono-me: Por que muitos de vocês são felizes? Como podem sorrir diante de tamanha desgraça?
Não lembram de como choraram no dia em que chegaram a esta prisão? Como podem rir e rezar? Como podem esquecer que toda a dor, todo o sofrimento e toda a angustia do mundo só és, o que és, porque nasceste para senti-la.
Não consigo entender o homem feliz, talvez eu esteja doente…
Talvez no momento do parto uma assombração tomou conta do meu espirito! Talvez (…) eu seja apenas um maldito que da vida só sente o pior, enquanto tu, sorri para as cores do arco íris.
Já que nasci, e não posso retornar-me ao estado original de minha essência, resta-me o suicídio, a doce solução para esta maldição que me aflige.
– Viva, viva pois a vida é bela, e suicidar-se é um ato covarde
Disse o homem feliz, sorrindo como um moribundo, pulando como um maldito palhaço bêbado! Como podem os felizes serem donos de tamanha crueldade? Como pode alguém ousar tirar de um homem o direito de acabar com as suas dores?
Pergunto-lhes: Negarias tu o remédio da cura a uma enfermidade terrível, a um homem doente? Se não negarias, por que negas a mim o direito da morte?
Forçaram-me a vida, obrigaram-me a nascer! E aqui estou, sozinho em uma prisão vendo o mundo sofrer, sentindo a dor no peito de todas as mazelas da existência. E ainda tens a coragem de dizer que não posso matar a mim mesmo?
Como ousas ofender-me com a sua felicidade e tirar de mim a minha?
Afinal, não dizias Schopenhauer que a única felicidade é a de não nascer? Então deixe-me, deixe-me buscar a felicidade que de mim foi tirada a muito tempo…”
Gerson De Rodrigues
“O Conhecimento me trouxe um fardo, como uma assombração que me persegue por todos os cômodos da casa. Uma criatura negra que suga toda a felicidade que existe em mim afim de me transformar em algo tão sombrio quanto esta própria assombração (…)
Eu me lembro, sim eu me lembro! como se fosse ontem, em meus belos dias de ignorância víu, no auge de minha juventude. Aquele sorriso ao me entreter com a futilidade da vida, aqueles amigos falsos com sorrisos malditos prontos para me apunhalar pelas costas, o calor mentiroso embora aconchegante da religião. Aqueles eram dias felizes, a ignorância me trazia a paz e a felicidade que um homem precisa para viver neste planeta como mais uma formiga trabalhadora.
Mas ela veio até mim, a assombração do conhecimento. Aquela criatura negra e gélida apareceu pela primeira vez em forma de cálculos matemáticos em um livro do Stephen Hawking. E foi neste particular momento que meus olhos abriram-se pela primeira vez, como uma criança que acabou de nascer, e ao olhar para o céu eu não via apenas pontos luminosos eu via mundos inteiros, constelações e galáxias.
Algo tomou conta de mim… era aquela assombração e ela pedia por mais, ela implorava por mais e para que sua sede fosse saciada, caminhei lado a lado com aquela criatura negra até uma biblioteca.
E ao sentar em uma das cadeiras me vi embriagado em pensamentos e reflexões Filosóficas, Nietzsche, Camus, Carl Sagan e o sádico Aleister Crowley. Todos eles agora viviam em mim, o conhecimento agora havia aberto meus olhos para um mundo que sempre esteve ali, mas eu nunca pude vê-lo.
Agora eu estou aqui, sozinho em uma casa velha com as luzes apagadas e uma vela que ilumina um velho caderno, do qual escrevo textos melancólicos sobre a vida. Para que algum dia outros conheçam está assombração.
Ela… Que é a minha melhor amiga.”
Gerson De Rodrigues